História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Definitivamente gosta de você


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 7 - Definitivamente gosta de você

Dinah está em êxtase. 

— Mas o que ela estava fazendo na Hemsworth? — Sua curiosidade ecoa pelo telefone. Eu estou nas profundezas da sala de estoque, tentando manter minha voz casual.

— Ela passou por aqui.

— Eu acho que isto é uma coincidência enorme, Chan. Você não acha que ela estava aí para ver você?

Ela especula. Meu coração bate forte com a possibilidade, mas a alegria dura pouco. A triste e decepcionante realidade é maçante, ela esteve aqui a negócios.

— Ela veio visitar a divisão de agricultura da universidade. Ela está financiando algumas pesquisas. — Eu murmuro.

— Oh sim. Ela deu ao departamento uma doação de $2.5 milhões de Grant.

Uou.

— Como você sabe disso?

— Chancho, eu sou uma jornalista, e eu escrevi um perfil sobre a mulher. É meu trabalho saber disso.

— Ok, Carla Bernstein, fique fria. Então você quer as fotos?

— Claro que eu quero. A questão é quem vai fazê-las e onde.

— Nós podemos perguntar-lhe onde. Ela disse que vai ficar na área.

— Você pode contatá-la?

— Eu tenho seu número de telefone celular.

DJ ofega.

— A mais rica, mais esquiva, mais enigmática solteira do Estado de Washington, apenas lhe deu seu número de telefone celular.

— Ah… sim.

— Chan! Ela gosta de você. Não há dúvida sobre isto. — Seu tom é enfático.

— CheeChee, ela está apenas tentando ser agradável. — Mas mesmo quando eu digo as palavras, eu sei que elas não são verdade.

— Lauren Jauregui não é agradável. Ela é educada, talvez. 

E uma pequena voz sussurra silenciosa, talvez Dinah esteja certa. Fico arrepiada com a ideia de que talvez, apenas talvez, ela possa gostar de mim. Afinal, ela disse que estava contente por Dinah não ter feito a entrevista. Eu abraço a mim mesma com uma silenciosa alegria, balançando-me de um lado para outro, acolhendo a possibilidade de que ela possa gostar de mim por um breve momento. Dinah me traz de volta para o agora.

— Eu não sei como vamos conseguir fazer as fotos. Levi, o nosso fotógrafo regular, não pode. Ele foi para casa em Idaho Falls pelo fim de semana. Ele vai ficar puto por perder uma oportunidade para fotografar um dos principais empresários da América.

— Humm… Que tal Shawn?

— Grande ideia! Você pergunta a ele, ele faz qualquer coisa por você. Então chame a Jauregui e descubra onde ela nos encontrará. — Dinah é irritantemente arrogante sobre Shawn.

— Eu acho que você deveria chamar.

— Quem? Shawn?— Dinah ridiculariza.

— Não, Jauregui.

— Chan, você é a única que tem um relacionamento.

— Relacionamento. — Eu bufo para ela, minha voz subindo várias oitavas. — Eu mal conheço a mulher.

— Pelo menos você a conhece. — Ela diz amargamente. — E ela parece querer conhecer você melhor. Camila, apenas ligue para ela. — Ela estala e desliga. Ela é tão mandona às vezes. Eu faço uma careta para meu celular, mostrando minha língua para ele.

Eu estou deixando uma mensagem para Shawn, quando Liam entra na sala de estoque procurando por lixas.

— Nós estamos meio ocupados lá fora, Mila. — Ele diz sem animosidade.

— Sim, hum, desculpe. — Eu murmuro, voltando-me para sair.

— Então, como é que você conheceu Lauren Jauregui? — A voz de Liam tenta se mostrar indiferente, mas é pouco convincente.

— Eu tive que entrevistá-la para nosso jornal estudantil. Dinah não estava bem. — Eu encolho os ombros, tentando soar casual, mas também sou pouco convincente.

— Lauren Jauregui na Hemsworth. Vai entender. — Liam bufa, pasmo. Ele agita sua cabeça como se para limpá-la. — E então, quer sair para beber ou algo assim hoje à noite?

Sempre que ele está em casa me convida para sair e eu sempre digo não. É um ritual. Eu nunca considerei uma boa ideia sair com o irmão do chefe, e além disso, Liam é muito atraente como todo jovem americano da casa ao lado, mas ele não é nenhum herói literário, nem esforçando muito minha imaginação. Jauregui é? Meu subconsciente pergunta-me, sua sobrancelha levantada no sentido figurado.

Eu o esbofeteio.

— Você não tem um jantar de família ou algo assim com seu irmão?

— Isso é amanhã.

— Talvez alguma outra hora, Liam. Eu preciso estudar hoje à noite. Eu tenho meus exames finais na semana que vem.

— Mila, um dia desses você dirá sim. — Ele sorri quando eu escapo para a loja.

...

— Mas eu fotografo lugares, Mila, não pessoas. — Shawn geme.

— Shawn, por favor? — Eu imploro. Segurando meu celular, eu marcho pela sala de estar de nosso apartamento, desviando a vista da janela para a luz noturna desvanecendo.

— Dê-me o telefone. — Dinah agarra o telefone de mim, lançando seu sedoso cabelo, loiro avermelhado acima de seu ombro.

— Escute aqui, Shawn Mendes, se você quiser que nosso jornal cubra a abertura de seu show, você vai fazer estas fotos para nós amanhã, capiche? — Dinah pode ser terrivelmente dura.

— Ótimo. Mila vai ligar de volta informando o local e horário. Nós vemos você amanhã. — Ela fecha meu celular com um estalo.

— Feito. Tudo que nós precisamos fazer agora é decidir onde e quando. Ligue para ela. — Ela aponta o telefone para mim. Meu estômago revira. — Ligue para a Jauregui, agora!

Eu faço uma careta para ela e alcanço no meu bolso de trás o cartão de negócios dela. Eu tomo uma profunda e firme respiração, e com dedos trêmulos, eu disco o número. Ela responde no segundo toque. Sua voz é tranquila e fria.

— Jauregui.

— Haa… Sra. Jauregui? É Camila Cabello. — Eu não reconheço minha própria voz, eu estou muito nervosa. Há uma breve pausa. Por dentro eu estou tremendo.

— Senhorita Cabello. Como é bom ouvi-la. — Sua voz muda. Ela fica surpresa, eu acho, e soa tão… morna, sedutora até. Minha respiração entala e eu ruborizo. De repente estou consciente de que Dinah Jane está olhando fixamente para mim, boquiaberta, e eu vou para a cozinha para evitar seu minucioso olhar indesejável.

— Haa, nós gostaríamos de fazer a sessão de fotos para o artigo. — Respire, Mila, respire. Meus pulmões absorvem uma respiração apressada. — Amanhã, se estiver tudo bem. Onde seria conveniente para você, senhora?

Eu quase posso ouvir seu sorriso de esfinge pelo telefone.

— Eu vou estar no Heathman em Portland. Digamos nove e meia, amanhã de manhã?

— Certo, nós veremos você lá. — Eu estou irradiante e sem fôlego, como uma criança, não como uma mulher adulta que pode votar e beber legalmente no Estado de Washington.

— Eu espero ansiosamente por isso, Senhorita Cabello. — Eu visualizo o brilho perverso em seus olhos verdes. Como ela consegue fazer com que sete pequenas palavras, garantam tantas promessas tentadoras? Eu desligo. Dinah está na cozinha e ela está olhando fixamente para mim com um olhar de completa e total consternação.

— Karla Camila Cabello. Você gosta dela! Eu nunca vi ou ouvi você tão, tão… afetada por alguém antes. Você está realmente corada.

— Oh, Chee, você sabe que eu ruborizo o tempo todo. É quase uma profissão. Não seja tão ridícula. — Eu saio dessa rapidamente. Ela pisca para mim com surpresa, eu raramente fico com raiva, e se fico, rapidamente eu deixo para lá. — Eu apenas a acho… intimidante, isto é tudo.

— Heathman, nada mal. — Dinah murmura. — Eu darei um telefonema para o gerente e negociarei um espaço para as fotos.

— Eu vou fazer o jantar. Depois eu preciso estudar. — Eu não posso esconder minha irritação com ela, quando eu abro um dos armários para fazer o jantar. 

Eu estou inquieta esta noite, não paro de me mover e dar voltas e voltas na cama. Sonhando com olhos verdes, macacões, pernas longas, dedos longos e um local muito escuro e inexplorado. Eu desperto duas vezes na noite, meu coração batendo muito rápido. Oh, se eu não conseguir dormir, amanhã vou estar com uma cara estupenda, eu me repreendo. Eu esmurro meu travesseiro e tento me ajeitar.

...

O Heathman está situado no coração do centro da cidade de Portland. Seu impressionante edifício de pedras marrom foi concluído bem antes da crise da década de 20. 

Shawn, Niall e eu estamos viajando no meu Fusca, e Kate está em seu CLK, uma vez que não cabemos todos em meu carro. Niall é amigo de Shawn e ele está aqui para ajudar com a iluminação. Kate conseguiu adquirir o uso de um quarto livre de encargos, pela manhã no Heathman, em troca de um crédito no artigo. Quando ela explica na recepção, que estamos aqui para fotografar a CEO Lauren Jauregui, nós somos imediatamente conduzidos para uma suíte. Apenas uma suíte de tamanho regular, já que aparentemente o Sra. Jauregui está ocupando a maior parte do edifício. Um executivo de marketing muito interessado nos mostra à suíte, ele é extremamente jovem e está muito nervoso por alguma razão. Eu suspeito que seja a beleza de Dinah e seu ar autoritário que o desarmou, porque ele faz o que ela quer. Os quartos são elegantes, discretos e opulentamente mobiliado.

São nove horas. Nós temos meia hora para nos instalar. Dinah vai de um lado para o outro.

— Shawn, eu acho que nós vamos fotografar contra aquela parede, você concorda? — Ela não espera por sua resposta. — Niall, limpe as cadeiras. Chan, você pode pedir ao serviço de quarto para trazer algumas bebidas? E deixe a Jauregui saber onde estamos.

Sim, Senhora. Ela é tão dominadora. Eu desvio meu olhar, mas faço o que me é pedido. Meia hora mais tarde, Lauren Jauregui entra em nossa suíte. Puta merda! Ela está vestindo uma camisa branca, aberta no colarinho e calças de flanela cinza que pendem de seus quadris. Seus cabelos incontroláveis ainda estão úmidos do banho. Minha boca fica seca só ao olhar para ela… é tão estupidamente quente. Lauren entra na suíte acompanhada de um homem que aparenta ter seus trinta e poucos anos, com um corte militar, com um acentuado terno escuro e gravata, que fica em silêncio no canto. Seus olhos cor de avelã nos observa impassíveis.

— Senhorita Cabello, nos encontramos novamente. — Jauregui estende a mão e eu a agito, piscando rapidamente.

Oh cara… ela realmente é bastante… uau. Quando eu toco em sua mão, eu sinto aquela deliciosa corrente atravessando-me diretamente, iluminando-me, fazendo-me ruborizar e eu tenho certeza que minha respiração irregular deve ser audível.

— Sra. Jauregui, esta é Dinah Jane. — Eu murmuro, acenando com uma mão em direção à Dinah que avança, olhando-a diretamente nos olhos.

— A tenaz senhorita Hansen. Como vai? — Ela lhe dá um pequeno sorriso, olhando genuinamente divertida. — Eu acredito que você está se sentindo melhor. Camila disse que você estava indisposta na semana passada.

— Eu estou bem, obrigada, Sra. Jauregui. — Ela agita sua mão com firmeza, sem pestanejar. Eu me lembro que Dinah esteve nas melhores escolas particulares de Washington. Sua família tem dinheiro e ela cresceu confiante e segura de seu lugar no mundo. Ela não engole nenhum desaforo. Eu a admiro.

— Obrigada por ter tempo para fazer isto. — Ela lhe dá um educado, sorriso profissional.

— É um prazer. — Ela responde, voltando seu olhar verde para mim e eu ruborizo novamente. Maldição.

— Este é Shawn Mendes, nosso fotógrafo. — Eu digo, sorrindo para Shawn, que sorri com carinho de volta para mim. Seus olhos são frios quando ele olha de mim para Jauregui.

— Sra. Jauregui. — Ele movimenta a cabeça.

— Sr. Mendes. — A expressão de Jauregui muda completamente quando ela avalia José.

— Onde você me quer? — Lauren pergunta a ele. Seu tom soa vagamente ameaçador. Mas Dinah não está disposta a deixar Shawn executar um show.

— Sra. Jauregui, se você puder se sentar aqui, por favor? Tenha cuidado com os cabos de iluminação. E depois, nós vamos fazer algumas de pé também. — Ela a direciona para uma cadeira instalada contra a parede.

Niall liga as luzes, momentaneamente ofuscando Lauren e murmura uma desculpa. Então, Niall e eu recuamos e assistimos como Shawn passa a tirar fotos. Ele tira várias fotos apoiadas, pedindo para ela virar-se de um jeito, de outro, mover seu braço, então, abaixá-lo novamente. Movendo o tripé, Shawn tira muitas outras, enquanto Lauren se senta e posa, pacientemente e naturalmente por mais ou menos vinte minutos. Meu desejo se realizou: Eu posso ficar aqui de pé e admirar Lauren bem de perto. Duas vezes nossos olhos se fitam e eu tenho que afastar o meu para longe de seu olhar nublado.

— Já é o suficiente sentado. — Dinah comanda novamente. — De pé, Sra. Jauregui? — Ela pergunta. Lauren se levanta e Niall corre para remover a cadeira. O dispositivo da Nikon de Shawn começa a clicar novamente.

— Eu acho que temos o suficiente. — Shawn anuncia cinco minutos mais tarde.

— Ótimo. — Diz Dinah. — Obrigada novamente, Sra. Jauregui. — Ela a cumprimenta, assim como Shawn.

— Eu espero ansiosamente ler o artigo, Senhorita Hansen. — Lauren murmura e se vira para mim, aguardando à porta. — Você me acompanha, Senhorita Cabello? — Ela pergunta.

— Claro. — Eu digo, completamente arrebatada. Eu olho ansiosamente para Dinah, que encolhe os ombros para mim. Eu noto que Shawn está carrancudo atrás dela.

— Bom dia para vocês todos. — Diz Lauren enquanto abre a porta, abrindo caminho para me permitir sair primeiro.

Que inferno… o que é isto? O que ela quer? Eu paro no corredor do hotel, remexendo-me nervosamente quando a Jauregui sai do quarto, seguido pelo Senhor “Corte de Recruta” em seu terno acentuado.

— Eu ligo para você, Jeffrey. — Ela murmura para o “Corte de Recruta”. Jeffrey caminha pelo corredor abaixo e Lauren vira seu olhar de esmeralda queimando para mim. Merda… eu fiz algo errado?

— Gostaria de saber se você se juntaria a mim para o café da manhã.

Meu coração dispara em minha boca. Um encontro? Lauren Jauregui está me convidando para um encontro. Ela está perguntando se você quer um café. Talvez ela pense que você não acordou ainda, meu subconsciente resmunga para mim em um humor irônico novamente. Eu limpo minha garganta tentando controlar meus nervos.

— Eu tenho que levar todo mundo para casa. — Eu murmuro, me desculpando, torcendo minhas mãos e os dedos na minha frente.

— JEFFREY. — Ela chama, fazendo-me saltar. Jeffrey, que tinha retrocedido pelo corredor abaixo, se vira e volta em direção a nós.

— Eles vão para a universidade? — Lauren pergunta, sua voz suave e inquiridora. Eu movimento a cabeça, muito atordoada para falar.

— Jeffrey pode levá-los. Ele é meu motorista. Nós temos um grande 4x4 aqui, então ele poderá levar o equipamento também.

— Sra. Jauregui? — Jeffrey pergunta quando ele nos alcança, permanecendo distante.

— Por favor, você pode conduzir o fotógrafo, seu assistente e a Senhorita Hansen para casa?

— Certamente, senhora. — Jeffrey responde.

— Pronto. Agora você pode juntar-se a mim para o café? — Lauren sorri como se tivesse concluído um negócio. Eu olho feio para ela.

— Aah, Sra. Jauregui, é, isto realmente… olhe, Jeffrey não tem que levá-los para casa. — Eu lanço um breve olhar para Jeffrey, que permanece estoicamente impassível. — Eu trocarei de veículo com Dinah, se você me der um momento.

Ela sorri deslumbrante, desprotegida, natural, exibindo todos os seus dentes, um sorriso glorioso. Oh meu Deus… e ela abre a porta da suíte para que eu possa entrar. Eu passo ao redor dela para entrar no quarto, encontrando Dinah em uma profunda discussão com Shawn.

— Chan, eu acho que ela definitivamente gosta de você. — Ela diz sem qualquer preâmbulo.                         



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