História Cinderella e o dildo de cristal - Capítulo 5


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Ciel Phantomhive, Madame Red (Angelina Dalles), Mey-Rin, Sebastian Michaelis
Tags Gay, Kuroshitsuji, Lemon, Romance, Sebaciel, Yaoi
Visualizações 423
Palavras 2.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Cinderella e o dildo de cristal final


E assim foi. Sebastian procuraria por toda a cidade, usaria de todas suas ferramentas para encontrar aquele garoto e o tornar seu namorado, quem sabe já esposo. Seu pai, um juiz rico que passaria sua herança assim que o filho casasse, também ajudava com seus recursos. Afinal, obviamente que Sebastian não havia comentado que sua dama em fuga levava consigo algo pendurado entre as pernas. Para o senhor Michaelis, Cinderella, como foi propriamente chamada, era apenas uma garota com medo de compromisso.

Já na manhã seguinte estava espalhado por toda internet e em folhetos pela cidade que o promotor rico, futuro milionário, havia escolhido “sua parceira”. Também dito que a mesma fugiu e que agora a mascarada estava sendo procurada afim de Sebastian ganhar seu “sim” ou “não” quanto a proposta. Como o promotor não podia confirmar com tanta certeza quem era seu pequeno príncipe fujão, foi imposto que qualquer um da cidade poderia se submeter ao teste.

Não que Sebastian achasse que essa fosse uma boa idéia afinal apareceriam centenas de garotas. Seria muito mais fácil se limitassem à pequenas, de olhos azuis, cabelos acinzentados e de preferência, com um pênis.

Mas não. Lhe foi imposto que aquilo tudo poderiam ser lentes, peruca e claro, não poderia revelar o detalhe mais importante para achar seu amor à primeira vista. Ou melhor, à primeira transa. Sendo assim, ao menos deixou implícito no aviso que qualquer PESSOA poderia aceitar o teste.

A partir do horário do almoço, o moreno saia com uma maleta e três policiais que o acompanhariam em toda casa. Na maleta, um dildo parecido de cristal e centenas de camisinhas. Afinal não era burro o suficiente para sair enfiando um pau de brinquedo de buceta em buceta sem pensar no que poderia estar transmitindo para alguém.

Na casa da Madame Red, de suas duas filhas e seu empregado não remunerado, a conversa já ia alto enquanto Ciel servia a comida.

-Garotas, estejam limpas e arrumadas. O promotor Michaelis pode aparecer a qualquer momento. –A mais velha avisava as filhas que assentiam excitadas.

-O que será que ele vai usar para fazer o teste? Seria hilário se fosse um sapatinho de cristal já que estão chamando a sumida de “Cinderella” hahahahha –Meyrin quase engasgou rindo com a própria fala.

-Não importa o que seja, espero que vocês se esforcem e consigam se passar por essa garota burra que fugiu de homem assim tão rico. Entenderam?

-Sim mama~

-Sim mama.

Ambas responderam juntas. Enquanto isso Ciel só ria bobinho e corado com todo o esforço que Sebastian fazia para o encontrar. Era fofo até. Não que valesse pelo medo que tinha da reação do mais velho ao descobrir que sua dama era só um garoto de programa tirado de seu ofício para ser quase que um escravo para três mulheres cruéis e superficiais.

A tarde passou lenta para Sebastian. O home já estava cansado de mulheres fazendo escândalo por afirmarem que eram a Cinderella e que não precisavam enfiar aquela coisa ridícula de grande nelas para provar. De mulheres que o chamaram de pervertido e não o deixaram nem mesmo se explicar. De mulheres que quiseram fazer o teste afirmando que eram a garota que fugiu e tentando o seduzir no meio de tudo. De mulheres que se jogaram para ele por puro interesse e que mandaram ele esquecer sua busca,que elas eram muito melhores e que não fugiriam como a burra Cinderella.

E quando aparecia um garoto que acanhado queria tentar, quando a esperança de Sebastian aumentava ao máximo, não era o certo. Sequer se parecia com o físico de Ciel. Pior quando eram homens vezes até maiores que o próprio Sebastian. Infelizmente não se podia negar a testar eles já que foi dito no anúncio que qualquer um que se apresentasse como Cinderella, teria o direito ao teste. O homem já estava cansado de ver tantas bundas de pessoas de quatro.

Era noite já quando chegaram na última casa. Sebastian a olhou do teto ao jardim e horta. Estava cansado e aquela era sua última tentativa. Se seu pequeno misterioso não morasse ali, poderia considerar que ele havia se escondido de si por todo aquele dia e que realmente não queria ser encontrado. Se esse fosse o caso desistiria de vez, mesmo com o coração partido.

Um dos policiais que ainda acompanhavam o maior tocou a campainha e não foi necessário nem 15 segundos para serem atendidos. A mulher que abriu a porta usava um vestido um tanto justo para algo que se usaria em casa, de alcinha e bem decotado. Vermelho assim como seu cabelo curto e liso e batom brilhante. A única coisa que parecia confortável para se estar em casa já de noite naquele visual, era que estava descalça.

-Boa noite madame. –Sebastian tomou a frente. –Creio que a senhora já saiba quem sou e o que procuro. Então, nessa casa existe alguém que foi em minha boate ontem?

-Ah! Claro claro! Eu e minhas duas filhas fomos na noite passada. Devo dizer que foi espetacular!~ -Os deixou entrar sem problemas enquanto Nina e Meyrin desciam as escadas com sorrisos nos rostos. Totalmente plenas. Ambas usavam lingeries que juravam de pés juntos que eram seus pijamas normais do dia a dia.

“Nem a pau que essas três se vestem assim normalmente.”. Sebastian pensava enquanto explicava a situação de toda a confusão.

-Ora hahahaha nem acredito que esqueci isso para trás...isso é tão vergonhoso... –Nina começou com seu tetrinho jogando descaradamente Meyrin para o escanteio. –Me desculpe por ontem...eu...não podia ter deixado minha irmã sozinha e mamãe iria me matar se descobrisse que as deixei para ficar com você.

Nina olhou para Madame Red que prontamente ajudou no teatro dela.

-Querida, se me dissesse que era para algo tão bonito quanto o amor de dois jovens, eu certamente teria a deixado ficar mais tempo...

Meyrin borbulhava de raiva por aquelas duas terem a tirado do jogo assim. Mas não iria prejudicar a irmão de programa nem a cafetina.

Lá do sótão, Ciel ouvia apenas alguns murmúrios. Não conseguia entender o que discutiam, mas sabia que Sebastian estava lá. E só de pensar em como estavam tentando o enrolar, sem entender, começou a chorar baixinho. Ele desejava estar lá embaixo, ele desejava mais do que tudo estar lá e ser o suficiente para o homem.

Enquanto isso, as três ali mal sabiam que Sebastian já sabia muito bem que aquilo era encenação. Elas que não sabiam que ele também era um ótimo ator quando queria. Afinal, era um promotor de justiça. Tribunais eram os palcos mais importantes.

-Fico feliz em saber que provavelmente achei a dona disto. –Levantou o dildo que era de dar medo em qualquer um. –E do meu coração. –Colocou a outra mão sobre o peito sorrindo galanteador.

Sebastian se levantou e ofereceu a mão para Nina que prontamente aceitou.

-Então, vamos testar minha querida?

-Testar? Mas eu já disse que é meu.

-Você, assim como todas as outras centenas de garotas dessa cidade. Tenho que ter certeza de que você é minha Cinderella. Ou você quer deixar sua irmã ir primeiro?

Meyrin negava engolindo em seco ao analisar bem aquele brinquedo. Ele parecia que entrava rasgando. Não parecia algo que alguém usaria para prazer.

-Ora...nenhuma das duas quer ir primeiro? Talvez exista mais alguém nessa casa para ser o primeiro então...

Madame Red arregalou os olhos se levantando de supetão. Não queria que Sebastian nem sonhasse em ver Ciel. Isso tudo porque sabia que o garoto era belo. Sabia que ele era encantador e sabia que se Sebastian havia chegado até a última casa da cidade, era porque não havia achado sua Cinderella. A mulher podia até ser uma cafetina, mas não era burra. Percebeu que no anúncio não foram usados meio que dissessem que apenas mulheres poderiam se oferecer e tinha medo disso. Tinha medo, pois não havia nada que ligasse Ciel a ter que lhe passar uma porcentagem do dinheiro assim como as outras. Não haveria nada que o prendesse à ela mais, já que o contrato que fez o menino assinar era tão fácil de ser anulado. Algo provisório para fazer um garoto burrinho e inocente pensar que deveria fazer tudo que mandassem.

-Não! Não tem mais ninguém! Apenas Nina e Meyrin. Faça o teste nelas!

Nisso, Ciel não conseguia mais se segurar. Chorava alto e gritava contra aquela injustiça. Batia, socava o chão. Gritava a ponto de seus pulmões arderem e os policiais escutarem.

-Senhor Michaelis...está ouvindo isso? –Um dos policiais, que torcia para o homem conseguir, o alertou.

-Sim...vão chegar o que é. Agora. –Olhou ameaçador para aquelas três. Se estivessem escondendo seu amado...A raiva tomava conta de seu corpo junto com a esperança e excitação.

Não demorou dois minutos, os policiais desciam acompanhando um pequeno e sujo garoto que agora tinha seus olhos e nariz um pouco avermelhados e o rostinho inchado. Tudo pelo choro.

-Cinderella! –Sebastian logo o reconheceu pelo tom de cabelo, pelos lábios rosados, pelo azul intenso de seus olhos. Por tudo que o garoto havia o oferecido naquela noite. Mas tinha mais. Vinham mais lembranças, cada vez mais rápido. –Você...você é o garoto daquele dia...da rua Lake...

-Não! Não quero que se lembre de mim assim...não quero nem que me veja assim... –O menor se escondeu atrás de um dos policiais. Seu coraçãozinho estava à mil, mas tentava se controlar se dizendo que não era merecedor.

Ainda assim Sebastian se aproximava completamente sorridente. Afinal todo seu trabalho agora estava valendo à pena. Todas as coisas que passou naquele dia. A tristeza, a raiva, o cansaço, a ânsia de vômito...tudo valia à pena agora que via sua Cinderella. Agora que caminhava até sua princesa. Agora que tirava os policiais da frente ali na escada e pegava seu garoto no colo o abraçando forte.

-Eu te procurei tanto. Tanto. Se eu não te encontrasse nem mesmo sei o que eu iria fazer...

-Sebastian...não me toque...

-O que? Por que não? –Ainda assim continuava o abraçando todo carinhoso. Sua mente e coração iam à mil. Nem ele mesmo estava se entendendo.

-Porque...porque eu... –Voltou a chorar tristonho escondendo o rosto entre as mãos trêmulas. – Eu não sou certo para você! Eu sou só um garoto sujo e idiota. Nunca serei o suficiente para um homem como você...

Fungava meio ofegante e se odiando por tudo aquilo.

-Shhh...não diga isso. Você, desde aquela noite em que te paguei para tudo aquilo, sempre foi o ideal para mim. Meu Ciel... –Sim, ele havia lembrado do nome que tanto gemeu. Do nome que tanto quis saber noite passada. Do nome que tanto queria repetir por toda sua vida.

Ainda com o garoto em seus braços, terminou de descer as escadas e olhou para as três que estavam boquiabertas.

-Você. –Se direcionou à Madame Red. –Você é a cafetina dele, não é? Não sabe por quantas noites eu o procurei e não consegui achar...

Sebastian tinha pego seu primeiro programa com Ciel justo no seu último dia nas ruas. Quando Will sumiu e a mulher assumiu o tirando de seu posto. Depois disso, por mais que Sebastian procurasse, nunca o achava.

-Depois eu voltarei para resolver tudo isso. Agora eu preciso levar o Ciel para casa. Comigo. Precisamos descansar... –Deu um beijinho na cabeça do garoto que agora mais calmo, ainda não acreditava e tudo aquilo.

Sem hesitar, Sebastian saiu daquela casa pensando em como iria se explicar ao pai que nunca fez questão de criar laços como realmente pai e filho. Sempre foi uma relação de interesse. Esse mesmo pai agora que Sebastian não sabia estar sendo levado já morto, por um ataque do coração, ao hospital. Deixando para trás, um testamente tornando seu único filho, o novo milionário Michaelis.

Por seu esforço para encontrar sua Cinderella, para encontrar seu amor, o homem assinou o testamente em seus últimos momentos de vida acreditando na capacidade do filho que criou, para achar sua dama.

Eles seriam felizes para sempre...

-Acho que não vamos mais precisar disso. –Entregou o dildo ao garoto que agora o abraçava com as pernas e o olhava meio confuso. O levava para o carro que havia estacionado ali perto.

-Por que?

-Porque eu tenho algo melhor para te dar quando chegarmos em casa~

Lhe sorriu pervertido e cheio de desejo o que fez o pequeno Ciel corar intensamente sem deixar de concordar rápido balançando a cabeça. E então...sorrindo completamente apaixonado.


Notas Finais


Desculpem qualquer erro e obrigada por me acompanharem até aqui e me aguentarem prolongando a fic.


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