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História Cinquenta Tons de Cinza - Fack - Capítulo 21


Escrita por: Llucille

Capítulo 21 - Você sentirá minha falta?


Fanfic / Fanfiction Cinquenta Tons de Cinza - Fack - Capítulo 21 - Você sentirá minha falta?

Há luz em toda parte. Quente, brilhante, uma luz penetrante, e eu me esforço para mantê-la de lado por mais alguns preciosos minutos. Eu quero me esconder, somente por mais alguns minutos. Mas o brilho é muito forte, e eu finalmente sucumbo à vigília. Uma manhã gloriosa em Seattle me cumprimenta, o sol se derramando através das janelas altas e inundando o quarto com uma luz clara demais. Por que nós não fechamos as persianas ontem à noite? Eu estou na cama vasta de Finn Wolfhard, mas sem o Finn Wolfhard.

Eu me deito por um momento encarando a vista sublime do horizonte de Seattle através das janelas altas. A vida nas nuvens realmente parecia irreal. Uma fantasia, um castelo no ar, à deriva do chão, seguro das realidades da vida, bem longe do abandono, fome, e as mães que se prostituem pelo crack. Eu estremeço ao pensar do que ele passou quando criança, e eu entendo o motivo para ele viver aqui, isolado, cercado, por lindas e preciosas obras de arte, tão distante de onde ele começou... uma declaração de intenções. Eu faço uma careta porque isso ainda não explica porque ele não me deixa tocá-lo. Ironicamente, eu sinto o mesmo aqui na torre espaçosa dele. Estou neste apartamento fantástico, fazendo um sexo fantástico com o meu fantástico namorado. Quando a realidade sombria é que ele quer um arranjo especial, apesar dele ter dito que tentaria mais. O que isso realmente significa? É isso que eu preciso esclarecer entre nós para ver se nós ainda estamos de lado diferentes na gangorra ou se nós estamos nos aproximando.

Saio da cama me sentindo dolorido, e por falta de uma melhor expressão, bem amassado. Sim, isso deve ser efeito de tanto sexo. Meu subconsciente aperta seus lábios em desaprovação. Eu reviro meus olhos para ele, grato que um certo controlador de mãos inquietas não está no quarto, e resolvo perguntar para ele sobre o treinador. Isso se eu assinar. Meu deus olha de cara feia para mim desesperado. Claro que você vai assinar. Eu ignoro os dois, e depois de uma rápida ida ao banheiro, eu vou procurar Finn.

Ele não está na galera de arte, mas uma elegante mulher de meia idade está limpando a área da cozinha. A visão dela me para no meio do caminho. Ela tem cabelo loiro curto e olhos azuis claros; ela está vestindo uma camisa branca simples sob medida e uma saia reta azul marinho. Ela sorri amplamente quando me vê.

— Bom dia, Senhor Grazer. Você gostaria de um café da manhã? — O tom dela é cálido, mas sério, e eu estou atordoada. Quem é essa atraente loira na cozinha de Finn?

Eu estou apenas usando a camisa de Finn. Eu me sinto autoconsciente e envergonhado pela minha falta de roupas.

— Eu sinto que nós nos conhecemos em desvantagem. — Minha voz está baixa, incapaz de esconder a ansiedade na minha voz.

— Ah, eu sinto muitíssimo, eu sou a Sra. Jones, sou a empregada do Sr. Wolfhard.

Ah.

— Como você está? — eu consigo falar.

— Você gostaria de um café da manhã, senhor?

— Só um pouco de chá está ótimo, obrigado. Você sabe onde o Senhor Wolfhard está?

— Em seu escritório.

— Obrigado.

Eu fugi para o escritório, mortificado. Por que o Finn só tem loiras atraentes trabalhando para ele? Eu enfio minha cabeça timidamente pela porta. Ele está no telefone, de frente para a janela, com calça preta e uma camisa branca. Seu cabelo ainda está molhado do banho, e eu estou completamente distraído dos meus pensamentos negativos.

— A menos que a companhia P&L melhore, eu não estou interessado, Ros. Nós não vamos carregar peso morto... eu não preciso de mais desculpas esfarrapadas... Fale para Marco me ligar, ou ele caga ou saía da moita... sim, diga para Barney que o protótipo parece bom, apesar de que eu não estou certo sobre a interface... não, está apenas faltando algo... eu quero encontrar com ele esta tarde para discutir... na verdade, ele e a equipe dele nós podemos trocar uma avalanche de ideias... ok. Transfira-me de volta para Andrea... — ele espera, encarando para fora da janela, mestre do universo, encarando as pequenas pessoas abaixo de seu castelo no céu. — Andrea...

Olhando para cima, ele me nota na porta. Um sorriso lento e sexy se espalha em seu lindo rosto, e eu estou sem palavras enquanto minhas entranhas se derretem. Ele é sem dúvidas o homem mais lindo do planeta, muito lindo para as pequenas pessoas lá em abaixo, muito lindo para mim. Não, meu deus faz uma careta para mim, não é muito lindo para mim. Ele é meio que meu, por enquanto. A ideia cria uma excitação pelo meu sangue e dispersa a minha insegurança irracional.

Ele continua sua conversa, seus olhos nunca deixando os meus.

— Limpe a minha agenda esta manhã, mas fale para Bill me ligar. Eu estarei aí às duas. Eu preciso falar com Marco esta tarde, isso precisará de pelo menos meia hora... marque com Barney e a equipe dele depois do Marco ou talvez amanhã, e encontre tempo para eu ver Claude todos os dias esta semana... Diga para ele esperar... Oh... Não, eu não quero publicidade para Darfur... Diga para Sam lidar com isso... Não... Que evento? ... Neste sábado agora?... Espera.

— Quando você voltará da Georgia? — ele pergunta.

— Sexta-feira.

Ele continua sua conversa no telefone.

— Eu preciso de um convite extra porque eu tenho um encontro... sim, Andrea, é isso que eu disse, um encontro, Senhor Grazer irá me acompanhar... isso é tudo. — Ele desliga. — Bom dia, Senhor Grazer.

— Senhor Wolfhard — eu sorrio timidamente.

Ele dá a volta em sua mesa com a sua graça de sempre e para na minha frente. Ele tem um cheiro tão bom; limpo e recém-lavado, tão Finn. Ele gentilmente acaricia minha bochecha com as costas de seus dedos.

— Eu não queria te acordar, você parecia tão pacífico. Você dormiu bem?

— Eu estou muito bem descansado, obrigado. Eu apenas vim te dizer oi antes de eu tomar banho.

Eu olho para ele, bebendo-o inteiro. Ele se inclina para frente e me beija gentilmente, e eu não posso evitar. Eu jogo meus braços ao redor do pescoço dele e os meus dedos se contorcem em seu cabelo ainda molhado. Empurrando o meu corpo contra o dele, eu o beijo de volta. Eu o quero. O meu ataque o toma de surpresa, mas depois de um segundo, ele responde, um gemido baixo em sua garganta. Suas mãos deslizam para o meu cabelo e pelas minhas costas para segurar o meu traseiro nu, sua língua explorando a minha boca. Ele se afasta, seus olhos semicerrados.

— Bem, dormir parece combinar com você — ele murmura. — Eu sugiro que você vá e tome o seu banho, ou eu deitarei você na minha mesa, agora.

— Eu escolho a mesa — eu sussurro imprudentemente enquanto o desejo me invade como adrenalina pelo meu sistema, acordando tudo em seu percurso.

Ele me olha atordoado por um milissegundo.

— Você realmente gostou disso, não é, Senhor Grazer? Você está se tornando insaciável — ele murmura.

— Eu só sou insaciável com você — eu sussurro.

Seus olhos se arregalam e escurecem enquanto suas mãos acariciam o meu traseiro nu.

— Pode apostar, só eu! — ele rosna, e de repente com um movimento fluído, ele tira todos os seus projetos e documentos para fora da mesa e eles se dispersam pelo chão, ele me pega nos braços, e me deita na mesa na extremidade mais curta da mesa para que a minha cabeça esteja quase na beirada — Você tem, o que você quer, bebê — ele murmura, o preservativo é sacodido do bolso de sua calça enquanto ele abre a braguilha de sua calça. Oh Sr. Escoteiro. Ele coloca a camisinha em sua ereção e olha para mim. — Eu espero que você esteja pronto — ele sussurra, um sorriso malicioso em seu rosto. E em um momento, ele está me preenchendo, segurando meus pulsos com firmeza nas minhas laterais, e enterrando em mim profundamente.

Eu gemo... oh sim.

— Cristo, Jack. Você é tão apertado — ele sussurra em veneração.

Colocando minhas pernas ao redor da cintura dele, eu o seguro da única maneira que eu consigo enquanto ele fica de pé, me encarando, olhos brilhando, apaixonado e possessivo. Ele começa a se mover, realmente se mover. Isso não é fazer amor, isso é foder. E eu amo. Eu gemo. É tão cru, tão carnal, está me fazendo tão lasciva. Ele retorce o quadril de um lado para o outro, e a sensação é incrível. Oh meu Deus. Eu fecho meus olhos, sentindo a acumulação, aquela deliciosa, lenta subida. Puxando-me mais para cima, mais alto no castelo no ar. Oh sim... a sua carícia aumentando uma fração. Eu gemo alto. Eu sou todo sensação... todo dele, aproveitando cada estocada, cada pressão. E ele pega o ritmo, enfiando mais rápido... com mais força... e o meu corpo inteiro está se movendo ao seu ritmo, e eu posso sentir a rigidez nas minhas pernas, e as minhas entranhas tremendo e se acelerando.

— Vamos lá, bebê, dê para mim — me estimula atrás dos dentes cerrados e a necessidade fervente em sua voz, a tensão, me manda por cima do abismo.

Eu grito um apelo sem palavras enquanto eu toco o sol e me queimo, caindo ao redor dele, caindo, sem fôlego de volta para um círculo brilhante de sol na terra. Ele enfia dentro de mim e para abruptamente enquanto ele alcança seu próprio clímax, puxando meus pulsos, e se afundando graciosamente e sem palavras ao meu lado. Uau... isso foi inesperado. Eu lentamente me materializei de volta na terra.

— Que inferno você está fazendo comigo? — ele sussurra enquanto ele funga no meu pescoço. — Você me seduz totalmente, Jack. Você tece uma poderosa magia.

Ele libera meus pulsos, e eu passo meus dedos pelo cabelo, descendo do meu furor. Eu pressiono minhas pernas com mais força ao redor dele.

— Sou eu que estou seduzido — eu sussurro.

Ele olha para cima, me observando, sua expressão está desconcertada, alarmada até. Colocando suas mãos em cada lado do meu rosto, ele segura minha cabeça no lugar.

— Você... É... Meu — ele diz, cada palavra destacada. — Você entende?

Ele é tão sério, tão apaixonado, um fanático. A força de sua suplica me parece tão inesperada e me deixa desarmado. Eu me pergunto por que ele está se sentindo assim.

— Sim, seu — eu sussurro, totalmente desconcertado com seu fervor.

— Você tem certeza que tem de ir para a Geórgia?

Eu assinto lentamente. E naquele breve momento, eu posso ver a expressão dele mudar e as persianas se fecharem. Abruptamente ele se fecha, me fazendo estremecer.

— Você está dolorido? — ele pergunta, se inclinando em cima de mim.

— Um pouco — eu confesso.

— Eu gosto que você esteja dolorido. — Seus olhos ardem. — Isso o faz lembrar onde eu estive aí, e somente eu.

Ele pega o meu queixo e me beija com força, então fica de pé e estica sua mão para me ajudar a levantar. Eu olho para o pacote de alumínio ao meu lado.

— Sempre preparado — eu murmuro.

Ele olha para mim confuso enquanto ele fecha novamente a braguilha. Eu ergo o pacote vazio.

— Um homem pode esperar, Jack, até sonhar, e algumas vezes os sonhos dele se tornam realidade.

Ele soa tão estranho, seus olhos queimando. Eu apenas não entendo. O meu brilho pós-foda está sumindo rápido. Qual é o problema dele?

— Então, na sua mesa, isso foi um sonho? — eu pergunto secamente, tentando dar uma leveza de humor à atmosfera entre nós.

Ele sorri um sorriso enigmático que não alcança seus olhos, e eu sei imediatamente que esta não é a primeira vez que ele fez sexo nessa mesa. O pensamento não é bem-vindo. Eu me mexo desconfortavelmente enquanto o meu brilho pós-foda evapora.

— É melhor eu ir tomar um banho. — Eu fico de pé e passo por ele.

Ele faz uma careta e passa a mão no cabelo.

— Eu tenho mais umas duas ligações para fazer. Eu me juntarei a você para o café da manhã quando você sair do chuveiro. Eu acho que a Sra. Jones lavou suas roupas de ontem. Elas estão no guarda-roupa.

O quê? Quando diabos ela fez isso? Eita, será que ela podia nos ouvir? Eu ruborizo.

— Obrigado — eu murmuro.

— Não foi nada — ele responde automaticamente, mas há um tom em sua voz.

Eu não vou agradecer por você ter-me fodido. Apesar de ter sido bom...

— O quê? — ele pergunta, e eu percebo que estou fazendo careta.

— O que está errado? — eu pergunto baixinho.

— O que você quer dizer?

— Bem... você está mais estranho do que o normal.

— Você me acha estranho? — ele tenta segurar um sorriso. — Vamos apenas dizer que foi um momento inesperado.

— Nosso objetivo é agradar, Senhor Wolfhard. — Eu inclino minha cabeça para um lado como ele frequentemente faz comigo e devolvo suas palavras.

— E você me agrada — ele diz, mas ele parece desconfortável. — Eu pensei que você iria tomar um banho.

Oh, ele está me dispensando.

— Sim... hum, eu te vejo em um momento. — Eu corro para fora de seu escritório atordoado.

Ele parecia confuso. Por quê? Eu tenho que dizer que até onde eu sei de experiências, essa foi bem satisfatória. Mas emocionalmente... bem, estou aturdido pela reação dele, e isso foi tão emocionalmente enriquecedor quanto algodão doce é nutritivo.

Sra. Jones ainda está na cozinha.

— Você gostaria de um pouco de chá agora, Senhor Grazer?

— Eu vou tomar banho primeiro, obrigado — eu murmuro e levo meu rosto em brasas rapidamente para fora do cômodo.

No chuveiro, eu tento descobrir o que está acontecendo com o Finn. Ele é a pessoa mais complicada que eu conheço, e eu não consigo entender a mudança constante do seu humor. Ele parecia bem quando eu entrei em seu escritório. Nós fizemos sexo... e então ele não estava. Não, eu não entendo. Eu olho para o meu subconsciente. Ele está assoviando com suas mãos atrás das costas e olhando para todo lugar menos para mim. Ele não tem ideia, e a meu deus ainda está se deleitando no brilho pós-foda remanescente. Não... nós todos estamos sem ideia.

Eu seco o cabelo com a toalha, e penteio meu cabelo com o único pente de Finn. A calça cor de ameixa de Jae está lavada e passada no guarda-roupa juntamente com o minha camisa e cueca limpos. A Sra. Jones é uma maravilha. Colocando os sapatos de Jae, eu endireito a minha calça, respiro fundo, e sigo de volta para a grande sala.

Finn ainda não está em nenhum lugar para ser visto, e a Sra. Jones está verificando o conteúdo da despensa.

— Chá agora, Senhor Grazer? — ela pergunta.

— Por favor. — Eu sorrio para ela. Eu me sinto um pouco mais confiante agora que estou vestido.

— Você gostaria de algo para comer?

— Não, obrigado.

— Claro que você vai comer alguma coisa, — Finn vocifera, olhando de cara feia. — Ele gostaria de panquecas, bacon, e ovos, Sra. Jones.

— Sim, Senhor Wolfhard. O que você gostaria, senhor?

— Omelete, por favor, e um pouco de fruta. — Ele não tira seus olhos de mim, sua expressão indecifrável. — Sente, — ele ordena, apontando para um dos bancos da mesa.

Eu aceito, e ele se senta ao meu lado enquanto a Sra. Jones se ocupa com o café da manhã. Deus, eu fico nervoso só de imaginar alguém ouvindo nossa conversa.

— Você já comprou a sua passagem aérea?

— Não, eu vou comprá-la quando eu chegar em casa... na internet.

Ele se inclina em um cotovelo, esfregando o seu queixo.

— Você tem dinheiro?

Ah não.

— Sim, — eu digo com uma paciência fingida como se eu tivesse falando com uma criança pequena.

Ele ergue uma sobrancelha severa para mim. Merda.

— Sim, eu tenho, obrigado — eu emendo rapidamente.

— Eu tenho um jato. Não está programado para ser usado pelos próximos três dias, está a sua disposição.

Eu olho boquiaberto para ele. Claro que ele tem um jato, e eu tenho que resistir a natural tendência do meu corpo de desviar meus olhos dele. Eu quero rir. Mas eu não o faço, já que eu não consigo entender o humor dele.

— Nós já fizemos um sério mau uso da sua companhia de aviação. Eu não gostaria de fazê-lo novamente.

— É a minha companhia, é o meu jato. — Ele soa quase magoado.

Ah, garotos e seus brinquedos!

— Obrigado pela oferta. Mas eu ficaria mais feliz em pegar um voo programado.

Ele parece como se quisesse discutir mais, mas decide não o fazer.

— Como desejar — ele suspira. — Você tem muita preparação a fazer para sua entrevista?

— Não.

— Bom. Você ainda não vai me contar quais são as editoras?

— Não.

Seus lábios se curvam em um sorriso relutante.

— Eu sou um homem de meios, Senhor Grazer.

— Estou bem ciente disso, Senhor Wolfhard. Você irá monitorar o meu telefone? — eu pergunto inocentemente.

— Na verdade, eu estarei bem ocupado esta tarde, então eu terei que arrumar outra pessoa para fazê-lo.

Ele sorri. Ele está brincando?

— Se pode colocar alguém para fazer isso, é porque está com excesso de pessoal.

— Eu mandarei um e-mail para o chefe dos recursos humanos e falarei para ela verificar o número de funcionários. — Seus lábios se retorcem para esconder seu sorriso.

Ah, graças ao Senhor, ele recuperou o seu senso de humor. A Sra. Jones nos serve o café da manhã e nós comemos em silêncio por alguns momentos. Depois de limpar as panelas, diplomaticamente, ela sai da sala. Eu olho para ele.

— O que foi, Jack?

— Sabe, você nunca me contou o motivo de você não gostar de ser tocado.

Ele empalidece e sua reação me faz sentir culpado por ter perguntado.

— Eu te contei coisas que eu jamais contei a alguém. — Sua voz está baixa enquanto ele me olha impassivo.

E está claro para mim que ele nunca confidenciou nada para ninguém. Ele não tem amigos próximos? Talvez ele contou para o Sr. Robinson? Eu quero perguntar a ele, mas eu não posso... eu não posso forçar a invasão. Sacudo a cabeça na realização. Ele realmente é uma ilha.

— Você pensará sobre o nosso acordo enquanto você estiver fora? — ele pergunta.

— Sim.

— Você sentirá minha falta?

Eu olho para ele, surpreso por sua pergunta.

— Sim — eu respondo honestamente.

Como ele pode significar tanto para mim em tão pouco tempo? Ele conseguiu ficar sob minha pele... literalmente. Ele sorri e seus olhos brilham.

— Eu sentirei sua falta também. Mais do que você imagina — ele suspira.

Meu coração se aquece pelas suas palavras. Ele realmente está tentando, bastante. Ele gentilmente acaricia minha bochecha, se abaixa, e me beija suavemente.

Já é o final da tarde, e eu sento nervoso e inquieto no átrio à espera do Sr. J. Hyde da Editora Seattle Independent. Esta é a minha segunda entrevista hoje, e é a que eu estou mais ansioso. Minha primeira entrevista foi boa, mas é um grande conglomerado com escritórios sediados em todos os EUA, e eu seria um de muitas assistentes editoriais lá. Eu posso imaginar ser engolido e cuspido bem rapidamente em tal máquina corporativa.

A editora SIP é onde eu quero estar. É pequena e não convencional, defendendo os autores locais, e tem um elenco interessante e peculiar de clientes.

Ao meu redor o ambiente é pouco decorado, austero, mas eu acho que é declaração dos projetos da empresa que uma falta de recurso e desleixo. Eu estou sentado em um dos dois sofás Chester Field verde escuro de couro... não muito diferente do sofá que o Finn tem em seu quarto de jogos. Eu acaricio o couro apreciando e me pergunto à toa o que Finn faz naquele sofá. Minha mente vagueia enquanto eu penso nas possibilidades... não.... eu não preciso pensar nisso agora. Eu fico vermelho por conta dos meus pensamentos impertinentes e inadequados.

A recepcionista é uma mulher negra com grandes brincos pratas e um longo cabelo liso. Ela tem uma aparência de boemia, o tipo de mulher que eu poderia virar amiga. O pensamento é confortante. A cada momento, ela olha para cima para mim, para longe de seu computador e sorri tranquilizadoramente. Eu timidamente retorno o sorriso.

O meu vôo está marcado; minha mãe está no sétimo céu que eu vou visitar; já arrumei as malas, e Jae concordou em me levar para o aeroporto. Finn exigiu que eu levasse o meu Iphone e o notebook. Eu reviro meus olhos com a memória de sua prepotência arrogante, mas eu percebo agora que é somente a maneira que ele é. Ele gosta de controlar tudo, incluindo eu. No entanto, ele é tão imprevisível e surpreendentemente agradável também. Ele pode ser carinhoso, bem-humorado, até mesmo doce. E quando ele é, é tão estranho e inesperado. Ele insistiu em me acompanhar o caminho todo até o meu carro na garagem. Meu Deus, eu vou estar fora por apenas alguns dias, ele está agindo como eu fosse estar fora por semanas. Ele me mantém com o pé atrás permanentemente.

— Jack Dylan Grazer? — Uma mulher com um cabelo longo, preto, parecendo de uma época pré-rafaelita estava parada ao lado da mesa da recepção e me distrai da minha introspecção. Ela tem a mesma aparência boêmia e esvoaçante igual à recepcionista. Ela poderia estar no final dos trinta anos, talvez nos quarenta. É tão difícil dizer as idades de mulheres mais velhas.

— Sim, — eu respondo, me levantando desajeitadamente.

Ela me oferece um sorriso educado, seus frios olhos castanhos me avaliam. Eu estou vestindo uma das calças de Jae, uma camisa branca, e os meus sapatos pretos. Toda entrevista, eu penso. Meu cabelo pela primeira vez os fios estão se comportando... ela estica sua mão para mim.

— Olá, Jack, meu nome é Elizabeth Morgan. Eu sou a responsável pelo Recursos Humanos aqui na SIP. Como você está? — Eu balanço a mão dela. Ela parece bem casual para ser a chefe do RH.

— Por favor, me siga.

Atravessamos as portas duplas atrás da área da recepção, e entramos em um grande e plano escritório brilhantemente decorado, e de lá, para dentro de uma pequena sala de reunião. As paredes são de um verde-claro, forradas com imagens de capas de livros. À frente da mesa de bordo de conferência senta um jovem com o cabelo vermelho amarrado em um rabo de cavalo. Brincos pequenos, de argola, prateados, brilham em suas duas orelhas. Ele veste uma camisa azul-claro, sem gravata, e calças de flanela cinza. Ao me aproximar, ele se levanta e olha para mim com insondáveis olhos azuis escuros.

— Jack Dylan Grazer, eu sou Ethan Hyde, um dos editores-chefes da SIP, e eu estou muito contente em te conhecer.

Nós apertamos as mãos, e sua expressão escura é ilegível, apesar de ser amigável o bastante, eu acho.

— Você viajou de longe? — ele pergunta agradavelmente.

— Não, eu recentemente me mudei para Pike Street Market.

— Ah, não muito longe então. Por favor, sente-se.

Eu sento, e Elizabeth toma o seu lugar ao lado dele.

— Então por que você gostaria de fazer estágio aqui para nós na SIP, Jack? — ele pergunta.

Ele diz o meu nome suavemente e inclina a cabeça para um lado, como alguém que eu conheço ... é enervante. Estou fazendo o meu melhor para ignorar a desconfiança irracional que ele me inspira, me lançando no meu discurso cuidadosamente preparado, consciente de que um rubor rosado está se espalhando pelo meu rosto. Eu olho para os dois, lembrando da palestra de Jaeden Matell sobre a Técnica de Entrevista de Sucesso... mantenha o contato com os olhos, Jack! Cara, esse homem pode ser mandão também, às vezes. Ethan e Elizabeth me escutam atentamente.

— Você possui uma média bem impressionante. Que atividades extracurriculares você desfrutou em fazer na WSU?

Desfrutar?! Eu pisco para ele. Que escolha estranha de palavra. Eu me lanço nos detalhes de quando trabalhei na biblioteca central do campus, e a minha única experiência entrevistando um homem obscenamente rico para a revista estudantil. Eu encubro a parte sobre a qual eu não realmente escrevi o artigo. Menciono duas sociedades literárias nas quais eu participei e concluo com o trabalho em Clayton e todo aquele conhecimento inútil que eu agora possuo sobre hardware e o faça-você-mesmo. Os dois riem, que era a resposta que eu esperava. Lentamente, eu relaxo e começo a desfrutar.

Ethan Hyde faz perguntas afiadas e inteligentes, mas eu não me derrubo...eu continuo, e quando nós discutimos as minhas preferências literárias e os meus livros favoritos, eu acho que consigo manter bem a conversação. Ethan, por outro lado, parece apenas favorecer a literatura americana escrita depois de 1950. Nada mais. Sem clássicos... nem mesmo Henry James ou Upton Sinclair ou F. Scott Fitzgerald. Elizabeth não diz nada, apenas assente ocasionalmente e toma notas. Ethan, apesar de argumentativo, tem um charme próprio, e minha cautela inicial se dissipa ao longo da conversa.

— E onde você se vê em cinco anos? — ele pergunta.

Com Finn Wolfhard, o pensamento vem involuntariamente na minha cabeça. A minha mente errante me faz franzir.

— Como editor talvez? Talvez um agente literário, eu não tenho certeza. Estou aberto a oportunidades. — Ele sorri.

— Muito bom, Jack. Eu não tenho mais perguntas. Você tem? — ele direciona sua pergunta para mim.

— Quando você gostaria que a pessoa começasse? — eu pergunto.

— O quanto antes — Elizabeth oferece. — Quando você pode começar?

— Estou disponível a partir da próxima semana.

— Isso é bom saber – Ethan diz.

— Se é isso que todos têm a dizer — Elizabeth olha para nós dois, — eu acho que isso conclui a nossa entrevista. — Ela sorri gentilmente.

— Foi um prazer te conhecer, Jack — Ethan diz suavemente quando ele pega a minha mão. Ele a aperta gentilmente, para que eu olhe para ele enquanto eu digo adeus.

Eu me sinto inquieto enquanto eu faço o meu caminho para o carro, embora eu não saiba dizer o motivo. Eu acho que a entrevista foi boa, mas é tão difícil dizer. Entrevistas parecem ser situações tão artificiais, todos em seu melhor comportamento, tentando desesperadamente se esconder atrás de uma fachada profissional. Será que o meu rosto se encaixa? Terei de esperar para ver.

Eu subo no meu Audi A3 e sigo de volta para o apartamento, apesar de eu ir com calma. Estou no voo da madrugada com uma parada em Atlanta, mas o meu voo não sai até as 10:25 desta noite, então eu tenho bastante tempo.

Jae está desempacotando caixas na cozinha quando eu retorno.

— Como foi? — Ele pergunta, excitado. Somente Jae fica lindo em uma camiseta grande demais, jeans velho, e uma bandana azul escura.

— Bem, obrigado, Jae. Não tenho certeza se essa roupa era moderna o bastante para a segunda entrevista.

— Oh?

— Teria ido melhor com algo boêmio e elegante.

Jae ergue uma sobrancelha.

— Você e seu boêmio e elegante. — Ele inclina a cabeça para um lado. Aff! Porque todo mundo está me lembrando do meu favorito Cinquenta sombras? — Na verdade, Jack, você é uma das poucas pessoas que podem realmente usar esse tipo de modelo.

Eu sorrio.

— Eu realmente gostei da segunda entrevista. Eu acho que eu poderia me encaixar lá. O cara que me entrevistou me deixou nervoso, no entanto, — eu paro de falar... merda eu estou falando com o detetive Matell aqui. Cala a boca, Jack!

— Oh? — O radar Jaeden Matell detecta um fato interessante para entra em ação... um assunto que apenas irá surgir em algum momento inoportuno e vergonhoso, o que me lembra.

— Alías... por favor, você poderia parar de provocar o Finn? O seu comentário sobre o Asher no jantar ontem foi fora de linha. Ele é um cara ciumento. O que você fez, não foi legal.

— Olha, se ele não fosse irmão do Wyatt eu teria dito coisa bem pior. Ele é realmente um maníaco por controle. Eu não sei como você aguenta. Eu estava tentando deixá-lo com ciúmes... dando a ele um pouco de ajuda com os seus problemas de relacionamento. — Ele ergue a mão defensivamente. — Mas... se você não quer que eu interfira, eu não vou, — Ele diz rapidamente por causa da minha careta.

— Bom. A vida com Finn já é complicada o bastante, confie em mim.

Meu Deus, eu soo como ele.

— Jack — Ele pausa e me encara. — Você está bem, não está? Você não está correndo para a sua mãe para escapar?

Eu ruborizo.

— Não Jae. Foi você quem disse que eu precisava de um tempo.

Ele fecha a distância entre nós e pega a minha mão... uma coisa não típica da Jae. Ah não... lágrimas ameaçam.

— Você está, eu não sei ... diferente. Eu espero que você esteja bem, e quaisquer que sejam os problemas que você está tendo com o Sr. Cheio da Grana, você pode falar comigo. E eu tentarei não o incomodar, apesar de que francamente me ser muito atraente a ideia, mas... Olha, Jack, se algo está errado, você irá me contar, eu não vou julgar. Eu tentarei entender.

Eu tento segurar as lágrimas.

— Ah, Jae. – Eu o abraço. — Eu acho que eu realmente me apaixonei por ele.

— Jack, qualquer um pode ver isso. E ele também se apaixonou por você. Ele está louco por você. Não consegue tirar os olhos de você.

Eu rio incerto.

— Você acha?

— Ele não te falou?

— Não em tantas palavras.

— Você contou para ele?

— Não em tantas palavras. — Eu dou de ombros.

— Jack! Alguém tem que dar o primeiro passo, senão vocês nunca chegarão em lugar algum.

O quê... dizer a ele como eu me sinto?

— Eu estou com medo de assustá-lo.

— E como você sabe se ele não está sentindo o mesmo?

— Finn, com medo? Eu não posso imaginá-lo com medo de nada.

Mas enquanto eu digo as palavras, eu o imagino como uma criança pequena. Talvez o medo fosse tudo o que ele conhecesse. Uma tristeza aperta e esmaga o meu coração com o pensamento. Jae olha para mim com os lábios apertados e olhos estreitos, bem como o meu subconsciente ... tudo que ela precisa é dos óculos meia-lua.

— Vocês dois precisam se sentar e conversar um com o outro.

— Nós não temos conversados ultimamente. — Eu ruborizo.

Comunicação não-verbal não está indo mal. Bem, muito mais do que bem.

Ele sorri.

— Isso seria sexo por mensagem! Se isso está indo bem, então isso é meia batalha ganha Jack. Eu vou pegar comida chinesa. Você quer um pouco?

— Eu estarei... nós não temos que sair por mais duas horas ainda.

— Não... eu te verei em vinte minutos. — Ele pega seu casaco e sai, esquecendo-se de fechar a porta. Eu a fecho atrás dele e sigo para o meu quarto pensando sobre suas palavras.

Finn está com medo dos seus sentimentos por mim? Ele tem sentimentos mesmo por mim? Ele parece bem veemente, diz que sou dele... mas isso só é parte do seu eu dominante eu-devo-possuir-e-ter-tudo-agora, maníaco-por-controle, certamente. Eu percebo que enquanto eu estiver fora eu terei que repassar por todas as nossas conversas novamente e ver se eu consigo descobrir algum sinal.

Eu sentirei sua falta também ... mais do que você imagina ...

Você me enfeitiçou completamente ...

Eu balanço minha cabeça. Eu não quero pensar sobre isso agora. Eu estou carregando o Iphone, eu não estive com ele a tarde inteira. Eu me aproximo dele com cuidado, e estou desapontado que não há mensagens. Eu ligo o aparelho maligno, e não há mensagens também. O meu subconsciente revira seus olhos para mim, e pela primeira vez, eu entendo o porquê do Finn quer me dar uns tapas quando eu faço isso.

Ok. Bem, eu vou escrever uma mensagem para ele.


Finn Wolfhard

Eu:

Querido Senhor

Eu:

Minhas entrevistas foram boas hoje.

Eu:

Pensei que você pudesse estar interessado.

Eu:

Como foi o seu dia?


Eu sento e encaro a tela. As respostas de Finn normalmente são instantâneas. Eu espero... e espero, e finalmente eu ouço o som da minha caixa de entrada.


Finn Wolfhard

Finn:

Querido Senhor Grazer

Finn:

Tudo o que você faz me interessa, você é o homem mais fascinante que eu conheço.

Finn:

Estou feliz que as suas entrevistas foram boas.

Finn:

Minha manhã foi além de todas as expectativas, mas minha tarde foi bem enfadonha em comparação.

Eu:

Querido Senhor

Eu:

A minha manhã foi além das expectativas para mim também, apesar de você ter ficado meio que estranho depois do impecável sexo na mesa. Não pense que eu não notei.

Eu:

Obrigado pelo café da manhã. Ou agradeça a Sra. Jones. Eu gostaria de fazer perguntas sobre ela depois

Eu:

Sem você ficar estranho comigo de novo.

Finn:

Jack, ‘Ficar meio estranho’ não é um termo que deveria ser usado por alguém que quer fazer uma carreira em Publicação.

Finn:

Impecável? Comparado ao que, por favor me conte?

Finn:

E o que você precisa me perguntar sobre a Sra. Jones? Estou intrigado.

Eu:

Querido Senhor

Eu:

A linguagem evolui com o tempo e vai seguindo. É algo vivo. Não está presa numa torre de marfim, cheia de obras de arte caras e com uma visão panorâmica da maior parte de Seattle com um helicóptero em seu telhado.

Eu:

Impecável comparado às outras vezes que nós... qual é a sua palavra... ah, sim... fodemos. Na verdade, a foda tem sido bem impecável, ponto final, na minha humilde opinião, mas então como você sabe eu tenho uma experiência bem limitada.

Eu:

A Sra. Jones é uma ex-sub sua?

Finn:

A Sra. Jones é uma empregada valorizada. Eu nunca tive qualquer tipo de relacionamento com ela além do profissional. Eu não emprego ninguém com quem eu tive um relacionamento sexual. 

Finn:

eu não gosto de mulheres.

Finn:

Estou chocado que você pense assim. A única pessoa que eu faria uma exceção a esta regra seria você, porque você é um jovem brilhante com habilidades impressionantes de negociação.

Finn:

No entanto, se você continuar usando essa linguagem, eu posso ter que reconsiderar em incorporá-lo a minha planilha.

Finn:

Estou feliz que você tem experiência limitada. A sua experiência continuará sendo limitada, apenas comigo. Eu deverei considerar impecável como um elogio... apesar de que contigo, eu nunca tenho certeza se é isso que você quer dizer, ou se o seu senso de ironia está levando vantagem sobre você... como sempre.

Eu:

Eu acho que já expressei as minhas reservas sobre trabalhar em sua empresa. Minhas opiniões a respeito disso não mudaram, e não vão mudar, e nunca irão mudar.

Eu:

Eu devo te deixar agora já que Jae retornou com comida.

Eu:

O meu senso de ironia e eu, te damos boa noite.

Eu:

Eu entrarei em contato quando estiver na Geórgia.

Finn:

Boa noite Jack

Finn:

Eu espero que você e o seu senso de ironia tenham um bom voo.


Jae e eu paramos do lado de fora da área de embarque no terminal do Aeroporto Sea-Tac. Se inclinando, ele me abraça.

— Aproveite Barbados, Jae. Tenha um maravilhoso feriado.

— Eu te vejo quando voltar. Não deixe o velho saco de dinheiro te estressar.

— Eu não vou.

Nós nos abraçamos de novo, e então estou sozinho. Eu sigo até a área de check-in e fico na fila, esperando pela minha bagagem de mão. Eu não me incomodei com uma mala, só uma mochila prática que Ray me deu no meu último aniversário.

— Passagem, por favor? — O jovem entediado atrás da mesa estica a mão sem olhar para mim.

Espelhando o seu tédio, eu entrego a minha passagem e a minha carteira de motorista como documento. Estou esperando por um assento na janela se for possível.

— Ok, Senhor Grazer. Você foi promovido para a primeira classe.

— O quê?

— Senhor, você gostaria de ir até a sala de espera da primeira classe e esperar pelo seu vôo lá. — Ele parece ter acordado e está sorrindo para mim como se eu fosse a Fada do Natal e o Coelhinho da Páscoa em um mesmo pacote.

— Claramente há algum erro.

— Não, não. — Ele verifica a tela de seu computador novamente. — Jack Dylan Grazer, promovido. — Ele me oferece um sorriso afetado.

Aff. Eu estreito meus olhos. Ele me entrega um cartão de embarque, e eu sigo na direção da sala de embarque da primeira classe murmurando baixinho. Maldito Finn Wolfhard, controlador louco e intrometido. Ele apenas não consegue deixar as coisas quietas.



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