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História Cinquenta tons de cinza (Jikook - Mpreg) - Capítulo 23


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Capítulo 23 - Capítulo Vinte e Três.


Fanfic / Fanfiction Cinquenta tons de cinza (Jikook - Mpreg) - Capítulo 23 - Capítulo Vinte e Três.

Seguindo os conselhos incansáveis e francamente impertinentes de Tae, depilei minhas pernas, virilha, axilas e sobrancelhas, assim fiquei com a pele  toda irritada. Era uma experiência muito desagradável, mas Tae me  assegurou que era o que os homens esperavam nestas circunstâncias. Que  mais esperará Jungkook? Tenho que convencer Tae de que quero fazê-lo.  

Por alguma estranha razão, ela não confiava nele, possivelmente porque fosse tão tenso e formal. Avisei-o que não saberia dizer como, mas prometi  que lhe enviaria uma mensagem assim que chegasse a Seul. Não falei  nada sobre o helicóptero para que não enlouquecesse.  

Também havia a questão sobre Jackson Havia três mensagens e sete chamadas perdidas suas no meu celular. Também ligou para casa, duas  vezes. Tae tem sido muito vago a respeito de onde eu estou. Ele vai saber  que Taehyung me encobre. Tae sempre era muito franco. Mas decidi deixá-lo sofrer  um pouco. Ainda estou zangada com ele.  

Jungkook comentou algo sobre uns papéis, e não sei se estava de brincadeira ou se ia ter que assinar algo. Desesperei-me por ter que andar  conjecturando todo o tempo. E para o cúmulo das desgraças, estou muito  nervoso. Hoje é o grande dia. Estou preparado por fim? Meu subconsciente interior  me observava golpeando impaciente o chão com um pé. Faz anos que está  preparado, para algo com alguém como Jeon Jungkook embora ainda não entenda o que vê em mim... O pacata Park Jimin... Não  fazia sentido.  

Era pontual, é obvio, e quando saí do Knight's já me esperava, apoiado na parte de trás do carro. Abriu a porta para mim e sorriu  cordialmente.  

— Boa tarde, Park. — Disse-me.

— Sr. Jeon.

Inclinei a cabeça educadamente e entrei no assento traseiro do carro.

Namjoon estava sentado ao volante.

— Olá, Namjoon, — Disse-lhe.

— Boa tarde, Sr. Park. — Respondeu-me em tom educado e profissional.  

Jungkook entrou pela outra porta e brandamente me apertou a mão. Um calafrio percorreu todo meu corpo.  

— Como foi o trabalho? — Perguntou-me.

— Interminável. — Respondi-lhe com voz rouca, muito baixa e cheia de desejo.  

— Sim, o meu também, pareceu muito longo.

—O que tem feito? — Consegui perguntar.

— Andei com Yoongi.

Seu polegar acariciava meus dedos por trás. Meu coração deixou de bater e minha respiração se acelerou. Como é possível que me afete tanto?

Apenas tocou uma pequena parte de meu corpo, e meus hormônios dispararam.  O heliporto estava perto, assim, antes que me desse conta, já  havíamos chegado. Perguntei-me onde estaria o lendário helicóptero.  Estamos em uma zona da cidade repleta de edifícios, e até eu sei que os  helicópteros necessitam espaço para decolar e aterrissar. Namjoon estacionou,  saiu e abriu minha porta. Em um momento, Jungkook estava ao meu lado e  pegou minha mão novamente.  

— Preparado? — Perguntou-me.

Assenti. Queria lhe dizer: "Para tudo", mas estava muito nervosa para articular qualquer palavra.  

— Namjoon.

Fiz um gesto para o chofer, entramos no edifício e nos dirigimos para os elevadores. Um elevador! A lembrança do beijo daquela manhã voltou a  me obcecar.  

Não pensei em nada mais por todo o dia. Mesmo no Knight's não podia tirar tudo da cabeça. O Sr. Knight precisou gritar comigo duas vezes  para que voltasse para a Terra. Dizer que estive distraída era pouco.  

Jungkook me olhou com um ligeiro sorriso nos lábios. Ah! Ele também estava pensando no mesmo.  

— São apenas três andares. — disse-me com olhos divertidos.

Tenho certeza que tem telepatia. É horripilante.

Pretendi manter o rosto impassível quando entramos no elevador. As portas se fecharam e aí está a estranha atração elétrica, crepitando entre  nós, apoderando-se de mim. Fechei os olhos em uma vã intenção de dissipá- la. Ele apertou minha mão com força, e cinco segundos depois as portas se  abriram no terraço do edifício. E lá estava, um helicóptero branco com as  palavras JEON ENTERPRISES HOLDINGS, Inc. em cor azul e o logotipo da  empresa de outro lado. Certamente que isto é esbanjar os recursos da  empresa.  

Ele me levou a um pequeno escritório onde um velho estava sentado atrás da mesa.  

— Aqui está seu plano de vôo, Sr. Jeon. Revisamos tudo. Está preparado, lhe esperando, senhor. Pode decolar quando quiser.  

— Obrigado, Joe. — Respondeu-lhe Jungkook com um sorriso quente.

Ora, alguém que merecia que Jungkook o tratasse com educação. Possivelmente não trabalhava para ele. Observei o ancião assombrada.  

— Vamos. — Disse-me Jungkook.

E nos dirigimos ao helicóptero. De perto era muito maior do que pensava. Supunha que seria um modelo pequeno, para duas pessoas, mas  contava com, no mínimo, sete assentos. Jungkookabriu a porta e me indicou um assento na frente.

— Sente-se. E não toque em nada. — Ordenou-me e subiu por trás de mim.  

Fechou a porta. Alegrei-me que toda a zona ao redor estivesse iluminada, porque do contrário, nada se veria na cabine. Acomodei-me no  assento que me indicou e ele se inclinou para mim para me atar o cinto de  segurança. É um cinto de quatro pontos com todas as tiras se conectando a  um fecho central. Apertou tanto as duas tiras superiores, que eu não podia  me mover.  

Ele estava tão próximo a mim, muito concentrado no que fazia. Se pudesse me inclinar um pouco para frente, afundaria o nariz em seu cabelo.  Cheirava a limpo, fresco, divino, mas eu estava firmemente atada ao assento e não podia me mover. Levantou o olhar para mim e sorriu, como se lhe  divertisse essa brincadeira que apenas ele entendesse. Seus olhos brilharam.  

Estava tentadoramente perto. Contive a respiração enquanto me aperta uma das tiras superiores.  

— Está seguro. Não pode escapar. — Sussurrou-me. — Respira, Jimin. — Acrescentou em tom doce.  

 Aproximou-se, acariciou meu rosto, correndo os dedos longos até meu queixo, que pegou entre o polegar e o indicador. Inclinou-se para frente  e me deu um rápido e casto beijo. Fiquei impactado, me revolvendo por  dentro ante o excitante e inesperado contato de seus lábios.  

— Eu gosto deste cinto. — Sussurrou-me.

O que?

Acomodou-se ao meu lado, atou-se ao seu assento e em seguida começou um processo de verificar medidores, virar interruptores e apertar  botões do enorme gama de marcadores, luzes e botões na minha frente.  Pequenas esferas piscaram luzinhas, e todo o painel de comando estava  iluminado.  

— Ponha os fones de ouvido — Disse-me apontando uns fones na minha frente.  

Coloquei-os e o motor começou a girar. Era ensurdecedor. Ele também colocou os fones e seguiu movendo as alavancas.  

— Estou fazendo todas as comprovações prévias ao vôo.

Ouvi a imaterial voz de Jungkook pelos fones. Virou-se para mim e sorriu.  

— Sabe o que faz? — Perguntei-lhe.

Voltou-se para mim e sorriu.

— Fui piloto por quatro anos, Jimin. Está a salvo comigo. — Disse sorrindo-me de orelha a orelha. — Bom, ao menos enquanto estivermos voando. — Acrescentou com uma piscadela.

Piscando... Jungkook!  

— Pronto?

Concordei com os olhos muito abertos. 

— De acordo, torre de controle. Aeroporto de Gwangju, aqui é Charlie Tango Golfe – Golf Echo Hotel, preparado para decolar. Espero confirmação,  câmbio.  

 — Charlie Tango, adiante. Aqui é aeroporto de Gwangju, avance por um-quatro-mil, direção zero-um-zero, câmbio.  

— Entendido, torre, aqui Charlie Tango. Câmbio e desligo. Em marcha. — Acrescentou dirigindo-se a mim.  

O helicóptero se elevou pelos ares lenta e brandamente.

Gwangju desapareceu enquanto adentrávamos ao espaço aéreo, embora meu estômago ficasse ancorado no Oregón. Uau! As luzes se  reduziram até converterem-se em uma ligeira piscada a nossos pés. É como  olhar para o exterior de um aquário. Uma vez no alto, a verdade é que não se  vê nada. Está tudo muito escuro. Nem sequer a lua iluminava um pouco  nosso trajeto. Como poderia ver por onde vamos?  

— Inquietante, não é? — Jungkook disse-me pelos fones.

— Como sabe que vai na direção correta?

— Aqui. — Respondeu-me assinalando com seu comprido dedo um indicador com uma bússola eletrônica. — É um Eurocopter EC135. Um dos  mais seguros. Está equipado para voar a noite. — Olhou-me e sorriu, — Em  meu edifício há um heliporto. Dirigimo-nos para lá.  

Óbvio que em seu edifício havia um heliporto. Senti-me totalmente por fora. As luzes do painel de controle lhe iluminavam ligeiramente o rosto.  Estava muito concentrado e não deixava de controlar os diversos  mostradores situados em frente a ele. Observo seus traços com todos os  detalhes. Tem um perfil muito bonito, o nariz reto e a mandíbula quadrada.  Eu gostaria de passar a língua por sua mandíbula.

— Quando voa de noite, não vê nada. Tem que confiar nos aparelhos.

— Disse interrompendo minha fantasia erótica.

— Quanto durará o vôo? — Consegui dizer, quase sem fôlego.

Não estava pensando em sexo, de jeito nenhum...

— Menos de uma hora... Temos o vento a favor.

Menos de uma hora para Seul... Nada mal. Claro, estávamos voando.  Eu tenho menos de uma hora antes da grande revelação. Sinto todos  os músculos da barriga contraídos. Tenho um grave problema com as  mariposas. Reproduzem-se em meu estômago. O que me terá preparado?  

— Está bem, Jimin?

— Sim.

Respondi-lhe com a máxima brevidade porque os nervos me oprimiam.

Acredito que sorriu, mas é difícil ter certeza na escuridão. Jungkook acionou outro botão.  

— Aeroporto de Gwangju, aqui Charlie Tango, em um-quatro-mil, câmbio.  

Trocava informação com o controle de tráfego aéreo. Soou-me tudo muito profissional. Acredito que estamos passando do espaço aéreo de  Gwangju para o do aeroporto de Seul.  

— Entendido, Seul, preparado, câmbio e desligo.

Apontou um pequeno ponto de luz à distância e disse:

— Olhe. Aquilo ali é Seul.

— Sempre impressiona assim os homens? "Venha dar uma volta em meu helicóptero"? — Perguntei-lhe realmente interessado.  

— Nunca trouxe a um homem ao helicóptero, Jimin Também isto é uma novidade. — Respondeu-me em tom tranquilo, embora sério.  

Ora, não esperava esta resposta. Também uma novidade? Ah, referia- se a dormir com um homem?  

— Está impressionado?

— Sinto-me sobressaltado, Jungkook.

Sorriu.

— Sobressaltado?

Por um instante demonstrou ter sua idade.

Assenti.

— Faz tudo... tão bem.

— Obrigado, Sr. Park — Disse-me educadamente.

Acredito que gostou de meu comentário, mas não estou segura. Durante um momento atravessamos a escura noite em silêncio. O  ponto de luz de Seul ficava cada vez maior.  

— Torre de Seul ao Charlie Tango. Plano de vôo à Escala em ordem. Adiante, por favor. Preparado. Câmbio.  

— Aqui Charlie Tango, entendido, Seul. Preparado, câmbio e desligo.  

— Está claro que você se diverte. — Murmurei.

— O que?

Encarou-me. A tênue luz dos instrumentos parecia zombador.

— Voar. — Respondi-lhe.

— Exige controle e concentração... como não iria me encantar? Embora o que mais gosto é planejar.  

— Planejar?

— Sim. Vôo sem motor, para que me entenda. Planadores e helicópteros. Piloto as duas coisas.  

— Ah!

Passatempos caros. Lembrei-me que me disse isso na entrevista. Eu gosto de ler e de vez em quando vou ao cinema. Nada de mais.


Notas Finais


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