História Cinquenta Tons de Jungkook - Capítulo 116


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook
Visualizações 310
Palavras 3.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 116 - Será?


Tae- Eu não tenho culpa se recebi a planta errada! – ele estava muito agitado, tentando se defender de todas as acusações que jungkook lhe fazia. – Fiz o que fui mandado fazer. Supervisionei os detalhes, mas não sou especialista no assunto, como posso saber que os valores estavam alterados?

Jk- Você é o gestor de uma equipe. Ninguém percebeu? Nenhum dos cientistas? Como pode explicar isso? – ele continuava atacando. - Quem vai pagar pelos prejuízos?

- jungkook – tentei amenizar o clima. Eu sabia e ele também que o máximo que poderíamos fazer era culpar Taehyung por não ter percebido o erro, mas não por ter sido o responsável por este.

Jk- Não preciso levar o caso ao conselho. Tenho autonomia para demitir e contratar quem eu acho que seja realmente necessário dentro deste grupo – ele encarava Tae sem desviar a sua atenção.

Assumia uma postura totalmente ameaçadora.

Tae- Vai me demitir?

Ok. Hora de brincar de policial bom e policial ruim. Era meu papel evitar que jungkook fizesse aquela besteira. Ainda precisávamos dele e tê-lo tão ressentido não facilitaria em nada.

- Claro que não vamos demiti-lo, Taehyung! – jungkook engoliu em seco, contudo sem deixar de encarar sua vítima. – Jungkook só precisa de culpados.

Tae- Não sou o culpado! – o coitado estava morrendo de medo.

Jk- E quem é? – nosso CEO se inclinou um pouco para a frente, como se fosse atacar o pobre coitado , que arregalou os olhos com aquela atitude.

Tae- Eu não sei. Quando fizemos a reunião você me informou que me passaria a planta por e-mail e que um sistema seria instalado em meu computador para que esta pudesse ser melhor analisada.Trabalhei com estas informações o tempo todo. Eu não sou louco, Jungkook! Nunca aceitaria uma situação como esta. Existe muito mais a arriscar do que a sua necessidade de medir forças com yeri – aquilo incomodou o homem que eu amava. Ele não revidou. Não se expressou. Apenas a pequena veia sobressaltada em sua testa indicava que não estava gostando do rumo da conversa. – Estamos falando de vidas e eu nunca aceitaria participar de algo deste tipo!

Aquela conversa, despida de mentiras e conveniências, onde Tae tratava abertamente sobre a sua posição ao lado de yeri, mesmo que não expressada verbalmente, e deixava claro que não precisávamos manter a cortina de farsas que assumíamos quando estávamos naquele tabuleiro.

Endireitei a coluna e encarei o nosso adversário.

- O que aconteceu foi um erro grave, Taehyung. Você tem razão. Ultrapassou todas as barreiras desta disputa. Nossas cabeças foram colocadas em cheque e, com certeza, todas rolariam se não tivéssemos percebido a tempo. Não temos como comprovar a participação de yeri, então apenas você ficou em evidência. Não estou de acordo com a posição do jungkook em te punir quando sabemos que existe muito mais por detrás. Também não podemos fechar os olhos. A partir de agora você será constantemente vigiado e se conseguirmos qualquer prova da sua participação, abriremos um inquérito e o incriminaremos – ele engoliu em seco. Jeon se remexeu incomodado com a minha posição.

Jk- Quero um relatório diário. Para a sua sorte estamos partindo para a Tailândia em poucos dias e poderemos acompanhar de perto a fabricação da base. Não quero falhas desta vez, entendido? – mesmo incomodado ele não foi capaz de se posicionar contra mim. – A partir de hoje você assina o relatório,sendo o único responsável por qualquer falha deste projeto. Será desta forma que vamos trabalhar. Cuidado! Você está caminhando em uma corda bamba.

Tae- Tudo bem – existia amargura em sua voz, assim como ressentimento. Com certeza depois de yeri tê-lo abandonado a própria sorte, ele pensaria melhor em me dar a ajuda que eu tanto precisava.

Jk- Está dispensado – finalizou com desprezo.

Taehyung me olhou por alguns segundos e eu tive a certeza de que ele queria dizer algo mais, no entanto ele apenas levantou.

Tae- Vejo vocês depois.

Ele levantou e saiu da sala. Parou para conversar com Haa sob o nosso olhar atento. Era importante ter cuidado com o que poderíamos ou não deixar transparecer. 

O celular do Jeon vibrou chamando a sua atenção. Ele olhou para a tela e sorriu, depois digitou uma resposta rápida. Fiquei muito tentada a descobrir o que era, afinal de contas eu sou a mãe do filho dele, então...

Jk- Ele vai pensar duas vezes antes de se envolver em outro caso como este – disse, por fim, voltando a ficar sério.

- Ele não está envolvido. Pelo menos não neste. Ele é idiota e egoísta, mas não é capaz de aceitar fazer parte de algo tão desumano.

Jk- E o acidente da haa? – arqueou uma sobrancelha me encarando. – Você não sabe quem é Kim Taehyung  – voltei a olhar para a sala, onde ele e Haa ainda conversavam. Porque ela ainda era apaixonada por ele?

- Pode até ser, mas vou aproveitar o que ele é para resolver a minha vida – jeon suspirou pesadamente sem querer demonstrar muito da sua frustração.

Jk- Não vai, não – baixou os olhos para os papéis sobre a mesa. – Vou amarrá-la na cama, (s/n),e se alguém te ajudar, eu mato – levantou o rosto para me encarar com esta última frase. – E isso vale para aquele merdinha do seu “marido”!

- jungkook... – o celular dele voltou a vibrar. Mais uma vez ele olhou a mensagem e sorriu,respondendo rapidamente. – O que você tanto acha engraçado?

Jk- Engraçado?

- Sim. Chega uma mensagem, você confere e sorri para responder logo em seguida.

Jk- Ah! – ele me encarou com uma expressão estranha e depois voltou a anotar alguma coisa em seus papéis.

- E então? – cruzei os braços no peito e olhei para fora, vendo Tae andar até a copa com Haa.

Jk- Você está prestando atenção – afirmou sem se dar ao trabalho de me olhar, apenas riu.

- Qual é o problema, Jeon Jungkook?

Jk- Hum! – ele fingiu pensar e depois riu, mordendo os lábios para conter o riso. Parecia um menino agindo daquela forma.

- Que droga! – ele me olhou e seu sorriso foi imenso. – No papel de meu namorado você não deveria manter segredos – o homem que eu amo arqueou uma sobrancelha, mantendo uma expressão engraçada. – Afinal de contas, estamos ou não juntos outra vez? – ele continuou sorrindo, como um garoto levado que pregava uma peça na namoradinha.

Jk- Claro que sim – seus olhos se estreitaram acompanhando aquele sorriso torto que me deixava extremamente excitada. – Você é minha namorada, mas Sinb continua sendo a minha amante – e sorriu deliciado com aquelas palavras.

Sem contar tempo, peguei todos os papéis que estavam sobre a mesa e os atirei nele. Jungkook se protegeu como pôde, e gargalhou, o que me deu mais raiva. Levantei para ir embora, furiosa com aquele comentário infeliz. 

Abri a porta e caminhei em direção a minha sala. Ele estava logo atrás de mim,ainda rindo. Parei na mesa de Haa, peguei suas agendas e atirei nele, que se esquivou com agilidade.

- Fique longe de mim! – ameacei. Ele continuou rindo.

Jk- Vou ficar. Tenho um compromisso agora. Volto depois do almoço – haa e Taehyung se aproximaram assustados com a minha reação. Meu rosto pegou fogo. Jungkook tentou manter uma postura superior, contudo ainda ria. – Acalme sua chefa, Haa.

O elevador abriu e ele entrou sem aguardar por mim. Que ódio! 

Haa- (s/n)? Calma! O que houve? – então me dei conta de que tinha acabado de arruinar o meu disfarce.

 Taehyung havia presenciado aquela briga que facilmente passaria por uma discussão entre um casal apaixonado, ou pelo menos, a mulher em questão estava apaixonada. E revoltada. 

- Você conhece o seu chefe, haa. Ele consegue tirar qualquer pessoa do sério – ela me olhava conseguindo manter o tom profissional, apesar de não precisarmos esconder a nossa intimidade. Éramos amigas. 

Tae - Jeon Jungkook não tem limite. Ele quer e ele faz – ele comentou se aproximando mais de mim. Notei o olhar de haa apesar dela tentar disfarçar. 

Haa- Quer um café? Uma água?

Pela forma como ela me olhou eu soube que tinha a sua permissão para agir. Minha amiga estava me dando carta branca, mesmo que isso acabasse ferindo o seu coração. Engoli em seco. Jungkook havia me ameaçado de todas as formas. Valia a pena contrariá-lo? Claro que valia. Ele estava me sacaneando com toda aquela história com a Sinb. Merda! 

- Um café, obrigada! Tae? – ele ficou surpreso e piscou algumas vezes.

Tae- Um café também. Obrigado, Haa – minha secretária saiu nos dando espaço.

- Desculpe por isso, Taehyung. Jungkook está insuportável nos últimos dias – fingi constrangimento colocando meu cabelo para trás da orelha e baixando o olhar. 

Tae- Eu compreendo. Ele é complicado. Quer tudo ao mesmo tempo e no final acaba ficando sem nada – o que ele queria dizer com aquilo? – Ele não consegue definir o que fazer. Sabe por quê? 

Andamos até a minha sala enquanto ele falava. Eu sentei em minha cadeira e ele se alojou a minha frente, sem desviar a atenção um único minuto. Meu coração martelava no peito. 

Tae- (s/n), eu sei o que aconteceu – fiquei tensa, mas disfarcei ligando o computador sobre a mesa. – Eu estou neste jogo há muito mais tempo do que você e posso afirmar: jungkook passa por cima de qualquer pessoa para se manter de pé neste jogo com yeri, e sabe por quê? – suspirei e olhei para ele que me encarava com fúria. – Jeon Jungkook ainda é louco pela esposa – minha cabeça girou. – Eu sei que você deve estar pensando que é improvável, mas eu sei o que acontece entre eles dois. Yeri e jeon sustentam esta loucura porque ainda se amam, mas esta é a forma que encontraram de satisfazer a este amor. 

- Tae...

Tae- Desculpe! Esta conversa não deve lhe fazer bem, mas veja você – sorriu com os olhos brilhantes. – Deu a volta por cima. Tomou tudo dele e ainda voltou casada. Por essa Ele não esperava. Por isso não me surpreendo com a fúria dele para todos os lados – hesitou um pouco e sorriu. 

- Você deve saber que não foi a única amante dele – fez uma nova pausa me encarando. Era complicado manter a farsa ouvindo-o despejar toda a aquela podridão. – E com certeza já deve saber que ele encontrou outra garota para se divertir – sorriu de maneira diabólica. Mordi os lábios evitando que toda aquela merda me quebrasse. 

Era um plano, nada mais do que isso, e estávamos conseguindo chegar a nosso objetivo. Logo Yeri estaria internada, Taehyung atrás das grades e minha vida voltaria ao seu eixo. Eu, jungkook e nosso filho, em uma vida normal e feliz. 

Tae- Pelo visto, Jeon tem o dom de despertar amor e ódio nas mulheres – levantei os olhos, respirei fundo e resolvi que era hora de jogar. 

- Pelo visto, sim – ele sorriu mais uma vez.

Tae- Você fez tudo isso por vingança ou para chamar a atenção dele? – suspirei e levantei encarando a paisagem de Seul congelada.

- Você tem razão quando diz que jungkook desperta o amor e o ódio. Foi assim com yeri, não foi? E agora é comigo – ele continuou calado. – Eu quero destruí-lo, Taehyung. Concordo com a sua teoria. Eles ainda se amam e se divertem com tudo o que fazem. Este é o jogo doentio deles. Ele me usou, me iludiu e depois me mandou embora, como se eu fosse um peso que ele precisava eliminar.

Tae- Mas você voltou.

- Voltei. Não suportei ficar escondida, com medo de tudo. Não demorou para que eu percebesse que ele me queria longe. Que aquela desculpa de precisarmos estar separados para que yeri não o atingisse, era apenas uma forma de me manter distante. Então descobri o contrato das ações. Jimin sempre esteve ao meu lado. Era um ex-namorado aguardando uma segunda chance e jungkook o odeia, então, juntei o útil ao agradável.

Tae - Foi um belo tapa na cara. Mas...

- Mas eu quero mais! – virei encarando-o. – Quero fazer o que yeri apenas ameaça. Quero as provas contra ele e colocá-lo na cadeia. Vou destruir o seu império, destruir o Jungkook CEO e o Jungkook homem. Quero que ele não seja mais nada! – sem perceber avancei sobre a mesa, segurando meu corpo com as duas mãos apoiadas e inclinada em direção do Taehyung . Fiz um ótimo trabalho. Ele me encarava com atenção.

Haa- Com licença – ela entrou no momento certo. Estava certa de que ela havia ensaiado aquela entrada estratégica, já que podia ouvir o que discutíamos pela escuta colocada na sala. – O café.

Voltei a sentar enquanto ela caminhava em nossa direção levando a nossa bebida quente. Em silêncio, colocou as duas xícaras sobre a mesa e saiu. Dei um longo gole e me senti enjoada. As emoções estavam a pino. Tae me observava.

- yeri reúne provas, mas nunca as usará. Não posso me aliar a ela, pois sei que assim que ela perceber o meu objetivo, vai tratar de me tirar do campo – ele concordou com a cabeça e deu uma risada cínica. – Eu sei que você pode me ajudar, Tae. Foi por isso que não permiti que jungkook fosse tão longe hoje. Porque queria que ele entendesse quem manda agora – vi seu sorriso se expandir. Era um idiota mesmo. – Será uma troca. Eu te ajudo e você me ajuda.

Tae- (s/n), yeri não é uma adversária fácil de lidar.

- Eu sei.

Tae- E eu tenho muito a perder se for contra ela – piscou fazendo-me corar. Ele não desistiria.

- Eu entendo. Mas yeri nem precisa saber que você me ajudou.

Tae- Vou pensar em alguma forma – ele olhou as próprias mãos. – Mas meu preço é único – quando levantou seus olhos eu pude enxergar a luxuria neles. Era enjoativo e nojento. Mas sorri.

- Eu preciso resolver algumas coisas agora. Conversaremos durante o dia.

Tae- Tudo bem. Minha ideia é ficar por aqui hoje. Qualquer coisa é só ligar.

Observei Ele sair contendo a minha vontade de vomitar. Estava com tanto nojo daquela conversa e daquela forma absurda como ele me cobrou sexo em troca das informações. Taehyung era nojento, asqueroso e merecia uma lição inesquecível. Corri para o banheiro e vomitei toda a minha indignação.

Haa- Está melhor? – ela estava bem atrás de mim com um copo de água em mãos. – Beba.

- Eu vou vomitar tudo outra vez se colocar alguma coisa para dentro agora.

Haa- Água vai te fazer bem – ela não me acusava, apenas mantinha aquela postura fria e indiferente.

- haa, eu sei o quanto isso é ruim para você...

Haa- Tudo bem. Tae é um idiota! Vamos nos preocupar agora com a reação do jungkook.

- Ele não entende, mas eu vou até o final. jimin me garantiu que não deixará Taehyung tocar em mim – ela concordou mas seus lábios viraram uma linha fina. – Você tem razão, Taehyung é um idiota – peguei o copo com água e bebi em goles pequenos. – Alguma novidade?

Haa- Sim. Os capangas de yeri acabaram de comunicá-la que jungkook está almoçando, neste momento, com Sinb – parou para me sondar. Fiz uma careta de reprovação. – É apenas o jogo, (s/n).

- Eu sei – mas ele estava almoçando com ela e adorando a ideia. Era tão frustrante. – E yeri?

Haa- Ela não expressa muitos sentimentos. Rosé enviou um áudio esta madrugada. Ela estava muito assustada com um ataque de nervos que yeri teve – olhei intrigada para a minha amiga. – Jimin  conseguiu reproduzir a voz do menino, aí... – deu de ombros. 

- Na China? Meu Deus!

Haa- rosé ficou bastante assustada. Jimin preferiu não contar a verdade. Concordamos que quanto menos ela souber menos ela entrega caso seja confrontada. 

- Merda! Tudo bem então.

Haa- Vamos almoçar? – sorri concordando. Pelo menos naquele momento, durante o nosso almoço, seríamos (s/n) e haa. Amigas da época da faculdade, quando, pelo menos eu, nem sonhava que esta loucura toda seria possível. 

                      ***

Olhei mais uma vez para Jungkook. Ele continuava em silêncio. Naquela tarde ele havia voltado mais sério. Fez alguns telefonemas, nada que fosse relacionado a nossa vida contra as forças do mal, mas realizados para outros empresários para alguns gerentes, um tempo considerável para Yoongi e outro pra jin. Sempre assuntos de negócios. 

Eu fiquei dividida entre realmente trabalhar, afinal de contas ainda precisava preparar um relatório completo sobre as nossas atividades na Tailândia. Precisava estudar as análises entregues alguns dias antes, verificar os porcentuais, entender as pesquisas, as planilhas e checar a viabilidade de tudo. 

Sem contar que ainda precisávamos encontrar uma forma de vistoriar a fabricação da MXZ. E ficar atenta ao meu amante. Ainda me sentia incomodada pelo seu almoço com Sinb. Jeon olhou seu relógio de pulso, arrumou seu material e levantou. 

Jk- Preciso ir – foi só o que disse, andando em direção a porta.

- Mais algum compromisso com Sinb? – minha garganta queimava de indignação e minha vontade era de acabar com aquele sorriso miserável que ele direcionava para mim. 

Jk- Se não for jogar mais nada em mim, sim – minha cara deixou claro o quanto aquela informação me incomodou. - Eu a trouxe, preciso levá-la – não foi o suficiente para mim. Ele andou em minha direção e parou a frente da minha mesa. – (s/n), se vamos fazer isso dar certo então você também precisa confiar em mim. Garcia está fazendo papel de minha amante. Não está sendo fácil para ninguém, ok? Colabore. 

- Eu não disse nada – cruzei os braços na frente do peito, visivelmente incomodada.

Jk- E precisa falar?

- Tudo bem. Eu estou incomodada. Como queria que eu ficasse? Droga! Você simplesmente está curtindo esta ideia. Fica desfilando com ela com a desculpa de que isso vai colaborar com o plano, mas está criando o maior problema com o esquema do Taehyung. 

Jk- Seu gênio piorou muito nos últimos tempos – passou uma mão nos cabelos, puxando o ar com força. 

- Vá a merda, jungkook! Não venha com este ar superior porque você não é. E não pouse de meu dono, tá legal? Se quer desfilar com a Sinb, faça, mas não me cobre uma posição submissa. Faça a sua parte e não atrapalhe a minha! 

Jk- Hoje está impossível conversar com você.

- Ótimo! Porque conversar é uma coisa que você não sabe fazer. Sabe mandar, ordenar e coagir, mas conversar, nunca! – ele parou surpreso com a minha reação. 

Na verdade até eu fiquei surpresa. Por que aquilo tudo me irritava tanto se eu estava de acordo? E por que inferno eu tinha que brigar com elequando o que eu mais queria era tê-lo de volta?

 – Desculpe! – sussurrei deixando-me abater. – Desculpe. Não sei o que está acontecendo comigo. 

Jk- Mas eu sei – a sua voz ficou mais suave e seus olhos ficaram cheios de amor. – Tenha calma, eu vou resolver tudo – fechei os olhos e cobri meu rosto com as mãos. Eu me sentia como em uma montanha-russa, com tanta mudança de emoção. – (s/n), eu... – levantei o rosto e o vi tirar o celular do bolso para ler a mensagem e fazer uma careta. – Eu preciso ir. Se comporte – piscou e virou em direção a saída. 

Fiquei sentada sem saber qual deveria ser o meu próximo passo. Eu não queria ir embora. Não queria me enfurnar naquele QG e saber das novidades. Não queria passar mais uma noite sozinha pensando em todas as bobagens que era certo eu pensar. Mas, sobretudo, não queria ficar nem mais um segundo sem a certeza do seu amor por mim. Sem os seus toques, seus beijos, sua atenção. 

De repente eu me senti sufocando. Aquela sala parecia se fechar sobre mim. Toda a minha realidade queria me cobrar em dobro as consequências das minhas escolhas. Uma leve pontada no pé da barriga fez com que a minha atenção se voltasse para a criança que eu levava comigo. 

- Vai ficar tudo bem – olhei ao redor vendo Haa se preparar para finalizar o seu dia de trabalho. – Mamãe e papai vão cuidar de tudo. 

Acompanhei minha amiga até o elevador e depois nos despedimos. Haa usava o estacionamento dos mortais, já eu, depois do meu golpe, fazia parte dos imortais. Enquanto ajustava minhas coisas, acoplando meu aparelho celular em meu dispositivo de som, vi taehyung caminhando apressado em direção ao seu carro. 

Dei partida e sinalizei a minha saída. Mesmo com os vidros fechados, com a voz de Hyuna preenchendo minha mente, e o motor do carro já cheio de vida, ouvi o engasgar do carro do Tae. Olhei pelo retrovisor e vi quando ele bateu o volante e abriu a porta saindo em direção ao capô. Não precisei pensar duas vezes. Dirigi até ele, parando ao seu lado. 

- Problemas? – ele sorriu e fechou o capô, visivelmente irritado.

Tae- Eu não entendo nada de carros, mas esta droga aqui é nova. Não deveria dar problema – abriu a porta retirando suas coisas de dentro do carro. 

- Eu também não entendo nada de carros, desculpe!

Tae- Tudo bem. Eu vou tentar um táxi e pedir para o meu seguro se virar com esta lata velha.

- Posso te oferecer uma carona? – vi seus olhos brilharem. No mesmo instante minha nuca pinicou me alertando do perigo, mesmo assim resolvi arriscar. 

Tae- Claro!

Ele entrou. O som da porta batendo foi como uma sentença. Eu sabia até onde deveria ir, mas conseguiria? Teria coragem? Duvidei disso naquele instante. 



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