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História Cinquenta Tons de Caminhos Sobrenaturais - Capítulo 2


Escrita por: Mah__Winchester

Capítulo 2 - Quando tudo começou


   Lawrence, Kansas, 09 de Abril de 1998

Naquela cidadezinha, havia um casal que moravam com sua filha.

Ela estava para se tornar irmã mais velha, a menina dormia em seu quarto tranquilamente assim como seus pais.

Até que a mãe acordou, sentindo muita dor.

- John, acorde! - Disse a mulher chamando pelo marido.

- O que foi Mary? - Disse ele sonolento.

- Estou sentindo muita dor, acho que são contrações. Ai! - Disse passando a mão pela barriga.

- Calma calma, vamos te levar pro hospital! - Disse John levantando da cama desesperado.

- Não não dá tempo, eu acho que elas vão nascer em poucos minutos! - Até que ela sentiu alguma coisa, a bolsa havia estourado. - Ah meu Deus!

- O que foi? - Até que ele viu a cama toda molhada. - Minha nossa! Eu já volto Mary fica calma!

Mary começou a ficar nervosa, o nascimento de sua primeira filha havia sido no hospital, dessa vez não tinha médico pra ajudar.

John voltou alguns minutos depois, sua filha estava atrás dele preocupada com a mãe.

- Filha, espera no seu quarto tá bom? Já já o papai te chama pra ver suas irmãzinhas.

- Tá bom papai.

E ela foi para o quarto ansiosa.

John deixou tudo preparado, e ajudou Mary durante o parto.

O primeiro bebê nasceu, de cabelinhos escuros e depois a outra com o cabelinho mais claro.

John usou uma tesoura para cortar os cordões e enrolou os bebês em toalhas.

Mary segurava os dois bebês enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.

John chamou pela filha pra ver os bebês.

- Hannah! Venha ver suas irmãs!

A menina apareceu correndo, pulando de alegria.

- Elas são lindas! - Disse a menina de 4 anos olhando para as bebezinhas.

- Bem-vindas minhas meninas, Mary Elle e Scarlett. - Disse a mãe.

- Lindas e preciosas! Eu amo todas vocês. - Disse John emocionado abraçando a esposa e a filha mais velha.

- John! Onde estão os medalhões?

- Estão numa caixa em cima da cômoda! Eu vou pegar.

Eram um presente de um amigo da família, Mary quando viu ficou fascinada.

Dois medalhões prateados com pedras azuis como safiras, um medalhão tinha o símbolo do sol e o outro da lua.

John colocou os medalhões com cuidado em suas filhas e os deixou a mostra sobre as toalhas.

As jóias dos colares brilharam ao ficarem em contato com as bebês e os pais não tiveram tempo pra se perguntarem o que aconteceu, pois naquele momento o vidro da janela do quarto se quebrou por um laser vermelho.

- O que foi isso? - Disse John com o susto.

- Papai na parede! - Disse Hannah apontando para uma bolinha vermelha.

Até que a bolinha fez o papel de parede começar a pegar fogo.

- John pega! Hannah saia do quarto! - Disse Mary ficando com tontura, entregando um dos bebês ao marido.

- Venha eu te ajudo!

- Vá rápido! Eu alcanço vocês! - Disse enquanto olhava as chamas se espalhando pela cômoda e guarda roupa.

John encontrou a filha do lado de fora.

- Papai!

- Leve a sua irmã lá pra fora rápido! Não olhe pra trás, agora Hannah vai! - Disse entregando o bebê.

Hannah obedeceu e saiu correndo para fora de casa enquanto John voltou para o quarto para buscar a esposa e a outra filha, mas já era tarde demais, o quarto inteiro estava em chamas.

- Mary! - Gritou John.

Hannah do lado de fora segurava sua irmãzinha enquanto chorava.

- Tá tudo bem Elle! Eu tô aqui com você! - Disse a menina abraçando a bebê que também chorava.

- Hannah! - John apareceu e pegou sua filha no colo e correu para longe da casa.

Os vizinhos ligaram para os bombeiros e junto deles apareceu a polícia e uma ambulância.

A família olhava para a casa, John estava angustiado, mas irritado também. Quem será que havia feito aquilo?

Depois de apagarem o fogo, os bombeiros disseram que não haviam encontrado os corpos, mas John não deu ouvidos, apenas achou que eles falaram aquilo para ele ter esperança de que sua mulher e sua outra filha poderiam estar vivas, mas ele tinha certeza que elas não sobreviveram ao incêndio.

                6 meses depois...

O pai estava morando com as duas filhas numa casa nova.

Era final de tarde e John resolveu ir passear com as filhas.

- Hannah! Vamos? - Chamou o pai.

- Já vou! - Disse a menina de seu quarto que dividia com a irmã.

A menina estava pegando o medalhão de sua irmãzinha, pretendia levar no passeio, ela adorava o objeto. O colocou no bolso do macacão e desceu as escadas.

Saíram de casa num carro, o famoso Impala preto.

Fazia vinte minutos que haviam saído quando de repente, um carro em alta velocidade parou na frente deles.

John saiu pra protestar quando os homens mascarados o ameaçaram para entregar as crianças.

Um dos bandidos abriu a porta e pegou a bebê do carrinho, John correu pra impedir mas o acertaram na cabeça enquanto os bandidos levavam as crianças pra dentro do carro.

- Hannah! Elle!

Mesmo com a cabeça machucada entrou no carro e seguiu os bandidos.

O carro se afastava cada vez mais e John tentava alcançar, mas infelizmente o carro desapareceu na estrada e John desmaiou perdendo o controle...

***

Já estava anoitecendo, Hannah estava em estado de choque enquanto um dos bandidos segurava sua irmã que não parava de chorar, o motorista já estava ficando irritado com o choro da menina.

Ele parou o carro no meio de uma rua deserta e todos desceram do carro.

Um deles permaneceu pra ficar de olho nas meninas.

Os outros discutiam e um falava no telefone com alguém.

O homem dentro do carro era mais novo e tinha que obedecer as ordens do irmão mais velho, mas ele estava com muita pena daquelas crianças.

- Por que eu tô aqui? - Perguntou Hannah chorando.

- Shii! - Disse o homem.

- Mas é que...

- Shii! - Interrompeu e falou mais baixo. - Você tem que fugir, não há tempo pra explicações, vamos fazer o seguinte...

O homem saiu do carro e começou a falar com o seu irmão.

- A menina está me enchendo o saco porque quer ir no banheiro.

- Ela que aguente, ainda falta muito pra chegar na casa da chefia.

- Ela está quase molhando o banco do carro...

O homem fez uma cara de nojo, mas acabou deixando a menina ir no banheiro de um bar ali perto.

- Leva ela, mas seja discreto!

O homem seguiu com o plano, levou a menina pra bem longe dos outros, olhou pra ver se não tinha ninguém então liberou a menina.

- Obrigada senhor...

- De nada, agora vai! Corre! - Sussurrou.

A menina correu com a irmãzinha pra bem longe, não sabia que horas eram, mas não tinha muita gente na rua.

Estava ficando frio, até que Hannah se deparou com um teatro antigo.

Ela verificou se a porta da frente poderia estar aberta, mas estava trancada.

Foi andando e achou uma porta nos fundos e conseguiu entrar pra se esconder.

Ela chegou perto do palco e se sentou em uma das poltronas, sua irmãzinha começou a chorar, ela tentava acalmar a bebê mas sem sucesso.

Até que ouviu um barulho, era o segurança do teatro.

A menina se escondeu mas a bebê continuava chorando.

- Quem está aí? Apareça logo! - Gritou o segurança.

Ela não queria fazer aquilo, mas não sabia o que poderia acontecer com ela se o homem a pegasse.

- Me desculpa irmãzinha... - disse com lágrimas nos olhos, colocou o medalhão em volta da irmã e correu pra fora do teatro.

O segurança continuava a procurar, até que ouviu o choro da bebezinha. A encontrou deitada numa das poltronas, ele não sabia o que fazer, então lembrou de um amigo seu que tinha uma esposa, eles haviam perdido uma criança, então ele trancou o teatro e foi para a casa do casal.

Hannah corria sem parar chorando muito, já estava longe do teatro, até que parou pra descansar um pouco.

- Elle, por que deixei você sozinha? Não devia ter te abandonado, mas eu tava com medo, muito medo.


A menina continuava chorando mas voltou a correr pelas ruas, assustada, quando de repente escorregou e bateu com força a cabeça no chão...



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