História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 12


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Super-Heroína?


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 12 - Super-Heroína?

— Eu acredito que a dama disse não.

Uma voz sombria soa suavemente. Puta merda! Lauren Jauregui está aqui. Como? Shawn me larga.

— Jauregui. — Ele responde laconicamente. Eu olho ansiosa para Lauren. Ela olha de forma ameaçadora para Shawn. Ela está furiosa. Droga. Meu estômago se manifesta e eu me dobro, meu corpo não consegue mais tolerar o álcool e eu vomito espetacularmente no chão.

— Ugh! Dios mio, Mila! — Shawn pula para trás com nojo. Lauren pega meu cabelo e o levanta para evitar que o vômito se espalhe por ele. Gentilmente me leva em direção ao canteiro de flores na borda do estacionamento. Eu noto, com uma grande gratidão, que está relativamente escuro.

— Se você for vomitar novamente, faça isso aqui. Eu seguro você. — Ela coloca um de seus braços em meus ombros, enquanto o outro segura meu cabelo para ficar longe do meu rosto. Eu tento desajeitadamente empurrá-la, mas eu vomito novamente... e novamente... ai! MERDA! Por quanto tempo isso irá durar? Mesmo quando meu estômago está vazio e nada mais acontece, arrepios horríveis descem pelo meu corpo. Eu juro silenciosamente que eu nunca mais vou beber de novo. Isto é muito apavorante para colocar em palavras.

Finalmente para. 

Minhas mãos estão apoiadas nos tijolos do canteiro, mal me sustentando. Vomitar profusamente é exaustivo.  Lauren tira uma de suas mãos de mim e me passa um lenço. Apenas ela poderia ter um lenço de linha com monograma, recentemente lavado. CTG. Eu não sabia que ainda se podia comprar desses lenços. Vagamente eu me pergunto o que significa o T enquanto eu limpo minha boca. Eu não consigo olhar para ela. Estou afogada na minha vergonha, com nojo de mim mesma. Eu gostaria de ser engolida pelas azaléias que estão no canteiro e estar em qualquer lugar, menos aqui. 

Shawn ainda está pairando na porta do bar, olhando para nós. Eu gemo e ponho as mãos na cabeça. Este tem de ser o pior momento da minha existência. Minha cabeça ainda está girando enquanto eu tento lembrar um momento pior e eu só consigo me lembrar da rejeição de Lauren, que tem muito mais sombras escuras em termos de humilhação. Eu arrisco olhar para ela, que está olhando para mim, sua face composta, não me deixando perceber nada. Eu me viro para olhar Shawn que parece estar bem envergonhado e, como eu, intimidado pelo efeito Jauregui. Eu o encaro. Eu tenho poucas opções de palavras para o meu suposto amigo, nenhuma delas que eu possa repetir na frente de Lauren Jauregui, presidente executiva. 

“Camz, quem você está enganando? Eu simplesmente te vi vomitando pelo chão e nas flores. Não há nada mais desagradável em termos de educação feminina.”

— Eu vejo você lá dentro. — Shawn murmura, mas nós dois o ignoramos e ele entra no prédio. Eu estou por minha conta com Lauren. Dupla droga. O que eu devo dizer a ela?

Desculpe-se pelo telefonema.

— Eu sinto muito. — Eu murmuro, olhando para o lenço, que eu amasso furiosamente com meus dedos. Tão macio.

— Pelo que você está se desculpando, Camila?

— Pelo telefonema, estando bêbada. Ah! A lista é interminável. — Eu murmuro, sentindo meu rosto ficar vermelho. 

“Por favor, eu posso morrer agora?”

— Todos nós já passamos por isso, talvez não de forma tão dramática como você. — Ela disse secamente. — Isto é sobre conhecer seus limites, Camila. Eu quero dizer, eu sou a favor de romper os limites, mas talvez isso seja muito brando. Você tem por hábito este tipo de comportamento?

Minha cabeça está zunindo como excesso de álcool e irritação. O que diabos isto tem a ver com ela? Eu não a convidei para vir até aqui. Ela soa como uma mulher de meia idade dando bronca em uma criança. Parte de mim deseja dizer que se eu quiser ficarei bêbada todas as noites e esta é a minha decisão e ela nada tem a ver com ela, mas eu não sou corajosa o suficiente. Não agora que eu vomitei na frente dela. Por que ela está parada ali?

— Não. — Eu digo de forma contrita. — Eu nunca fiquei bêbada antes e agora eu desejo nunca mais ficar.

Eu não consigo entender porque ela está aqui. Eu começo a me sentir fraca. Lauren nota minha tontura e me segura antes que eu caia e me levanta em seus braços, me segurando perto de seu peito como se eu fosse uma criança.

— Vamos lá, eu te levo para casa. — Ela murmura.

— Eu preciso avisar Dinah. — “Minha nossa Senhora! Estou nos braços dela de novo!”

— Meu irmão pode dizer a ela.

— O quê?

— Meu irmão Chris está falando com a senhorita Hansen.

— Anh? Eu não entendo.

— Ele estava comigo quando você telefonou.

— Em Seattle?

— Não, eu estou no Heathman.

Ainda? Por quê?

— Como você me achou?

— Eu rastreei seu telefone, Camila.

Claro que sim! Mas como isso é possível? É legal? Perseguidora, meu subconsciente sussurra através da nuvem de tequila que ainda flutua no meu cérebro, mas de alguma maneira, como é ela, eu não me importo.

— Você tem algum casaco ou bolsa?

— Sim, eu vim com os dois. Lauren, por favor, eu preciso falar com Dinah. Ela vai ficar preocupada. — Ela pressionou os lábios em uma linha fina e acenou concordando.

— Se você precisa.

Ela me coloca no chão e pegando minha mão me leva para dentro do bar. Eu me sinto fraca, ainda bêbada, embaraçada, exausta, mortificada e em algum nível absolutamente emocionada. Ela está agarrando minha mão, tantas emoções confusas! Eu irei precisar de pelo menos uma semana para processar isso tudo. 

É barulhento, cheio e a música tinha começado, então havia uma multidão na pista de dança. Dinah não estava em nossa mesa e Shawn desapareceu. Levi parecia perdido e largado por sua conta.

— Onde está Dinah? — Eu gritei por cima do barulho. Minha cabeça havia começado a latejar no mesmo compasso da música.

— Dançando. — Ele gritou e eu podia dizer que ele estava zangado. Ele olhava Lauren com suspeita. Eu luto com meu casaco preto e coloco minha bolsa pequena pela cabeça e ela fica de lado, nos meus quadris. Estou pronta para ir, assim que eu achar a CheeChee.

— Ela está na pista de dança. — Eu toco no braço de Lauren, fico na ponta dos pés e grito em seu ouvido, acariciando seu cabelo com meu nariz, sentindo seu cheiro limpo e fresco. Ai meu Deus! Todos esses proibidos, não familiares, sentimentos que eu tentei esconder vieram à tona e correram por meu corpo drenado. Enrubesci e em algum lugar dentro, bem dentro de mim meus músculos estalaram deliciosamente.

Ela revirou seus olhos para mim e pegou minha mão, levando-me para o bar. Ela foi servida imediatamente. Nada de espera para a senhora do controle Jauregui. Será que tudo vem tão facilmente assim para ela? Eu não consigo ouvir o que ela pediu. Mas me entrega um copo grande de água com gelo.

— Beba. — Ela grita sua ordem para mim. As luzes se movem, se torcem e piscam para mim no mesmo ritmo da música, conjurando um estranho jogo de luzes e sombras por todo o bar e clientela. Elas se alternam em verde, azul, branco e um endemoniado vermelho. Ela me olha intensamente. Eu tento respirar.

— Todo ele. — Grita.

Ela é tão arrogante. Passa uma mão pelos cabelos despenteados. Ela parece frustrada, zangada. Qual é o problema? Tirando uma garota boba e bêbada ligando para ela no meio da noite, que a faz pensar que ela precisa ser resgatada. E acontece que ela realmente acaba precisando ser resgatada de seu amigo amoroso. Então vê-la vomitar violentamente aos seus pés. 

Oh Mila.... Será que você desceu tão baixo? Meu subconsciente está figurativamente com as mãos para cima, como um egípcio e olhando para mim através de óculos com formato de meia lua. Eu balanço levemente e ela coloca sua mão nos meus ombros, me firmando. Eu faço como me foi mandado e bebo o copo inteiro de água. Eu me sinto enjoada. Tirando o copo de mim, ela o coloca no bar. Eu noto através da névoa da bebida que ela está usando uma blusa branca solta, jeans confortável, all-star preto e uma jaqueta. Sua blusa está desabotoada em cima e eu consigo ver o vale entre seus seios. No meu estado grogue, ela parece deliciosa. Ela pega minha mão mais uma vez. Puta merda! Ela está me levando para a pista de dança. 

Merda.  Eu não danço. 

Ela pode sentir minha relutância e sobre as luzes coloridas ela parece divertida, sorrindo sardonicamente. Ela aperta e me puxa pela mão e eu estou em seus braços novamente, então ela começa a se mexer, me levando consigo. Cara, Lauren sabe dançar. E eu não consigo acreditar que eu a estou seguindo passo por passo. Talvez seja porque eu estou bêbada. Ela me segura apertado contra si, seu corpo colado ao meu... se ela não estivesse me segurando tão apertado, eu estou certa de que eu já teria caído. 

No fundo da minha mente, o mantra de minha mãe ressoa: nunca confie em alguém que sabe dançar. 

Lauren nos leva através da pista lotada até o outro lado, perto de Dinah e Chris, o irmão dela. A música é um martelar constante, alta e ardilosa, dentro e fora da minha cabeça. Eu suspiro. Dinah está se movendo. Ela está dançando loucamente faz isso apenas quando ela realmente gosta de alguém. 

Realmente gosta de alguém. 

Isso significa que amanhã haverá três de nós para o café da manhã.

Dinah! 

Lauren se reclina e grita nos ouvidos de Chris. Eu não consigo ouvir o que ela diz. Chris é alto, com ombros largos, cabelos negros ondulados, um sorriso aberto e olhos brincalhões. Eu não consigo saber de que cor eles são por causa das luzes. Chris concorda e puxa Dinah para seus braços, onde ela vai muito contente. 

Dinah! 

Até mesmo no meu estado inebriado eu fico chocada. Ela acabou de conhecê-lo. Ela concorda com o que quer que Chris tenha dito, olha para mim e acena. Lauren nos impulsiona para fora da pista de dança rapidamente. Mas eu não consegui falar com Dinah. Será que ela está bem? Eu posso ver que as coisas estão indo bem para os dois. Eu preciso ler sobre como fazer sexo seguro. No fundo da minha mente, eu espero que ela tenha lido um dos posters do banheiro. Meus pensamentos colidem pelo meu cérebro, brigando com meu estado ébrio e confuso. Está tão quente aqui, tão barulhento, tão colorido – muito brilhante. Minha cabeça começa a rodar, ai, não... e eu consigo sentir o chão subindo para encontrar o meu rosto, quando eu caio. 

A última coisa de que me lembro antes de desmaiar nos braços de Lauren Jauregui é o sonoro epíteto:

— Porra!



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