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História Ciência Na Alma - Capítulo 45


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Capítulo 45 - Reconect


Fanfic / Fanfiction Ciência Na Alma - Capítulo 45 - Reconect

POV Cosima

Um campo ensolarado estava a minha frente, eu sentia a grama nos meus pés descalços. O dourado do sol iluminava a copa das árvores a minha frente. Reconheci o calor na palma da minha mão, era Delphine com seus dedos entrelaçados nos meus. Seu sorriso puro fazia com que eu sorrisse também, impressionada mais uma vez com a sua beleza. Seu cabelo loiro tinha os cachos soltos e no topo da sua cabeça, havia uma coroa de flores silvestres, tão lindas quanto ela. 

Toquei o seu rosto, tentando comprovar que aquilo tudo era real. Grave erro. Assim que toquei a sua pele, tudo se desfez diante dos meus olhos e mais uma vez caí na escuridão. 

A consciência parecia ter voltado ao meu corpo. Ainda de olhos fechados, tentei perceber o que se passava usando meus sentidos. Uma dor aguda na cabeça me incomodava, assim como o frio. Eu estava deitada numa superfície dura, provavelmente no chão de algum lugar horrível à altura de Rachel. Mas havia algo que não de encaixava, o calor na minha mão ainda estava lá. 

Minha mente foi a milhão, minha boca ficou seca e eu sentia minhas pernas tremerem com a possibilidade de aquele calor ser mesmo Delphine. Sem aguentar a ansiedade, abri os olhos. Por alguns instantes o ar faltou, o choque me impedia de respirar. 

Delphine estava deitada ao meu lado, segurando a minha mão com força. Seus olhos estavam marejados, mas ela estava sorrindo. Na mesma hora me levantei, com o susto acabei pulando pra longe.

-Delphine! 

Ela se levantou e me tomou em seus braços. Num abraço apertado, nós duas choravamos com força.

-Eu fiquei tão preocupada, Cosima... Eu te amo tanto...-ela disse com a voz entrecortada pelo choro.

Ela segurou meu rosto com as duas mãos e olhou dentro dos meus olhos, parecia ainda não acreditar que estávamos juntas. Eu a apertava com força, a sua pele continuava macia e o seu cheiro ainda era o mesmo, aquela era mesmo a minha Delphine.

Sem esperar mais, a tomei num beijo terno. A saudade que eu sentia dela conseguia ser maior do que o medo que eu sentia naquele momento. No meio daquele beijo, eu sentia o salgado daquelas lágrimas que ainda caiam. Ela me abraçava com apertado e por um momento, eu estava tranquila, ela estava comigo. 

Nosso momento foi interrompido por uma batida, uma porta se fechando. Só então voltei a realidade. Naquele ambiente vazio, escuro e úmido, que parecia ser um porão, além de Delphine e eu, estava Rachel em pé a nossa frente. 

Instintivamente Delphine se posicionou a minha frente, escondendo o meu corpo atrás do dela enquanto segurava a minha mão, tentando me proteger.

-Que cena patética, Cormier- Rachel disse com um sorriso sádico- Eu nunca diria que você faria esse tipo

Por trás de Delphine, eu vi os seus músculos se tensionarem, sinal claro da raiva que ela sentia. Delphine não se atreveu a dizer uma única palavra enquanto Rachel caminhava pelo ambiente, inspecionando o local. 

-Eu não pretendo passar muito mais tempo aqui, então vou direto ao ponto. Delphine, onde está a pasta que você obteve no Dyad?-ela disse, cruzando os braços no colo.

Delphine permanecia em silêncio, provavelmente estava calculando suas próximas atitudes. Isso fez com que Rachel ficasse incomoda. Antes que pudéssemos antecipar, Ferdinand apareceu naquele porão apontando uma arma para Delphine. 

Eu estava coberta de medo mas Delphine não fez nem menção de se encolher, não era hora de ser corajosa. 

-Não! Rachel, não faça isso! Eu faço o que você quiser, eu entrego a vacina!-Falei enquanto pulava pra frente de Delphine.

-Não seja tola, Cosima. Já sabemos sobre o seu segredinho, os documentos assegurando os seus direitos, você não tem mais nada a oferecer. Tudo já foi publicado, você, minha cara, já não tem mais serventia nenhuma. 

Olhei pra tras e vi a cara de Delphine, que estava furiosa, claramente não tinha gostado do que eu tinha feito. Provavelmente já havia passado do meio dia do dia seguinte e tudo já havia sido publicado. Quando voltei meu olhar para Ferdinand, a arma estava aponta pra mim e o seu dedo já estava no gatilho. 

Tudo parecia se mover em câmera lenta, a adrenalina daquela situação estava embaralhando meus sentidos. Ouvi um barulho alto, um tiro. Fechei os meus olhos e esperei que me atingisse, o meu fim seria ali mesmo, eu já sabia. 

Segundos se passaram que aquela bala não me atingiu, o que senti foi Delphine se jogando pra cima de mim onde nós duas acabamos no chão. Olhei assustada pra ela, que graças a todas as deusas, não estava ferida também. Levantei meus olhos e vi Ferdinand caído e o que restava da sua cabeça, estava em pedaços. Aquela visão embrulhou o meu estômago e seria difícil de esquecer, meu corpo inteiro tremia de pânico. 

Continuei olhando pela sala e vi S com uma arma em mãos, apontada diretamente pra Rachel. 

-Acabou, Rachel.-S disse antes de dar uma coronhada na cabeça dela, que automaticamente caiu no chão. 

Logo após isso, Sarah apareceu na sala e foi na direção de Rachel que estava no chão, dando um chute nas costelas dela. Sarah puxou o cabelo dela fazendo com que Rachel a olhasse enquanto gemia de dor. 

-E isso é por ter mexido com a minha família!-Sarah disse antes de acertar um soco no rosto de Rachel, que caiu mais uma vez no chão, agora desacordada.

Tudo aquilo era demais pra mim, meu corpo acabaria cedendo. Aquela dor aguda na minha cabeça parecia ainda maior do que quando eu havia acordado. Sem conseguir aguentar mais, acabei apagando.

***

Tive o mesmo sonho antes de acordar: Delphine e sua coroa de flores num campo ensolarado, o calor da sua mão junto a minha. Conforme despertava, eu sentia coisas novas. Um incomodo no meu braço esquerdo, uma dor aguda na cabeça e... Cheiro de hospital? 

Abri lentamente os olhos e confirmei onde eu estava. O incomodo no braço era devido ao acesso do soro no meu braço. Olhei pra baixo e vi Delphine deitada com a cabeça na cama, segurando a minha mão direita enquanto dormia. Me mexi um pouco na cama, coisa que chamou a atenção de S, que estava encostada na porta daquele quarto. 

-Minha criança...-ela disse enquanto se aproximava-Como se sente?-ela perguntou enquanto afagava o meu rosto. 

-Um lixo... O que aconteceu? 

-Você sofreu uma contusão na cabeça e acabou desmaiando... Está apagada há 3 dias, minha querida, e essa aqui- apontou pra Delphine- se recusa a deixar o seu lado. 

-Não... O que eu realmente aconteceu? 

S respirou fundo antes de responder e ajeitou a postura antes de começar a falar. 

-Bom, aquele programa que você criou com Scott pro seu computador funcionou, acho que esse é um bom começo pra essa história. Isso e o fato de o Félix não ter notícias da Delphine e nem suas. Quando ele foi até o seu apartamento e viu que nenhuma de vocês duas estavam lá, ele me ligou. Durante várias horas não fazíamos ideias de onde vocês estavam, não até o meio dia do dia seguinte...

Parece que depois de tudo, alguma coisa eu tinha feito certo. 

-Quando recebemos todos aqueles documentos e dados, algo nos chamou atenção. Cosima, você foi muito esperta. Como conseguiu anexar a sua localização? 

-O colar... Eu coloquei um localizador nele, mas não tinha certeza se iria funcionar... Eu fiquei com tanto medo...-tive que segurar o choro.

-Eu sei, meu amor... Depois que conseguimos achar vocês, era questão de tempo até que Rachel também soubesse que você tinha publicado tudo aquilo. Sarah e eu tentamos intervir o quanto antes, mas ainda havia algo a ser feito. Com o que Delphine conseguiu sobre o Dyad, eles não conseguiriam se recuperar. Cosima, a Delphine realmente conseguiu que o acontecia no Dyad tivesse um fim. Leekie e Rachel foram presos, assim como diversas pessoas associadas ao instituto...

Sem que eu tivesse percebido, eu já estava chorando. Realmente havíamos conseguido um fim pra aquilo tudo.

Delphine acabou acordando, seus olhos grandes me penetravam.

-Cosima... Mon amour...-ela disse antes de me beijar, forçando seus lábios contra o meu-Me perdoe, meu amor... Me perdoe por ter te deixado depois de ter prometido ficar, me perdoe por ter te posto em risco e... Me perdoe por ter fazer sofrer. Eu tive tanto medo, Cosima...

-Hey... Olha aqui-eu disse colocando a sua mão contra o meu peito- eu amo você. 

Mais uma vez nossos lábios se encontravam e a vida parecia voltar a fazer sentido. Naquela cama de hospital, apesar da dor ou do trauma, eu estava aliviada, finalmente eu estava acordando depois de um sonho ruim.


Notas Finais


Meu carai finalmente...
O que vcs acham que vai acontecer em seguida?
Me contem como estão se sentindo depois dessa!
Beijos e até mais


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