História CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 9


Escrita por:

Visualizações 923
Palavras 1.878
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Eu quero sentir sua boca na minha


Fanfic / Fanfiction CINQUENTA TONS DE CINZA (Adaptação - Camren) - Capítulo 9 - Eu quero sentir sua boca na minha

— Entendo. Ele é seu namorado?

Uou… O quê?

— Quem?

— O fotógrafo. Shawn Mendes.

Eu rio nervosa, mas curiosa. O que deu a ela aquela impressão?

— Não. Shawn é um bom amigo, apenas isso. Por que você pensou que ele fosse meu namorado?

— O modo como você sorriu para ele e ele para você. — Seu olhar verde mantém o meu. Ela é tão enervante. Eu quero desviar o olhar, mas eu estou presa, encantada.

— Ele é mais como da família. — Eu sussurro. Ela acena ligeiramente com a cabeça, aparentemente satisfeita com a minha resposta e eu olho para baixo para seu bolinho de mirtilo. Seus longos dedos habilmente descascam o papel e eu assisto fascinada.

— Você quer um? — Ela pergunta, e aquele secreto sorriso divertido está de volta.

— Não, obrigada. — Eu franzo a testa e olho para baixo, para minhas mãos novamente.

— E o garoto que eu conheci ontem na loja? Ele não é seu namorado?

— Não. Liam é apenas um amigo. Eu disse a você ontem. — Oh, isto está ficando ridículo. — Por que você pergunta?

— Você parece ficar nervosa ao redor deles.

Puta merda, isto é pessoal. Eu fico nervosa apenas ao seu redor, Jauregui.

— Eu acho você intimidante. — Eu fico escarlate, mas mentalmente eu dou tapinhas em minhas costas pela minha franqueza e olho para minhas mãos novamente. Eu ouço seu profundo suspiro.

— Você deve me achar intimidante. — Ela acena concordando. — Você é muito honesta. Por favor, não olhe para baixo. Eu gosto de ver seu rosto.

Oh. Eu olho para ela, que me dá um sorriso encorajador, mas irônico.

— Isto me dá algum tipo de pista do que você pode estar pensando. — Ela inspira. — Você é um mistério, Senhorita Cabello.

Misteriosa? Eu?

— Não existe nada misterioso em mim.

— Eu penso que você é muito auto-suficiente. — Ela murmura. Eu sou? Uau… como vou administrar isto? Isto é desconcertante. Eu auto-suficiente? De jeito nenhum. — Exceto quando você ruboriza, claro, o que acontece frequentemente. Eu só gostaria de saber porquê você estava corada. — Ela joga um pequeno pedaço do bolinho em sua boca e começa a mastigá-lo lentamente, sem tirar seus olhos de mim. Como se fosse uma sugestão e eu ruborizo. Merda!

— Você sempre faz este tipo de observações pessoais?

— Eu não percebi que fosse. Eu ofendi você? — Ela parece surpresa.

— Não. — Eu respondo honestamente.

— Bom.

— Mas você é muito arrogante — Eu retalio calmamente. Ela levanta as sobrancelhas e se não me engano, ela ruboriza ligeiramente também.

— Eu estou acostumada a fazer as coisas do meu jeito, Camila. — Ela murmura. — Todas as coisas.

— Eu não duvido disso. Por que você não me pediu para chamá-la pelo seu primeiro nome? — Eu fico surpresa por minha audácia. Por que esta conversa se tornou tão séria? Isto não está indo do modo como eu pensei que fosse. Eu não posso acreditar que eu estou me sentindo tão antagônica com ela. É como se ela estivesse tentando me advertir.

— As únicas pessoas que usam meu nome de batismo são a minha família e alguns amigos íntimos. Este é o modo que eu gosto.

Oh. Ela ainda não disse, “Chame-me Lauren”. Ela é um maníaca por controle, não existe nenhuma outra explicação e parte de mim está pensando que, talvez, teria sido melhor se Dinah tivesse a entrevistado. Duas maníacas por controle juntas. Mas claro que ela é quase loira, loira morango, como todas as mulheres em seu escritório. E ela é bonita, meu subconsciente me lembra. Eu não gosto da ideia de Lauren e Dinah juntas. Eu tomo um gole de meu chá e Jauregui come outro pequeno pedaço de seu bolinho.

— Você é filha única? — Ela pergunta.

Uou… ela continua a mudar de direção.

— Sim.

— Fale-me sobre seus pais.

Por que ela quer saber disso? É tão enfadonho.

— Minha mãe vive na Geórgia com seu novo marido Ian. Meu padrasto vive em Montesano.

— Seu pai?

— Meu pai morreu quando eu era um bebê.

— Eu sinto muito. — Ela murmura e um incomodado olhar fugaz atravessa seu rosto.

— Eu não me lembro dele.

— E sua mãe se casou de novo?

Eu bufo.

— Você pode dizer isso.

Ela franze a testa para mim.

— Você não está indo muito longe, não é? — Ela diz secamente, coçando seu queixo, como se estivesse pensamento profundamente.

— Nem você.

— Você já me entrevistou uma vez e eu me lembro de algumas questões bastante comprometedoras. — Ela sorri afetuosamente para mim. Puta merda. Ela está lembrando da pergunta sobre ela ser lésbica. Mais uma vez, eu fico mortificada. Daqui a anos, eu sei, vou precisar de terapia intensiva para não sentir vergonha toda vez que eu recordar este momento. Eu começo a murmurar sobre minha mãe, qualquer coisa para bloquear esta memória.

— Minha mãe é maravilhosa. Ela é uma romântica incurável. Ela atualmente está casada com seu quarto marido.

Lauren levanta as sobrancelhas em surpresa.

— Eu sinto falta dela. — Eu continuo. — Ela tem Ian agora. Eu só espero que ele possa vigiá-la e juntar os pedaços, quando seus esquemas desmiolados não saírem como planejado. — Eu ternamente sorrio. Eu não vejo minha mãe por um longo tempo. Lauren observa-me atentamente, tomando goles ocasionais de seu café. Eu realmente não devia olhar para sua boca. É inquietante. Aqueles lábios.

— Você se entende com seu padrasto?

— Claro. Eu cresci com ele. Ele é o único pai que eu conheci.

— E como ele é?

— Alejandro? Ele é… reservado.

— Só isso? — Ela pergunta surpresa. Eu encolho os ombros. O que esta mulher espera? A história da minha vida? — Reservado como sua enteada. — Lauren sugere de imediato. Eu me abstenho afastando meu olhar dela.

— Ele gosta de futebol, especialmente futebol europeu, de boliche, de pesca com mosca e  de fazer móveis. Ele é um carpinteiro. Ex- fuzileiro. — Eu suspiro.

— Você viveu com ele?

— Sim. Minha mãe encontrou o terceiro marido quando eu tinha quinze anos. Eu fiquei com Alejandro.

Ela franze a testa como se não entendesse.

— Você não quis viver com sua mãe? — Ela pergunta. Eu ruborizo. Isso não é realmente de sua conta.

— Terceiro marido vivia no Texas. Minha casa estava em Montesano. E você sabe... minha mãe era recém-casada. — Eu paro. Minha mãe nunca falou sobre o seu terceiro marido. Onde a Jauregui está querendo ir com isso? Não é de sua conta. Dois podem jogar este jogo.

— Fale-me sobre seus pais. — Eu pergunto.

Ela encolhe os ombros.

— Meu pai é um advogado, minha mãe é pediatra. Eles vivem em Seattle.

Oh… ela teve uma educação cara. E eu me pergunto sobre um casal bem sucedido que adota três crianças e uma delas se transforma em uma bela mulher que assume o mundo dos negócios e o conquista sozinha. O que a levou a ser deste modo? Seus pais devem estar orgulhosos.           

— O que seus irmãos fazem?

— Chris está na construção e minha irmã mais nova está em Paris, estudando arte culinária com algum renomado chefe de cozinha francês. — Seus olhos nublam com irritação. Ela não quer falar sobre sua família ou ela mesma.

— Eu ouvi dizer que Paris é adorável. — Eu murmuro. Por que ela não quer conversar sobre sua família? É porque ela é adotada?

— É bonita. Você já esteve lá? — Ela pergunta, sua irritação esquecida.

— Eu nunca deixei o continente dos EUA. — Então, agora nós voltamos para banalidades. O que ela está escondendo?

— Você gostaria de ir?

— Para Paris? — Eu bufo. Isto me desequilibra, quem não gostaria de ir para Paris? — É claro. — Eu concedo. — Mas é a Inglaterra que eu realmente gostaria de visitar.

Ela dobra sua cabeça para um lado, correndo seu dedo indicador por seu lábio inferior… oh meu.

— Por quê?

Eu pisco rapidamente. Concentre-se, Cabello.

— É a casa de Shakespeare, Austen, as irmãs de Brontë, Thomas Hardy. Eu gostaria de ver os lugares que inspiraram estas pessoas a escrever livros tão maravilhosos.

Toda esta conversa de grandes nomes literários, faz-me lembrar de que eu devia estar estudando. Eu olho para meu relógio.

— É melhor eu ir. Eu tenho que estudar.

— Para seus exames?

— Sim. Eles começam na terça-feira.

— Onde está o carro da senhorita Hansen?

— No estacionamento do hotel.

— Eu vou levá-la de volta.

— Obrigado pelo chá, Sra. Jauregui.

Ela sorri com seu estranho sorriso “eu tenho um grande segredo”.

— Você é bem-vinda, Camila. O prazer é todo meu. Venha. — Ela comanda e segura minha mão com a sua. Eu seguro-a, confusa, e a sigo para fora da cafeteria. Nós andamos de volta para o hotel e eu gostaria de dizer que estamos em um silêncio sociável. Ela pelo menos parece em sua habitual tranquilidade, introspectiva. Quanto a mim, estou desesperadamente tentando avaliar como foi nosso café da manhã. Eu sinto como se eu tivesse sido entrevistada para uma posição, mas não estou certa para quê.

— Você sempre usa calça jeans? — Ela pergunta inesperadamente.

— Geralmente.        

Ela movimenta a cabeça. Nós voltamos ao cruzamento, do outro lado da estrada do hotel. Minha mente está se recuperando. Que pergunta estranha… E estou ciente que nosso tempo juntas é limitado. É isto. Isto é tudo e eu estraguei completamente, eu sei. Talvez ela tenha alguém.

— Você tem uma namorada? — Eu deixo escapar. Puta merda, eu acabei de dizer isso em voz alta? Seus lábios dão um meio sorriso e ela olha para mim.

— Não, Camila. Eu não sou do tipo que namora. — Ela suavemente diz.

Oh… o que isso quer dizer? E por um momento, eu acho que ela vai seguir com alguma explicação, alguma pista para esta declaração enigmática, mas ela não o faz. Eu tenho que ir. Eu tenho que tentar organizar meus pensamentos. Eu tenho que ficar longe dela. Eu caminho adiante e tropeço, tropeço de cabeça na calçada.

— Merda, Camz! — Lauren grita. Espera aí, Camz? O que isso significa? Lauren Jauregui me deu um apelido?

Ela puxa a minha mão com tanta força, que eu caio para trás contra ela, enquanto um ciclista que passa a toda velocidade, quase me acertando e indo pelo caminho errado nesta rua de mão única. Tudo acontece tão rápido, que em um minuto estou caindo, no próximo eu estou em seus braços e ela está me segurando firmemente contra seu tórax. Eu inalo seu cheiro limpo, cheiro vital. Ela cheira à roupa limpa e fresca e a algum sabonete caro. Oh meu Deus, é inebriante. Eu inalo profundamente.

— Você está bem? — Ela sussurra. Ela está com um braço ao meu redor, apertando-me junto a ela, enquanto os dedos de sua outra mão, suavemente rastreiam meu rosto sondando, examinando-me. Seu polegar escova meu lábio inferior e eu ouço sua respiração ofegante. Ela está olhando fixamente em meus olhos e eu seguro seu ansioso olhar, queimando por um momento ou talvez para sempre… mas eventualmente, minha atenção é atraída para sua bonita boca. Oh meu Deus. E pela primeira vez em meus vinte e um anos, eu quero ser beijada. Eu quero sentir sua boca na minha.          



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...