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História Cinquenta Tons de Cinza (Jeon Jungkook) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura 📖❤️

Xoxo Maie ❤️

Capítulo 2 - Capítulo 2


_ Srta. Frank. _ Ele estende uma mão de dedos longos quando já estou de pé. _ Sou Jeon JungKook. A senhorita está bem? Gostaria de se sentar? 
    Muito jovem. E atraente, muito atraente. É alto -se bem que eu não sou uma das mulheres mais alta do mundo, tenho 1,65 e sou feliz tá bem?-, está vestindo um belo terno cinza, camisa branca e gravata preta, tem o cabelo preto caído  levemente em sua testa e os olhos negros vivos que me olham com astúcia. Custo um pouco a conseguir falar. 
_ Hum. Na verdade... _ murmuro. 
   Se esse cara tiver mais de trinta anos, eu sou um mico de circo. Aturdida, coloco minha mão na dele e nós cumprimentamos. Quando nossos dedos se tocam, sinto um arrepio excitante me percorrer. Retiro a minha mão rapidamente, envergonhada. Deve ser eletricidade estática. Pisco depressa, no ritmo da minha pulsação. 
_ A Srta. Frank está indisposta, e me mandou no lugar dela. Espero que não se importe, Sr. Jeon. 
_ E seu nome é? 
    A voz dele é quente, possivelmente está achando divertido, mas é difícil dizer por sua expressão impassível. Ele parece um pouco interessado, mas acima de tudo educado. 
_ Carrie Kavisck. Estudo Literatura Inglesa com Anne, hum, Franck... hum... a Srta. Franck, na WSU em Vancouver. 
_ Entendi _ diz ele simplicidade. 
    Acho que vejo a sombra de um sorriso em sua expressão, mas não tenho certeza. 
_ Quer se sentar? 
   Ele me indica um sofá em L de couro branco. 
  A sala é grande demais para uma pessoa só. Na frente dos janelões que vão do piso até o teto, há uma enorme mesa moderna de madeira escura, ao redor da qual seis pessoas poderiam comer confortavelmente. Ela combina com a mesinha de apoio do lado do sofá. Todo o resto é branco - teto, chão e paredes -, a não ser a parede ao lado da porta, onde há um mosaico formado por pequenas pinturas, trinta e seis quadrinhos compondo um quadro. São excepcionais: uma série de objetos corriqueiros pintados com detalhes tão precisos que parecem fotografias. Dispostos juntos, são de tirar o fôlego. 
_ Um artista local. Trouton _ diz Jeon ao cruzar com o meu olhar. 
_ São lindos. Tornam extraordinário um objetivo comum _ murmurou, distraída com ele e com os quadros. Ele inclina a cabeça e me olha com atenção. 
_ Concordo plenamente, Srta. Kavisck _ retruca em voz baixa e, por alguma razão inexplicável, me flagro corando. 
   À parte os quadros, o restante da sala é frio, limpo e asséptico. Pergunto-me se reflete a personalidade de Andônis que afunda graciosamente numa das poltronas brancas de couro à minha frente. Balanço a cabeça, perturbada com rumo dos meus pensamentos, e retiro as perguntas de Anne da mochila. Em seguida, configuro o gravador digital canhestramente, deixando-o cair duas vezes na mesa de centro diante de mim. O Sr. Jeon não diz nada, aguardando com paciência - espero - enquanto fico cada vez mais sem jeito e nervosa. Quando arranjo coragem para olhar para ele, ele está me observando, uma das mãos relaxadas no colo e a outra segurando o queixo, passando o esguio dedo médio nos lábios. Acho que está tentando conter um sorriso. 
_ Desculpe _ gaguejo _ Não estou acostumada com isso. 
_ Não tenho pressa, Srta. Kavisck _ diz ele. 
_ Depois de todo esse esforço para configurar o gravador, é agora que me pergunta? 
   Enrubesço. Ele está me provocando? Acho que sim. Pisco para ele, sem saber bem o que dizer, e acho que ele está ficando com pena de mim, porque cede. 
_ Não, não me importo. 
_ Anne, quer dizer Srta. Frank, explicou-lhe para o que era a entrevista ? 
_ Sim. Para sair na edição de formatura do jornal da faculdade, já que eu vou entregar os diplomas na cerimônia de graduação desse ano. 
    Ah! Isso é novidade para mim, e fico temporariamente preocupada com a ideia de que uma pessoa não muito mais velha que eu - ok, talvez mais ou menos uns três anos mais velha, e ok, muitíssimo bem-sucedida, mas mesmo assim - vai entregar meu diploma. Franzo a testa, direcionando a minha atenção rebelde para a tarefa em questão.  
_ Ótimo. _ Engulo em seco. _ Tenho algumas perguntas, Sr. Jeon. _ Coloco uma mecha de cabelo desgarrada atrás da orelha. 
_ Achei que poderia ter - diz ele, inexpressivo. 
    Está debochando de mim. Minhas bochechas ficam vermelhas e eu me empertigo na cadeira, esticando as costas para perecer mais alta e mais intimidadora. Aperto o botão do gravador, tento parecer profissional. 
_ O senhor é muito jovem para ter construído um império deste porte. A que deve seu sucesso? 
   Olho para ele. Seu sorriso é enternecedor, mas ele parece vagamente desapontado. 
_ Os negócios têm a ver com pessoas, Srta. Kavisck, e eu sou muito bom em avaliar pessoas. Sei como elas funcionam, o que as faz florescer, o que não faz, o que as inspira e como incentivá-las. Emprego uma equipe excepcional, e recompenso-a bem. _ Ele faz uma pausa e me fita com aqueles olhos negros. _ Acredito que, para alcançar o sucesso em qualquer projeto, é preciso dominá-lo, entendê-lo por completo, conhecer cada detalhe. Trabalho muito para isso. Tomo decisões com base na lógica e nos fatos. Tenho um instinto natural capaz de detectar e promover uma boa ideia, e boas pessoas. No fim, o fato prepotente sempre se resume a pessoas competentes. 
_ Quem sabe o senhor simplesmente tenha sorte. 
    Isso não está na lista de Anne, mas ele é muito arrogante. Uma expressão de surpresa brilha rapidamente em seus olhos. 


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