1. Spirit Fanfics >
  2. Cigarros mentolados e Sirius Black - Wolfstar >
  3. Beijo com gosto de menta;

História Cigarros mentolados e Sirius Black - Wolfstar - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Beijo com gosto de menta;


Os meses tinham se passado tão rápido que até me surpreendi ao entrar no grande salão para jantar. Os últimos dias haviam sido uma correria enorme para todos nós e especialmente para eu que vivia ajudando meus amigos a ter notas boas, não que eu estivesse reclamando, longe disso. Era uma das poucas formas que eu me sentia realmente útil.

Surpreso olhei ao meu redor analisando toda a decoração natalina, o teto por magia também mostrava a neve caindo como estava lá fora. Os professores e o diretor Dumbledore conversavam baixo entre eles e eu segui caminho até a mesa da grifinória que aos poucos se enchia de alunos. Peter, James e Sirius já estavam lá conversando e rindo entre si e quando me aproximei os olhos cinzentos do almofadinhas brilharam e ele acenou para que eu me sentasse ao seu lado.

- Achamos que iríamos ter de te buscar. - Prongs me saudou assim que me acomodei e eu dei de ombros.

- Perdi a noção do tempo. Mas e então, sobre o que conversavam?

James sorriu malicioso enquanto Peter engasgou com um pedaço de torta de carne e tossiu alto, estranhando eu franzi o cenho e olhei para o único mais contido alí, que milagrosamente era Sirius.

- Estão tramando algo?

- Na verdade, Moony. - Ele sorriu e se inclinou para próximo de mim. - James acabava de nos contar como livrou a Evans e ele de uma detenção com Filch e madame Norra.

Arqueei as sobrancelhas confuso e James empurrou os óculos redondos para cima da cabeça, piscando aqueles olhos redondos que facilmente me faria amolecer as broncas que virão.

- Prongs, o que você aprontou?

- Digamos que minha doce Lily e eu ficamos a um passo de produzir o primeiro Potter júnior. Mas tive que esconder nós dois com a capa da invisibilidade e perdemos o clima fugindo daquela gata endemoniada.

Fiquei inexpressivo por um grande tempo que os risos maliciosos do trio desapareceram e foram substituídos por um limpar de garganta tímido por parte de James.

- Moony?

- Por Godric. - Resmunguei e fechei os olhos com força quando imaginei meus dois amigos num momento mais íntimo que deveria. - James, Lil's te mata de souber que está falando isso para nós.

Ele riu levantando seu copo de suco em um brinde ao que eu tinha acabado de dizer e bufei ao mesmo tempo que Sirius se levantou do meu lado.

- Bom, se não se importam, tenho alguns assuntos.

Ele piscou malicioso e deixou o grande salão, quando da nossa mesa Marlene McKinnon se levantou e o seguiu.

- Filho da mãe, até o nosso último ano Sirius vai ter pego todas as meninas de Hogwarts. - James assobiou e repentinamente sem fome deixei meu talher fincado a coxa de frango assada intocada do meu prato.

- Chego tarde ao dormitório hoje, tenho ronda.

- Tudo bem monitor! - James bateu continência e Peter me olhou preocupado.

- Quer que eu guarde algo para você, Remus?

- Não precisa, Peter. Obrigado.

O Pettigrew sorriu tímido balançando a cabeça e voltou a comer enquanto eu saí da sala pensando em qualquer coisa menos as amigas de Lily.

(•••)

Sentindo os primeiros sintomas do sono e cansaço do dia chegar no meu corpo, bocejei assim que estava livre das masmorras frias dos sonserinos e subi os longos lances de degraus em caracol até a torre de astronomia. Costumeiramente pelo horário já passado da meia noite alí não deveria ter ninguém, entretanto me surpreendi em ver dois setimanistas alí. Reconheci facilmente Arthur Weasley quando o mesmo desceu as escadas pálido como o Nick Quase-sem-cabeça enquanto a garota gordinha ruiva permanecia sentada chorando.

Sem saber como reagir e também tendo que tirá-la da torre que ficará mais fria, respirei fundo tomando coragem e sai do lugar que me esgueirei quando os vi ali. Molly Prewett continuava desolada e eu me aproximei tenso.

- Molly, está tudo bem?

- Oh, Remus. - Tímida ela enxugou as bochechas e piscou tentando disfarçar os olhos vermelhos de lágrimas. - Desculpe, mal notei que o toque de recolher já passou.

- Não tem problema, eu te acompanho para os dormitórios. - Respondi. - Aconteceu algo entre você e Arthur?

- Oh, longa história. - Ela lamentou quando desciamos as escadas e me olhou de esguelha. - Sei que posso confiar em você, Lily confia de olhos fechados e você é uma ótima pessoa, Remus.

- O-oh. - Senti minhas bochechas arderem mas Molly estava alheia a isso, prestando atenção para não cair na escada.

- Bom, acontece que Arthur e eu tínhamos planos de nos casar assim que nos formassemos. Mas vamos ter que adiantar nossos planos, nosso primeiro bebê está vindo.

Pego de surpresa parei nós dois alguns passos antes do quadro da mulher gorda e ela sorriu maternal para mim, ficando na ponta dos pés e plantando um beijo na minha testa.

- Obrigada por me ouvir, querido.

- De nada e uhmm... Boa sorte com a nova família.

- Obrigada.

Ela sorriu e me deu as costas passando pela entrada secreta do nosso dormitório enquanto eu um pouco aéreo pela notícia voltei para a torre, entendendo perfeitamente bem porque Arthur estava pálido daquele jeito.

 Sozinho e quieto apoiei os cotovelos no parapeito de pedra e encarei o reflexo da lua no lago Negro, por dentro me remoí pelo fato que jamais terei filhos devido a licantropia ou talvez também pelo fato que eu sinto mais atração pelo ordinário de Sirius do que por garotas. E nesses momentos tudo que eu gostaria era de ser normal como todos os outros bruxos.

- Um chocolate por seus pensamentos.

Segurei um grito assustado quando a voz de Sirius soou rente a minha orelha e logo sua cabeça apareceu flutuando ao meu lado, ele riu e permaneceu coberto com a capa de James até os ombros.

- O que está fazendo aqui? 

- Eu quem te pergunto isso. - Ele resmungou. - Precisei do mapa pra te achar Moony.

- Estava fazendo meu trabalho de monitor.

- À uma da manhã? - Ele revirou os olhos e estendeu um pedaço da capa para que eu me acomodasse do seu lado. - Conta outra, mas primeiro vamos antes de Filch encontre a gente. 

Senti vontade de reclamar que éramos velhos demais para ficarmos nos escondendo debaixo da capa de invisibilidade mas quando antes mesmo eu tivesse oportunidade, Filch adentrou a torre com a gata no colo. Aqueles olhos amarelos da gata estreitaram as pupilas em nossa direção e ela eriçou os pêlos rosnando.

- Puta merda de gata. - Sirius suspirou próximo ao meu ouvido e eu lhe acertei uma cotovelada, desde o início Norra nunca foi bem comigo e nós sabíamos o porquê. - Vamos contornar eles devagar.

Aquiesci e apertei a mão de Sirius que tinha segurado a minha quando pé por pé passamos pela gata e pelo zelador confuso e saímos em disparada até nisso salão comunal. A mulher gorda não ficou nada feliz em ser acordada para que pudéssemos entrar, na verdade, ficou brava com Sirius porque comigo ela sorriu afetada de sono e simplesmente abriu a passagem para nós.

- Essa foi por pouco! - Padfoot exclamou baixinho quando saímos debaixo da capa e me olhou com euforia. - Vamos de novo?

- Não, de forma nenhuma. E se eu estivesse sozinho, não teria que fugir daquele jeito.

- Já estava tarde e você não tinha voltado. - Ele deu de ombros e eu grunhi.

- Deveria se preocupar mais com a McKinnon do que comigo.

Levou apenas um mísero segundo para eu notar as palavras que tinham escapulido e me arrependido por tê-las deixado escapar. Sirius assim como eu ficou em choque inicialmente, de olhos arregalados e os cabelos ondulados espetados para todos os lados.

- Você... Está com ciúme, Moony? - Ele Indagou incrédulo e eu passei a hiperventilar tentando encontrar uma desculpa que fosse válida.

- Sirius, cale a boca ou lhe lanço uma imperdoável. - Rosnei - E eu não estou com ciúmes.

Pisando duro tentei passar por ele assim como nos esquivamos de Filch mas fui agarrado por uma mão áspera no meu braço, segurando a capa e uniforme como se sua vida dependesse disso.

- Fala sério, Remus. Não sou um tapado como James, eu percebi há um tempo como você se sente em relação a mim. - Ele respondeu. - E Marlene e eu não temos nada um com o outro.

Aquilo foi como um soco na boca do estômago e a impalatável realidade só ajudou mais ainda a me fazer beirar uma crise de histeria. Nervoso forcei meu braço e por Merlin, eu tinha muito mais força que ele devido minha condição lupina, mas naquele momento meus músculos pareciam gelatina.

- Me solta, Sirius.

- Vamos, converse comigo. - Ele murmurou - Você tem quinze ou cinco anos?

Respirei fundo e olhei de esguelha para ele, mas me arrependi amargamente ao ver a seriedade que ele me encarava. Meu estômago caiu para os pés e eu senti meus olhos picarem por lágrimas.

- Por favor, me deixe... Eu, olha, desculpe. - Humilhado olhei para meus pés quando não consegui segurar mais as lágrimas. - Eu não ia te contar...

- Moony, olhe nos meus olhos. - Sirius pediu com a voz muito mais suave do que começamos a discussão e quando encarei ele sorria pequeno. - Pare de ser idiota, seu bocó e preste mais atenção ao seu redor.

- O quê? - Confuso assisti ele soltar o aperto da minha roupa e pescar do bolso da capa preta o maço de cigarro e o isqueiro, uma tragada depois ele me encarou nos olhos.

 - Tentei mostrar como eu me sentia por você há meses.

- Merlin, estou sonhando? - Resmunguei beliscando irritado e Sirius riu negando e prendeu o cigarro entre os lábios.

- Carne e osso, Moony.

Não acreditando dei dois passos para frente quando ele segurou o cigarro entre os dedos e exalou a fumaça, respirei fundo e realmente percebi que aquilo estava mesmo acontecendo.

- Você gosta de mim?

- Pensei que teria que de dar um pomo de ouro também. - Ele bufou e deu um passo a frente, colando nossos rostos a ponto que eu conseguia sentir com exatidão o frescor da menta do tabaco contra meu rosto, lambi os lábios em antecipação e sem pestanejar beijei Sirius.

No momento que constatei que os lábios dele eram mais macios que eu imaginava e que o gosto do fumo não era tão forte como eu esperava, meu coração bateu acelerado e eu agarrei a frente de sua camisa de flanela do pijama. Temendo que ele escapasse por entre meus dedos como acontecia nos meus sonhos, porém, ele retribuiu o beijo com tanto afinco que quando finalmente nos afastamos entendi o porquê Sirius tinha tão boa fama.

Ele sorriu ordinário e tragou pela última vez o cigarro mentolado dele.

- Só pra constar, tento mostrar que gosto de você desde o ano passado, Moony.

Fechei os olhos sentindo meu rosto queimar e tombei a cabeça, minha testa apoiando-se em sua clavícula e deu cavanhaque raspado recentemente coçou minha orelha.

- Quem te lançou uma Imperius? - Perguntei e em troca recebi uma cotovelada e em seguida fui abraçado por ele.

- Queito, bruxo de pouca fé.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...