História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 10


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Palavras 2.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Indico a música Down do Jason Walker para acompanhar a leitura desse capítulo. Link nas notas finas.
Boa leitura 🌻

Capítulo 10 - Losing what I never found


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 10 - Losing what I never found

Que droga! Beije-me! Eu imploro, mas não me movo. Eu estou paralisada por causa de uma necessidade estranha, desconhecida, completamente cativada por ela. Eu estou olhando fixamente para a boca perfeitamente esculpida de Lauren Jauregui, hipnotizada, e ela está olhando para mim, seu olhar encoberto, seus olhos escurecidos. Ela respira mais rápido que o habitual e eu parei completamente de respirar. Eu estou em seus braços.

Beije-me, por favor. 

Ela fecha seus olhos, respira fundo e sacode brevemente sua cabeça como se respondesse minha pergunta muda. Quando ela abre seus olhos novamente, é com algum novo propósito, uma vontade de aço.

— Camila, você deveria me evitar. Eu não sou mulher para você... — Ela sussurra. O quê? De onde veio isso? Seguramente, eu é quem deveria decidir. Eu franzo minha testa para ela e balanço minha cabeça diante da rejeição. — Respire, Camila, respire. Eu vou ficar ao seu lado e irei te soltar agora. — Ela quietamente diz e se afasta suavemente.

A adrenalina corre por meu corpo, não sei se por causa do ciclista ou da proximidade inebriante de Lauren, mas estou fraca e arrepiada. NÃO! Minha mente grita quando ela se afasta e sinto-me roubada. Ela tem suas mãos em meus ombros, segurando-me o comprimento de um braço, analisando minhas reações cuidadosamente. E a única coisa que eu posso pensar é que eu queria ter sido beijada, fiz isto malditamente óbvio e ela não quis. 

Ela não me quer. 

Ela realmente não me quer. 

Eu realmente estraguei o café da manhã.

— Estou bem. — Eu respiro, achando minha voz. — Obrigada. — Eu murmuro cheia de humilhação. Como eu podia ter interpretado mal a situação entre nós? Eu preciso me afastar dela.

— Pelo quê? — Ela franze a testa. Suas mãos não saem de mim.

— Por me salvar. — Eu sussurro.

— Aquele idiota estava indo na direção errada. Eu estou contente que eu estava aqui. Eu estremeço só de pensar no que poderia ter acontecido com você. Você quer vir e se sentar no hotel um pouco? — Ela me solta, suas mãos ao seu lado e eu na sua frente me sentindo uma idiota. Com uma sacudida, procuro clarear minha cabeça. Eu só quero ir embora. Todas as minhas esperanças inarticuladas foram esmagadas. 

Ela não me quer. O que eu estava pensando? Eu brigo comigo mesma. O que Lauren Jauregui poderia querer comigo? Meu subconsciente zomba de mim. Eu me abraço e me viro em direção à rua e noto com alívio que o homenzinho verde do sinal de trânsito apareceu. Rapidamente atravesso a rua, consciente de que Lauren está logo atrás de mim. Fora do hotel, eu giro brevemente para enfrentá-la, mas não posso olhar em seus olhos.

— Obrigada pelo chá e por ter concordado com as fotos. —  Eu murmuro.

— Camila… eu… — Ela para e a angústia em sua voz exige minha atenção, então eu a olho de má vontade. Seus olhos verdes são como um rio, enquanto ela corre a mão pelo cabelo. Ela parece destruída, frustrada e todo o seu controle evaporou.

— O quê, Lauren? — Eu fico irritada porque ela não fala.

— Nada.

Eu só quero ir embora. Eu preciso levar meu frágil e ferido orgulho para longe e de alguma maneira curá-lo.  

— Boa sorte em seus exames. — Ela murmura. Huh? Isto é porquê ela parece tão desolada? Este é o seu grande fora? Desejar-me sorte em meus exames?

— Obrigada. — Eu não posso disfarçar o sarcasmo em minha voz. — Adeus, Sra. Jauregui. — Eu giro nos meus saltos, fico vagamente espantada quando não tropeço, e sem dar a ela um segundo olhar, eu desapareço em direção à garagem subterrânea.

Uma vez na escuridão do concreto frio da garagem, iluminada com sua luz fluorescente e deserta, eu me debruço contra a parede e ponho minha cabeça em minhas mãos. O que eu estava pensando? Indesejada e sem permissão sinto as lágrimas chegarem. Por que eu estou chorando? Eu afundo no chão, brava comigo por esta reação insensata. Apoio-me em meus joelhos e me fecho ainda mais em mim mesma. Eu desejo sumir. Talvez esta dor absurda possa ficar menor ainda se eu sumir. Coloco minha cabeça sobre meus joelhos e eu deixo as lágrimas irracionais caírem desenfreadas. Eu estou chorando por algo que nunca tive.

Que ridículo. Estou lamentando por algo que nunca tive... Minhas esperanças esmigalhadas, meus sonhos despedaçados e minhas expectativas frustradas. Eu nunca fui rejeitada. Certo… eu sempre fui a última a ser escolhida no basquete ou no vôlei, mas eu entendi que correr e fazer qualquer outra coisa ao mesmo tempo, como saltar ou lançar uma bola não é minha praia. Eu sou uma negação em qualquer campo esportivo. Romanticamente, no entanto, eu nunca me expus. Uma vida inteira de inseguranças. Eu sou muito pálida, muito fraca, muito desprezível, sem coordenação, minha lista longa de culpas continua. Então eu sempre tenho sido aquela que repelia os admiradores. Houve aquele sujeito em minha classe de química que gostou de mim, mas ninguém nunca havia despertado meu interesse – ninguém exceto a maldita Lauren Jauregui. 

Talvez eu deva ser mais amável com caras como Liam Hemsworth e Shawn Mendes, no entanto eu acredito que por nenhum deles eu teria chorado num canto escuro. Talvez tudo o que eu necessite seja dar um bom grito.

Pare! 

Pare agora! 

Meu subconsciente está metaforicamente gritando comigo, braços dobrados, apoiando-se em uma perna e batendo seu pé em frustração. Entre o carro, vá para casa, vá estudar. Esqueça ela… Agora! E pare como toda essa porcaria de auto-piedade. Eu respiro bem fundo e levanto. Componha-se, Cabello. Eu vou para o carro de Dinah, enxugando minhas lágrimas ao mesmo tempo. Eu não irei mais pensar nela. Eu simplesmente posso encarar este incidente como uma experiência e me concentrar nos meus exames.

...

Dinah está sentada à mesa de jantar com o notebook quando eu chego. Seu sorriso de boas vindas some quando ela me vê.

— Chancho, o que aconteceu?

Ai, não... A inquisição de Dinah Jane. Eu sacudo minha cabeça para ela, como se dissesse fique fora disso, mas eu poderia perfeitamente estar lidando com um cego, surdo e mudo.

— Você andou chorando. — Ela tem um dom excepcional para enunciar o que é malditamente óbvio, algumas vezes. — O que aquela bastarda fez para você? — Ela fala entredentes e seu rosto, Jesus... Dinah está apavorada.

— Nada, Chee. — Este é realmente o problema. O pensamento traz um sorriso torto à minha face.

— Então, por que você estava chorando? Você nunca chora. — Ela disse, sua voz se suavizando. Ela fica parada, seus olhos castanhos brilhando de preocupação. Ela coloca seus braços ao meu redor e me abraça. Eu preciso dizer alguma coisa para ela me deixar em paz.

— Eu quase fui atropelada por uma bicicleta. — Era o melhor que eu podia fazer e isso a distraiu imediatamente... dela.

— Jesus, Chan! Você está bem? Está machucada? — Ela me segura na distância dos braços estendidos e faz uma verificação visual de mim.

— Não, Lauren me salvou. — Eu sussurro. — Mas foi apavorante.

— Eu não estou surpresa. Como foi o café da manhã? Eu sei que você odeia café.

— Eu tomei chá. Foi legal, nada de mais para contar. Eu não sei porquê ela me convidou.

— Ela gosta de você, Chancho. — Ela abaixou seus braços.

— Não mais. Eu não irei vê-la outra vez. — Sim, eu consigo lidar com isso.

— Ah é?

Droga. Ela ficou curiosa. Eu vou para a cozinha para que ela não consiga ver meu rosto.

— Sim... Ela está fora do meu nível, Cheechee. — Eu digo tão secamente quanto eu consigo.

— O que você quer dizer com isso?

— Ora, Dinah, é óbvio. — Eu giro para encará-la na porta da cozinha.

— Não para mim. — Ela diz. — Está bem, ela tem mais dinheiro que você, mas até aí, ela tem mais dinheiro que muita gente nos Estados Unidos.

— Chee, ela... — Eu dou de ombros.

— Chan, pelo amor de Deus! Quantas vezes eu vou ter que te dizer? Você é realmente linda! — Ela me interrompe. Ah não! Esse discurso de novo não!

— Cheechee, por favor. Eu preciso estudar. — Eu a corto. Ela franze a testa.

— Você quer ler o artigo? Eu já acabei. Shawn tirou fotos maravilhosas!

Será que eu preciso de uma lembrança visual da beleza de Lauren eu-não-te-quero Jauregui?

— Claro. — Eu coloco um sorriso no rosto, como se fosse mágica e vou até o notebook. E lá está ela, olhando para mim em preto e branco, olhando para mim e encontrando minhas falhas. Eu finjo ler o artigo, o tempo todo olhando para seu olhar de esmeralda, procurando na foto alguma pista do porquê dela não ser a mulher para mim – em suas próprias palavras. E subitamente, fica extremamente óbvio. Ela é bonita demais. Nós estamos em polos diferentes, em mundos diferentes. Eu tenho a visão de mim mesma como Ícarus, voando perto demais do sol, queimando e caindo como resultado do meu desejo. As palavras dela fazem sentido. 

Ela não é mulher para mim.

Foi isso o que ela quis dizer e faz com que a rejeição dela seja mais fácil de aceitar...Quase. Mas eu posso viver com isso. Eu entendo.

— Está muito bom, Chee. — Eu digo. — Vou estudar. — Eu não vou mais pensar nela. Eu prometo para mim mesma e abrindo minhas anotações de revisão, começo a ler.

É apenas quando eu estou na cama, tentando dormir, que eu me permito deixar meus pensamentos voltarem para minha estranha manhã. Eu fico voltando à citação “eu não namoro” e eu fico zangada por não ter descoberto esta informação mais cedo, quando eu estava em seus braços mentalmente implorando com cada fibra do meu ser para que ela me beijasse. Ela já havia dito e repetido. Eu viro de lado. Estranhamente eu me pergunto se ela seria celibatária. Eu fecho meus olhos e começo a divagar. Talvez ela esteja se guardando. 

“Bem, não para você.” 

Meu subconsciente sonolento me dá um último golpe e me joga na terra dos sonhos. E esta noite eu sonho com olhos esverdeados, folhas caídas no leite e eu estou em lugares escuros, com uma luz estranha e eu não sei se estou correndo para alguma coisa ou de alguma coisa... Não está claro. 

...

Eu abaixo minha caneta. Acabei. Meu exame final acabou. Eu sinto o sorriso do gato de Cheschire se espalhar pelo meu rosto. Provavelmente, esta é a primeira vez esta semana que eu sorrio. É sexta feira, e nós iremos celebrar hoje à noite, realmente celebrar. Acho que irei ficar realmente bêbada. Eu nunca fiquei bêbada antes. Eu olho o pavilhão esportivo procurando por Dinah e ela ainda está escrevendo furiosamente, cinco minutos antes de acabar. É isso, o fim da minha vida acadêmica. Nunca mais eu irei sentar em fileiras de ansiedade, isolada, como uma estudante. Por dentro estou fazendo piruetas, sabendo perfeitamente que é o único lugar onde posso fazê-las graciosamente. Dinah para de escrever e larga a caneta. Ela procura por mim e eu vejo o seu sorriso do gato de Alice também.

Nós voltamos para casa em seu Mercedes, nos recusando a discutir a prova final. Dinah está mais preocupada com o que irá usar esta noite. E eu estou ocupada procurando pelas chaves na minha bolsa.

— Chan, tem um pacote para você!

Dinah está parada nos degraus em frente à porta, com um pacote na mão. Estranho. Eu não fiz nenhum pedido ultimamente na Amazon. Dinah me entrega o pacote e pega as chaves para abrir a porta da frente. Está endereçado à Senhorita Camila Cabello. Não há endereço ou nome de quem enviou. Talvez seja da minha mãe ou do meu pai.

— Provavelmente deve ser dos meus pais.

— Abra! — Dinah diz, excitada, enquanto se dirige até a cozinha para pegar nosso “Champagne de comemoração de exames finais”.

Eu abro o pacote e dentro eu acho uma caixa dourada com três livros semi parecidos, recobertos com um pano antigo, cheirando a hortelã e um cartão branco. Escrito nele, com uma letra cursiva e negra, está: 

“Por que você não me avisou que havia perigo? Porque você não me avisou? As damas sabem contra o que devem se proteger, porque há romances que contam sobre esses truques.”

Eu reconheço a citação de Tess of the D´Urbervilles. Eu estou pasma com a ironia de que eu passei três horas escrevendo sobre a novela de Thomas Hardy no meu exame final. Talvez não haja ironia, talvez seja deliberado. Eu inspeciono os livros mais de perto, os três volumes. Eu abro a primeira contracapa. 

Escrito em uma letra antiga está:

‘London: Jack R. Osgood, McIlvaine and Co., 1891.’

Puta merda! São as primeiras edições! 

Eles devem ter custado uma fortuna e eu sei, quase que imediatamente, quem os mandou. Dinah está recostada nos meus ombros olhando os livros. Ela pega o cartão.

— Primeira edição. — Eu sussurro.

— Não! — Os olhos de Dinah estão abertos com descrença. — Jauregui?

Eu confirmo.

— Não consigo pensar em mais ninguém.

— O que significa isso que está escrito no cartão?

— Eu não faço nenhuma ideia. Eu acho que é um aviso. Honestamente, ela vive me alertando. Eu não faço ideia do porquê. Não é como se eu estivesse tentando derrubar a porta dela . — Eu franzo a testa.            

— Eu sei que você não quer falar sobre ela, Chan, mas ela está seriamente interessada em você. Com ou sem avisos.

Eu não deixei de pensar em Lauren Jauregui na última semana. Está bem... Então seus olhos verdes continuam assombrando meus sonhos e eu sei que vai levar uma eternidade para expurgar a sensação de estar em seus braços e esquecer seu cheiro. Por que ela me mandou isso?

Ela me disse que eu não era para ela.

— Eu achei um Tess primeira edição para vender em Nova York por $14.000,00. Mas o seu está em melhores condições. Deve ter sido mais caro. — Dinah estava consultando seu bom amigo Google. — Esta citação Tess fala para sua mãe depois que Alex D´Urberville a seduz.

— Eu sei.

Dinah fica inspirada. 

— O que ela está tentando te dizer?

— Eu não sei e eu não me importo. Eu não posso aceitar isso dela. Eu vou mandá-los de volta com alguma citação desconcertante de alguma parte obscura do livro.

— A parte em que Angel Clare diz foda-se? — Dinah pergunta com a cara mais sonsa do mundo.

— Sim, esta parte. — Eu rio. Eu amo a Cheechee, ela é leal e sempre me apoia. Eu embrulho os livros e os deixo na mesa de jantar. DJ me dá uma taça de champagne.

— Ao final dos exames e a uma nova vida em Seattle. — Ela sorri.

— Ao fim dos exames, nossa nova vida em Seattle e aos excelentes resultados que teremos! — Nós brindamos e bebemos.

...

O bar estava barulhento e agitado, cheio de futuros formandos prontos para ficarem imprestáveis. Shawn se juntou a nós. Ele só se formará daqui a um ano, mas ele está no clima de comemorar e nos ajuda a entrar no espírito de nossa nova liberdade pagando margaritas para todos nós.

Enquanto eu bebo a minha quinta, percebo que talvez não seja uma boa ideia misturá-la com champagne.

— E agora, Mila? — Shawn grita para que eu posso ouvi-lo com todo o barulho.

— Eu e Dinah estamos nos mudando para Seattle. Os pais dela compraram um apartamento em um condomínio fechado para ela.

— Dios mio! Como a outra parte vive! Mas você vai vir para minha exposição?

— Claro que sim, Shawn, eu não perderia por nada no mundo! — Eu sorrio e ele coloca seu braço em meus ombros e me puxa para perto.

— Vai significar muito para mim, Mila, se você estiver lá. — Ele sussurra em minha orelha. — Mais uma margarita?

— Shawn Peter Raul Mendes , você está tentando me deixar bêbada? Porque eu acho que está funcionando. — Eu rio — Eu acho melhor beber uma cerveja. Eu vou pegar uma jarra para nós.

— Mais bebida, Mila! — Dinah grita. Ela tem a constituição de um touro. Ela está com seu braço jogado em Levi, um dos quatro estudantes ingleses que estudaram conosco e seu fotógrafo costumeiro do jornal dos estudantes. Ele desistiu de tirar fotos da bebedeira ao seu redor. Ele tem olhos apenas para Dinah. Ela está com uma camiseta de seda, tipo babydoll, jeans justos e saltos altos, cabelos para cima, com alguns fios descendo por seu rosto, como gavinhas, deslumbrante como sempre. Eu, por outro lado, sou mais uma garota de usar sandálias, jeans e camiseta, mas eu estou usando a minha melhor calça jeans. 

Eu saio do abraço de Shawn e vou para a mesa. Opa. Sinto minha cabeça rodar. Eu tenho de segurar nas costas da cadeira. Coquetéis a base de tequila não são uma boa ideia. Eu vou para o bar e decido que é melhor ir ao banheiro já que ainda estou de pé. 

“Bem pensado, Mila”. 

Eu cambaleio para fora da multidão. Claro, há uma fila, mas ao menos está quieto e fresco no corredor. Eu pego meu celular para aliviar a espera tediosa da fila. Humm, para quem eu liguei por último? Será que foi para Shawn? Antes disso há um número que eu não reconheço. 

Ah, sim. 

Jauregui, eu acho que este é o número dela. Eu rio. Eu não faço ideia de que horas são, talvez eu a acorde. Talvez ela possa me dizer porque me mandou os livros e aquela mensagem misteriosa. Se ela deseja que eu me mantenha afastada, ela deveria me deixar em paz. Eu contenho um soluço bêbado e aperto o botão para chamar o número dela de novo.

Ela atende no segundo toque.

— Camila?


Notas Finais




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