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História Ciências ( BakuDeku - KatsuDeku ) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Opaaaaa sz
Tudo bom meus bebês?
Espero que estejam ótimos nhaaa sz
Pra quem tem os mesmos problemas familiares que o Kacchan, eu sinto muito.
Sinto muito se eu lhe afetar
Sinto muito por você passar por isso
Sinto muito por você está lendo esse cap
E espero que você encontre um Deku para você, pois você merece a maior felicidade do mundo lindo ( a )
Eu não gosto muito da Mitsuki, eu gostava mais dela, mas, porém, entretanto, todavia, quando eu analisei ela um pouco melhor e notei algo que deveria ter notado desde o começo, eu fiquei tipo ;-----------;
Eu amo o Masaru e irei enaltecer ele quantas vezes forem necessárias, muito lindo esse homem
Um Homao, coisa mais linda depois do Madara, Katsuki, Miguel, Haru, Rito e outros mais
Vamos para o cap, não é mesmo?
Espero que gostem nhaaa sz
Desculpem erros meus amores nhaaa
Tenham uma boa leitura sz beijinhos sz

Capítulo 3 - Um problema e uma enorme dívida



Abriu os olhos lentamente logo grunindo ao ouvir o som irritante do seu maldito despertador, odeia esse barulho infernal, mas o que de fato lhe deixa um pouco feliz é que, hoje não irá ter aulas, poderia ir para sua casa? Sim, claro, mas irá fazer isso? Claro que não! Não quer olhar sua mãe por enquanto, nunca quer a olhar para ser exato, sim, tem vários problemas com a mesma, na infância ela bebia e fumava demais, ela era mais que dependente de ambas drogas, só Deus e si próprio sabem o quão difícil foram sua infância e adolescência graças a essa mulher, não odeia ela, mas também não a ama, é um sentimento vago, um sentimento diferente de todos os outros que sente, nem ao menos a chama de mãe e ela não lhe cobra por isso, deve ser porque sabe que a errada fora ela, ela não tem o direito de lhe cobrar carinho, lhe cobrar algo o tipo e ela melhor que ninguém sabe disso, ela melhor que ninguém sabe a dor que sentiu ao ver ela apontando uma faca para si, sim, ela estava sob efeitos de álcool, mas isso não é desculpa, fora como se ela realmente quisesse lhe matar e se não fosse o fato de saber lutar, ela repetiu esse ato outras vezes e todas elas lhe machucaram para um caralho, então mesmo que ela implore de joelhos bem na sua frente não consegue a perdoar, não consegue mesmo e olha que já tentou várias vezes o fazer, afinal querendo ou não ela é sua mãe.

Lembra de um dia, tinha 6 anos, ela chegou às 09:00 horas da manhã completamente bêbada em casa, estava cheirando a nicotina e cerveja, estava completamente louca, ela nem ao menos lhe conheceu de tão mal que estava, mas o que mais lhe traumatizou não fora isso, o que mais lhe traumatizou fora o fato dela ter ido com tudo em seu pai, sim, ela simplesmente fora com tudo nele, lembra que ele reclamou por ela ter chegado tarde em casa e de repente ela surtou sem pensar duas vezes, ela começou a bater em seu pai e o pior de tudo fora o fato dele não ter feito absolutamente nada para impediras agressões dela, isso lhe deixou sem chão, ver o seu pai em tal estado enquanto pedia pra ela se acalmar lhe fez ter um surto psicótico, gerou alguns traumas após esse episódio maluco, após esse dia passou a praticar box, não para bater em sua mãe, mas sim para a segurar e impedir que ela batesse em seu pai, pois até hoje odeia o ver mal, não quer ir pra casa agora, afinal hoje é o dia do aniversário de casamento deles dois, ou seja, irão fingir que são o melhor casal de todo o mundo, essa falsidade deles lhe sufoca, lhe deixa tonto, lhe faz sentir um misto de sensações inexplicáveis, porém ruins.

Soltou um suspiro alto e cansado o ouvindo se alastrar pelo vão vazio igualmente por seus ouvidos, lembrar do passado lhe deixa cansado, lhe deixa sem mundo, em um certo período o seu pai se separou dela, ele sempre evitou isso o máximo que pôde, pois não queria lhe machucar, sempre disse que, o mais prejudicado com a separação seria si próprio, entretanto o tempo que passou longe de sua mãe, fora o melhor tempo de todos que viveu, não é como se sentisse falta dela, não é como se sua vida ficasse bem com ela, tudo bem que ela parou de beber e fumar em excesso, sim, sabe perfeitamente disso, porém isso não cura todas as suas feridas, isso não melhora todos os seus traumas que obteve justamente por causa dela, passou alguns anos sem dormir direito tendo pesadelos, pesadelos esses que era de seu pai sumindo e lhe deixando a sós com ela, seu pai lhe abandonando, seu pai bebendo igual a ela e lhe deixando só, não quer nem ao menos voltar a lembrar dessas coisas, pois só em lembrar sua garganta fica fechada, suas mãos soam frio, suas pernas tremen e o seu nariz fica formigando um pouco, ou seja, fica com muita vontade de chorar.

Passou o antebraço esquerdo nos olhos bruscamente secando as lágrimas que se formaram em seus olhos por ter pensado nessas coisas, está tudo bem, não é como se aquele tempo fosse voltar de uma hora para outra e fosse sofrer tudo de novo, não é como se sua mãe fosse surtar de uma hora para outra e voltar a beber loucamente, ela não fuma tanto quanto, não bebe tanto quanto antes, é, realmente está tudo bem, aconteça o que acontecer tem, precisa, necessita e irá ficar bem, aquele bebê chorão morreu há 16 anos atrás, agora já é um homem formado, tem confiança em si mesmo, agora já pode ficar bem e não ficar em seu quarto chorando por uma briga, agora já pode finalmente falar " eu não vou chorar mais ", sim, pode falar isso, agora está destemido, é, está destemido sim, agora está mais confiante que antes, agora está mais adulto por assim dizer, agora não é mais uma criança como antigamente, o que está falando? Sente vontade de chorar só em lembrar de tudo, sente vontade de chamar pelo seu pai para que, ele lhe socorra, para que ele lhe abrace e diga que tudo irá ficar bem, porém ele não está aqui e nem irá surgir como o super-herói que falava que, ele era.

Lembra de acordar várias vezes na noite ao ouvir sua mãe chegando bêbada gritando que queria dinheiro, dinheiro esse que ela usaria para comprar mais bebidas e cigarros, ela já estava completamente bêbada e mesmo assim queria mais, lembra de tantas coisas que puta que pariu, sua mente gira 360° só em pensar em tudo que houve, nas malditas brigas que ela teve com o seu pai, das vezes que ela bateu em si por nada, das vezes que ela xingou várias coisas na sua cara, ela simplesmente já lhe falou várias coisas maldosas, coisas que realmente lhe machucaram e até hoje machucam, coisas que só em lembrar ainda dói, coisas que atravessaram o seu coração com tudo, coisas que impossibilitam de ter algum tipo de laço com ela até hoje, palavras doem, machucam, fazem pessoas sangrarem, ela já olhou bem fixamente em seus olhos e disse " deveria ter te abortado ", porra, como alguém fala algo assim para o seu próprio filho? Como alguém fala isso para um adolescente? As vezes tem tanta raiva de pensar que ela é sua mãe, o que tivera feito de errado para merecer uma mãe assim? Sempre ouviu que, as mães amam incondicionalmente, elas tem o amor mais verdadeiro do mundo, elas amam os seus filhos apesar de todos os defeitos, mas ela não faz jus a isso, na verdade ela sempre demonstrou que lhe odeia com todas as suas forças, cara, isso magoa tanto, isso magoa mais que tudo nesse mundo, puta que pariu, está com vontade de chorar agora, ok, está sendo um bebê chorão novamente, até quando irá ser assim? Até quando irá chorar pela mesma coisa?

Levou as mãos até os olhos e os apertou com certa força para focar em outra coisa, mas não dá, a sua mente está bastante perturbada hoje, é como se algo fosse acontecer, como se algo fosse lhe afetar mais do que já afetou nessa fodida manhã, fitou o teto branco de seu quarto por alguns segundos atentamente na fracassada tentativa de ter bons pensamentos, consegue ouvir o barulho da chuva caíndo lá fora, consegue sentir o cheiro de terra molhada, consegue ouvir sons desconexos do quarto ao lado e sinceramente, não está nenhum pouco afim de ouvir esse garoto se masturbando ou transando de novo, bem, talvez ele possa ter problemas respiratórios, afinal há alguns alunos que possuem, não irá julgar ninguém sem saber, pelo menos não hoje, não agora, não está no clima para fazer isso hoje, está cansado, muito cansado mesmo, hoje o seu espírito está bem fraco, pegou o celular sobre a escrivaninha devagar logo lendo todas as notificações que nele tem, seu coração disparou imediatamente ao ver que todas são de seu pai, ele não é disso, ele não é de lhe mandar tantas coisas assim em um único dia, há várias ligações dele, o que caralhos está acontecendo? É por isso que está com um mal pressentimento? Ligou o Wi-Fi e abriu o Whatsapp às pressas para saber o que é que está acontecendo, abriu a conversa logo franzindo o cenho ao bater os olhos nas mensagens que ele lhe mandou, ok, isso não lhe deixa nada feliz, na verdade isso lhe angustiou ainda mais.

Pai/banana: 05:40 : nós precisamos conversar filho

Pai/banana : 05:43: é algo importante 

Pai/banana : 05:45 : você está bem? 

Pai/banana : 05:47 : nós precisamos conversar Katsuki

Pai/banana : 05:50 : sei que não deveria lhe falar isso por celular, mas a sua mãe passou dos limites de novo

Pai/banana : 05:54 : desculpe Katsuki, mas eu não posso mais morar na mesma casa que ela 

Pai/banana : 05:56 : sinto muito filho

Soltou um suspiro alto e longo, isso não pode está acontecendo de novo consigo, não outra vez, sua visão embaçou impedindo de ver direito as mensagens estampadas na tela, tudo é sempre culpa da sua mãe, o que caralhos ela tem na cabeça? Engoliu em seco tentando limpar sua garganta, mas isso ainda lhe machuca, machuca muito mesmo, por mais que diga que é um homem, que tudo irá ficar bem, nada fica bem quando o assunto é o seu pai, tem medo de que ele sofra tudo de novo, não quer o ver tão distante outra vez, não quer ficar sem rumo igual antes, não quer ser aquele garoto estranho de antes, aquele garoto que sempre vivia isolado de tudo e de todos, voltou a passar o antebraço nos olhos, respirou fundo algumas vezes tentando raciocinar direito e manter suas mãos firmes logo mandando uma resposta para ele, " apenas faça o que for melhor para você ", sério, tudo que quer é isso, quer que ele fique bem e feliz, seja com a loira ou não, seja naquela casa ou não, quer que ele seja feliz, pois ele merece toda felicidade do mundo, voltou a colocar o aparelho sobre a escrivaninha, com muito custo e esforço levantou-se devagar, mesmo que não queira tem que sair da cama, mesmo que isso parece impossível agora tem que o fazer.

 Ficar aqui nessa cama olhando para o teto só irá lhe deixar ainda mais sozinho e mais vago, irá lhe fazer pensar em coisas que não irão lhe fazer bem, como as coisas são engraçadas, de uma hora para outra sua mente ficou vaga novamente, sua vontade de fazer algo morreu como antes, tudo a sua volta silenciou ao ler as mensagens e até agora não voltou o som de absolutamente nada, quando se há algo mais importante que tudo no mundo para si, oh sim, o abalo é enorme quando acontece algo com essa pessoa e essa pessoa para si é o seu pai, desde que se entende por gente é apegado à ele, afinal ele sempre lhe deu todo apoio, carinho e amor que pôde, mesmo com o trabalho e todos os problemas ele ficou do seu lado o máximo que pôde, aprecia e respeita o seu pai por isso, ele realmente é um herói, não importa o que digam, como o enxergam, para si ele é um herói, mas enfim, agora precisa sair dessa cama, sim, ele não iria gostar de lhe ver nesse estado, fora até o banheiro vagarosamente para fazer as suas higienes matinais, porém não pensou que fosse lembrar de tudo de novo e chorar igual um bebê enquanto estava tomando banho.

Após o banho voltou para o seu quarto, colocou uma muda de roupas qualquer e bastante folgadas, afinal não está nenhum pouco afim de ter ainda mais incômodos, pensou em pegar o celular, mas desistiu de o fazer, pois ele só irá lhe deixar ainda mais confuso agora, saiu do quarto devagar se deparando com alguns alunos saindo com malas, ou seja, eles vão para suas casas, irão ver suas famílias, irão ser felizes, girou nos calcanhares logo começando a caminhar rapidamente, o seu colega de quarto e melhor amigo, vulgo espeto fora embora ontem, ele até perguntou se queria ir consigo, mas se fosse iria se sentir um extra, iria ser fodidamente foda está no meio de uma família unida, não tem esse direito, não tem porque ir na casa do ruivo, se dá bem com a mãe e o pai dele, porém isso não vem ao caso agora, levou as mãos até os bolsos da calça onde os descansou tentando afastar todos os seus pensamentos, não lhe faz bem pensar em famílias que tem uma boa relação hoje, não está reclamando delas, na verdade gosta bastante de todas elas, ama ver famílias se dando bem, ama ver todos ao seu redor se dando bem, mas agora pensar nisso lhe machuca, machuca muito, girou o corredor na esperança de ver o lugar completamente vago, porém algo se chocou contra si com tudo, quase ia caíndo com a fraqueza que o seu corpo está.

- descul... pa... K-K-Katsuki!?... e-eu não vi... e-eu não queria... - afagou os fios verdes na esperança de o fazer parar de falar e isso realmente funcionou, não está querendo ouvir ninguém falar hoje, não está querendo ficar na presença de ninguém hoje, tudo que quer é sumir do mundo, quer desaparecer e voltar quando essa dor sair de seu peito, quando parar de latejar, quer sumir e só voltar quando tiver a absoluta certeza que o seu pai está bem, mas isso parece que irá demorar um pouco.

- não tem problema Izuku, até mais - retirou a mão da moita... quer dizer da cabeleira verde voltando a caminhar no mesmo ritmo de antes, tem que comer algo, tem que manter o seu corpo de pé, embora tudo que queira é desabar igual aquela criança de 6 anos, quer chorar até soluçar, quer chorar até obter o socorro do seu pai, mas não pode fazer isso, pois aquela criança não existe mais, aquela criança sumiu igual a sua disposição, olhou rapidamente para o lado esquerdo ao ter algo agarrado nele.

- v-você está bem? - conteu as possíveis expressões faciais ao ouvir tal pergunta saindo da boca do esverdeado, assentiu devagar forçando um sorriso, já tivera atuado tantas vezes, então não custa mais atuar uma? - tem certeza? Estou te achando meio estranho - acompanhou com o olhar a mão dele vir até a sua testa, a palma da mesma colou em tal local e agora sabe perfeitamente o que ele está fazendo, ou seja, está checando se está com febre, queria dizer que os seus problemas é apenas uma febre, mas não é - você já tomou café? - negou meio sem jeito e completamente hesitante vendo o menor fazer uma expressão desconhecida por cerca de dois segundos, não sabe nada dele, não o conhece direito, mas essa expressão não é de felicidade - quer vir até a sala? Eu levei uma cesta de coisas pra lá, você pode comer se quiser - pensou em abrir a boca pra falar algo, entretanto notou que já está caminhando junto ao menor rumo a citada, ok, não tivera sequer debatido, não tivera sequer feito nada, isso é uma merda, talvez seja melhor está com esse arbusto mesmo, afinal ele demonstra se importar consigo, diferente de várias pessoas, esse ser demonstra se importar consigo mesmo não lhe conhecendo, observou ele abrir a porta da sala após soltar o seu antebraço.

- onde está o pavê? - entrou após o mesmo, aqui o clima é mais frio, o clima é mais leve, aqui a vida parece ser bem vasta, agora entende por que as pessoas ficam aqui, aqui é como um lugar para perder todos os problemas, está cansado, mas não irá transparecer isso, não irá deixar ninguém saber sobre o que está passando dentro de si, não irá mesmo, por isso antes que ele lhe pergunte algo irá o encher de perguntas, irá perguntar sobre o napolitano, o morto-vivo, irá perguntar até sobre os malditos experimentos daqui se for necessário.

- ele foi ficar um tempo com a família do Shinso e depois vai para sua casa, porque? - fora até a mesa onde há alguns objetos devagar, porém não sentou na cadeira, sentou-se ao chão, no chão duro e gélido, talvez queira passar o dia inteiro aqui e quem sabe morrer um pouco, ou melhor, morrer de novo, nesses 21 anos de vida já morreu mais de um milhão de vezes, porém ninguém notou isso, isso é sinal que é um ótimo ator, deveria ganhar alguns Óscares, deveria ser mais feliz.

- nada! - observou ele sentar-se na cadeira à sua frente, pensou que ele fosse falar algo, mas isso não ocorreu, ele apenas está lhe fitando com tristeza, uma tristeza muito grande, tristeza essa que está lhe deixando um pouco preocupado, a mão dele veio até sua testa e automaticamente fios dourados foram afastados de tal local, ok, ele é bastante carinhoso consigo, muito carinhoso e gentil, não pode negar que isso lhe agrada, mas não irá afirmar isso em voz alta.

- está acontecendo algo? - soltou o ar pesadamente logo negando bem devagar, devagar até demais para o seu gosto, não quer falar nada à ninguém e mesmo que ele seja gentil consigo, não pode falar nada à ele, não quer falar mais nada hoje, quer voltar ao seu normal - não precisa afirmar, mas eu sei que está acontecendo algo com você, dá pra ver nos seus olhos isso e isso não me agrada nenhum pouco - a mão alheia subiu até os cabelos onde começou um cafuné muito gostoso, ok, confessa que sente saudades de tal feito, recebeu poucos e todos eles foram de seu pai, o coitado trabalhava em dois empregos para sustentar a casa sozinho, então não cobra nada dele - eu não sei o que é, mas se quiser pode desabafar comigo, se eu puder ajudar é só dizer, eu lhe ajudo agora mesmo, ok? - assentiu prontamente, ele está falando sério mesmo? O analisou por alguns segundos atentamente, ele não parece está mentindo, ele não parece ser do tipo de pessoa que mente para alguém em um momento como esse, talvez, apenas talvez possa confiar nele, talvez possa contar com ele, talvez possa tirar tudo isso de si, é, talvez possa tentar, afinal desabafar é uma boa, o seu pai sempre diz isso, o que custa confiar nele?

- é que... - o que está pensando? Não pode confiar em ninguém, sempre que confia ou se apega à alguém, essa pessoa some da sua vida, essa pessoa muda consigo, essa pessoa lhe faz sofrer, precisa deixar isso em mente e não se deixar levar, não pode mesmo - nada! Não é nada! - automaticamente ele ajoelhou-se no chão à sua frente, pensou em falar algo, porém ficou sem fala ao ganhar um abraço apertado e muito reconfortante por parte do menor, porque ele fez isso? Isso só aumenta a sua tristeza, ele tocou na sua ferida, puta que pariu, sente seus olhos se enchendo de lágrimas, esse arbusto é um idiota, ele simplesmente tocou no vidro que já está fodidamente trincado.

- você mente muito mal Katsuki, olha, se eu puder fazer algo você diz, ok? - assentiu novamente ganhando um beijo em sua testa em troca, essa gentileza toda está lhe deixando estranho, essa gentileza toda lhe faz querer chorar até tirar todo o incômodo de si, tirar essa tristeza, essa maldição que há em seu coração - o chão daqui é bom, sabia? Eu sempre deito nele quando estou com problemas, quer tentar? - meio hesitante e sem jeito deitou suas costas no mesmo, gélido, tudo aqui é gélido, é leve, é como se essa maldita sala fosse um pedacinho do paraíso, como se ela lhe engolisse e lhe desse um pouco de paz - é bom? - assentiu devagar logo fungando, não estava preparado para ser tratado assim, todos sempre lhe tratam tão casualmente, todos lhe aguentam simplesmente por educação e esse ser, esse maldito arbusto está lhe tratando melhor do que sua própria família, esse maldito arbusto está cutucando as suas feridas - ei!?... sabia que não se pode guardar as coisas? Se quiser chorar vá em frente, eu juro que não conto pra ninguém, ok? Não se preocupe com nada, eu sempre choro com tudo, vem aqui por favor - virou de lado colando a testa no peitoral alheio, tentou segurar suas lágrimas, mas fora inútil ao ganhar outro cafuné, não gosta de chorar na frente de alguém, não gosta que tenham pena de si, não gosta que pensem que é fraco, mas não dá, realmente não dá, fora pego de surpresa, fora acertado com tudo hoje e a culpa é desse alface - está tudo bem, está tudo bem, me parte o coração te ver assim, mas vai ficar tudo bem, você vai ver que tudo irá se resolver, ok? - assentiu devagar sentindo o tecido sedoso da camisa azul clara que ele está usando agora, por alguma razão desconhecida os batimentos cardíacos dele estão deverás acelerados, não sabe o motivo, mas deve muito à ele, deve por ele está lhe fazendo um cafuné quando não há ninguém para o fazer por si, o deve por ele está consigo aqui e agora quando não há ninguém, deve muito à ele principalmente por ele ter feito um cafuné em si até que pegasse no sono e assim esquecesse um pouco dos seus problemas, é, deve muito a ele.



Notas Finais


Obrigada por lerem sz


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