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História CILADA 2 - A verdade sobre os Michaelis - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Os mortos também querem vingança


Mansão Michaelis

03:34 a.m

O toque do telefone ecoou na noite fria da madrugada.Um calafrio percorreu o corpo de Alfred, quando seus pés tocaram o chão e ele se deu conta de que o ruído não era um sonho.

Algo ruim aconteceu. Um telefone não toca às três da manhã a não ser que seja para dar uma notícia ruim.

----- Meu Deus... - Murmurou Alfred, no tempo em que caminhava com receio e sentindo o arrepio ficar mais forte, até o telefone preso à parede da cozinha.

Ele puxa o objeto do gancho e põe ao ouvido:

----- Alô?

Uma voz do outro lado da linha respondeu. Srª Schmidt, que despertou com o ruído, acende a luz do corredor e se aproxima dele, usando um roupão longo da cor bege e com os cabelos presos em um coque alto. Ela observa Alfred, sem saber o quê estava acontecendo e não decifrando nada pela expressão dele.

----- Quem está falando? Como conseguiu esse número? - Alfred intervêm, com os músculos endurecidos e o rosto pálido.

Srª Schmidt não conseguia entender nada. Só ouvia chiados da voz da pessoa do outro lado da linha, que por sinal parecia tensa em dar detalhes da situação. 

A conversa parecia normal, até Alfred mudar de postura com muita rapidez. De repente, seus olhos se arregalaram e ele pareceu perder o fôlego. Sua mão endureceu, por alguns segundos, e em seguida começou a tremer, enquanto Alfred ouvia toda a conversa.

------ O que está acontecendo? - Finnian surge, com os olhos inchados de sono e bocejando.

------ Finnian vá para o quarto. Não há nada com que se preocupar. - Ela pede.

Alfred engoliu seco durante a chamada e depois empalideceu, até ficar branco como papel. Srª Schmidt e Finnian notaram o momento em que ele suspirou nervoso e depois soltou um gemido de dor, que causou arrepios nos dois.

----- Alfred! - Ela exclama, ao perceber o corpo dele cambaleando um pouco e sua mão sobre o peito. Por sorte ela o segurou antes que ele caísse e batesse a cabeça na parede atrás dele.

----- Aí minha filha! - Ele começa a chorar,suando frio,com os olhos cheios de pavor e o corpo tremendo. ---- Roubaram o corpo da minha filha. Eles pegaram o corpo da Bianca. - Alfred afirma, muito alterado.

Ele ficou fora de si. As lágrimas escorrem pelos olhos e ele fica com dificuldade para respirar. Aquela notícia causou um choque muito grande.

Rossie fica sem reação, porém pensa rápido em como ajudar naquela situação Ela pega o telefone da mão dele e o ajuda a ficar de pé, encostando seu corpo no canto da parede.

----- Alfred o que houve? - Pergunta Bardoy percebendo o ocorrido na cozinha. Ele ajuda Srª Schmidt a colocá-lo sentado na cadeira da cozinha.

----- Roubaram o corpo da minha filha. - Alfred chora, ainda em choque pela notícia. ---- Eles roubaram o corpo dela. Levaram o caixão e tudo.

------ Alfred se acalme! Por favor! - Bardoy pede, segurando a mão dele e sem saber o quê dizer.

------ Srª Schmidt,eles ainda estão no telefone...- Finnian avisa, com o telefone nas mãos.

------ O que foi? - Ela se aproxima.

------ Eles precisam que o Lorde Michaelis vá para o cemitério,agora. Ele é o responsável pelas contas do túmulo dela. É urgente.

Srª Schmidt paralisa por alguns segundos. Alfred continua a chorar e a tremer, enquanto Bardoy tenta acalmá-lo.

----- Finnian fique aqui e anote todas as informações que eles passarem. Vou acordar o Lord e avisá-lo. Por favor, não façam nenhum escândalo,vamos manter isso em segredoSrª Schmidt avisa e depois sai correndo em direção a escadaria.


Os pés dela batem no chão com força no piso dourado, ao tempo em que ela corre segurando o tecido de seu roupão e escuta seu coração bater acelerado ao peito. 


----- Meu Deus! - Ela sussurra, em desespero, começando a suar frio mesmo com a corrida longa até o terceiro andar da casa.

Não podia pensar no pior agora, a situação exigia uma outra postura, e ela não evitava pensar demais em como contar de forma certa o que aconteceu.

Ao chegar no terceiro andar, a única parte da casa que só tinha um cômodo e as paredes eram decoradas com quadros pintados à tinta óleo de todos os membros dos Michaelis, ela parou de correr e cerrou o punho,em busca de algum pingo de coragem. Ela caminhou devagar pelo longo tapete vermelho de bordas douradas, o qual terminava em frente a uma grande porta dupla de madeira escura. 

Aquele era o quarto do Lorde. 

----- Lord Michaelis, por favor abra a porta. É urgente! - Ela pede, batendo na porta e tentando não tremer a voz.

As batidas fizeram eco no corredor, porém não se ouvia nada lá dentro. Ter alguma pista sobre a intimidade do Lord era muito difícil. Aquela parte do castelo era quase que inacessível. Os empregados mal tinham permissão para passar por ali. Alfred era o único que limpava o quarto. Só ele sabia como era lá dentro e ainda sim não comentava sobre. 

Srª.Schmidt sentiu algo soprar em seu ouvido, ela estava com ele encostado na porta, e se afastou com rapidez antes da grande porta se mexer. A porta range e de novo o silêncio é quebrado.Sebastian surge do outro lado do cômodo escuro, com os olhos vermelhos brilhando na imensidão negra, igual a um gato no meio da noite.

----- Perdão, My Lord. Aconteceu uma emergência. Ligaram para nós agora pouco, do cemitério.

Ele não responde, apenas conserva seu silêncio e os olhos fixos nela. 

----- A cova de sua noiva foi saqueada. Levaram o caixão e o corpo. - Ela anuncia, após engolir seco.

Ela escutou ele inspirar e viu o par de olhos vermelhos ficaram arregalados. Foi a primeira vez que ela viu medo em alguém que geralmente era tão intimidador. Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, a sombra dele passa por ela. Algo tão rápido que a última coisa que ela vê é a longa capa preta que ele usava balançando, enquanto o. Lord se dirigia até a escada.Ela não viu a expressão dele, porém compreendeu que o mesmo sentimento era o mesmo de Alfred.


Independente de quem roubou o corpo, essa pessoa tem total noção de que está abrindo uma ferida mal cicatrizada.


Esta pessoa está tentando atingir o coração do Lord Michaelis e sabe muito bem que se conseguir, poderá destruí-lo e a todos ao redor dele.

------- --------- --------


Cemitério

04:34 a.m

Doeu para Audrey não poder ir com ele. Quando soube da notícia, graças a Louane, seu noivo já estava entrando no carro, acompanhado da polícia. Ela o viu pela janela do quarto e pela primeira vez não sabia quais palavras usar para descrevê-lo. Sebastian parecia paralisado, sem expressão, era quase como se ele não estivesse ali. Louane prometeu cuidar dela, enquanto ele estivesse fora, porém não foi o suficiente para deixá-la confortável.


Ela sabia que Sebastian não voltaria o mesmo dessa ida ao cemitério. E, isso a assustava muito. Tinha medo de perdê-lo mesmo que tudo indicasse que isso não aconteceria.


E, quando o carro partiu, esse sentimento só foi crescendo.


----- Venha, Lord Michaelis. Pise por aqui.- Um dos policiais o ajuda, quando a caminhada chega a uma parte da trilha que está tomada por uma poça de água, sobrando apenas restos de pedras para pisar. Sebastian pisa na pedra e segura a mão do policial.


O grupo de policiais, um coveiro e o responsável pelos serviços do cemitério seguem o mesmo caminho, enquanto o Lord ia sempre no meio. Uma chuva no meio da madrugada atrapalhou um pouco a caminhada, mas ninguém estava disposto a recuar. O caso era sério demais.


A caminhada na trilha escura entre as covas continua, a neblina e as gotas geladas de chuva parecem se unir para dificultar ainda mais a visão, a escadaria não está longe. 


Poucos passos depois lá estava ela, a grande escada de pedra que levava a cova saqueada. O grupo subiu com cautela pelos degraus molhados, Sebastian desta vez ia na frente, se recordando da penúltima vez que subiu aquelas escadas, foi há sete anos, mais especificamente no dia que ela e Alfred enterraram o corpo dela ali, imaginando que deixá-lo longe dos outros evitaria algum tipo de saqueamento.


Quando o assassinato de Bianca tornou-se notícia em Bettlefield, todos os olhares voltaram-se para a família Michaelis e Sebastian pôde sentir um pouco do que era ser odiado e perseguido, apenas por ser filho de uma suposta assassina, essa vivência fez com que ele reconhecesse que as pessoas nunca se cansariam de fazer mal aos vivos, independente se eles eram apenas pessoas sem qualquer ligação com o crime, mas desde que não tocassem na única lembrança que ele tinha de Bianca, os xingamentos, os olhares de reprovação, pena e medo, as pessoas se afastando, a imagem manchada de uma familia de

e respeito e todas as outras coisas ruins, nada disso importava mais.



Ele tinha só 17 anos, na época, já estava na universidade, prestes a se casar com Chloé, sendo perseguido por Ayato porque ao que tudo indicava Sebastian seria o líder da família e não ele e então veio esse assassinato que fez o mundo dele virar um pesadelo.


Karlheinz tornou-se o líder da casa após  o lugar de Grace ficar vazio, fez da vida de Sebastian um inferno, deixou que os Sakamakis abusassem dele e tentassem se livrar dele, roubou sua noiva e tentou por diversas vezes matá-lo para quê ele não fizesse nada.


O quê Bianca alertou se cumpriu. A família dele iria se destruir e se Sebastian não se revoltasse contra Karlheinz, ele seria o próximo a morrer. Tudo o que aconteceu foi tão rápido, como se em um piscar de olhos o mundo dele desabasse.


Sebastian nunca soube responder se acreditava, ou, não que Grace matou Bianca, entretanto ele sabia que seu pai costumava adulterar com várias mulheres apenas para fazê-la sofrer e fazia coisas horríveis quando sentia ciúmes. O que ele fez com Ethan quando ele ainda estava na barriga dela, foi um exemplo do quão possessivo ele era. 

Mas, se ela estava tão cansada assim, também teria matado as outras. Só que ela nunca fez isso.


O que teria a motivado, então? Cansaço? Raiva? Medo? Vingança? Loucura? Algum surto?


Ninguém sabia.


Até antes de Bianca morrer, Chloé costumava espalhar boatos falsos para que sua irmã ficasse com o papel da suposta amante, entretanto Grace nunca mostrou acreditar. Ela odiava Chloé e amava Bianca. Por esse contexto, Sebastian acreditava que não era ela a assassina. Porque, ela nunca demonstrou vontade de matá-la e muito menos surtou alguma vez com seu pai, porém ela sempre ficava como a louca e a esposa obsessiva da história, porque ele sabia manipular tudo.


"Mas, os verdadeiros assassinos nunca são pessoas de fora. Eles estão sempre ao nosso redor e o pior de tudo, às vezes dentro de nossas casas."  Foi essa a frase que Karlheinz usou no tribunal, em sua defesa. Ele a chamou de sociopata, ambiciosa, mentirosa e possessiva. Mentira. Esse na verdade era ele.


Karlheinz gostava de torturar, matar, destruir, mentir e trair, porém não admitia que ninguém fizesse isso com ele, principalmente se fosse Grace. Era estranho. A forma como ele demonstrava o quanto a odiava e queria fazê-la sofrer, mas ao mesmo tempo demonstrava um medo profundo de que ela se revoltasse contra ele e fosse embora.


Por esse lado da história, sua mãe sempre foi inocente. Entretanto, aquela frase de seu pai ficou martelando na mente dele. E, se ela estivesse fingindo duvidar? E, se Grace for mesmo um lobo em pele de cordeiro? Será que ela só se declarou culpada, no tribunal, porque se arrependeu ao ver que Chloé mentiu pra ela?


Ela mal tentou se defender quando as acusações apareceram. Era como se ela quisesse ser presa, ou, talvez, assumir a culpa de um crime que não era dela. Por quê? O que a fez sacrificar a própria liberdade? 


" Eu sou culpada". Foi a primeira coisa que ela disse no dia em que se sentou diante do juiz. E, depois, não respondeu mais nenhuma pergunta.


Nada fazia sentido. Culpada, ou, não. Ninguém sabia a resposta certa. Os papéis diziam sim, mas os fatos diziam que não, e Sebastian a odiou muito por isso. Se ela era inocente, por quê não contou? Grace sabia que se fosse presa, seu filho iria ficar com o pai manipulador e a noiva mentirosa, e que isso o faria sofrer. E, independente de tudo, ela entregou a liberdade dela como se não fosse nada e o abandonou.


E, por isso, Sebastian a condenava. Porque, ela o abandonou, não se deu nem ao trabalho de tentar, pelo menos por ele, pelo próprio filho.O ódio que ele tinha por ela, não era por sua culpa, e sim pelo abandono.


Na verdade, ele passou a ter ódio de todos de sua família depois que isso aconteceu. Sua família não tinha só o lado assassino, traiçoeiro e cruel, o lado Sakamaki, mas, também tinha o lado cheio de segredos, de medo e que quase sempre tomava decisões erradas, quando sentia que detalhes de sua vida estavam prestes a ser revelados.Ele sentia isso na mãe quando ela ficava muito em silêncio, quando ela não reagia a nada, quando Karlheinz tinha certos surtos, Sebastian sentia o medo saindo do corpo dela, um medo de alguma lembrança dela.

------ Céus… - Murmurou o policial ao lado de Sebastian, quando eles finalmente chegaram ao fim da escada.

Lá estava ela. A cova destruída. Com as roseiras plantadas ao redor, pisoteadas e soltando uma tinta vermelha sob a grama verde e molhada, a estátua de anjo em cima da cova pintada de tinta vermelha e com um sorriso vermelho desenhado na boca do anjo, a tampa branca da cova em pedaços, que se espalharam por todo aquele canto e um imenso buraco na terra, vazio e profundo, que agora estava ficando cheio de água da chuva. 


Mas, o pior era o recado escrito de vermelho na lápide de mármore, abaixo do nome dela, da data de sua morte e da homenagem. A raiva se misturou com a tristeza e se tornou uma confusão de sentimentos assim que ele compreendeu quem era o responsável.

" Venha buscar"

Ass: V, o assassino.

----- Isolem a área imediatamente, não deixe ninguém entrar no cemitério nos próximos - Um dos chefes da polícia ordena e dois de seus acompanhantes descem as escadas.

Sebastian parecia paralisado, inexpressivo, os olhos vermelhos vazios. Não dava para decifrar seu pensamento. Os policiais que sobraram tiveram receio de chegar perto e tentar dizer algo. Sebastian nem parecia se lembrar que estava no meio da chuva, e que todos estavam olhando. A única coisa que ele conseguia prestar atenção era o buraco vazio, onde o caixão branco devia estar, e na quantidade de terra espalhada pela cena no meio dos destroços. 

Não sobrou nada. Ele levou tudo. 

----- Precisamos falar com ele. - Um dos agentes murmura para o outro, enquanto observa Sebastian ali parado no meio da chuva sem fazer nada.

------ Não sei. Ele parece perturbado demais. - Respondeu o outro policial. 

m deles, que estava no meio do grupo, deu um passo para frente, seu nome era Mike. Por mais que as situações fossem diferentes Mike sabia um pouco do que o Lord Michaelis estava passando, ele tinha perdido a noiva no mês passado, após ela ser assaltada por uma gangue, quando ele olhava para o Michaelis ali de pé parecia que ele se conseguia ver ele mesmo de um mês atrás.

Aquela não era uma dor que dava para superar sozinho.

----- Lord Michaelis, eu sinto muito pelo o que houve. Lamento por esses dois ocorridos, mas nós… - Mike tocou no braço dele com leveza, mas foi como se seu toque despertasse algo de ruim nele.  Sebastian endureceu e em seguida seu corpo vibrou.

Um grito causou tremor nos corpos de quem estava ao redor. Sebastian estava tão cheio de ódio, que não se importou com os olhares de todos e nem com o barulho que fazia. Seu grito ecoou pelos quatro cantos do cemitério, quebrando aquele silêncio perturbador da morte.

------ DESGRAÇADO! EU VOU TE MATAR!  SEU MALDITO! - O lord não teve medo berrar sua ameaçada para o Valete. Seja lá onde ele estivesse seu ódio já estava declarado. Sebastian queria matá-lo e já estava com ódio de viver com medo de um homem, que insistia em se esconder atrás de uma máscara de porcelana.

Sebastian correu até a ponta do monte e por um minuto os policiais tiveram medo que ele fosse se jogar de lá.  Dois policiais correram atrás dele, com receio que ele fosse mesmo pular.

------- VOCÊ OUVIU? EU VOU ATRÁS DE VOCÊ! VOU MATAR VOCÊ! NÃO VOU DEIXAR ISSO BARATO! EU VOU DESTRUIR VOCÊ VALETE. ONDE QUER QUE ESTEJA! - Ele berra a ameaça,sem ter medo se Valete estaria escutando tudo, escondido entre as covas e no meio da neblina.  Os dois seguram os

-----Lord Michaelis, por favor, mantenha calma.- Disse um dos agentes,puxando Sebastian para longe da beirada. 

----- Acalme-se,Senhor! 

----- Me soltem! Eu avisei a vocês que isso ia acontecer. Eu pedi proteção da polícia e vocês se recusaram a acreditar em mim. Bianca morreu nos avisando que isso ia acontecer. Até quando vocês vão duvidar de mim? - Ele pergunta, ficando com mais raiva

Sebastian se solta deles e volta para a cova, porém o final da discussão não pareceu encerrado.

------ Lord Michaelis, não pode nos culpar por isso. As coisas não pareciam tão graves quando tudo aconteceu. Não tínhamos como imaginar que o Valete existia. 

------- O dever de vocês é prevenir que o mal aconteça. Agora, não adianta ir atrás dele. Ele já conseguiu força o suficiente para destruir todos nós. A única coisa que podemos fazer é ir atrás da minha mãe. Só ela sabe responder o que está acontecendo.

------ Não sabemos nada sobre ela. Sabemos que ela voltou para Battlefield, depois do casamento com seu pai, porém ninguém a viu. Por quê acha que ela sabe alguma coisa?

Sebastian ficou em silêncio, encarando o recado escrito na lápide. 

------- Porque, ele mesmo me pediu para ir atrás dela. Só que eu não entendo porque ele roubou o corpo da Bianca. Não sei o que pensar- Disse Sebastian, agora, menos irritado, porém atordoado por não saber a resposta para todas aquelas perguntas.

A chuva continuou caindo na madrugada. Toda a área e a estrada próxima foram fechadas, mas a esperança de conseguir alguma coisa era mínima. A resposta estava com alguém que não podia mais voltar à terra.

----- Tolo! - Undertaker riu, observando o grande anjo branco do alto da montanha, sentado em cima de uma lápide de pedra. ---- Quem esse mortal pensa que é para brincar com o mundo dos mortos? Acha que só porque seu poder na terra amedronta os humanos, que se pode tocar no que pertence a morte? Mal sabe ele que o mundo dos mortos também ama uma vingança. 

Undertaker deu uma risada alta, em seguida saiu caminhando entre o meio das sepulturas, batendo no chão a bengala de madeira que ele usava para caminhar.

------ Valete cavou a própria cova, agora. Seu coração está tão cheio de orgulho e ódio que ele não enxerga as forças espirituais. Quem diria, Bianca Russell vai salvar o dia mesmo depois se morta. Qual será que vai ser a reação dela quando encontrar com aqueles que destruíram sua vida? 








 





























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