História Cinquenta Tons de Balsano - Capítulo 4


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Miguel, Nina, Pedro, Personagens Originais, Rey
Tags Cinquenta Tons De Balsano, Lutteo
Visualizações 378
Palavras 1.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo Três


Olho surpresa pra a foto de Simón sorridente que Matteo me deu. Me pergunto como ele a conseguiu. Ao ver meu namorado sinto um aperto no meu coração e sinto minhas bochechas ficarem molhadas. Estou chorando. A foto de Simón apenas piora a saudade que sinto de Buenos Aires, o meu lar.

— O Simón e eu namoramos. - Me pego dizendo a Matteo com voz tremida. - Não sei como conseguiu uma foto dele, mas DEIXE-O EM PAZ! - Grito, exaltada e assustada com a possibilidade de que Balsano o tenha machucado.

Matteo apenas me olha e sorri ironicamente.

— Ah, então é seu namoradinho. - Fala, sarcástico. - De fato, ele esteve aqui pelas ruas de Veneza com uma foto sua te procurando. Um de meus amigos achou suspeito e me mandou esta foto dele. Eu não faço ideia de como ele soube de seu paradeiro, mas saiba que Simón nunca vai te encontrar. Você pertence a mim, Luna, é somente MINHA! - Exclama, dando ênfase na palavra minha. Eu não gosto nada do que ele falou, mas resolvo ficar calada.

    Matteo se levanta, seu olhar de predador correndo por meu corpo, fazendo-me sentir como se fosse uma presa indefesa. E eu, realmente, estou me sentindo assim. Ele se aproxima de mim, mas ando para trás e ele sorri. Um sorriso carnal e cheio de promessas silenciosas. Ele continua a se aproximar e eu dou com as costas na parede, xingo mentalmente e penso em correr para a porta, mas Matteo já tem seus braços me impedindo de qualquer fuga. 

— Matt, por favor, não faça nenhuma besteira! — peço com a voz trêmula. — Eu quero te dar uma chance de se redimir por ontem e de sermos amigos, mas... mas... — ele coloca o indicador sobre meu lábio, pedindo-me para ficar em silêncio e segura minha cintura. 

— Você tem que entender, que eu sou assim e sempre vou ser. — sussurra roçando seus lábios em minha orelha. Fecho os olhos. — Eu vou te tratar bem, com toda certeza que eu vou, mas isso vem com um preço. 

— Você só me quer em sua cama. — minha voz sai falha. 

— Não é isso. — sinto sua mão em minha coxa direita e minha respiração é consumida. — Eu tenho um estilo de vida bem peculiar. 

— Se você for ninfomaníaco, isso não tem nada de peculiar. — solto, exasperada. Inesperadamente, levo um tapa em minha coxa e solto um gemido, em surpresa. 

— Você e sua boquinha atrevida. — sorri e quando abre a boca para falar mais alguma coisa, seu celular começa a tocar. — Que merda! — rosna. — Vá se arrumar, por favor, precisamos ir! — Ele se afasta bruscamente de mim e eu solto o ar, que prendia sem perceber. — Fala, Pedro! 

Vou até o closet e pego uma peça de roupa, vou para o banheiro e tranco a porta. Me visto e faço uma maquiagem bem simples, sem exageros. Assim que saio, Matteo está encostado no batente da porta, me olhando e sorrindo. 

— Você está maravilhosa. 

— Obrigada. 

— Vamos, tenho uma reunião daqui a pouco. 

[...] 

O percurso de carro até a Balsano Enterprises Holdings, Inc. foi bem silencioso e tranquilo até demais, tanto que eu fiquei tensa durante todo o percurso. Mas quando chegamos até aqui, minha tensão se esvaiu, porque eu não ficaria sozinha na presença dele, tem várias pessoas trabalhando aqui e isso é um alivio para mim. 

Nós subimos até o último andar, onde fica seu escritório e quando chegamos, há vários executivos sentados à uma mesa enorme, em uma sala recoberta de vidros. Creio que é a sala de reuniões. 

— Me espere em meu escritório. — ele me olha e eu aquiesço. — Daniela! — chama sua secretária. A mulher aparece em segundos, toda agitada e com uma roupa bem curta. 

— Sim, senhor Balsano. 

— Mostre meu escritório para a senhorita Luna. Se ela quiser algo, faça-o. Se ela quiser falar comigo, interrompa a reunião e me chame. — ele diz sério, sem obrigado ou por favor. 

— Sim, senhor Balsano. Acompanhe-me, senhorita, por favor. — ela diz para mim e eu a acompanho. 

A sala de Matteo é bem grande, é do tamanho do meu quarto. Digo, do meu novo quarto. Tem uma grande mesa de escritório na cor escura, atrás da mesa há uma enorme janela de vidro que vai do chão ao teto, dando a vista da cidade. É incrível! 

Também tem um sofá grande e aconchegante, há uma porta bem disfarçada no canto do escritório, cuja vim a descobrir ser do banheiro. A sala tem cores claras, que transmitem tranquilidade, mas também frieza. É bem cara de Matteo! 

— A senhorita deseja algo? — indaga Daniela, me olhando. 

— Não. Obrigada. 

Ela assente e se retira, fechando a porta atrás de si. Caminho até a janela e observo a cidade movimentada lá embaixo. Sozinha, aqui em cima, eu noto o quão sozinho Matteo deve se sentir nessa imensidão. Talvez, seja por isso que ele se concentra tanto no trabalho, para tentar não pensar muito nisso, muito no que lhe aconteceu quando mais novo. Mas afinal, o que aconteceu? 

Suspiro e vou até sua mesa, sento-me em sua cadeira e fito a tela bloqueada de seu computador. Tento abrir as gavetas, mas estão todas trancadas, então reparo em uma imagem emoldurada sobre sua mesa. 

Há uma mulher jovem, de cabelos cor de avelã, baixinha e com um bebê no colo. A mulher se parece demasiado com Matteo e eu me pergunto se não seria a mãe dele. 

— Essa era minha mãe. — ouço a voz de Matteo e ergo meu olhar, encontrando-o parado na porta. 

— Ela era linda. — coloco a foto no lugar. — Você a puxou. 

— Obrigado. — ele sorri e caminha até mim, ficando atrás da cadeira. — Esse bebê sou eu. — sorri com carinho, pegando a foto. — Eu sinto falta dela. 

— Eu sinto muito, Matt. — levanto-me e, para sua surpresa, o abraço. 

Matteo hesita, mas acaba retribuindo o abraço. Seus braços fortes me envolvem e ele esfrega o nariz em meu cabelo, suspirando. Acaricio suas madeixas carinhosamente e começo a sentir compaixão por ele. 

— Se você precisar de alguém para conversar, pode me procurar. — sussurro, acariciando as madeixas dele. 

— Obrigado. — Matteo nos separa do abraço e respira fundo, se recompondo. — Eu preciso resolver algumas coisas agora, ok? É rápido, depois vou te levar a um lugar. Pode ser? 

— Claro. Vou ficar no sofá. — beijo a bochecha dele e isso o surpreende. Dou uma risadinha e vou até o sofá, sentando-me.



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