História Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 26


Escrita por: e lucy011

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Categorias Histórias Originais
Tags Adulto, Fantasia, Ftm, Harem, Hot, Irlanda, Magia, Políamor, Universo Alternativo
Visualizações 4
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Capítulo 26


Fanfic / Fanfiction Cinturão de Órion - Em andamento - Capítulo 26 - Capítulo 26


      Betel ON

    Rodando em círculos, é assim que estou. Me sinto o maldito gato de Ella quando o prendi no banheiro.

   Já é quase meia noite e nada, falei pra mim mesmo que não seria chato de ficar ligando. Quero dar espaço pra ela.

    Foda se. Pego o celular e quando estou discando o último número a porta se abre.

   Ella entra com calma e o olhar baixo.

     Me seguro pra não fazer nenhum comentário sobre o horário, afinal, a vida é dela.

   - Tarde hein? - digo sorrindo pra ela.

   - Acabou demorando mais do que eu esperava, você acredita que teve até baile de máscaras? - diz sorrindo.

   Mas algo em seu olhar parece estranho.

   Ella me conta sobre o baile de máscaras, e de uma mulher que foi maltrada por outras duas.
    Mas não sou burro, sinto que falta alguma coisa. Detalhes.

    E Ella ama contar os detalhes.

   Não vou pressionar ela agora, mas se eu descobrir que aquele bastardo do chefe dela fez alguma coisa, eu não sei o que sou capaz de fazer.

    Preparo um chocolate quente e levo pra ela. Entro no seu quarto e sento esperando ela sair do banho. Quando ela passa pela porta, dá um sorriso lindo.

    - Pensei que iria querer antes de dormir - digo esticando a caneca.

   - Obrigada, quero sim - Ella se senta ao meu lado juntando as pernas no corpo, e com as duas mãos segura a caneca bebendo aos poucos.

  - Se divertiu então? - pergunto calmo.

     Sua boca para na xícara por um momento, e com um sorriso vacilante ela responde que sim.

    Porra Ella, por quê você está mentindo assim pra mim?

      Me seguro, talvez seja por ser hoje, amanhã ela vai contar. Espero que conte, porquê se não irei descobrir sozinho.

      - Dorme comigo hoje? - pergunto evitando olhar em seus olhos. Nunca vi eles desse jeito, a não ser quando Ella acorda de algum pesadelo, chorando.

     - Durmo - ela diz baixinho com um sorriso.

     Não quero sexo, pela primeira vez eu quero me deitar com uma mulher, apenas por ter sua presença.
     Eu quero mais que o inferno saber o que aconteceu essa noite, porquê Ella chorou.

    Essa mulher está conseguindo testar todos os meus limites de sanidade.
      Sempre fui muito centrado, claro que eu não sou o mais calmo, mas pelo menos não sou estourado.

    Sou centrado, prático e justo. Por isso me tornei o Rei.
     Nunca pensei em agir de uma forma tão...fora do meu padrão. Mas serei forçado a isso se Ella não falar. Não quero ver ela mal.

     Deito ao seu lado na minha cama e puxo ela pra um abraço, sentindo sua respiração leve no meu braço e sua mão segurando com firmeza minha cintura.

     Fico acordado até que ela respire com mais calma ainda. Paro o carinho que fazia no seu cabelo, pra não acordá-la.

     Coloco um braço dobrado atrás da cabeça, enquanto o outro permanece esticado, sentindo os fios cacheados e macios de Ella.

     Depois de alguns minutos acabo dormindo com seu cheiro em mim.

     ×

    - Senhor? Senhor?

      Eu dormi ao seu lado, acordei ao seu lado, tomamos café juntos.

    - Senhor?

    Ela me trouxe pro trabalho, ou seja, várias e incontáveis oportunidades de me contar o que aconteceu.

     O que ela fez? Não me contou.

    - Senhor!!

   - Sim - respondo rápido olhando pra cima vendo minha secretária parada me olhando com um rosto preocupado.

    - Tudo bem com o senhor?

   - Tudo ótimo, o que aconteceu? - pergunto limpando a garganta.

   - Bem, o Sr Squirrel mandou uma nota dizendo que seu projeto está correndo melhor que o esperado, ele deseja marcar uma nova reunião.

    - Sim, pode marcar qualquer dia - digo profissional.

    - Vou enviar tudo por e-mail, licença senhor - diz se retirando.

     Ela é eficiente, mesmo sendo o segundo dia que a vejo. Parece ser nova, toda vez que sorri vejo os ferros no seu dente - mesmo não sendo só por conta disso - passando um ar ainda mais infantil.

     Passo a mão no rosto pensando, analisando os fatos.

    Por que estou tão preocupado? Porque visivelmente ela está mal.

Por que estou ainda mais chateado? Ela não confiou o suficiente pra me contar.

   O que eu faria com quem a machucou? Óbvio, faria a pessoa sofrer mil vezes pior.

     Pego uma foto que tirei de Ella, quando estava distraída no dia que fomos comprar o carro.
    Ficou linda, o vestido florido, cabelo ao vento junto com o sorriso mais largo dela.

    Coloquei em uma moldura - isso claro sem ela saber - e trouxe pra cá. É bom poder olhar sua foto, me acalma. Coloco na mesa quase virada pra frente.

    A porta bate e vejo a cabeça de Luan, a secretária dos ferros. Preciso parar de dar apelidos pras pessoas.

    - Com licença senhor, vim entregar alguns papéis sobre o balanceamento do mês passado que pediu - diz se aproximando.

    - Sim, qual a situação?

    - Os números começaram altos, mas com a diminuição das vendas e os gastos com inseticidas em algumas estufas, o número despencou. - diz me entregando. - Agora preciso que o senhor assine aqui.

    Diz vindo até o meu lado na mesa para apontar as páginas, olho pra folha esperando ver sua mão, mas ela não aparece. Olho na direção do seu rosto e vejo os olhos abertos em surpresa.

     Direciono minha atenção no local onde Luan encara atentamente a foto da Ella.

   Fico confuso, será que se conhecem?

    - Tudo bem? - pergunto com uma sobrancelha erguida.

   - Eu, ah, sim - diz com um sorriso - ela foi minha heroína.

   - Como? - agora sim estou ainda mais confuso.

   - Como estava livre, fui ajudar um amigo em um bufê pra uma festa, umas mulheres me fizeram mal - diz com uma careta e então aponta pra foto de Ella - mas essa moça me ajudou, chamou elas de fúteis e ainda gritou com os outros convidados, nunca fui defendida dessa forma.

    Luan termina com um sorriso triste.

    - Então você estava lá?? - pergunto completamente interessado - Aconteceu alguma coisa com ela depois disso??

    - Bem, não fiquei muito lá depois disso, mas fiquei sabendo que uma mulher quase foi agredida, um homem a defendeu, pelo que parece deu até polícia. Mas não tenho certeza se foi com ela.

     Respira fundo Betel. Você não vai ser irracional, não é? Afinal, Ella está segura em casa, voltou inteira.

      Isso, calma.

    Fecho os olhos, respiro fundo. Sinto meu sorriso aparecer, junto com uma risada seca e curta.

    Quem quer que seja, que a tenha machucado, ou pensado em machucá-la. Eu vou encontrar.

     Eu vou encontrar e vou fazê-lo se arrepender de um dia ter olhado pra Bellatrix.

   - Senhor? Tudo bem? Fiz mal em contar? - Luan me pergunta colocando uma mão no meu ombro.

   - Não, de forma nenhuma, você fez o certo em me contar, - respiro olhando pra frente com um sorriso já sabendo o que fazer agora - obrigado.

   - Ah, de nada senhor - ela diz gaguejando um pouco.

      Sinto minhas mãos fecharem em punho. A raiva que eu venho tentando conter desde que nasci, parece estar cada vez mais perto de aparecer de uma forma assustadora.

    Não agora, não perto de humanos, você é mais forte que isso Betel.

     Respiro fundo de novo, no lugar da raiva escolho sorrir, olho pra Luan parada agora em minha frente, me olhando com uma feição confusa.

    - Como quer ser chamada? - pergunto tentando clarear a mente, ainda não tinha tido a oportunidade de falar com ela sobre isso, então escolho agora.

    - Como? - pergunta visivelmente confusa.

   - Eu vi em sua ficha que é uma mulher trans, colocou seu nome social como forma de explicação, mas não no nome que deveria ser chamada, - digo com calma. - como minha secretária, quero respeitar você, assim como estou sendo respeitado.

    - Eu, eu não sei, eu não sei o que dizer, - responde visivelmente emocionada. - eu sou estagiária aqui, moro com meu pai, ele não aceita de forma nenhuma, se eu fizer um novo documento com o meu nome, ele me coloca pra fora. - diz com o olho um pouco molhado de lágrimas contidas. Às vezes odeio o ser humano.

- Entendo, como estagiária você precisa estar sempre perto da empresa, assim que eu precisar você deve aparecer - digo com um ar inocente. -  pelo que vi na ficha, sua casa é longe.

   - Sim senhor, mas eu acordo cedo - diz se defendendo.

   - Sim, mas é cansativo, e preciso de você em ativa, por isso estou sendo obrigado, infelizmente - digo com todo ar de inocência possível. - a lhe dar uma casa, ou apartamento, mais perto da empresa, afinal preciso da minha secretária com energia.

   - O senhor quer dizer que... - sua voz desaparece em um sussurro baixo e emocionado.

   - Terá que se mudar da casa do seu pai, e tratar de mudar esses documentos, quero ver seu nome de verdade neles - digo com um sorriso.

   - Sim senhor, eu não sei, não sei como agradecer - diz com uma lágrima escorrendo rápida, que logo ela seca enquanto tenta se manter profissional. - Eu disse a mim mesma, que só preciso aguentar mais um pouco. - diz olhando pro vazio.

   - Agora não precisa mais, vou mandar por email a localização, essa semana mesmo você se muda - digo batendo os documentos na mesa pra deixá-los em linha reta. - Me agradeça se apresentando de novo pra mim.

    Vejo seu sorriso vacilar no meio das lágrimas de emoção. E então ela estica na minha direção sua mão que parece tremer um pouco.

   - Prazer senhor Betel, eu sou a Liz, será um prazer trabalhar como sua secretária. - diz com os olhos brilhando.

    Me levanto pegando em sua mão e dou um aperto firme.

    - Prazer Liz, será um prazer ter você como minha secretária. - digo sincero.

    Liz solta minha mão e sorri pegando as folhas, vejo ela saindo pela porta com a mão passando algumas vezes pelo rosto.

    Se uma coisa eu aprendi aqui na Terra, é que alguns humanos como o pai dela, são dignos de pena. Como pode renegar uma filha, colocando o egoísmo a cima de tudo?

    Só de pensar no quanto ela deve ter sofrido com essa situação volto a sentir raiva.

     Calma Betel. Você sabe o que fazer.

    Primeiro vou encontrar esse homem que tentou fazer mal a Bellatrix. E então, depois de resolver com ele, vou calmamente conversar com ela.

     Levanto olhando pela janela atrás da cadeira. Daqui vejo os prédios lá em baixo, veículos e pessoas passando.

     Respira Betel. 

    Você não está com raiva porra.
 
    [...] fiquei sabendo que uma mulher quase foi agredida [...]

    O piso em volta dos meus pés se transforma aos poucos, formando pequenas rachaduras.

   Respira.

    Ouço o som de algumas estantes balançarem na sala.

    Calma porra.

   Betel OFF



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