História Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 24


Escrita por: e lucy011

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Categorias Histórias Originais
Tags Adulto, Fantasia, Ftm, Harem, Hot, Irlanda, Magia, Políamor, Universo Alternativo
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Palavras 2.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 24 - Capítulo 24


O carro de Gael é uma caminhonete branca.

Entro e vejo ele com seu típico sorriso, usando um terno e gravata azul.

- Boa noite Bellatrix, pronta? - ele pergunta sorrindo.

- Vamos logo, quanto mais rápido eu for, mais rápido eu volto - digo seca quando o veículo começa a se movimentar.

- Só um aviso, lá dentro seja educada Bellatrix.

- Serei. - digo firme.

No caminho prefiro olhar pela janela, pelo menos assim não preciso conversar com ele. A chuva começa a cair no vidro, me trazendo recordações nostálgicas.

"Por que chove papai?"

"Porque o mundo precisa de água"

"Por que?"

"Imagine você e eu, quando tomamos café juntos. Eu preparo tudo, mas nós comemos juntos, eu preciso de você"

"Eu também preciso do papai"

"Por isso que eu estou aqui Trix, pra proteger a minha princesa"

Eu ainda precisava de você papai,penso tentando afastar essa lembrança, mesmo sendo boa, não quero chorar na frente de Gael.

Chegamos em um hotel grande, todo branco com detalhes em amarelo. Na estrada tem muitas pessoas, muitas mesmo.

Ele estaciona o carro com um pouco de dificuldade e nos aproximamos do local.

Odeio sentir a mão dele nas minhas costas, mas não posso falar nada por enquanto.

Entramos depois de registrarem nosso nome e confirmarem a participação na lista.

Lá dentro é tão bonito quanto do lado de fora.

Com o piso branco com detalhes pretos e a parede cor clara, dá uma impressão de calmaria, ou deveria, mas me fazem lembrar um hospital.

Os sofás na entrada são marrons, pretos e alguns brancos.

A decoração é realmente bem... diferente.

Vejo detalhes em dourado por toda parte, fico pensando se é ouro, porque seria muito exagero tudo isso.

Caminhamos pra uma sala onde mais pessoas estão reunidas. Tem mesas decoradas com plantas. Betel iria adorar.

Nos sentamos em uma mais pra frente, que tem nossos nomes em um papel vermelho.

- O que está achando daqui? - Gael me pergunta olhando em volta.

- Sinceramente? Chato, como eu pensava que seria.

- Posso deixar a noite mais legal - ele diz com a mao no meu joelho.

Nojo é o que sinto por esse cara, tiro a mão dele e me afasto.

- Se tentar me tocar assim de novo, você vai se arrepender.

Passo o evento todo tensa, só consigo pensar o quanto queria estar em casa com Betel agora.

Depois de varias palestras e apresentações de novos projetos, quase no final sinto uma sensação estranha de estar sendo observada.

Eu sei que por ser um salão com várias pessoas, é inevitável alguém olhar um pro outro, mas sinto o olhar me gelar, não de um jeito ruim.

- O que procura, Bellatrix? - Gael me pergunta depois de alguns minutos.

- Não é nada - digo voltando minha concentração para o homem alto e barbudo que apresenta alguns investidores que "contribuíram pra essa noite".

Batemos palmas e nos encaminhamos pro salão de festa de verdade.

Perguntei se já podia ir, mas recebi um "agora é a melhor parte" de Gael.

Andamos por um corredor e então somos recepcionados por uma mulher bonita de cabelos loiros, presos perfeitamente em um coque. Ela nos entrega uma máscara pra cada um.

A minha é toda preta com detalhes de penas e detalhes que se igualam a renda. Mesmo com tantos detalhes, não me pareceu tão chamativa, gostei.

Entramos em uma sala que toca uma música clássica. Me sinto em um baile antigo.

Em alguns minutos sou apresentada a várias pessoas, principalmente homens. Alguns são educados, mas outros são visívelmente descarados.

Acabo me separando de Gael e fico imensamente grata por isso, se for a noite toda melhor ainda.

Nunca me dei bem com festas, lugares fechados com muitas pessoas, começo a me sentir tonta e uma falta de ar que me faz ficar pior ainda.

Olho em volta procurando uma saída que não seja a entrada, mesmo querendo ir embora, sei o que me espera com Gael e a polícia depois disso.

Encontro uma sacada com várias plantas penduradas, um chão de madeira e alguns bancos trançados espalhados pelos cantos.

Consegui encontrar o lugar mais confortável desse hotel.

Apoio meus cotovelos sobre a barra e olho pra cima. O céu tem vários pontos brilhantes.

- Qual será essa estrela mais brilhante? - digo em voz alta, sem esperar resposta por estar sozinha. Mas não estava e recebo de uma voz grossa ao meu lado.

- Depende qual você olha, pode ser Sírius, que é a mais brilhante do céu.

Olho para o lado e vejo um homem mais alto do que eu, usando uma máscara com vários detalhes em dourado, brilhante mas um brilho artificial.

Ele usa um terno preto com gravata borboleta, que ficou lindo nele, mesmo não vendo seu rosto percebo que tem um queixo quadrado.

- Constelação Cão maior? - digo me lembrando da época que morava com minha Tia. Ela tinha um telescópio enorme na sacada, e quando estava de bom humor, me mostrava algumas estrelas e seus nomes.

- Exatamente senhorita - ele responde me olhando, por um momento me perco em seus olhos azuis, são lindos. Mesmo na escuridão consigo ver seu brilho. - Por que não está na festa?

- Não gosto muito de multidões, festas assim não são meu ponto forte - digo desviando dos seus olhos enquanto coloco um cabelo atrás da orelha.

- Então somos dois - responde com um sorriso na voz - Por que veio então?

Fico tensa sobre essa pergunta, mesmo sendo apenas uma condição para não mudar o depoimento, essa situação toda com Gael mexeu muito comigo.

- Um favor a um amigo - falo um pouco vacilante passando a mão no pescoço - E você?

- Negócios...reuniões assim ajudam a estabelecer vínculos - ele responde com uma voz calma enquanto coloca as duas mãos no bolso da calça, deixando ainda mais em evidência seus músculos.

- Negócios... - repito pensativa.

- O que?

- Vocês são felizes? - pergunto distraída. Eu e minha mania de não ficar quieta.

- Como?

- Ah, nada - digo rindo enquanto me viro pra porta - Vou indo.

- Espera - ele diz segurando minha mão, a sua é gelada, muito gelada. Dando um choque leve, já que a minha sempre parece ser tocada por fogo de tão quente. - O que quis dizer com, "se somos felizes"?

Encaro seus olhos por um momento, sua mão solta a minha em segundos.

- Bem, talvez seja muito esteriótipo da minha parte, - digo pensando bem nas palavras - mas os homens de negócio com os quais tive a "sorte" de cruzar, não eram boas pessoas, me pergunto se seriam felizes mesmo sem o dinheiro.

De onde saiu isso mulher?

Tirando Betel é claro, que agora é um recém homens de negócios.

- Posso dizer por mim? - ele pergunta com um sorriso de canto. Olha só, ele sabe sorrir.

- À vontade - digo calma.

- A felicidade é apenas momentânea, impossível sentir essa emoção por muito tempo. O mesmo para o dinheiro, por isso que ao invés de felicidade, o dinheiro podemos conseguir sem tanto trabalho.

Suas palavras me impactam. Isso é triste.

Não vou ser hipócrita e dizer que "dinheiro não trás felicidade", nas ocasiões certas, com certeza trás. Mas o que ele me disse, de alguma forma parece...

- Vazio

Quando percebi já disse. Menos um ponto pra você, Bellatrix.

- Vazio? - ele pergunta e mesmo com a máscara consigo ver uma de suas sobrancelhas levantarem.

Começou com isso, agora termina mulher.

- Vazio. Na minha visão isso é bem vazio, a felicidade você encontra no dinheiro, assim como encontra na falta dele. Com as oportunidades possivelmente diminuídas, mas encontra.

- Você acredita em amor, não é? - ele pergunta com um ar de impaciência.

- Claro - respondo firme. - Você não?

- Não, sabe por que? - ele se aproxima olhando nos meus olhos - O amor é apenas egoísmo, junto com fraqueza e medo de morrer sozinho.

Uol. Isso já passou o nível do vazio.

- Está falando sério?

- Por que não estaria? A vida é cruel, senhorita ingênua.

Ele me chamou de ingênua?

A vida é cruel? Com certeza eu sei disso.

- Não é porque a vida é cruel, que você vai ser pior ainda.

- No final, tudo se resume em sobrevivência, quanto mais forte, mais você vive.

- Se for pra viver dessa forma, prefiro morrer - digo sincera dando as costas pra voltar até o salão.

Começo a andar entre as pessoas me sentindo uma criança emburrada. Do mesmo jeito que é tímido, é frio como gelo. Igual as mãos.

Olho em volta e encontro Gael conversando com alguns homens. Me aproximo e peço licença pra falar com ele. O que eu estranho é o olhar dos homens.

Olhar de avaliação, me sinto um produto no mercado. E o que contribui pra toda essa estranheza, é o assunto da conversa deles morrer assim que me aproximo. Todos ficam em silêncio, apenas balançam a cabeça como comprimento.

A sós com Gael, falo com todo meu estoque de grosseria possível.

- Já vamos ou ainda quer fofocar mais com as vizinhas?

- Você é muito apressada Bellatrix, aproveita a noite - ele responde bebendo vinho enquanto olha em volta.

- Apressada? Já são onze horas da noite, preciso descansar.

- Hoje é sábado, amanhã é domingo, ou seja, seu descanso - responde dando as costas.

- Se você não me levar, eu vou sozinha, já fiz o que precisava fazer aqui - digo segurando seu braço.

- Você realmente acha que deve fazer isso, Bellatrix? - diz segurando meu braço com força. - Porque sinceramente, acho que não. Eu não serei bonzinho Bellatrix, então trate de se comportar.

Respiro fundo tentando juntar toda força pra não virar um soco em sua cara. Mas não posso, não sei o que ele faria.

Mexo o braço me afastando do seu toque.

- Vou dar um aviso Gael, estou aqui fazendo algo que não precisava e você sabe disso, eu sou inocente. E mesmo que eu gaste dinheiro e tempo, consigo provar isso, por isso abaixa esse fogo porquê você não é ninguém.

Digo e saio andando pra mesa pegar um pouco de água, sinto que a noite vai ser longa.

Ouço um barulho alto de coisas caindo, quando olho na direção do som, vejo uma garçonete caída no chão com algumas taças quebradas em volta.

Me aproximo dela pra ajudar e só então vejo duas mulheres paradas em volta dela.

- Devia ter mais cuidado, meus sapatos são caros sabia? - uma delas, a mais baixa com o cabelo curto, diz brava.

- Deixa Emi, essa garçonete não deve ter dinheiro nem pra "cair morta" - outra mais alta e loira diz cínica. - Por isso trabalha de garçonete.

- Ser garçonete pra vocês é vergonhoso? Deviam era ter vergonha de serem tão fúteis - digo com a voz firme olhando pra elas.

Seus olhos mesmo por trás das máscaras estão bem abertos em surpresa.

Odeio isso com todas as forças. Essas pessoas esnobes e patéticas.

Sempre via cenas assim em livros e filmes, mas nunca pensei que acontecia na realidade, hoje em dia sei que sim, e até pior.

Me abaixo olhando nos olhos assustados da mulher sentada no chão, com o rosto vermelho.

- Se machucou? - digo procurando com os olhos mas não vejo nada.

- Não, não, obrigada - ela responde com a voz fraca e gaguejando um pouco.

- Quer ajuda pra levantar? Melhor usar uma pá pra pegar esses vidros ou você pode se cortar - digo tentando passar confiança. Ela parece relaxar um pouco.

- Sim, sim, eu, obrigada - diz enquanto pega minha mão.

As duas mulheres assistem tudo em silêncio. Na verdade quando vejo todos olham pra nós.

- O espetáculo acabou senhoras e senhores, então voltem pra sua festa e parem de olhar - digo alto pra todos ouvirem. Ainda sentindo raiva.

Me viro e sorrio pra jovem que me olha um pouco surpresa.

- Até mais - digo e como resposta um aceno de cabeça com um sorriso grande mostrando seu aparelho brilhante.

Assim que me afasto e paro de receber olhares curiosos, sinto uma mão puxando forte o meu braço. Olho para o dono dele e adivinha? Gael.

Ele nos leva a passos largos, sem demonstrar agressividade pra quem vê. Mas sinto sua força.

Chegamos na porta, e depois voltamos pelo mesmo corredor que saímos.

Estamos quase saindo lá pra fora, mas penso estrategicamente.

Lá fora está escuro e vazio, não sei o que Gael pretende.

E aqui dentro posso pedir ajuda.

Uso a força do meu corpo pra soltar meu braço, dói um pouco mas consigo.

Quando ele se vira me olhando, vejo fúria nos seus olhos, seu sorriso de sempre já não está mais ali.

Gael se aproxima e dou alguns passos pra trás, até ele segurar com força minha cintura.

- Você sabe quem acabou de chamar de fútil, Bellatrix? A sobrinha de um banqueiro - ele solta bem perto do meu rosto, me fazendo sentir sua respiração quente. - Sabe o que ela pode fazer? Acabar com a minha vida, porque agora a minha imagem está associada a uma lunática protetora dos fracos e oprimidos.

- Gael aquilo foi - não consigo terminar.

- Não! Eu vi o que foi Bellatrix, foda se aquela garçonete, temos um combinado e você ferrou com essa noite! - ele diz bravo com a voz um pouco alterada.

Coloco as duas mãos no peito dele tentando afastá-lo, mas ele é muito forte.

- Mas não é de todo mal, afinal ela pode querer se vingar de você, e nada melhor do que prender você em uma cadeia pra nunca mais sair. Com um banqueiro incriminando você, acha que vai conseguir sair livre? O dinheiro move o mundo, Bellatrix.

Uso a força no meu joelho e acerto o meio das suas pernas, mas ele estava preparado pra isso, segura meu joelho com uma mão.

Penso em todas as possibilidades possíveis pra fugir. Posso correr e ligar pra Betel.

No meio da minha tentativa, sinto a mão dele na minha cintura sumir.

Gael cai no chão com força,soltando um grito de dor.

O estranho mascarado, que não acredita em amor, acaba de dar um soco em Gael.

Dou um passo pra trás olhando a cena.

O mascarado sobe em cima de Gael, desferindo vários socos, mesmo Gael tentando levantar ou revidar, não consegue.

Seguranças se aproximam, mas é preciso três pra tirar o homem de cima do Gael.

Olho paralisada pra essa cena.

- Quem vai pra cadeia é você, seu merda! - o homem fala com uma voz alta de raiva.

Gael geme de dor enquanto coloca as duas mãos no rosto.

O homem fala algo em voz baixa para os seguranças e logo eles o soltam, pegando em seguida Gael e arrastando ele hotel a dentro.

Gael parece não lutar contra, o rosto todo ensanguentado.

- Está machucada?

Sangue, sangue

- Está me ouvindo?

Por favor, não quero mais ver sangue!

- Droga, você tá pálida.

Sinto meu corpo perder as forças e a última coisa que vejo são os braços fortes do homem mascarado, impedindo que eu caia no chão.

Só escuridão. Eu não me dou bem com escuridão.



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