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História Cinquenta tons de cinza ( versão Jk). - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Capítulo 3.4


Não gosto de falar sobre a minha, então não entro em detalhes.

Jk: Meu pai é advogado, minha mãe é pediatra. Eles moram em Seattle.

Nj: O que os seus irmãos fazem?

Ele quer falar sobre isso? Dou a resposta curta de que Yoongi trabalha com gastronomia em Paris e Hoseok está fazendo um curso de culinária.

Ele escuta, absorta.

Nj: Ouvi dizer que Paris é linda.

Diz, com uma expressão de sonhador.

Jk: É linda. Conhece?

Nj: Eu nunca saí dos Estados Unidos.

A cadência em sua voz diminui, com um tom de pesar. Eu poderia levá-lo até lá.

Nj: Gostaria de conhecer?

Primeiro Cabo, agora Paris, Jeon.

Nj: Paris? Claro. Mas eu gostaria de conhecer mesmo na Inglaterra.

Seu rosto se ilumina de empolgação. O Sr. Kim quer viajar. Mas por que Inglaterra?, pergunto.

Nj: É a terra de Shakespeare, de Austen, das irmãs Brontë, de Thomas Hardy. Eu gostaria de ver os lugares que inspiraram essas pessoas a escrever tantos livros maravilhosos.

É óbvio que seu primeiro amor é esse.

Livros.

Ele disse a mesma coisa na Wang's ontem. O que significa que estou competindo com Darey, Rochester e Angel Clare: heróis românticos impossíveis. Aqui está a prova de que eu precisava. Ele é um romântico incurável, como a mãe. Isso não vai dar certo. Para piorar as coisas, ele dá uma olhada no relógio. Já chega para ele. 

Coloquei tudo a perder.

Nj: Preciso ir. Tenho que estudar.

Ofereço-me para acompanhá-lo até o carro do amigo, o que significa que tenho a caminhada de volta para o hotel pra vender meu peixe.

Mas será que eu deveria?

Nj: Obrigado pelo chá, Sr. Jeon.

Jk: De nada, Namjoon. Foi um prazer.

Quando falo isso, percebo que os últimos vinte minutos foram... agradáveis. Esboçando meu sorriso mais deslumbrante, que com certeza  é capaz de desarmar, ofereço-lhe a mão. 

Jk: Venha.

Ele aceita minha mão, e enquanto caminhamos de volta até o Heathman, não consigo disfarçar quão agradável é o toque de sua mão na minha.

Talvez isso possa dar certo.

Jk: Você sempre usa jeans?

Nj: Quase sempre.

E são dois pontos contra ele: romântico incurável e só usar calça jeans... Gosto de homens com roupas femininas. Gosto deles acessíveis.

Nj: Você tem namorado?

Jk: Não, Namjoon. Eu não quero saber de namorado.

Franzindo o cenho, ele se vira bruscamente e tropeça na rua.

Jk: Que merda, Nam!

 Grito, puxando-o para mim a fim de impedir que ele caia na frente do ciclista idiota que está subindo apressado a rua na contramão.

De repente, ele está nos meus braços, agarrando meus bíceps, olhando para mim. Seus olhos estão assustados, e pela primeira vez vejo um círculo de tom mais escuros de azul ao redor de suas íris. Seus olhos são lindos, ainda mais lindos assim de perto. Suas pupilas se dilatam e sei que eu poderia me jogar naquele olhar e nunca mais voltar. Ele respira fundo.

Jk: Você está bem?

 Minha voz sai estranha e distante, e me dou conta de que ele está tocando, mas não me importo.

Meus dedos acariciam seu rosto. Sua pele é macia e lisa, e quando passo o polegar por seu lábio inferior, fico sem ar. Seu corpo está colado ao meu, e sentir seu membro e seu calor através da calça é excitante. Ele tem um cheiro fresco, limpo, que lembra o pomar de macieiras do meu avô. Fechado os olhos, inspiro, memorizando o perfume dele. Quando os abro, ele ainda está olhando para mim, me suplicando, me implorando, o olhar fixo na minha boca. 

Merda. Ele quer que eu o beije.

E quero beijá-lo. Só uma vez. Seus lábios estão entreabertos, prontos, aguardando. Sua boca parece acolhedor sob meu polegar.

Não. Não. Não. Não faça isso, Jeon.

Ele não é garoto para você.

Quer flores e bombons, e você não oferece essas merdas.

Fecho os olhos para tentar esquecê-la e resistir à tentação. Quando volto a abri-los, minha decisão está tomada.

Jk: Namjoon, você deve ficar longe de mim. Eu não sou homem para você.

O pequeno  se forma entre suas sombrancelhas, e acho que ele parou de respirar.

Jk: Respire, Namjoon, respire. Vou levantá-lo e soltá-lo.

Dou um passo para trás e ele me larga. No entanto, estranhamente, não sinto nenhum alívio. Deslizo as mãos até seus ombros para garantir que ele consiga se levantar. Sua expressão se entristece com a humilhação. Ele está mortificado com minha rejeição.

Droga. Não tive intenção de magoá-lo.

Nj: Entendi.

O desapontamento ressoando em seu tom entrecortado. Ele está formal, distante, mas não mexe para se soltar de mim.

Nj: Obrigado.

Jk: Pelo quê?

Nj: Por me salvar.

E quero dizer a ele que estou salvando de mim. Que esse é um gesto nobre, mas não é isso que ele quer ouvir.

Jk: Aquele idiota estava na contramão. Ainda bem que eu estava aqui. Nem quero pensar no que poderia ter acontecido com você.

Dessa vez, eu é que balbuciou e ainda não consigo soltá-lo. Ofereço para me sentar com ele no hotel, sabendo que essa é uma tática para prolongar meu tempo com ele. Só então o solto de fato.

Ele balança a cabeça, as costas totalmente rígidas, e envolve o próprio corpo com os braços num gesto de resguardo. Logo depois, atravessa a rua depressa e tenho que correr para acompanhar seu ritmo.

Quando chegamos ao hotel, ele se vira para me encarar mais uma vez, calmo.

Nj: Obrigado pelo chá e por posar para as fotos.

Ele me olha sem paixão e o pesar arde em meu estômago.

Jk: Namjoon... eu...

Não consigo pensar no que fizer, a não ser que sinto muito.

Nj: O quê, Jungkook?

Opa, ele está bravo comigo, despejando todo o desprezo que pode em cada sílaba do meu nome. Isso é novidade. Ele está indo embora. E não quero que ele vá.

Jk: Boa sorte nas provas.

Seus olhos brilham com mágoa e indignação.

Nj: obrigado. Até logo, Sr. Jeon.






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