História Cinderello - A minha Historia - Capítulo 4


Escrita por: e Matt_Yamato

Visualizações 34
Palavras 1.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


LINK recomendado: https://www.youtube.com/watch?v=0HDdjwpPM3Y

Boa leitura meus lindos do meu one chifre <3

Capítulo Narrado por Bianca

Capítulo 4 - Bang Bang


Era o dia do baile de mascaras, eu estava particularmente ansiosa. Afinal seria hoje que colocaria meu plano em ação, finalmente tiraria o meu melhor amigo depressivo do quarto escuro que ele vivia nos últimos meses.

Eu como boa amiga e companheira que sou, ajudei pessoalmente na organização do baile, corri atrás do grêmio para fazerem com que eles aceitassem a ideia, que por sorte eles acataram. O que olhando agora seria muito mais fácil se eu fosse a presidente do mesmo – planos a serem executado ano que vem.

No começo era para ser só uma maneira de fazer o "songa monga" do meu amigo se divertir, mas ao ir comparar as fantasias admito que me empolguei um pouco e acabei por comprar um vestido que achei que ficaria perfeito nele – não estava enganada, ele ficou fabuloso no vestido branco com detalhes esmeralda.

— Vem aqui — Digo o chamando.

— O que você esta escondendo ai? — Pergunta assustado indo um pouco para trás e batendo as costas levemente no carro.

— Nada de mais... — falei calmamente, mas ele ainda continuava assustado, bem eu não podia o culpar não é? Tinha o feito se vestir como uma menina — Meu Deus... É só uma mascara, qual foi? Afinal isto aqui é um baile de máscaras, né?

Abri a caixa mostrando a ele a máscara branca com detalhes semelhantes a renda, tinha encontrado a mesma enquanto fuçava numas caixas no sótão. Não sei o motivo de minha mãe a ter guardado ou o porquê estava escondida no sótão, só que dois dias antes do baile encontrei ela e percebi que era perfeita para a fantasia do meu caro amigo Herry – que estranhamente concordou com tudo que propus sem muita relutância.

O ruivinho a minha frente ficou de costas para mim permitindo assim que eu posicionasse a máscara em seu rosto de porcelana e amarrasse os fios de ceda quase transparentes em sua nuca num pequeno nó. O tecido se misturou com perfeição ao mar de madeixas vermelhas, o virei de volta para mim, para poder apreciar a minha obrar de arte.

Me espantei momentaneamente com a visão que tive. A máscara tinha fechado o look com perfeição demasiada, o deixando com uma aparência mais delicada do que o normal ao mesmo tempo que realçava os olhos verde jade. Se eu fosse um menino ou qualquer pessoa que não o conhecesse, facilmente confundira Herry com uma garota.

Ainda mais por ele estar levemente corado dando um ar fofo e angelical para o mesmo.

— O que você está me olhando? Maluca

— Eu? Só estou indignada em como você consegue ser feio, meu filho tu só podes ter nascido numa casa mal-assombrada — Fiz cara de deboche e me virei começando a caminhar em direção ao ginásio.

Quando me aproximei da porta do ginásio Herry estancou, a porta foi aberta e os holofotes foram tacados na gente, provavelmente nos confundiram com alguma patricinha ou playboy.

MAS QUE PORRA!

Levo minhas mãos para tampar os meus olhos da forte claridade, e adentro o local reparando que a música foi desligada e todos estão olhando para a entrada. Desvio o olhar para trás conferindo se o ruivo estava me seguindo, apesar da timidez o mesmo parecia ter entrado no personagem, e adentrou lentamente o estabelecimento. Uma música lenta começou a tocar assim que o mesmo parou ao meu lado.

Que música é esta???

Enquanto puxo a lesma para a mesa de bebidas reparo num jovem mais ao fundo que não parava de nos encarar, agiu com normalidade ao pegar dois copos e encher ambos até a metade de algo semelhante a ponche de maçã – que aparentemente não fora batizado ainda -, entrego um dos copos para ele e beberico o meu sentindo o gosto adocicado invadir minha boca.

— Porque tem TVs no palco? — Herryck pergunta olhando para o palco que possuía uma enorme T.V. no centro.

— Há? Não te contei? — Respondo dando uma escaneada no local

— Contou o que? — Dou mais um gole na bebida sem prestar atenção no garoto ao meu lado — Bia? ... Biaa? BIANCA!

— O QUE FOI? – O encaro fixamente

— Você me arrastou ate aqui, me colocou nesta roupa ridícula, e ainda vai me ignorar? — Ele fala deixando o copo da mesa e me olhando

— Aff... Tá desculpa é que aquele cara está me encarando.

— Que cara?

Olho e não o vejo mais.

— Não tem nem um...... deixa para lá. Bom aquela televisão é para o novo projeto do grêmio — e só para lembrar eu que dei a ideia — é sobre a implementação de um grupo de canto na escola, e aproveitamos para usar o baile para a divulgação.

— Ata, entendi e vai começar está "divulgação" — Faz aspas com os dedos sarcasticamente.

Dei uma rápida olhada no local em dúvida, todos os presentes estavam parados em costados nas paredes, alguns conversando com os amigos, outros olhando com certo tédio para suas bebidas. O desanimo dominava o local, e as músicas que tocavam não ajudava em nada melhorar isso.

— Quer saber? Agora! — peguei sua mão e o arrastei para cima do palco. Herry me olhava confuso sem entender o que eu planejava.

O deixei parado igual retardado no palco e fui falar com o DJ, pedi para o mesmo parar a música, e me em caminhei para perto da TV, ligando a mesma. Peguei os dois microfones que se encontravam ao lado numa mesinha onde também se encontrava o Xbox, que também liguei. Retorno para perto do meu amigo que parece um pouco atordoado com tudo que estava acontecendo, mas ao mesmo tempo demonstra estar entendendo o que vou aprontar.

— Vai vamos lá... Já fizemos isto varias vezes — Digo estendendo um dos microfones para ele, num convite sutil para que se juntasse a mim.

Ele aceita o convite pegando o microfone e abrindo um sorriso radiante para mim enquanto ajeitava o vestido ao corpo. Roubou o controle da minha mão e abriu o painel para selecionar uma das músicas disponíveis lá.

Bang Bang? — pergunta já selecionando a mesma

Bang Bang! — Devolvo sentindo a empolgação do mais novo me atingir. Era bom ver ele sorrindo de novo, voltando a ser quem ele era antes do acidente.

Apesar de sermos melhores amigos desde que me lembro por gente, nosso gosto musical era completamente diferente um do outro, então vivíamos brigando pelo controle do rádio. No meio de todo este caos nós conhecemos as divas do pop Ariana Grande e Jessie J, for amor à primeira vista, e para eternizar o único momento em que não brigamos por causa de bandas Bang Bang foi a escolhida – ficando como o símbolo que nossa amizade pode superar qualquer coisa.

A batida da música começa a soar pelo ginásio, as pessoas já curiosas pelo silencio passam a olhar com mais atenção os acontecimentos do palco. Sinto o nervosismo fazer de minha barriga moradia, os olhares fazerem minha pele formigar. E antes da primeira frase abaixo minha cabeça respirando fundo tentando me acalmar.

Levanto a cabeça ao mesmo tempo que as letras brancas com bordas em amarelo começam a surgir no telão. Não era hora para timidez, solto minha voz enquanto caminho pelo palco. Cantar não era só uma arte, era um meio de hipnotizar a prateia. Pensando nisso começo a dançar no ritmo da música.

E como sempre eu faria a voz da Jessie e meu tímido amigo faria a voz da Ariana, e por sermos uma dupla sempre revezamos a parte da Nick Minaji. Ao fim da minha parte olho para ele, um olhar que passava uma mensagem clara "Agora é sua vez de brilhar". Ele pareceu entender pois começou a cantar.

Sua voz a principio saiu baixa e tímida, mais logo ele foi tomado coragem e esquecendo do público agitado que nos observava. A certa altura da apresentação as pessoas já estavam gritando, cantando junto e dançando animadamente. Herry tinha perdido a timidez e a vergonha e dançava animadamente comigo, como sempre fazíamos a sós.

Tinha certeza que não tínhamos pagado mico, muito pelo contrário – tínhamos arrasado -, pois ao fim da apresentação o barulho dos aplausos e dos assovios foi ensurdecedor.

Olhei na direção de Herry roubando sua mão para fazermos os agradecimentos, seu rosto estava tão vermelho quanto seus cabelos, e eu podia jurar estar ouvindo o som de seu coração acelerado, por um leve momento fiquei com medo dele sofrer um infarto perante sua vergonha demasiada.

Ele tinha voltado a ter consciência das coisas ao seu redor, apertando minha mão forte e implorando silenciosamente para que disséssemos logo do palco. Mal tínhamos terminado de descer do palco e um garoto brotou atrás de Herryck assustando o mesmo com sua voz rouca.

— Eu quero tentar!


Notas Finais


Gostaram? Comentem e compartilhe para dar aquela forcinha <3

Beijos da Unicórnio mãe e ate o próximo - Joey J.Ross


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...