História Cigarette Daydreams - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha quem retornou!
Bem, euzinha!
Pretendo postar ao menos um capítulo a cada dias.

Capítulo 5 - Macbeth.


Talvez fosse Macbeth. A maldita de Shakespeare, que tenha feito aquilo, que tenha levado Laura a morte, que tenha levado sua mãe a abraçar o suicídio.

Assim que Matheus acordou aquela manhã desesperadora, de céu azul e vivo, salpicado de nuvens fofas e brancas como algodões colados no teto do céu, a primeira coisa que ele fez foi alcançar sua gaveta atrás da carta, a terrível carta de sua mãe, Laura.

 Nesta, as palavras mais terríveis entristeciam a alma e sua mente. Seu tio, Luiz, entregara a carta na noite anterior, fedendo a cigarros e com os olhos inchados de choro e dor.  

 “E que Laura arda no fogo que lhe é merecido, mas que todas as outras subam ao céu, pois é lá que elas merecem.”

 E a dor de ler, de sentir, compreender a mãe, ardia em chamas de lágrimas. Ao receber a carta de seu tio, depois de horas e mais horas apenas fitando o envelope manchado, sem saber o que fazer, incerto de que decisão tomar, afanou do quarto do pai uma garrafa de vodca que, sabe-se lá porque, misturou com café.

 Em seu quarto, em sua escuridão privada, leu à luz da lua e dos postes da rua as tão fatídicas palavras vis, e na própria dor, afogou-se.

 Soluçou e chorou. Depois, reinou em silêncio. O pai, ele pode ouvir, chorava. O tio acompanhava. Matheus se encolheu na própria dor.

 Quanta dor guardada naquelas palavras.

 Que dor a do próprio menino.

 E naquela manhã, quando acordou, quase convenceu-se de que ainda encontraria a mãe e a carta não passava de um sonho esotérico e cruel. Mas não, ali estava seu algoz, zombando de si.

 Ele, com lágrimas dificultando a leitura, releu a carta. Releu porque precisava ter certeza.

 Havia preparativos para se fazer. Pegou um cigarro da cartilha esquecida da mãe, acendeu-o e recostou-se na janela, fitando aquele céu imenso e azul. E deixou a fumaça subir e as lágrimas caírem.

 Realmente, Macbeth trazia azar, trazia morte.

 Belo é asqueroso e asqueroso é belo. Voemos acima do nevoeiro e em tempo muito ruim.¹

 Voemos para as terríveis tempestades, como as três feiticeiras.

 A destruição aqui realizou sua obra-prima.²

 A peça levava dor. Levava morte junto dos mantos das feiticeiras. Soltou outra baforada de cigarro. A morte sempre seguiu Macbeth. A morte sempre seguirá aquela família.

 —Não —murmurou para si mesmo. —A Morte, e seus ceifeiros, perseguem a cada alma, atrás de, no devido momento, carrega-las consigo. 


Notas Finais


1- Final da cena I da peça. As três feiticeiras falam juntas essa frase.
2- Macduff sobre a morte do rei Duncan.

Enfim, espero que tenham gostado e que comentem! Ah, e se encontrarem erros, por favor, me contem!


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