História Cinderella. - Luchi. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tava muito inspirada, hein! Duas mil palavras, socorro.

Foi muito gostosinho escrever esse capítulo, espero que gostem!

Capítulo 2 - Capítulo II. - Kiss me.


Me beije. Me beije.

Me infecte com seu amor. 

Me preencha com seu veneno.

Me leve. Me leve.

Quero ser sua vítima.

Pronta para a abdução.

Garoto, você é um alienígena.

Seu toque é de outro mundo.

É sobrenatural. 

- E.T. Katy Perry. 

 

Era a vigésima vez que Pedro verificava sua vestimenta diante o espelho. Estava completamente nervoso. Era sua primeira festa da faculdade – mesmo nem sendo do Campus – e ainda tinha sido convidado pelo garoto que ele gostava a anos.

 

-Pedro. – Frade escutou a voz de seu pai lhe chamando do andar de baixo.

-Fala, pai. – Gritou de volta.

-Os meninos já chegaram. – Avisou o homem.

-Fala pra eles subirem. – Disse Pedro.

Pedro escutou o barulho de passos nos degraus da escada e logo viu sua porta sendo aberta.

-Nossa, que menino bonito. – Disse Thomas enquanto se direcionava ao lado do amigo, de frente ao espelho.

-Olha, Tom. – Bruno fungou o nariz. – Cheiroso.

-Eu ‘tô bonito, mesmo? – Pedro perguntou com um sorrisinho no rosto.

-Tá gatão. – Disse Thomas.

-Ele é gatão. – Bruno corrigiu.

-Verdade.

-Eu ‘tô nervoso. – Pedro admitiu.

-Fica não. Vai dar tudo certo. – Thomas reconfortou o amigo.

-Verdade. É hoje que você beija a boca daquele meu primo. – Brincou Bruno, passando as mãos no cabelo.

-Ai, cala a boca. – Riu Pedro. – Somos só amigos.

-Não é assim que ele te vê. – Thomas disse.

-Por que diz isso? – Perguntou Pedro enquanto batucava seus dedos uns contra outros.

-Ah... Porque... – Thomas foi interrompido por uma voz feminina presente no quarto.

-Mas que menino bonito é esse? – Perguntou Ana, irmã mais velha de Pedro, enquanto se encostava na batente da porta.

Pedro riu fraquinho, enquanto ficava todo sem jeito.

-Eu acho que a beleza é de família. – Disse Thomas enquanto cruzava seus braços e sorria para os dois irmãos.

A menina jogou os cabelos pretos para trás, enquanto se direcionada até o irmão com um sorriso enorme no rosto. Ana Carolina de fato era uma menina muito linda. Tinha um grande cabelo preto e liso. Seu corpo era lindo, do formato de um violão. Era pequena e fofa. Nem parecia que já tinha dezoito. Simpática e encantava a qualquer um. Um coração enorme, principalmente quando se tratava de seu irmão, Pedro. Tomou para si uma responsabilidade enorme pelo irmão, principalmente depois do ocorrido a nove anos atrás.

-Espero que sua noite seja incrível! – Falou a menina com as mãos nos ombros de Pedro. – E espero que Lucas lhe beije logo, porque eu já ‘tô ficando agoniada com essa ladainha de vocês dois. – Todos ali riram. Ana abraçou o irmão, mas logo o largou. Desceu suas mãos para as do mais novo e as entrelaçou. – A primeira festa a gente nunca esquece, então aproveita bem. E se cuide ao máximo. – Pedro sorriu em resposta. – Agora vão. Já estão atrasados.

O trio logo saiu pela porta, com o destino a festa do outro lado da cidade.

[...]

-Agora eu sei porque nunca fui em uma festa. – Pedro disse enquanto entrava no local, fazendo uma cara de quem estava achando aquilo meio estranho.

-Por quê você é chato? – Brincou Bruno.

-Isso não me parece ser tão legal. – Disse Pedro.

-Você diz isso até tomar seus primeiros goles de bebida. – Disse Thomas.

-Ahn? – Pedro estava confuso.

-Você fica animado e começa a curtir a festa. – Concluiu Bruno. – Mas no geral é bem legal, é só questão de costume.

-Ah, sim. – Os meninos falavam alto por conta da música.

-Vamos ir atrás de Lucas. – Disse Bruno.

-Ir atrás de Lucas nada. Vamos beber primeiro, curtir um pouco. Depois pensamos no que vamos fazer. – Disse Thomas arrastando os dois amigos até a mesa de bebidas que havia ali.

-Só que depois nós não vamos nem pensar pois já estaremos bêbados. - Bruno exclamou alto a última palavra.

-Relaxem um pouco. Vamos beber! – Thomas exclamou animado.

Os meninos pegaram um copo cheio de bebidas e depois foram conversar em algum canto da festa enquanto bebiam.

- Será que o Lucas veio mesmo? – Pedro perguntou.

- Você acha que ele te deu um bolo? – Thomas questionou.

- Não, gente. Conheço o Lucas, ele não é de fazer essas coisas. – Disse Bruno.

- Vocês querem ir procurar ele? – Perguntou Thomas.

- Pode ser. – Antes que os meninos pudessem sair do lugar para ir em busca de Lucas, uma menina barrou eles.

-Oi! – Disse a menina animada. Ela era baixinha, tinha cabelos curtos e loiros e usava uma regata preta.

-Oi! – Os meninos disseram em coral.

- Vocês não são daqui, né? Nunca vi vocês. – Disse a menina sorrindo.

- Na verdade não. Fomos convidados por um amigo nosso. – Disse Thomas.

- Eu sou a Carol. Qual o nome de vocês?

- Esse é o Pedro. – Bruno apontou para o amigo. – Esse é o Thomas. – Apontou para o da esquerda. – E eu sou o Bruno.

- Maneiro! – Exclamou a menina. – Vocês querem ir lá para o segundo andar? Tá rolando um jogo bem legal, talvez vocês gostem.

- Jogo? Qual jogo? – Perguntou Bruno.

- É assim: Tem uma pessoa vendada, e na frente dela tem uma fila com no mínimo quatro pessoas. A pessoa vendada vai beijar cada uma das pessoas que estão na fila e vai dar uma nota para cada beijo.

“Completamente estúpido”. – Pensou Pedro.

“E a herpes rola a solta”. – Pensou Bruno.

Bruno e Pedro olharam para Tom com um olhar do tipo pelo-amor-de-Deus-não-inventa-de-participar-e-levar-a-gente

Thomas claramente entendeu aqueles olhares. Voltou seus olhos para a menina, sorriu, respirou fundo e:

- Por que não, não é mesmo?

Ok. Bruno e Pedro xingaram Thomas mentalmente várias e várias vezes.

- Vamos lá! – A menina disse virando as costas e se direcionando as escadas, tendo os três meninos a seguindo.

Thomas olhou para os amigos e decifrou o olhar de descontentamento deles.

- Vamos lá! Nós nunca nos divertimos desse jeito. A noite é só uma criança. – Thomas sussurrou.

- Herpes é só uma doença! – Exclamou Bruno irritado.

- Motivos os quais eu não saio com vocês dois. – Pedro disse.

- Se minha mãe ficar sabendo eu ‘tô ‘fudido. – Bruno protestou.

A mãe de Bruno era uma mulher muito rígida e protetora. Não era tão fácil Bruno sair de casa, os únicos lugares que ele podia ir sem ter que implorar para a mãe é na casa de Pedro e de Thomas. A mãe de Bruno não gostava que ele fosse a festas, não gostava que ele bebesse, e sempre tinha receio das poucas namoradas que Bruno teve.

Ela era assim até com a irmã de Bruno, que já tinha seus dezenove anos. Mas a menina não escutava muito o que a mãe dizia.

Mesmo com o pai de Bruno falando que ele já era um homem feito e não precisava de tudo isso, a mulher não mudava. Por isso Bruno fazia tudo escondido. Dizia que ia na casa de Thomas ou de Pedro para poder sair para lugares. E na maioria das vezes os lugares era lugares simples, como a casa de um outro colega, ou ir ao shopping com os dois amigos. Fazer qualquer coisa que se a mãe dele soubesse não deixaria tão fácil.

Mas voltando ao trio. Eles já tinham chegado ao segundo andar. Era quase igual ao primeiro, mudando o fato que tinha lugares para sentar ali. Pedro deu graças a Deus mentalmente.

Ao chegarem próximo do jogo. Bruno reparou na pessoa que estava vendada; Lucas.

Cutucou Thomas para que o mesmo visse o mais velho. Mas isso fora uma péssima ideia.

Thomas fez uma cara de quem iria aprontar. Sorriu de lado. Entregou seu copo ao Bruno e colocou as mãos nos ombros de Pedro – que ainda não havia visto Lucas –.

- Meu amigo, você ganhou na loteria hoje, hein. – Thomas sussurrou no ouvido de Pedro.

- Uh? – Pedro não entendeu.

- Alguém mais quer participar do jogo? – Um cara baixinho e loiro perguntou alto para as pessoas que estavam em volta.

Após o moço ter feito a pergunta, Pedro percebeu Lucas ali e caiu na real.

- Meu amigo quer! – Disse Thomas empurrando Pedro para perto do sofá aonde havia algumas pessoas ali. Enquanto era empurrado, Pedro protestava com alguns “não”, mas não adiantava de nada, seu amigo não lhe dava ouvidos.

Pedro finalmente havia sentado naquele sofá de couro roxo. Estava nervoso, mais que o normal. Olhou para Tom que fez uma cara do tipo; fica-aí-essa-é-sua-chance.

Passou a observar as pessoas em sua volta. Todas pareciam muito bêbadas. Exceto algumas que estavam no sofá para participarem do jogo.

A primeira da “fila” era uma garota dos cabelos loiros e lisos, sua pele era bem branquinha, e seus olhos eram ou verdes ou azuis, mas Pedro não estava perto o suficiente para decifrar a cor. A moça usava uma roupa toda branca, dês da camiseta até o sapato. Pedro poderia dizer até que a menina nem brasileira era. Ela estava – ou era – séria, provavelmente era uma das pessoas que ainda não tinham bebido ou não estavam bêbadas.

A segunda pessoa da “fila” era outra garota, ela tinha cabelos grandes e castanhos, talvez um pouco ruivos. Ela usava delineado e sua roupa era toda preta. Estava bem risonha, mas não parecia bêbada. Pedro não a encarou muito pois a mesma não tirava os olhos dele.

A terceira pessoa era um homem, ele tinha barba e era branco. Seus cabelos eram pretos e usava óculos escuros. Sua roupa também era toda preta. Ele estava ao lado de Pedro, que achou o moço bem bonito.

Depois do moço vinha Pedro, e depois de Pedro tinha só mais uma pessoa.

Era uma moça de cabelos grandes e pretos. Ela usava uma camiseta cinza, que ficava caidinha do lado, mostrando seus ombros. Também usava umas calça preta rasgada e um all star. Ela tinha uma aparência bem sexy, e também olhava muito para Pedro.

Pedro voltou seu olhar para as suas mãos e depois subiu até Lucas, que estava lá na frente. Parecia estar meio nervoso, com as pernas mexendo sem parar, mas mesmo assim ele estava lindo. Lindo. Completamente lindo. Pedro odiava o modo que estava apaixonado por aquele homem.

O mais difícil para Pedro naquela brincadeira não seria beijar Lucas, mas ver outras pessoas o beijando. Iria quebrar seu coração aos pedaços. Mesmo sabendo que era uma brincadeira.

- Então galera! – Todos olharam para aquele cara loiro de alguns minutos atrás. – Quem for beijando volta para o final da fila, porque vai rolar a segunda rodada para o Lucas aqui. – Apontou para Vinicius. – Dizer se a pessoa beijou melhor do que na primeira rodada.

O cara loiro falava meio embolado, devia mesmo estar bem bêbado. Mas Pedro não teve muito tempo para pensar nisso pois o jogo estava prestes a começar.

A menina loira foi a primeira – obviamente – e Pedro decidiu não olhar muito, voltou seu olhar para as mãos, ou para qualquer lugar que não tivesse Lucas beijando alguém.

O beijo não durou muito, Lucas logo quis se afastar e Pedro quase soltou fogos.

- Qual é a nota, Lucas? – Perguntou um cara de barba que estava ali perto deles, parecia bem mais embriagado do que o cara loiro.

- Dois. – Disse Lucas.

A menina fez uma cara de descontentamento mas não disse nada, somente voltou para o final da fila.

Logo depois foi a menina dos cabelos meio ruivos. Beijou Lucas e dessa vez Pedro estava perto o suficiente para ouvir o som. Aquilo foi horrível.

Lucas também não prolongou muito o beijo e logo se afastou da menina.

- Nota. – Disse o cara loiro.

- Ah, é... Acho que quatro. – Disse Lucas.

A menina não teve muita reação, se levantou e foi para o final da fila, mas fez todo o percurso encarando Pedro com um sorriso no rosto.

O próximo era o cara bonito. Ok. Dois caras bonitos se beijando ao seu lado e um deles é uma paixão de muito tempo sua. Pedro estava sendo torturado. O beijo durou um pouquinho mais que os outros, mas não muito tempo também.

- E aí? – Perguntou o cara de barba.

- Seis. – Lucas disse e o moço saiu sem se preocupar muito.

Merda. O próximo era ele. Merda. Merda. Merda.

Pedro se aproximou de Lucas, colocou as duas mãos no rosto de Lucas e sentiu as mãos do maior em sua cintura.

Aproximou seus rostos, fechou os olhos e sentiu a respiração do outro se misturar com a sua. Aproximou-se lentamente até sentir sua boca pressionada na dele.

Foi só um encostar de lábios, até Lucas começar a movimentar-se. Pedro deixou Lucas tomar o “poder” e só deixou se levar.

Lucas beijava muito bem, tinha uma pegada ótima. Oh, céus! Aquilo só estava deixando Pedro mais bobo por Lucas.

O maior apertou um pouco mais a cintura de Pedro e aprofundou o beijo, pedindo permissão com sua língua. Pedro cedeu, e foi ao céu ao sentir as línguas se encostando, brigando por mais e mais prazer. Como aquilo era bom!

Continuaram aquilo por “muito” tempo. Até a voz de alguém se intrometer no meio.

- O Lucas é só para beijar rapidinho, não é pra ficar se pegando com o menino, não. – Disse uma voz desconhecida, mas Lucas não se importou.

Continuou a beijar e beijar, podia fazer aquilo por horas.

Mas Pedro deu um fim. Acabou o beijo com o selinho e se afastou um pouquinho de Lucas.

- Qual seu nome? – Lucas perguntou baixinho.

Antes que Pedro respondesse, o mesmo se afastou por completo, se levantando e indo embora dali.

Seus amigos foram correndo atrás de si, fazendo um monte e um monte de perguntas.

Ao chegarem na rua, Pedro encurtou seus passos e passou as mãos nos cabelos.

- Por que você saiu correndo de lá? – Bruno perguntou.

- Você não gostou? – Thomas questionou.

- Sabia que isso era uma má ideia. – Bruno concluiu.

- Como má ideia, Bruno? – Perguntou Thomas. – Ele gosta do Lucas.

- E daí? Você nem perguntou se ele queria. As vezes ele nem queria. – Disse Bruno irritado.

- Mas ele gosta do Lucas. – Reforçou Thomas enquanto andava com os amigos pela rua.

- Isso não significa que ele queira ficar com meu primo. Não nessas circunstâncias. – Bruno rebateu.

- Cala a boca, Bruno! – Thomas disse bravo.

- Cala você!

- Foi um máximo! – Disse Pedro enquanto jogava a cabeça para trás, interrompendo a discussão dos amigos.

- Então por que você saiu correndo? – Thomas perguntou.

- Eu não sei te responder agora. Algo me mandou sair de lá logo. – Pedro suspirou passando as mãos pelo pescoço. – Eu só... Eu só estou confuso. Só quero ir para casa dormir.

- Então vamos. Amanhã nós falamos sobre isso. – Bruno colocou um dos braços em volta do pescoço do amigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pedro suspirou novamente. Estava cansado. Sua cabeça doendo. Talvez havia pensado muito durante aquele beijo. E que beijo!


Notas Finais


lembrando que a metade desse capítulo já estava pronta quando eu publiquei a fic. agora o próximo cap só Deus sabe quando.

mentira, tô super inspirada para escrever essa fanfic. Tô tentando trazer outra fanfic de Luchi, quero ver se da certo uma parceria que eu tenho em mente aqui.

Mas é isso! Bezo da Torrone ♡.


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