História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 8


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Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Ele é seu namorado?


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 8 - Ele é seu namorado?

— Chan, eu acho que ela definitivamente gosta de você. — Ela diz sem qualquer preâmbulo. Shawn me olha com desaprovação. — Mas eu não confio nela. — Ela adiciona. Eu levanto minha mão na esperança de que ela pare de falar. Por algum milagre, ela o faz.

— Chee, se você levar o fusca, eu posso levar seu carro?

— Por quê?

— Lauren Jauregui me convidou para tomar café com ela.

Ela fica boquiaberta. Dinah emudece! Eu saboreio o momento. Ela me agarra pelo braço e me arrasta para o quarto que fica fora da sala de estar da suíte.

— Chancho, há algo sobre ela. — Seu tom é cheio de advertência. — Ela é magnífica, eu concordo, mas eu acho que ela é perigosa. Especialmente para alguém como você.

— O que você quer dizer com alguém como eu? — Eu exijo, afrontada.

— Uma inocente como você, Camila. Você sabe o que eu quero dizer. — Ela fala um pouco irritada. Eu ruborizo.

— Dinah, é apenas um café. Eu estou começando meus exames finais esta semana e eu preciso estudar, então eu não vou demorar muito.

Ela franze seus lábios como se estivesse considerando meu pedido. Finalmente, ela pesca as chaves do carro no bolso e as entrega para mim. Eu entrego as minhas.

— Eu vejo você mais tarde. Não demore muito ou eu vou enviar uma busca de salvamento.

— Obrigada. — Eu a abraço.

Eu saio da suíte para encontrar Lauren Jauregui esperando, encostada contra a parede, parecendo com uma modelo em uma pose para alguma brilhante revista top de linha.

— Ok, vamos tomar café. — Eu murmuro, ruborizando como uma beterraba vermelha.

Ela sorri.

— Depois de você, Senhorita Cabello. — Ela se ergue, levantando a mão para que eu vá primeiro. Eu faço meu caminho pelo corredor abaixo, meus joelhos trêmulos, meu estômago cheio de borboletas e meu coração em minha boca, batendo em um ritmo dramático desigual. Eu vou tomar um café com Lauren Jauregui... e eu odeio café.

Nós caminhamos juntas pelo largo corredor do hotel para os elevadores. O que eu devo dizer a ela? Minha mente de repente paralisa com apreensão. Sobre o que nós vamos conversar? O que na Terra eu tenho em comum com ela? Sua voz suave e morna me surpreende de meu devaneio.

— Quanto tempo você e Dinah Hansen se conhecem?

Oh, uma pergunta fácil para começar.     

— Desde nosso primeiro ano. Ela é uma boa amiga.

— Humm. — Ela responde, reservada. O que ela está pensando? Nos elevadores, ela aperta o botão de chamada e a campainha toca quase que imediatamente. As portas deslizam abertas, revelando um jovem casal em um amasso apaixonado do lado de dentro. Surpresos e envergonhados, eles se separam, olhando culpados em todas as direções, menos na nossa. Lauren e eu entramos no elevador. Eu estou lutando para manter uma expressão séria, então eu olho para o chão, sentindo minhas bochechas ficando vermelhas. Quando eu espio para ela através de meus cílios, ela tem a sugestão de um sorriso em seus lábios, mas é muito difícil de dizer. O jovem casal não diz nada e nós viajamos até o andar térreo em um silêncio constrangedor. Nós nem sequer temos uma inútil música ambiente para nos distrair.

As portas abrem e para minha surpresa Lauren toma minha mão, apertando-a com seus dedos longos e frios. Eu sinto o choque correr por mim e meus já rápidos batimentos aceleram. Quando ela me leva para fora do elevador, nós podemos ouvir as risadinhas suprimidas do casal que estoura atrás de nós. Lauren sorri.

— O que tem nos elevadores? — Ela murmura.

Nós cruzamos o extenso saguão movimentado do hotel, em direção à entrada, mas Lauren evita a porta giratória e eu me pergunto se isso é porque ela teria que largar minha mão.

Do lado de fora está um ameno domingo de maio. O sol está brilhando e o tráfico está limpo. Ela vira à esquerda e anda até a esquina, onde nós paramos, esperando pelas luzes de pedestres do cruzamento mudar. Lauren ainda está segurando minha mão. Eu estou na rua e Lauren Jauregui está segurando minha mão. Ninguém jamais segurou minha mão. Eu me sinto tonta, estou formigando por toda parte. Eu tento sufocar o ridículo sorriso que ameaça repartir meu rosto em dois. Tente ficar fria, Mila, meu subconsciente implora. O homem verde aparece e nós andamos novamente. Caminhamos quatro quarteirões antes de alcançarmos a Cafeteria de Portland, onde Lauren me libera para segurar a porta aberta para que eu possa entrar.

— Por que você não escolhe uma mesa, enquanto eu pego as bebidas? O que você gostaria? — Ela pergunta, cortês como sempre.

— Eu quero… um English Breakfast tea, em saquinho.

Ela levanta suas sobrancelhas.

— Café não?

— Eu não gosto de café.

Ela sorri.

— Ok, chá em saquinho. Açúcar?

Por um momento, eu fico atordoada, pensando que ela está me chamando carinhosamente, mas felizmente meu subconsciente entra em ação com lábios franzidos. Não, estúpida, ela está perguntando se você quer açúcar.

— Não, obrigada. — Eu olho para baixo para meus dedos atados.

— Alguma coisa para comer?

— Não, obrigada. — Eu sacudo minha cabeça e ela anda para o balcão. Eu disfarçadamente olho para ela sob meus cílios, enquanto está na fila de espera para ser servida. Eu poderia observá-la o dia todo… ela é alta, de ombros largos, esbelta e a forma como suas calças pendem de seus quadris… Oh meu Deus. Algumas vezes ela corre seus longos e graciosos dedos por seus agora cabelos secos, mas ainda desordenados. Humm… eu gostaria de fazer isto. O pensamento vem espontaneamente em minha mente e meu rosto incendeia. Eu mordo meu lábio e olho para minhas mãos novamente, não gostando para onde meus pensamentos rebeldes estão se dirigindo.

— Um centavo por seus pensamentos? — Jauregui está de volta, assustando-me. Eu fico roxa. Eu estava apenas pensando em correr meus dedos por seus cabelos e perguntando-me se pareceria suave ao toque. Eu balanço minha cabeça. Ela está carregando uma bandeja, que ela coloca sobre a pequena mesa redonda de carvalho envernizada. Lauren me entrega uma xícara, um pires, um pequeno bule e um pratinho contendo um solitário saquinho de chá impresso “Twinings English Breakfast”, meu favorito. Ela carrega um café que ostenta um maravilhoso padrão de folhas impresso no leite. Como eles fazem isto? Eu me pergunto à toa. Ela também comprou um bolinho de mirtilo para si mesmo. Pondo de lado à bandeja, ela se senta do meu lado oposto e cruza suas longas pernas. Ela parece tão confortável, tão à vontade com seu corpo, eu a invejo. E aqui estou eu, toda desengonçada e descoordenada, incapaz de conseguir ir de A até B sem cair de cara no chão.

— Seus pensamentos? — Ela solicita.

— Este é meu chá favorito. — Minha voz é calma e ofegante. Eu simplesmente não posso acreditar que eu estou sentada em frente à Lauren Jauregui, em uma cafeteria em Portland. Ela franze a testa, sabe que eu estou escondendo algo. Eu coloco o saquinho de chá no bule e quase que imediatamente o pesco novamente com minha colher de chá. Quando eu coloco o saquinho usado de volta no pratinho, ela dobra sua cabeça olhando para mim interrogativamente.

— Eu gosto de meu chá preto e fraco. — Eu murmuro como uma explicação.

— Entendo. Ele é seu namorado?

Uou… O quê?                                                                                                    



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