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História Cine drive in - Capítulo 7


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Notas do Autor


então pessoas, esse é o fim de um caminho curto que construí para o Tyler e o Harlen. Posso ter colocado emoção de mais por pura empolgação mas vamos que let's e boa leitura <3

Capítulo 7 - Parte 2 - Uma noite


Harlen North

Paramos pertos da encruzilhada no final da rua, Tyler estava muito tenso e seus ombros retraídos.

- Então, o que tem de tão importante para falar ? - Indaguei, cruzando os braços para que eu pudesse reter o calor no meu corpo.

- Eu não sei como te falar. - Ele engoliu seco e respirou fundo. - Depois que você foi embora tanta coisa mudou, e meus pais não... O pessoal também, eu e a Carly. Eu só quero que entenda que... Sabe...

Olhei para ele, Tyler estava confuso, perdido nos próprios dialetos internos. Eu o olhei bem nos seus olhos e ele parou, nada mais se mexia, tudo estava parado no exato momento em que nossos olhos nos encontraram. Era como se tivéssemos voltados para aquela noite em que tocava paradise is here, com aquela sensação no peito de que a qualquer momento poderia estourar em milhões de fragmentos e se espalharia por todo o continente. Um oceano surgiu sobre nossas cabeça nos fazendo afogar naquele momento que já havia se repetido tantas vezes.

- Desculpa...

Não sabia o porque disso, ele me abraçou e me beijou. Foi como sair fora de órbita novamente, como caminhar sobre as nuvens e brincar com as estrelas enquanto fala com a lua o quanto ela era bonita. Não tinha sensação física para  descrever o que senti, uma descarga de adrenalina corria meu corpo tão rápido que a qualquer momento eu podia decolar e sair da terra. 

Eu sabia que aquilo não poderia ser verdade, eu só poderia estar sonhando, me afogando em todos os filmes românticos que assisti antes e aquilo iria me matar aos poucos como uma ferida aberta sangrando. Mas ao mesmo tempo, aquilo, nós, aquele momento era real, passível de ser explicado.

- Eu não queria... Me desculpa. - Ele disse, me soltando e olhando para onde fica sua casa, estava assustado e confuso . - A Carly acabou comigo e eu só devo estar misturando tudo e não quero ter te passado alguma impressão errada, eu... só não aguento mais... Harlen, eu te amo. E queria viver com você, eu sempre te amei mas nunca tive coragem, você conhece minha família, sabe como são, eu não sei o que fazer... Só  dizer que te amo.

Eu não conseguia dizer mais nada, eu o beijei novamente. Ele ficou surpreso, mas tudo ficou ao  estado de paralisia que havia antes. Voltamos para a sua casa, entramos sem fazer barulho e seguimos para o quarto do Tyler. Passando pelos cômodos, vi que o pai do Tyler mudou muito. Dava para ver pelas fotos que ele virou mais ferrenho e devoto da igreja, assim como sua mãe. Não estava ali para fazer uma análise e descobrir o motivo do Ty ser tão recluso.

- Eu não sei como fazer isso. - Ele disse, estávamos deitados na sua cama. Era pequena e mal tinha espaço para nós dois. 

- Não precisa ser agora. - Respondi. - Sabe, só soube agora que você gostava de mim, tudo bem.

Passei a mão no seu rosto, estava quente e diferente de como era antes. Agora tinha uma barba ainda crescendo e as sardas dele se destacavam mais agora do que antigamente. Ele ainda me parecia nervoso e retraído.

- Olha, sobre a Chloe e o Levi, - Seu tom era de tristeza, me olhando como se procurasse as palavras, ele continuou: - Bem, depois que meu pai descobriu que bem, você sabe, o Levi com o Henry, e a Summer com a Chloe. Meus pais pediram para eu me afastar e não foi fácil, meu pai disse coisas horríveis para os quatro e não sei como falar com eles agora.

Não sabia o que dizer, me sentia inútil mas não havia muito que eu possa fazer. Me senti desconfortável ali, mas não queria deixar ele ali. Agora meu sonho californiano caiu por terra, mas por que achei que seria fácil realizar ele ? Nunca é fácil e nem vai ser. 

- Acho melhor eu ir não é ? - Indaguei, sua cara se fechou mais ainda e agora todo aquele oceano o afogava e tirava toda suas esperanças. - Não quero causar problemas.

- Meu único problema é não poder ir junto. - Ele respondeu em um tom tão baixo que mal pude escutar. 

Nos levantamos da cama e saímos pela porta da cozinha que dava acesso ao quintal, era por volta das quatro e meia, havia entrado em um lapso temporal e me perdi enquanto estava com o Ty. Passei com facilidade pela cerca, antes de entrar dei mais um beijo no Tyler e então a neve começou a cair do jeito mais clichê possível. Entrei em casa meio incrédulo de que tudo aquilo aconteceu mesmo, me deitei no sofá e fiquei olhando o teto pensando...

...

Não sei em que ponto dos meus pensamentos eu dormi, mas acordei no outro dia sozinho.  Todos já haviam saído para trabalhar ou cuidar de seus afazeres. Decidi que hoje entraria em contato com a corretora e iria botar a casa a venda para que eu me lançasse aos sete mares, peguei com a maior animação o telefone mas gelei por um segundo. Como ficaria o Tyler? Não havia passado pela minha cabeça de contar meus planos a ele. Engoli seco, e deixei o celular na mesa. provavelmente, ele estaria ocupado agora. 

Fui tirado dos meus pensamentos por conta do som da campainha, fui atender e para minha surpresa eram os pais do Tyler. Mal abria porta e os dois entraram, fiquei sem entender nada.

- O que aconteceu ? - Foi a única coisa que eu consegui processar.

- Você aconteceu. - O pai do Tyler falou. - Corrompeu meu filho. Nós vimos aquilo que fizeram no quintal. - Não percebi, ele estava com uma espingarda na mão.

- Olha Harlen, - A mãe dele começou a falar. - Eu sei que não é assim, por favor, só fique longe do nosso filho. Vocês dois estão confusos, veja bem, nosso filho acabou o relacionamento com a Carly e você acabou de chegar, muita coisa mudou. Vocês só estão confusos.

- Já demos nosso recado, estamos de saída. - O pai do Tyler retrucou, ajeitando a espingarda. Já havia visto ela antes, ele a usava para caçar. - Fique longe e não teremos problema.

Estava chocado com aquela cena, não acreditava que estava acontecendo, era difícil ver que os pais dele haviam se tornado aquilo. Antes dos dois saírem, senti uma vontade de gritar com eles mas tudo só iria piorar para mim e para o Ty.

...

Minha agitação só piorou, mesmo depois de ter contado para o pessoal e eles me acalmarem ainda estava preocupado com o Tyler. Viver com pessoas assim pode ser perigoso e não sabia se estava tudo bem com ele. Estava tomando café e esperando a Chloe chegar, Henry estava comigo em uma ligação para me acalmar mais um pouco, bebericava um pouco de café enquanto estava escutando quais seriam as opções de filme que poderíamos ver a noite.

Em um susto, ouvi algo se estilhaçar e depois um grito, me assustei e corri para fora. Mais uma vez, e eu sabia de onde vinha. Corri para casa do Tyler, forcei a porta da frente para poder entrar, havia uma briga lá dentro, e tinha medo que poderia dar em um rumo ruim. Estava assustado, cheguei na cozinha e vi o Tyler o chão com um de seus olhos roxos e seu pai segurando a mesma espingarda de cedo, ele gritava perguntando se era isso mesmo que o seu filho queria. Recebendo um golpe com o cabo da arma deixou o Ty com a boca sangrando.

- Para! Vai matar ele. - Foi então que notaram minha presença no local.

O  pai do Tyler me acertou com o cabo da arma, cai no chão sentindo o sangue escorrer pelo meu rosto. Ele apontou a arma para mim, meu corpo gelou e senti meu estomago vazio.

- Pai, não faz isso.  - Tyler ficou entre mim e a arma. - Por favor.

- Saia da frente. - Ele disse, se não vai junto com ele. - Se você escolher ele, pode ter certeza que não terei mais filho.

Acho que o pai dele entendeu que não teria mais filho. Então, ajustou a mira para o peito do Tyler, me desesperei e me levantei rápido, aconteceu tudo ao mesmo tempo que só processei o som de tiro. Já havia me lançado em direção ao Tyler e tudo foi como um clarão para mim...


Notas Finais


Espero que tenham mais emoção guardadas porque tem ainda cena pós credito, espero que tenham gostado e até a próxima :)


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