História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 13


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Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - OMG


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 13 - OMG

Tudo está em silêncio, as luzes estão apagadas. Estou muito cômoda e aquecida nesta cama. Que bom... Abro meus olhos, por um momento estou tranquila e serena, desfrutando do ambiente que não conheço. Não tenho nenhuma ideia de onde estou. O travesseiro da cama tem a forma de um sol enorme. Parece-me estranhamente familiar. O quarto é grande e está luxuosamente decorado em tons marrons, dourados e bege. Já vi isso antes. Onde? Meu ofuscado cérebro procura entre suas lembranças recentes. 

Droga! 

Estou no hotel, em Heathman... em uma suíte. Estive em uma parecida junto com Dinah. Esta parece maior. Oh, droga. Estou na suíte de Lauren Jauregui. Como cheguei até aqui? Pouco a pouco, as imagens fragmentadas da noite começam a me torturar. 

A bebedeira. Oh, não, a bebedeira. A ligação. Oh, não, a ligação, meu vômito. Oh, não, eu vomitei... Shawn e depois Lauren. OH, não. Estou morrendo de vergonha. Não recordo como cheguei aqui. Estou vestindo uma camiseta, o sutiã e a calcinha. Sem as meias três quartos e nem o jeans. Droga.

Observo uma mesinha do quarto. Há um copo de suco de laranja e dois comprimidos. Ibuprofeno. Sua obsessão por controle está em todos os lugares. Levanto-me da cama e tomo os comprimidos. A verdade é que não me sinto tão mal, certamente estou muito melhor do que mereço. O suco de laranja está delicioso. Tira-me a sede e me refresca.

Ouço uns golpes na porta. Meu coração bate tão forte e minha voz quase não sai por minha boca, mas mesmo assim Lauren abre a porta e entra. Ah, ela estava fazendo exercício. Veste uma calça de moletom cinza que lhe cai ligeiramente sobre os quadris e uma camiseta cinza de ginástica, empapada de suor, assim como seu cabelo. Lauren Jauregui estava suada. A ideia me parece estranha. Eu respiro profundamente e fecho os olhos. Sinto-me como uma menina de dois anos.

— Bom dia, Camila. Como se sente?

— Melhor do que mereço. — Eu murmuro. Levanto o olhar para ela, que larga uma bolsa grande, de uma loja de roupas, em um divã e pega ambos os extremos da toalha que tem ao redor dos ombros. Seus impenetráveis olhos verdes me olham fixamente. Não tenho nem ideia do que está pensando, como sempre. Ela sabe esconder o que pensa e o que sente.

— Como cheguei até aqui? — Pergunto-lhe em voz baixa, constrangida. Ela senta-se em um lado da cama. Está tão perto de mim que poderia tocá-la, poderia cheirá-la. Minha nossa... Suor, gel e Lauren. Um coquetel embriagador, muito melhor que as margaritas, agora sei por experiência.

— Depois que você desmaiou, eu não quis colocar em perigo o tapete de pele do meu carro te levando para a sua casa, assim te trouxe para este local. — Respondeu-me sem se alterar.

— Você me colocou na cama?

— Sim. — Ela respondeu-me impassível.

— Voltei a vomitar? — Pergunto-lhe em voz mais baixa.

— Não.

— Tirou-me a roupa? — Eu sussurro.

— Sim. — Ela olha-me elevando uma sobrancelha e me ponho mais vermelha que nunca.

— Não fizemos...? — Eu sussurro, com a boca seca, de vergonha, mas não posso terminar a frase. Eu olho para as minhas mãos.

— Camila, você estava quase em coma. Necrofilia não é a minha área. Eu gosto que minhas mulheres estejam conscientes e sejam receptivas. — Ela me responde secamente.

— Sinto muito.

Seus lábios esboçam um sorriso zombador.

— Foi uma noite muito divertida. Demorarei para esquecê-la.

Eu também... Oh, ela estava rindo de mim e muito... Eu não lhe pedi que viesse me buscar. Não entendo porque tenho que acabar me sentindo como a vilã do filme.

— Não tinha porquê seguir meu rastro com algum equipamento pertencente ao James Bond, que está desenvolvendo em sua companhia. — Eu digo bruscamente.

Ela me olha fixamente, surpresa, e se eu não me equivoco, um pouco ofendida.

— Em primeiro lugar, a tecnologia para localizar celulares está disponível na internet. Em segundo lugar, minha empresa não investe em nenhum aparelho de vigilância, nem os fabrica. E em terceiro lugar, se não tivesse ido te buscar, certamente você teria despertado na cama do fotógrafo e se não estou esquecida, você não estava muito entusiasmada com os métodos dele de te cortejar. — Ela disse de forma mordaz. Métodos de me cortejar! Levanto o olhar para Lauren, que me olha fixamente com olhos brilhantes, ofendidos. Eu tento morder meus lábios, mas não consigo reprimir a risada.

— De que texto medieval você tirou isso? Parece um cavaleiro andante.

Vejo que seu aborrecimento se vai. Seus olhos se adoçam, sua expressão se torna mais cálida e em seus lábios parece esboçar um sorriso.

— Não acho, Camila. Um cavaleiro negro, possivelmente. — Ela me diz com um sorriso zombador. — Jantou ontem?

Seu tom é acusador. Nego com a cabeça. Que grande pecado cometi agora? Ela tem a mandíbula tensa, mas seu rosto segue impassível.

— Tem que comer. Por isso você passou mal. De verdade, é a primeira norma quando se bebe.

Passa a mão pelo cabelo, mas agora está muito nervosa.

— Vai seguir brigando?

— Estou brigando?

— Acredito que sim.

— Tem sorte que só estou falando.

— O que quer dizer?

— Bom, se fosse minha, depois do que fez ontem, não se sentaria durante uma semana. Não jantou, embebedou-se e se pôs em perigo.

Ela fecha os olhos. Por um instante o terror se reflete em seu rosto e ela estremece. Quando abre os olhos, me olha fixamente.

— Não quero nem pensar no que poderia ter acontecido.

Eu a fito com uma expressão carrancuda. O que lhe passa? Por que se importa? Se eu fosse dela... Bem, não sou. Embora possivelmente eu gostaria de ser. A ideia abre caminho entre meu aborrecimento por suas palavras arrogantes. Ruborizo-me por culpa de meu caprichoso subconsciente, que dá saltos de alegria com uma saia havaiana vermelha, só de pensar que poderia ser dela.

— Não teria me acontecido nada. Estava com Dinah.

— E o fotógrafo? — Pergunta-me bruscamente.

Mmm... Shawn. Em algum momento terei que conversar com ele.

— Shawn simplesmente passou da conta.

Encolho meus ombros.

— Bem, na próxima vez que ele passar da conta, alguém deveria lhe ensinar algumas maneiras.

— É muito partidária da disciplina. — Digo-lhe entredentes.

— Oh, Camila, não sabe o quanto. 

Fecha um pouco os olhos e ri perversamente. Deixa-me desarmada. De repente, estou confusa e zangada, e ao mesmo tempo estou contemplando seu precioso sorriso. Uau... Estou encantada, porque eu não estou acostumada ao seu sorriso. Quase esqueço o que está me dizendo.

— Vou tomar banho. Se você não preferir tomar banho primeiro...

Ela inclina a cabeça, ainda sorrindo. Meu coração bate acelerado e o cérebro se nega a fazer as conexões oportunas para que eu respire. Seu sorriso se faz mais amplo. Aproxima-se de mim, inclina-se e me passa o polegar pelo rosto e pelo lábio inferior.

— Respire, Camila. — Sussurra-me. Logo se levanta e se afasta. — Em quinze minutos trarão o café da manhã. Deve estar morta de fome. 

Ela entra no banheiro e fecha a porta. Solto o ar que estava segurando. Por que é tão alucinantemente atraente? Agora mesmo me meteria na ducha com ela. Nunca havia sentido algo assim por alguém. Ela ativou meus hormônios. Arde-me a pele por onde ela passou seu dedo. Uma incômoda e dolorosa sensação me faz retorcer. Não entendo esta reação. Mmm... Desejo. É desejo. Assim se sente alguém quando se deseja. Deixo-me cair sobre os travesseiros suaves de plumas. Se fosse minha... Ai, o que estaria disposta a fazer para ser dela? É a única mulher que conseguiu acelerar o sangue em minhas veias. Mas também me põe os nervos em pé. É difícil, complexa e pouco clara. De repente, me rechaça, mais tarde, me manda livros que valem quatorze mil dólares, depois me segue no bar como se fosse uma perseguidora. No fim de tudo, passei a noite na suíte de seu hotel e me sinto segura. Protegida. Preocupo-lhe o suficiente para que venha me resgatar, de algo que equivocadamente acreditou que fosse perigoso. E ainda é uma dama. É uma mulher maravilha, com armadura brilhante, resplandecente. Um heroína romântica. Saio de sua cama e procuro freneticamente meu jeans. Abro a porta do banheiro e aparece ela, molhada e resplandecente por causa da ducha, com uma toalha ao redor da cintura, e ali estou eu... De calcinhas, olhando-a boquiaberta e me sentindo muito incômoda. Surpreende-lhe que eu esteja em pé.

— Se está procurando seu jeans, mandei-o à lavanderia. — Ela me fala com um olhar impenetrável. — Estava salpicado de vômito.

— Ah. — Fico vermelha. Por que diabos, tenho sempre que sentir-me tão deslocada?

— Mandei Jeffrey comprar outro e umas sapatilhas esportes. Estão nessa bolsa.

Roupa nova. Isso era realmente inesperado.

—Bom... Vou tomar banho. — Eu murmuro. — Obrigada. — Que outra coisa posso dizer? Pego a bolsa e entro correndo no banheiro para me afastar da perturbadora proximidade de Lauren nua. David de Michelangelo não é nada comparado com ela. 

O banheiro está branco de vapor. Dispo-me e entro rapidamente na ducha, impaciente por sentir o jorro de água quente sobre meu corpo. Levanto a cara para a desejada corrente. Desejo Lauren Jauregui. Desejo-a desesperadamente. É sincero. Pela primeira vez em minha vida quero ir para cama com alguém. Quero sentir suas mãos e sua boca em meu corpo. Ela me disse que gosta que suas mulheres estejam conscientes. Então certamente ela se deita com mulheres. Mas não tentou me beijar, como Liam e Shawn. Não  entendo. 

Deseja-me? 

Não quis me beijar na semana passada.

Pareço-lhe repulsiva? 

Mas estou aqui, ela me trouxe. Não entendo seu jogo. O que pensa? Dormi em sua cama a noite toda, parece-me meio doido. Tire suas conclusões, Mila. Meu subconsciente aparece com sua feia e insidiosa cara. Não dou a mínima importância. A água quente me relaxa.

Mmm... Poderia ficar debaixo do jato, neste banheiro, para sempre. Pego o gel que cheira à Lauren. É um aroma delicioso. Esfrego todo o meu corpo, imaginando que é ela quem o faz, que ela esfrega este gel pelo meu corpo, pelos seios, pela barriga e entre as coxas, com suas mãos, com seus dedos longos. Minha nossa. Meu coração dispara. E é uma sensação muito... muito prazerosa.

Ela bate na porta e levo um susto.

— Chegou o café da manhã.

— Ok... Okay. — O susto me arrancou cruelmente de meu sonho erótico.



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