História Cinquenta Tons de Esdeath - Capítulo 42


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Categorias Akame ga Kill!
Personagens Esdeath
Tags Akame, Esdeath, Tatsumi
Visualizações 150
Palavras 2.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Harem, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


No geral, não tenho muito a acrescentar alem de que esse pode ser o ultimo capitulo da semana, porque uma maldita viagem de DEZ HORAS me aguarda e eu provavelmente chegarei lá morta, sempre passo mal em viagens, é uma coisa que eu odeio em mim mesma

Capítulo 42 - Leone


Fanfic / Fanfiction Cinquenta Tons de Esdeath - Capítulo 42 - Leone

-Então você é mesmo uma princesa- disse Leone, enquanto Astra enchia uma taça de vinho- Quem diria que nos encontraríamos tão fácil.

-Na verdade- disse Astra- Eu sabia onde você estava, e quando você viria.

-Sabia? E como?

-Eu posso prever alguns acontecimentos futuros- Astra disse aquilo de uma forma tão abrupta que Leone demorou alguns instantes para entender- E vi que você estaria na Taverna. Uma mulher alta, bonita e de cabelos cor de ouro.

Leone sorriu com o elogio.

-Me acha bonita?- Astra limitou-se a sorrir- E como não viu que seria atacada em um beco?

-Eu não posso ver todas as coisas, assim como não posso ver o paradeiro de Dorothea, e não consegui prever que seria atacada, se bem que eu mataria aqueles homens se você não tivesse aparecido. Sempre busco uma solução pacífica para as situações.

-Tem fé demais na humanidade- replicou Leone, sorvendo um gole de vinho- A maioria das pessoas não merece nossa fé. Você possui uma Tengu?

-Tengu?- Astra sorriu- Isso são armas imperiais, não são?

-Naturalmente.

-Não, eu não possuo uma coisa dessas, o que eu possuo é algo diferente. A linhagem de seu imperador criou as armas imperiais para conquistar a paz em seu reino, o senhor das terras do Leste criou seres, ‘’armas vivas’’ através da bioengenharia. Ele criou homens a partir da união genética entre humanos e bestas, e criou guerreiros que não eram nem humanos, nem animais, e que eram atormentados por essa dualidade, e essa é a história da minha família. Com o passar dos anos, o sangue de minha família foi sendo passado adiante e se unindo ao sangue de outros humanos, e isso gerou guerreiros mais poderosos, mas que ficavam insanos com o passar do tempo, como animais, e outros que não eram tão fortes, mas que conseguiam manter sua sanidade, e você pode dizer que a experiência foi uma falha, porque nos dias de hoje restam apenas cinco de nossa família, e são fracos em comparação com os antepassados. Mas ainda sim, eu não sou humana... Não totalmente, eu tenho o dom da visão, ou a maldição, se quiser chamar assim, porque tenho fortes dores de cabeça constantemente. Dores fortes mesmo.

-Sinto muito por isso- Leone arrotou, e naquele momento imaginou se deveria cortar os litros de álcool que ingeria todos os dias- Perdoe-me, princesa.

-Me chame de Astra- disse ela- E sinceramente, nunca vi alguém que bebesse tanto quanto você. Também não previ que você beberia toda a adega.

-Eu bebi tudo?- Leone sorriu- Nem percebi, o vinho de Albion é tão bom...

-Não se preocupe com isso, existe mais de onde esse veio- passou os dedos pelos longos cabelos escuros- Muito mais.

Leone pousou a taça ao lado dela.

-Posso dizer o motivo de eu estar aqui? Ou você já previu isso também?

-Você veio até aqui por mim. Najenda tem agora o povo do norte e do oeste ao lado dela, e precisa da minha ajuda para aumentar o exército, e por isso a enviou.

-Na mosca- disse Leone- Você tem mesmo o poder da previsão.

-Não precisei prever, é algo meio óbvio. Mas, podemos falar disso outra hora?- Astra fez uma careta- Não estou em condições de falar sobre guerra agora, não quando o país de meu pai está uma bagunça.

-Sem problemas, temos tempo- aconchegou-se na cama- Temos todo o tempo do mundo. Uma família que foi modificada geneticamente que gerou crianças com dores enlouquecedoras. Mesmo em meio a uma guerra, isso me parece crueldade.

-Não posso dizer por meus antepassados, mas... Se eu pudesse nascer uma pessoa comum e me livrar das dores eu faria, mas bem, isso são divagações. No final das contas, ninguém escolhe a ocasião de seu nascimento, não é?

-Ninguém escolhe coisa alguma- disse Leone- A vida é um grande acaso, seguido de pequenas coincidências.

Astra riu.

-Pode ter razão afinal, podemos dizer que nosso encontro é uma grande coincidência?

-Uma boa coincidência- Leone riu.

-Sim. Agora estou disposta a recompensa-la pela ajuda, se desejar.

-Re... Recompensa?- Leone fingiu sorrir quando Astra se inclinou em sua direção, e inconscientemente livrou-se de todo o álcool de seu corpo, estava sobrea naquele momento, e o toque de Astra era diferente do toque de qualquer outra pessoa, a pele parecia arder ao toque, ainda que estivesse consideravelmente frio do lado de fora, e quando Astra a beijou, Leonel sentiu todo o seu corpo estremecer, como se uma onda de eletricidade estivesse passando entre as duas, o beijo de Astra tinha o aroma de flores, e era refrescante como as aguas geladas dos rios do norte, enquanto o de Leone, tinha gosto de vinho e cerveja. Leone entregou-se a aquela caricia, e a abraçou com ainda mais força. Astra se afastou lentamente, e seus olhos brilhavam em cores que eram impossíveis de se guardar na memória- Você é um sonho?- perguntou Leone, com um sorriso no rosto.

-Eu não sou um sonho- respondeu, com um sorriso no rosto enquanto lentamente abria os botões da roupa de Leone e a desnudava, inclinou-se e colocou um dos seios fartos da loira na boca, e o toque da princesa era diferente de tudo o que Leone já havia experimentado- Eu sou Astra Huron, princesa de Albion, e você é minha agora.

Leone riu, então tomou o rosto de Astra com as mãos e se virou, arremessando-a para baixo de seu corpo e a segurando pelos pulsos com vigor, Astra sorriu. Os olhos de Leone brilhavam como os de um felino naquele quarto escuro, e com apenas um movimento, a loira rasgou a camisa de Astra, expondo seu corpo.

A pele morena estava quase totalmente coberta de tatuagens, mas ao observa-las melhor, Leone percebeu que eram mais do que isso: A pele era coberta de manchas escuras, como escamas de uma serpente, e dentro de cada escama havia um caractere de uma língua antiga a qual Leone não conhecia. Não pareciam ser tatuagens, mas sim, marcas de nascença.

-Encontrou o que procurava?- perguntou Astra, ao perceber que Leone havia se distraído olhando para seu corpo. A loira prendia seus pulsos com tanta força que ela teve a impressão que seus ossos se partiriam, mas aquilo não era uma reclamação.

Leone sorria, e só naquele momento percebeu que havia ativado parcialmente o seu cinto, e ela prendia Astra com tanta força na cama que teve a impressão que estava a sufocando.

-Desculpe-me- disse ela, diminuindo a pressão entre as duas.

-Vai descobrir que meu corpo é mais resistente do que você imagina, Leone- a encarou- Gosto dessa sua aparência felina.

Leone se inclinou para beija-la, mas parou no meio do percurso e se ergueu rapidamente, as orelhas de gato em sua cabeça começaram a apontar em todas as direções.

-Algo errado?

-É Dorothea- disse ela- Sinto que ela está perto daqui.

-Não pode ser, dois ataques no mesmo dia, e agora que está perto de amanhecer?

 

Dorothea estava parada, em pé na praça da cidade.

-Vocês duas- ela se virou, e para Leone, ela era mais uma garota do que uma assassina em série- São vocês que veem me perseguindo?

Astra estava vestida com uma roupa simples de couro, e carregava um sabre em seu cinto, Leone não sabia o nível de habilidade com a espada que aquela mulher possuía, mas ao que tudo indicava, ela sabia usar aquela arma como ninguém.

Astra sacou o sabre, apontou-o para Dorothea, a lâmina cor de prata brilhou.

-A manhã promete ser bonita hoje, não acha? Princesa Astra? Seria uma pena macula-la com sangue da realeza.

-Em nome do rei Auron- disse a princesa- Eu a sentencio a morte pelos assassinatos de...

Dorothea a calou com um movimento gestual.

-Vai citar o nome de todos aqueles que eu matei aqui?- sorriu- Podemos pular essa parte? Digamos que vocês estão atrapalhando meus estudos e eu preciso lhes dar um recado- os olhos de Dorothea se ascenderam em um brilho doentio- Quebrando os ossos do corpo de vocês.

-Quanta presunção- disse Leone, preparando-se para atacar- Eu quebrarei cada osso de seu corpo!

Dorothea riu.

-Pois eu digo que você não me fará recuar um passo.

Leone sorriu.

-Deixe-a comigo, princesa. Vou derruba-la em um só golpe.

Astra não parecia tão certa assim da vitória.

-Tome cuidado, Leone.

-Ainda temos contas a acertar, nós duas. Não vou morrer aqui.

Leone avançou, invocou toda a força de sua Tengu e deferiu um soco diretamente no rosto da adversária, aquele golpe era forte o bastante para nocautear um dragão, e se acertasse um humano diretamente com certeza o mataria. Dorothea não se moveu em uma tentativa de se esquivar da investida, simplesmente aparou o golpe com uma de suas mãos. Leone sentiu os ossos de seu punho estralarem, e era como se tivesse atingido uma parede de aço, ouviu-se um estrondo com o impacto, e Dorothea fechou seus dedos sobre o punho de Leone, para então aperta-lo com tanta força que Leone sentiu o punho se quebrar e gritou de dor, então Dorothea a ergueu segurando-a com força pelo braço e a atirou contra o chão. Uma pequena cratera se abriu onde Leone foi arremessada e com o pouco de força que ainda lhe restava, Leone tentou se levantar, mas foi atingida no rosto por um chute tão poderoso que a arremessou a metros para trás.

Dorothea suspirou, olhou para a sua bota. Estava manchada de sangue. Provou.

-Que sabor rústico- disse ela- Gostei.

Astra se colocou entre ambas, empunhou o sabre e estocou, o golpe foi tão rápido que Dorothea não teve tempo de fazer mais nada além de parar a arma com sua própria mão antes dela atingir o seu rosto, era afiada, e um fino fio de sangue escorreu do punho fechado, mas bastou apenas um movimento para que ela arrancasse a arma das mãos da princesa e a dobrasse, atirando-a para o lado.

Astra sentiu o coração congelar quando Dorothea deu um passo em sua direção.

-Não me fizeram recuar um só passo- disse ela- Mantive minha promessa.

-Como... - Leone se colocou em pé outra vez, o rosto imundo de sangue- Você é forte...

-Alquimia- respondeu ela, andando lentamente na direção das duas- Essa é a resposta final. Meu corpo é mais resistente do que os demais, então, por favor- Astra a atacou novamente, mas foi atirada para o lado com apenas um chute, Leone avançou para cima de Dorothea, aproveitando-se da oportunidade que Astra lhe concedeu e atingiu-a com força no rosto, Dorothea cambaleou, mas então revidou com um golpe diretamente no estômago de Leone, Leone o aparou e revidou atingindo-a novamente no rosto, sentiu o nariz da adversária quebrar e explodir em sangue. Dorothea cuspiu um dente - Chega!- rugiu, e então ela sacou um pequeno frasco de vidro e o atirou em direção a Leone, quando o frasco se partiu, Leone foi banhada por um liquido pegajoso, e sentiu todos os músculos de seu corpo se enrijecerem- Paralisia- continuou Dorothea- Admito que você é bem forte. Mas a força física não é meu único triunfo. Por favor, não se enganem pela minha aparência frágil. Vão descobrir dolosamente que a verdade é o oposto, agora- Aproximou-se de Astra, e a prendeu ao chão, Leone tentou se mover, mas seu corpo estava paralisado, e ela mal podia falar- Princesa Astra.

Astra tentou se mover, mas não era possível. Dorothea era muito forte.

-Dorothea...

-Por favor, não me odeie- inclinou-se e lambeu o rosto da princesa- Você é tão linda, o cheiro de seu corpo... Você parece tão... Saborosa. Imagino qual o gosto de seu sangue... Desespero melhora muito o gosto, sabia? Mas... Sinto um gosto diferente em sua pele, o gosto da mulher loira- lhe dirigiu um sorriso sugestivo- Antigamente as princesas tinham mais pudores. Me chamem para a próxima brincadeira de vocês.

-Seu demônio!- disse Astra, quando sentiu as mãos de Dorothea se fecharem em seu seio direito.

-Demônio?- Dorothea fez uma careta- Por que todos me chamam dessa forma? Maniqueísmo é uma coisa tão ultrapassada. Vilões e heróis, santos e pecadores, anjos e demônios... Em vez de blasfemar, poderia me perguntar o motivo de tudo isso, não é isso o que os heróis fazem?

-Por que está fazendo tudo isso?

-Estou terminando uma pesquisa- Astra ficou surpresa ao vê-la responder a pergunta de forma tão natural.

-Você... - a pressão do corpo de Dorothea sobre o de Astra a deixava sem ar- Está matando pessoas!

-Não me importo em pavimentar meu caminho com corpos- aproximou-se do ouvido de Astra, a respiração de Dorothea era quente- A vida eterna que busco está acima de tais trivialidades.

Então Dorothea se levantou, deixando Astra, quase esmagada, deitada no chão, a princesa se ergueu cambaleante, e sacou uma faca.

-Que corajosa- Dorothea sorriu- Isso está no sangue, não está?

-Onde está meu irmão?- rugiu Astra.

‘’Irmão?’’- pensou Leone.

-Comigo- sorriu- Servindo de alimento para mim todas as noites, e também servindo de amante. Diria que ele tem sorte.

-Eu juro que vou mata-la...

-Vai, com certeza vai. Mas não hoje- com um salto, Dorothea ficou ao lado de Leone, e com apenas um movimento, cortou o pescoço da adversária, o sangue jorrou, pouco, porque Leone se esforçava ao máximo para frear o sangramento, mas com a paralisia, era quase impossível se curar utilizando a Tengu.

-Leone!

- Lhe farei escolher, princesa, entre me atacar com um punhal patético e morrer, ou- apanhou um frasco- Salvar a vida de Leone. Veja, sei o poder daquela Tengu, e sei que se você for rápida, poderá salva-la a tempo dela se recuperar do ferimento e vocês podem voltar a fazer o que quer que estivessem fazendo.

Astra rangeu os dentes, mas deixou o punhal cair de seus dedos.

-Dê-me o frasco.

-Não dessa forma- Dorothea sorriu- De joelhos. Não me faça mata-la, Astra, matar a princesa de Albion me daria problemas demais, entretanto, o faria com prazer. O que eu quero lhe dar hoje é um aviso, não uma sentença, se voltar a me procurar, seu irmão vai morrer, e eu virei atrás de você e a capturarei, deixarei você na mesma sala que seu irmão e te deixarei ver o corpo dele apodrecer dia após dia. Então, de joelhos, ou sua amiga ali morrerá.

Astra caiu sobre um joelho, tentou conter as lagrimas, mas não conseguiu.

-Dorothea...

-Senhora Dorothea- repreendeu- E inicie a frase com ‘’Por favor’’.

-Por favor... Senhora Dorothea... Dê-me o antidoto.

-A princesa aos meus pés- Dorothea sorriu- Confesso que isso me excita mais do que deveria. Conheci uma mulher outrora, o nome dela era Esdeath, e ela tinha uma mania estranha de fazer os inimigos lamberem suas botas. Bem, isso antes dela conhecer um desgraçado da Night Raid que a fez ficar mais branda, mas enfim. Lamba minha bota, sua princesa vadia, e eu lhe darei o frasco.

Astra olhou para Leone, os olhos da guerreira estavam arregalados, e sua pele estava mais pálida do que o habitual, ela parecia ter pouco tempo de vida.

-Apresse-se, é uma pena aquele sangue ser desperdiçado dessa forma. Sua dignidade pela vida de sua amiga, não é uma troca justa?

Astra suspirou e lhe fez o que foi ordenado, nunca se sentiu com tanto ódio e tão impotente em toda a sua vida, fechou os olhos e ouviu o riso doentio de Dorothea, e naquele momento percebeu que a odiava mais do que tudo no mundo. Quanto terminou, Dorothea largou o frasco, e ele teria se partido se Astra não o tivesse pegado. Deu um ultimo olhar de ódio à Dorothea e correu em direção a Leone, a fez beber o frasco e a amparou quando ela caiu, quase sem forças, em seus braços; usou um pedaço de pano para estancar o ferimento, e quando olhou para Dorothea, ela não estava mais lá.

Odiou a si mesma pela fraqueza, e naquele momento sentiu a cabeça doer, era como se seu cérebro estivesse sendo esmagado por duas barras de ferro.

-Maldição- Astra rangeu os dentes, aquela sensação a fazia se desconcentrar da realidade.

Leone abriu os olhos, e lentamente o ferimento se fechou. O antidoto havia funcionado.

Astra chorou.

  



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