História Cinderella - Capítulo 9


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi
Tags Akakuro, Comedia, Kiseki No Sedai
Visualizações 140
Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - O plano do imperador é absoluto


Momoi olhava atentamente para Akashi, que permanecia em silêncio ignorando mais uma das brigas sem noção entre Kise e Aomine.

Desde que o ruivo chegara no colégio, este não havia dito uma palavra. Sequer havia falado com Kuroko, não interferira nas ideias loucas que surgiram no grupo, e parecia que estava em outro universo quando deveria estudar no horário que o professor faltou, rabiscando coisas no caderno e, hora ou outra, fechava a cara logo depois sorria de uma maneira um pouco estranha e maléfica.

Eles nem se aproximavam quando isso acontecia.

Quando o sinal do intervalo tocou, tirando do fundo da alma a coragem necessária, a rosada aproximou do ruivo ainda distraído acompanhada de Tetsuya, claro. Caso algo desse errado, ao menos teria uma testemunha no local.

Parando em frente a mesa, conseguiu ver o que Seijuro fazia no caderno. Um desenho retangular na vertical que, pelos números ao lado, media exatamente a altura da janela de seu quarto para o chão do jardim, a medida que ela tinha o mandado no dia anterior. E algumas coisas escritas com aquela letra perfeitamente feita envolvendo seus nomes.

– Akashi-kun…?- o chamou.

Os olhos heterocromáticos por uma questão de segundos alargaram, talvez tivesse o assustado, logo voltando ao normal e deixando a folha, vendo Satsuki e Tetsuya.

– Sim?- sua voz estava até rouca de tanto tempo sem falar, não que ele falasse muito igual a Ryota.

Atsushi entrou na sala de aula com uma sacola em mãos, e andando na direção do trio, entregou-a para Kuroko.

O azulado tirou de dentro uma garrafa d’água e ofereceu para o ruivo. - Está quase sem voz.- comentou enquanto via Akashi beber a água.- Melhor?- perguntou e o garoto de olhos heterocromáticos assentiu.

– Sim, obrigado.- pegou a borda da folha em que estava anotando e puxou, arrancando-a do caderno. - Poderia chamar todos aqui, Satsuki?- assim que pediu, a rosada confirmou e saiu correndo para o outro lado da sala, parando a discussão do moreno e o loiro e os arrastando para a mesa do ruivo, com Midorima andando ao seu lado.

Quando voltaram, levantando do lugar, Akashi olhou para o grupo e começou a falar.

– Era pra essa peça ser algo simples de se fazer.- começou.- Mas tivemos alguns muitos problemas, como o acidente da escada, que quase rendeu uma suspensão para os responsáveis.- dirigiu o olhar para Daiki, vendo este cruzar os braços virar o rosto. - O cenário.- continuou citando os desastres e Kise engasgou com a própria saliva, a cor de seu rosto fugiu. - E agora o castigo que Satsuki nos fez o favor de ganhar.

– Eu não fiz por querer! Juro!

– Mas já está feito, e a menos que possa voltar no tempo e impedir isso, coisa que tenho certeza que não pode, não considerarei isso.- a interrompeu de falar e Momoi apenas se calou. Assim que percebeu que havia todos voltado a prestar atenção, voltou a falar. - Eu poderia falar com os pais dela, porém não importa o que eu dissesse, eles não deixariam.

– Aka-chin não conseguiria?- erguendo uma sobrancelha Murasakibara repetiu resumidamente o que ouvira.

– Talvez sim, mas seriam baixas as possibilidades.- antes mesmo que a ideia de que o ruivo não seria capaz de algo passasse pela mente dos outros, Tetsuya explicou. - Não se trata de um trabalho avaliativo, então eles não concordariam.

– Não tem como falar que é um?- Midorima sugeriu enquanto limpava os óculos manchados, atraindo o olhar de Momoi.

Suspirando exasperadamente, a rosada colocou as mãos no rosto. - Eu não pensei nisso! Ela já sabe que não é. E mesmo que fosse, ou ela ou meu pai viriam aqui para confirmar.

– Esperava isso de Ryota ou Daiki, mas não de você.- Akashi cruzou os braços e sorriu sacana. - Shintarou, mentir é feio, não é mesmo Ryota?

Puxando o ombro do moreno, que reclamou tanto pela fala de Seijuro quanto pela força usada por Kise, o loiro se aproximou de sua orelha – Ele está mandando indireta pra mim? - perguntou sussurrando.

– Sim.- Aomine respondeu seco, o afastando e indo para o lado de Kuroko.

Kise olhou para o às, chocado. - Como é que é? Kurokocchi, eu menti?- o azulado negou com a cabeça. - Viu só? Não!

– Kise-kun, você omitiu algo do Akashi-kun, isso é pior que mentir.

– Isso é cruel, Kurokocchi! Eu não menti nem omiti, apenas não contei.- começou com o drama.- Nós nos esforçamos tanto, me sentiria mal se vocês se sentissem mal por causa disso! Então não contei para não se magoarem.

Devolvendo os óculos ao rosto, Midorima olhou para o loiro. - Sabe o significado de ‘omitir’?

– Bem!- Seijuro bateu palmas para a atenção retornar para si e continuou. - Não podemos voltar e mudar isso, e ninguém vai morrer. - Ryota suspirou aliviado. - Ainda.

– Então o que faremos?- Aomine puxou uma cadeira e se jogou, sentando de qualquer maneira. - Cancelar?

– Claro que não. Pode ser loucura, mas Satsuki vai sim participar dessa peça.- o garoto de olhos heterocromáticos afirmou.

– Videochamada?- Atsushi que permanecia quieto, comendo mais um de seus doces, sugeriu.

– Não. Vamos sequestrar ela.

Levantando a mão, a rosada se pronunciou. - Eu voto na ideia do Mukkun!

– Já pensei num plano para isso,- ignorou a garota.- mas vamos apenas precisar que seus pais estejam fora de casa esse sábado. Consegue fazer isso?- Momoi assentiu. - Ótimo, até lá ensaie as frases e gestos direito, não quero que o risco de errar no momento seja maior que tudo.

– Espera, vamos sequestrar mesmo ela? Akashi, está louco? Se descobrirem vai dar um monte de coisa errado!- esquecendo com quem falava, Daiki levantou o tom de voz.

– Nada de errado acontecerá.

– Como pode ter certeza!?

– Vocês não estarão lá na hora, - se dirigiu ao moreno e ao loiro. - e é um plano meu. Meus planos são absolutos.

O grupo silenciou, apenas ouvindo o som de outras conversas, provavelmente direcionadas a eles.

~.~.~

– Conseguiu fazer com que eles saiam?

Sábado, no dia da peça, de manhã Akashi ligou para Momoi. Acordando cedo para se preparar para o grande evento da noite, a rosada providenciou tudo necessário para o plano, que já tinha até ganho nome.

O grande sequestro de Rapunzel do segundo andar de uma casa.

Este fornecido por Kise, ou simplesmente OGRSAUC, usando as inicias das palavras sem contar com os ‘de’ e ‘do’. Exagerado e inútil, e a equipe de sequestro não ia usar.

A ES, novamente as siglas desnecessárias para ‘equipe de sequestro’, após muito tempo de briga chegou a ser escolhida a dedo por Akashi. O ruivo, Aomine e Murasakibara ajudariam a rosada fugir de casa pela janela.

– Minha avó acabou me ajudando, ela prometeu não contar nada desde que eu grave a apresentação.- enquanto guardava as roupas numa mochila, Momoi respondeu ao telefone.

– Algo simples, a irmã de Shintarou estará presente e vai fazer isso. Aonde ela vai levá-los?

– Visitar meu avô na cidade ao lado, essa tarde eles saem. Na verdade eles vão passar o fim de semana lá, mas amanhã minha tia vai me buscar aqui.

– Bom avisar. Sobre pular a janela, Atsushi vai ajudar com isso, mas use uma corda para ter certeza total de sua segurança. Jogue a mochila para Daiki, e quanto antes estiver esperando melhor. Entendeu?

- Sim, senhor!- fez uma reverência para o nada a sua frente. Ouviu passos nas escadas e jogou a mochila em baixo da cama até encostar na parede, a cor preta se camuflando na escuridão. - Tenho que desligar, daqui a pouco ligo de volta.- e desligou.

Bateram à porta, a voz do pai da rosada avisando sua entrada no cômodo. Rapidamente, Momoi se posicionou em frente ao computador, a tela com algumas atividades do colégio e a escrivaninha com papéis e cadernos com cálculos.

– O que está aprontando?- o homem entrou e olhou pra filha.

Satsuki se fez de desentendida, tombando a cabeça e o olhando com dúvida. - Eu acho que não entendi.

– Fui na secretaria do seu colégio ontem. Tinha um cartaz de um evento de teatro lá, e embaixo os nomes das peças.

– Sério?- amaldiçoou o grupo de artes que fazia esses cartazes mentalmente, ainda encarando o pai.

– Cinderela não é seu conto de fadas favorito? Vai ser a princesa?

Satsuki voltou o rosto para as folhas. - Vou ser o príncipe.- sussurrou um pouco decepcionada.

– Então admite que vai participar?

– Ia. Mama me deixou de castigo, lembrado?

– A escutei dizendo que vai ser. Estou errado?- com um jogo simples de palavras ele a pegou, e a reação somente confirmou o que ele já tinha dito. - Concordo com sua mãe em relação ao castigo, e não aprovo que fuja de casa.- se posicionou em relação a tudo que suspeitava. - Mas não tenho moral para dizer isso quando eu fugia de casa para sair com meus amigos quando jovem. Não contarei nada pra sua mãe, não se preocupe.

– Como você…?

– Pode parecer que eu não sei, mas sei.- Momoi ainda o olhava, sem reação. - Brincadeira, ouvi você no celular e juntei algumas partes. Vão gravar certo?- a rosada assentiu. - Se minha mãe ganha uma cópia, também quero ver. Sobe naquele palco e mostre que você quase quebrou aquela tiara com motivo.

– Não era sem motivo…

– Tenho certeza que não.- e saiu do quarto.

Satsuki largou o lápis e andou até a cama, se jogando nela e pegando o celular. Discou o número do ruivo e esperou que ele atendesse, coisa que não demorou.

- Está tudo pronto?

- Sim, não se preocupe.- e agiu como se nada tivesse acontecido. Seu pai sabia e ia colaborar mantendo a boca calada, não tinha com o que se preocupar.


Notas Finais


Tava olhando aqui e notei que ficou maior que esperava, mas quem não gosta de um cap grande né?
Estamos quase no final da fic e só agora eu fui notar: ESTAMOS COM 72 FAVORITOS!
Eu realmente não esperava isso, já que não estamos focando no amado romance colegial, e sim no que acontece em torno de uma peça do KNS.
Quero agradecer muito a todos aqueles que favoritaram, e mais ainda para aqueles que comentam, isso me deixa muito muito muito feliz!
Espero que tenham gostado do cap e a mesma coisa de sempre, desculpem qualquer erro.


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