História Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 25


Escrita por: e lucy011

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Adulto, Fantasia, Ftm, Harem, Hot, Irlanda, Magia, Políamor, Universo Alternativo
Visualizações 3
Palavras 1.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 25 - Capítulo 25


Gael ON

   -  Vai ficar aqui até que o senhor Nieven diga que pode sair. - um dos seguranças diz enquanto me joga em um sofá grande, dentro de um dos quartos.

   Nieven? Deve ser o lixo que me bateu.

    Se aquela vagabunda da Bellatrix pensa que vai ficar assim, só porque um dos seus amantes me bateu desse jeito, ela está enganada.

    Meu celular toca, me tirando dos meus pensamentos de mais profundo ódio. 

   - O que foi aquilo?? Não sabia que a garota era tão barraqueira!

     - Foi apenas um momento, ela vai se comportar - digo colocando mais papel no nariz esperando que o sangue pare de sair.

    - Espero que sim, não estamos dispostos a desistir Gael.

    - Não vão precisar, eu prometi não foi? Vocês terão o que querem, agora mais do que nunca.

   - Espero que sim Gael, se não sua cabeça que vai ficar a prêmio!

    A ligação se encerra.

   Começo a rir sozinho, mesmo que  cada gargalhada faça uma dor forte aparecer no meu rosto todo, não consigo conter.

    Sua hora está chegando Bellatrix, vai se arrepender de ter me enfrentado desse jeito.

Gael OF

   Bellatrix ON

    Acordar suada é ruim, chorando é horrível. Agora gritando, aí já é demais.

   Então me sinto demais, pois acordei gritando, toda suada e com lágrimas nos olhos.

    Tento respirar, ou olhar em volta, mas a cada lágrima que cai do meu olho, minha visão fica ainda mais embaçada.

     Abraço os joelhos e coloco a cabeça abaixada neles.

    Para de chorar Bellatrix, vai, você consegue.

   Sinto uma mão nos meus ombros e levanto a cabeça assustada.

   - Tudo bem, ele não vai mais te fazer mal - o homem, agora sem máscara, diz enquanto me olha profundamente.

    Não consigo dizer nada, apenas chorar.

   Chorar pelos pesadelos que ainda não param, pela chantagem de Gael e por essa festa.

    Sinto os braços do homem me apertarem com carinho, deito a cabeça no seu ombro enquanto seguro sua cintura com as duas mãos.

    Não penso em quem ele é, ou o quão boba pareço agora. Não consigo pensar em nada, apenas choro feito uma criança. sentindo o perfume amadeirado dele.

    Se passam alguns segundos e começo a respirar mais devagar. E só então sinto que as mãos dele faziam um cafuné desajeitado na minha cabeça.

    Começo a fungar sentindo meus olhos pesados.

   - Desculpa molhar de catarro seu terno - digo fungando ainda encostada nele.

   - Está preocupada com o terno? - ele pergunta com um tom de incredulidade na voz.

    - Com muitas coisas - digo calma, sentindo a voz um pouco rouca.

    - O terno pode ser lavado - ele diz com a voz neutra.

    Mesmo não querendo, me afasto do seu abraço pra olhar seu rosto.

    Agora sem a máscara consigo ver cada detalhe. O cabelo loiro e grande, uma barba rala e os belos pares de olhos azuis que me encaram com calma.

   - Melhor depois de chorar? - me pergunta com uma mão passando pelo meu rosto limpando o molhado.

    Seus dedos são gelados, mas não é ruim.

    - Sim - digo olhando pra baixo.

      Baixo? Baixo onde?

   Tenho um sobressalto e olho em volta, um quarto grande de casal com cores escuras.

    Estou em um quarto com ele?

    - O que aconteceu? - pergunto engolindo em seco.

   - Você desmaiou, como não sei nada sobre você, carreguei até um dos quartos. - diz calmo me olhando como se eu fosse um animal raro e ele o cientista.

     - O que houve com Gael? - pergunto com um arrepio de medo no corpo.

Seu rosto parece se endurecer um pouco e ele me olha com um olhar mais questionador ainda.

    - Está vivo - diz apenas.

    - Onde?

    - No hotel por enquanto, depois na cadeia.

   - Cadeia?! - pergunto assustada.

   - Com certeza - diz sério.

   - Como ele está fisicamente?

   - Com o rosto quebrado, mas passa bem - responde com um sorriso sombrio.

    - Ele falou alguma coisa sobre mim?

   O homem levanta uma sobrancelha me olhando com cinismo.

   - Você quer saber do homem que quase bateu em você?

    - Droga não, quero dizer sim, mas é porque preciso - respondo me confundindo.

   - Por que precisa?

   - Se ele falar que - paro de falar, conheci esse homem agora, ele não vai acreditar em mim.

   - Falar o que senhorita? - pergunta sério.

    - Melhor não, eu resolvo, obrigada de verdade por ter me ajudado, - digo sincera - mas agora preciso ir.

   Me levanto sem ouvir uma palavra da sua boca.

    Ando devagar até a porta pensando em tudo que preciso resolver agora.

     Se Gael desmentir o depoimento, eu estou ferrada. E com certeza ele vai.

    Giro a maçaneta da porta, uma, duas, três vezes. Nada. Ela não abre.

   Viro de costas pra porta e encaro o homem que agora está sentado na cama me observando com calma, com uma perna dobrada apoiando o calcanhar na outra coxa.

    - Por que trancou? - pergunto tentando manter a voz firme.

    - Pra você não sair igual ia fazer agora pouco - diz calmo cruzando os braços enquanto me olha.

   - Não posso sair??

   - Ainda não.

   - Por que não??

   - Não me deu todas as respostas que eu quero ainda.

   - Por que te devo respostas? - pergunto me aproximando e parando a dois passos dele.

   - O que aquele homem tem contra você?

- Com todo respeito, obrigada por ter me ajudado, sou grata a você, mas esse assunto não é da sua conta.

   Ouço sua risada como resposta.

   - Por que está rindo?

   - De você - diz me olhando sarcástico. - Tenha certeza de uma coisa, se você não disser eu descubro, eu sempre descubro, mas estou lhe dando uma chance que raramente dou a qualquer um, me conte seu lado da história.

     Penso um pouco, ele é visivelmente rico pra estar aqui, estou em problemas de mais, se ele achar que sou a culpada pelo incêndio naquele homem. É provável me colocar na cadeia.

    - Eu trabalho em um Pub, aquele homem com o rosto quebrado se chama Gael, ele me...subornou - digo olhando em seus olhos tentando não chorar. - O homem se queimou sozinho, estava fumando em um local proibido e ainda consumindo álcool. Pedi pra ele sair, ele não saiu. Depois de alguns segundos sua barba pegou fogo.

   - Do nada?

   - Fique a vontade pra não acreditar, não estou pedindo isso. Mas sim, do nada. A polícia foi chamada e Gael testemunhou a meu favor. Até que um dia me chamou na sua sala e ameaçou desmentir o depoimento se caso eu não fosse com ele à uma festa.

   - Esse é seu amigo então...- comenta se referindo a minha mentira na varanda.

  - Agora que contei a verdade, sabe que não é um amigo - digo sentindo raiva.

   - Como você se chama?

  - Bellatrix e você?

  - Saiph Nieven, qual seu sobrenome?

  - Murphy.

- Bem senhorita Murphy, eu já sei tudo que precisava - Saiph diz se levantando, pega no bolso uma chave e abre a porta.

   - Não vai me denunciar? - pergunto cautelosa.

   - Por que eu faria isso? Acredito em você - ele responde colocando as mãos no bolso - Meu motorista está esperando você lá em baixo, ele vai te levar pra casa em segurança.

   - Não precisa, posso pegar um táxi.

  - Eu insisto Bellatrix.

    Não consigo dizer não, seus olhos passam seriedade.

     - Obrigada de novo, foi bom conhecer você - digo sorrindo.

   - Igualmente, até mais Bellatrix - diz com um rosto avaliativo.

  

    Não me importei com esse "até mais", porque provavelmente não o verei de novo.



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