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História Cigarretes - Billie Eilish - Capítulo 23


Escrita por: e Neonettdown


Capítulo 23 - Scratches


B I L L I E

Eu realmente tinha uma visão bem privilegiada dela ali. Não tô falando do corpo, tô falando do rosto mesmo porque com esses moletons ela nunca nem me deixou reparar nisso. E sim, eu reparei só quando ela usou o vestido, e pra ser sincera, eu meio que escolhi ele pra isso também. Ela estava sorrindo. Eu não sabia o motivo já que estava distraída com os meus pensamentos, mas ela era muito linda sorrindo. Era como se ela fosse a única coisa que estava ali, focada em um filme qualquer na televisão, e mesmo assim conseguia ser bonita. E então, quando eu menos esperava, a porta se abriu com força.

[...]

Meu irmão já havia dormido, Claudia também. E pensei que talvez agora fosse a hora certa pra ver se Louise estava bem. A algumas horas o pai dela entrou lá em casa com tudo, levou ela e eu não pude fazer nada. Claro que eu tentei impedir, como nem tudo é um mar de rosas, eu não consegui nada. Passei a mão no cabelo e bufei irritada, vendo que ela provavelmente ainda estaria dentro da casa. Fechei a porta de entrada, desci os três pequenos degraus e encarei a residência ao lado, tomando coragem pra seguir em frente. Respirei fundo e continuei encarando por um pequeno período de tempo. Meu medo não me deixava ir, mas minha preocupação falou mais alto e quando eu percebi, já estava parada na porta.

- Billie... - Ouvi uma voz abafada chamando por mim, instintivamente olhei pra trás, e lá estava ela. No banco traseiro de um carro prateado, a janela estava aberta e eu já não conseguia ver dos ombros dela pra baixo. Quanto mais eu me aproximava, com mais medo eu ficava, o medo da simples hipótese de estar sendo seguida continuava na minha cabeça, e eu não sabia porque. Eu sentia alguém me observando o tempo inteiro, mesmo que não visse nem um carro, uma moto ou sei lá o que. Toquei na maçaneta gélida e olhei ao redor uma última vez, pra finalmente entrar no carro. Quando entrei, por incrível que pareça, o choque foi maior do que quando eu estava longe. Por mais que eu não estivesse olhando pra lá, não dava pra simplesmente não perceber a superfície do braço dela toda arranhada. Escorria sangue de dois dos arranhões, como se esses estivessem mais fundos que os outros.

- Merda, quem diabos fez isso com você? - Peguei no pulso dela e levantei o braço, pra ver melhor. Ela não respondeu nada, apenas grunhiu de dor e me olhou com os olhos cheios de lágrimas. Ela não abriu totalmente os olhos, acho que ela nem conseguia fazer isso. Abri a porta do carro, saí, e observei aquilo, tentando encontrar a melhor forma de levar ela pra minha casa. No fim, consegui pegar ela no colo. Fechei a porta do carro com o pé e andei até a minha casa. Depois de muita dificuldade e dor nas costas, coloquei ela na cama e fui ao banheiro, pra pegar o kit de primeiros socorros.

[...]

Depois de fazer todos os curativos e medir a temperatura dela – que pro meu azar, estava alta pra caralho – acabei de fazer todos os cuidados que eu tinha pra fazer. Eu sabia que ela estava acordada, ela ficou me olhando o tempo inteiro enquanto eu cuidava dela e diferente da outra vez, ela não reclamou ou algo do tipo, apenas ficou me olhando enquanto chorava.  Querendo ou não, ver ela assim era torturante.

- Você tá melhor, uh? - perguntei ajoelhada no chão, com o rosto próximo ao dela, enquanto brincava com a ponta de seus cabelos. Ela não disse nada, só acenou positivamente com a cabeça.

- Quem foi que fez isso com você, Lolo?

- Fui eu - Ok... Agora eu entendi o motivo de ela sempre estar de moletom... Puta merda, como eu não vi isso?

- Mas... Quando eu te dei o vestido não tinha nada no seu braço, como isso apareceu do nada?

- Maquiagem - Pela voz embargada, pude perceber que ela não queria falar sobre aquilo, então apenas me mantive em silêncio. Me levantei, andei até o outro lado e deitei na cama. Passei um dos braços pela cintura dela e apoiei minha cabeça em seu ombro, apenas.

- Vai ficar tudo bem, eu prometo. Você vai melhorar, eu vou cuidar de você. Para de chorar, por favor, eu não gosto de ver você assim - Novamente, ela não disse nada, apenas se virou pra mim e me abraçou. E foi assim que eu dormi.

[...]

Abri os olhos e olhei pro lado, vendo ela dormir serenamente. Dei um sorriso de canto e me levantei. Separei uma roupa pra mim, já que eu dormi com a roupa suja de sangue e uma pra ela também. Ela teve uma noite ruim, então eu decidi que não a acordaria. Tomei um banho rápido, troquei de roupa, escovei os dentes e desci pra cozinha.

- Bom dia, Finn, bom dia Claudia - Disse os vendo sentados na mesa

- Bom dia Billie

- Você foi ver ela de madrugada, não foi? Como ela tá? - Finn perguntou, tomando um gole de café

- Melhor. Ela tá lá em cima, no meu quarto.

- O que aconteceu?

- Não acho que eu tenha o direito de contar pra alguém. Se ela quiser que você saiba, ela vai te contar - Sentei no sofá, ligando a televisão

- Bill... - Olhei pra ponta da escada, encontrando uma Louise sonolenta, abraçada em uma das almofadas da minha cama. Eu tinha deixado uma roupa separada pra ela, mas ela não vestiu a que eu separei, ela vestiu uma blusa grande preta, que no caso era minha

- Que foi? - E outra vez, ela não disse nada. Se aproximou, sentou do meu lado e me abraçou, apenas. Eu deixei, óbvio. Também não fazia a mínima idéia de que programa passava na televisão, eu ando bem avoada esses últimos dias.


Notas Finais


Xau (~ ̄³ ̄)~


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