História Cinco Minutos - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jacinda, Katherine, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Sabine, Swanqueen
Visualizações 217
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores, olha quem não aguentou e despejou inspiração em outra história!
Inicialmente era uma oneshot, mas por culpa de sua extensão, optei pelo corte de capítulos. Serão entre 3 e 4, provavelmente. Fiquei doida para escrever algo assim que a Lana apareceu com esta foto (da capa do capítulo), então, unindo o sentimento de fofura que me bateu quando vi o nome da fic de uma amiga (Meu Pet é um Cupido), decidi escrever Cinco Minutos. Espero que vocês gostem e que entrem de coração aberto por mais um conteúdo cheio de clichês (agora um pouco mais fofo).

Carol Mendes, te prometi uma nova fic, então espero que goste! <3

Preciso falar - sério - com vocês depois e será por aqui mesmo (farei uma "história" só pra isso). Se alguém tiver interesse, é só seguir que logo chega a notificação.
Aproveitem a leitura! Saudades!

Capítulo 1 - Aquele com a Ava


Fanfic / Fanfiction Cinco Minutos - Capítulo 1 - Aquele com a Ava

É um clichê muito ridículo estar atrasada num dia tão importante para mim. Demorei tanto para dormir, rolando na cama depois de passar algumas horas rindo e bebendo uma boa cerveja com minhas amigas. Era noite de comemoração, afinal.

Hoje é o dia do lançamento da minha nova coleção. Não, não de roupas, nem de maquiagem, muito menos de sapatos. Sou arquiteta e desde mais nova usava as horas vagas para produzir quadros e objetos decorativos com propostas mais “originais”. Não gosto dos clichês.

Agora posso dizer que a arquitetura ocupa minhas horas vagas. É um pouco gostoso admitir isso, já que há algum tempo minha família olhava meus trabalhos com um sorriso preso nos lábios. Nunca foi de brincadeira, então me permito ser orgulhosa de onde cheguei.

As unhas manchadas, com a cutícula praticamente sem salvação, a gente finge que não existe.

Depois de um banho gelado – uma mania esquisita que criei no ensino médio – tirei minha jaqueta nova da embalagem com glória. Se eu precisava mostrar minha personalidade diante das câmeras, nada funcionaria melhor que uma jaqueta de couro com estampa de onça.

Parece brega, ultrapassado ou até vulgar tendo só isso como referencial, mas eu juro que é a peça chave da minha roupa. O vestido branco é larguinho e estiloso quando combinado com um cinto de couro marrom marcando a cintura.

Tenho um fraco particular por comparas, mas nunca decoro necessariamente as marcas. Se me deixa confortável, atende minha paleta de cores e me deixa de bom humor, eu compro. Minha mãe até tentou criar uma princesa delicada, mas não funcionou tão bem como ela esperava.

Não tiro seu mérito assim que me olho no espelho e dou de cara com minhas joias delicadas e cabelo hidratado. Ela ficará orgulhosa quando me ver chegando com os fios naturais, mais volumoso e com ondas.

Sorri para mim mesma na realização. Era como se tudo estivesse caminhando bem, fazendo se cumprir o que eu sempre almejei: minha felicidade pessoal. Aquela que se resumia a ser feliz fazendo o que amo.

O perfume molhou minha pele ao mesmo tempo em que me lembrei dos dias em que pensei em seguir a carreira do meu pai. Ser médica nunca foi o meu dom, porém uma parte da família esperava tanto por aquilo que uma dúvida cresceu dentro de mim.

Não demorou um minuto para que eu reconhecesse que era da arquitetura e design de interiores que eu gostava. “Perdida em lojas de decoração” era praticamente meu status semanal. Eu poderia tentar agradar meu pai sendo uma médica ou me inspirar na minha mãe na advocacia, mas descobri que poderia ser um motivo muito maior de orgulho se eu fosse simplesmente plena e livre no que escolhi.

A jaqueta encaixou tão bem quanto eu me lembrava e eu suspirei. Meio ansiosa, meio contente. Quase precisei pedir silêncio ao meu cérebro para que o meu dia continuasse em paz. Naquele ponto, eu duvidava que era possível. Eu estava ligada demais para sequer pensar em me acalmar.

Saí do meu prédio correndo, tentando inutilmente recuperar o tempo que perdi no café da manhã e tive um segundo para agradecer minha escolha pessoal de botas ao invés de saltos naquele dia.

Meu nariz quase encontrou o chão duro assim que precisei desviar de uma cadelinha no meio da calçada. Ela parecia assustada – mais do que eu – e definitivamente perdida. Bufei depois de pedir desculpas repetidas vezes para ela e olhei pro céu tendo uma conversa expressiva com qualquer ser superior que estivesse me segurando naquela porta.

Conversa expressiva é basicamente erguer a sobrancelha. Talvez em uma outra vida eu tenha sido atriz ou coisa assim.

Apesar do medo de ser atacada por aquela cadelinha, ergui seu corpo diante do meu rosto para analisar as possibilidades. Ela estava sozinha, mas sua coleira comprovava que não era um caso de abandono. Seu pelo muito branco e macio também.

Em um pingente encontrei respostas: Ava, o seu nome, tomava a frente do coração de metal que também continha um número. Era isto. Na minha programação mental, poderia ligar naquele contato e deixar a Ava na portaria do meu prédio. Se minhas contas estivessem certas, eu me atrasaria apenas mais cinco minutos.

Certo?

Errado.

1, 2, 3 ligações e nada. Tive até a coragem de imaginar que a pessoa simplesmente não queria ser contatada, mas era só olhar para Ava para perceber que era uma cadelinha amada. Sua dona estava maluca atrás ela, provavelmente.

Meu instinto – existe isso? – não me deixou em paz por deixar aquela bola de pelos na portaria do prédio, ainda que pudesse estar cercada de confortos. Eu simplesmente me senti responsável por aquela coisinha que diversas vezes tentou lamber meu rosto.

A única solução para as duas era leva-la comigo. Em algum momento sua dona anunciaria em algum lugar ou, com sorte, retornaria a chamada. Enquanto isso, Ava ficaria em segurança ao meu lado.

Peguei o primeiro táxi que aceitou a presença de um animal e tentei não surtar com o trânsito. “Tudo vai dar certo, Regina” era o que eu pensava, a voz da minha mãe me lembrando.

 

SQ

- Amei o look, mas ainda estou tentando entender o cachorro.

- Ai, estou tão atrasada! Vocês já começaram tudo?

- Claro que não! Você é a protagonista hoje, Regina. Ninguém ia começar nada sem você. Não nego que quase chamamos a polícia porque você nunca se atrasa, mas se você passou em algum pet shop para comparar essa gracinha eu entendo.

- Primeiro que sou contra a venda de animais, mas não. – Bufei – Só me enrolei num clichê barato de ansiedade e sono demais. Culpa parcialmente sua, já que esqueceu o caminho de casa ontem.

- Não me culpe se você foi a única a comparar cerveja e ligar para mim e para Zel. – Sorrimos – Agora foco. Que cachorra é essa? Faz parte de algum tipo de exposição?

- O nome dela é Ava, de acordo com a coleira – Eu fazia um carinho espontâneo enquanto falava – Quase pisei nela quando sai correndo do meu prédio e decidi trazer simplesmente porque não tinha com quem deixar.

- Putz, a dona deve estar desesperada!

- É o que penso, mas ela nem me atende, nem nada.

- Então você só vai segura-la? É esta sua solução? – Kath perguntou e eu só dei de ombros.

Passar metade do dia com Ava nos braços, entre uma reunião e outra, foi muito menos cansativo do que pensei. Ela correu pelo escritório, comeu da ração que comparamos e se hidratou como quis em potes improvisados. Quando meu telefone tocou, já me sentia apegada.             

Estava tudo em ordem para entrar na exposição, todos os detalhes organizados e discutidos. Imprensa liberada e produtos expostos me aguardavam no salão do edifício quando atendi o telefone.

- Alô?

- Olá, quem fala? Acabei de encontrar algumas chamadas perdidas desse número no meu celular. – Sua voz era cansada, provavelmente um reflexo de sua preocupação.

- Oh, sim, sou Regina. Estou com a Ava – Falei olhando para bola de pelos branca que agora dormia. Preferi ser direta, afinal, a ligação era para avisar sobre o paradeiro da sua cachorrinha.

- Ai meu Deus! – O suspiro surpreso que saiu da garganta daquela mulher me provava que era a dona verdadeira. E como pensei, estava desesperada por sua cadelinha. – Eu estive desesperada, ia agora mesmo fazer um cartaz para ajudar nas buscas. Desculpe por não ter atendido antes, fiquei andando por todo o meu bairro e mediações, batendo de porta em porta no meu prédio... Estou tão aliviada, eu...

- Está tudo bem, ela está comigo – Interrompi – Ela quase me derrubou mais cedo, então eu soube na hora que ela teria uma dona procurando por ela.

- Muito obrigada por ter ficado com ela. Não sei o que faria se não a encontrasse. – Suspirou – Meu nome é Emma. Emma Swan.

- Olá, Emma Swan. Como eu disse, sou Regina. Regina Mills.

- A arquiteta?

- Meu diploma diz que sim – Brinquei e sorri depois de ouvir uma risada baixa do outro lado da linha.

- Ava sempre foi exigente.

- Desculpe? – Ergui uma sobrancelha mesmo sabendo que ela não podia ver. Por algum motivo, nossas vozes saíram de cansadas para leves em pouco tempo. E no meu rosto um sorriso se mantinha.

Katherine entrou na minha sala, mas não me interrompeu. Acenei com um dedo, pedindo para que esperasse e assim ela fez. Seu único movimento foi o de jogar o pescoço para o lado enquanto me ouvia falar.

- Bem, se ela ia fugir de casa no meio da mudança, é claro que escolheria a melhor arquiteta e maior artista plástica da cidade para se salvar.

Corei profundamente com o comentário, mas meu sorriso não vacilou. Ava se levantou a procura do pote de água ao mesmo tempo em que eu trocava o peso dos meus pés.

- Uh, não é para tanto. Tenho certeza que você é do mercado, certo?

- Acabei de me formar em arquitetura também. Você era meio que uma inspiração na faculdade.

- Isso se encaixa na observação sobre o mundo ser tão pequeno? Estou agora olhando para a Ava e pensando se você a colocou na minha porta – Brinquei, mas me arrependi quando a risada leve da Emma parou. – É brincadeira. – Tranquilizei.

Eu sabia que se aquele fosse um plano, Emma estaria logo atrás da sua cadelinha quando eu tropecei nela. Além disso, sua voz desesperada assim que atendi o telefone era quase uma prova do quanto aquilo era real.

- Eu sei, só... É meio maluco ter o alívio de saber da Ava misturado com a excitação de falar com você. Não queria parecer uma stalker.

- Não pareceu. Por algum motivo, confio em você. Fora que a Ava é muito bem cuidada para eu sequer considerar uma dona maluca para ela. – O clima melhorou instantaneamente e eu quase me esqueci que aquela era uma desconhecida e que eu tinha um horário para cumprir.

- Bom... – Ficamos em silêncio por alguns segundos, acho que sem saber para onde levar aquela conversa.

Sinceramente, não era tão difícil deixar a Ava com alguém até que a Emma pudesse buscar, mas me surpreendi assim que as palavras saíram da minha boca.

Ou foi por culpa da Katherine pulando na minha frente para me apressar ou foi culpa daquele sentimento diferente que me dizia para simplesmente falar.

- Você tem algo programado para hoje? É o lançamento da minha nova coleção... Seria legal se você pudesse vir buscar a Ava e ficar um pouco. Ou, eu não sei, busca-la agora e voltar mais tarde para o evento... O que for melhor para você.

Ignorei o olhar da minha amiga com toda a força do meu ser. Eu sabia que era atípico e não estava muito disposta a explicar de onde aquilo tinha saído.

Até porque, sinceramente, nem eu sabia.

- Sabe que estou tentando não gritar agora, né?! – Emma quase sussurrou, uma voz ansiosa no lugar. No meu lado da linha, segurava um sorriso.

- Por favor, preciso dos meus tímpanos intactos para o evento mais tarde. – Brinquei.

- Eu realmente sinto muita falta da Ava, fiquei desesperada quando percebi que ela não estava em casa. Minha vontade era largar a procura, sentar no chão e chorar tão alto que ela pudesse ouvir – Eu não fazia ideia de como a Emma era, mas a imaginei corando enquanto falava – Então seria legal se eu pudesse pega-la agora, apresentar sua nova casa.

- Claro, eu entendo. Para ser sincera, estou atrasadíssima para um último compromisso antes do lançamento, mas prometo deixar a Ava com alguém de confiança. Você sabe onde fica meu estúdio?

- Ainda não sei andar muito pela cidade, mas o táxi encontra tudo – Riu. Naquele momento eu tinha certeza que ela havia negado meu convite, porém, logo depois, seu tom animado voltou a aparecer – A que horas posso chegar para o lançamento? O que devo vestir? Existe algo que eu devo levar?

- Emma – A interrompi sorrindo – A Ava parou de correr por aqui, acho que sente sua falta. Vou deixar um convite com tudo o que você precisa saber para mais tarde, tudo bem? Se houver qualquer dúvida, a Katherine terá parazer em te ajudar – O “oi?” ao meu lado foi parcialmente ignorado, tendo como resposta apensas um revirar de olhos meu.

-Muito obrigada, Regina. Pelo convite e principalmente pela Ava.

- Me agradeça comparecendo ao evento, pode ser?

- Será uma honra.

A conversa foi finalizada pouco depois e não bastou um segundo para encontrar a Kath na minha frente com uma mistura – quase – engraçada de emoções pelo rosto.

- Você acabou de marcar um encontro com uma desconhecida? Regina, por acaso você bateu a cabeça quando tropeçou na cadelinha? Não tem noção de como é o rosto da mulher e me fez assistir um show de flerte? Oh meu Deus, você está sorrindo há vinte minutos. Agora está rindo de mim, é isso?

- Kath, relaxa – Peguei em seus ombros olhando direto nos seus olhos – Você está exagerando. Emma é estudante de arquitetura e gosta do meu trabalho, nada demais. Além disso, pensei que seria legal conhecer a dona da cachorrinha que acabei me apegando depois de horas de convivência.

- Parece simples e eu até acreditaria que é, mas minha certidão insiste em me dizer que eu não nasci ontem. Essa Emma por acaso tem a voz da Lady Gaga?

- Humm, acho que poderia comparar com a da Jaimie Alexander se é tão importante para você.

- Corre para o seu salão, Regina. - Suspirou, dando-se por vencida. Depois de passar um século nesse celular, não tem tempo para piadinhas.

- Eu sei, eu sei. Estou indo! – Cutuquei sua lateral com o meu corpo antes de beijar sua bochecha. – Esteja pronta para receber a Emma e depois me encontre na minha sala para irmos juntas pro evento, tá?

- Regina... – Minha amiga suspirou antes de falar. Eu sabia que ela estava tão excitada quanto preocupada naquele momento. Para mim, não era nada demais, nada além de um convite. Para Katherine, havia muito mais para se pensar – E se ela for feia, tiver mau hálito e uma personalidade péssima?

- Bem, Kath, de verdade? Algo me diz que é exatamente o contrário.                   


Notas Finais


Uma coisa bem teen para que possamos relaxar depois de um dia estressante. Espero que entendam a pegada e que entrem nessa comigo!
Preciso fazer algumas revisões, mas já está quase toda finalizada. Ansiosa para saber o que acharam.
Muito, muito obrigada a todas que ajudaram naquela "campanha" na editora. Se houver alguma mudança aviso vocês.
Encontro vocês nos comentários? s2
Até!


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