História Cinzas - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bombeiros, Drama, Gay, Lgbt, Romance
Visualizações 60
Palavras 1.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi galera... Bom espero que tenham lido a sinopse espero que gostem dessa dupla complicada: boa leitura!!

Capítulo 1 - Impulsos.


Impulsos.

Escuto Daniel gritar: "Novato metido a besta" , impaciente.

Más cruzei a multidão do local, eu precisava salva-lo.

Corria desesperado sem ter uma visão ampla da cortina de fumaça sendo guiado pelo pedido de sorro. Esse socorro não vinha de alguém em si, de um bicho em meio ao incêndio.

Eu não tinha qualquer preparo para aquilo, mas eu me desesperei ao ver que não poderiam fazer nada a respeito. Era uma vida. Devo salvar vidas, faz parte do meu juramento.

Corro pelos corredores até achar o fino latido. Vinha de um quarto cercado por chamas.

Eu empurrei a porta quente e despencando com o braço e cão correu. Certamente encontraria a saída, mas a ardência em meus olhos e na respiração pesou fui de encontro ao chão.

— Bill! — escutei uma voz turva.

Fui erguido.

Apaguei.

•••

Uma janela de vidro, aparelhos, luzes.

Os olhos tentavam entender o que se estava acontecendo. O que se estava havendo.

Uma paz, um silêncio solene, nenhum chiado.

Um quarto escuro, lençóis de seda azul.

Era um hospital.

Adormeço novamente.

Acordei na manhã seguinte com uma faladeira no quarto.

— Bill... — disse uma vez feminina notando o meu despertar

— Está aí o atrevido, — soou a voz grossa do Daniel — Vou chamar o Major, ele está puto da vida.

Abri os olhos eu nunca havia visto o Major.

— Não esquenta ele é meio grosso mas você se acostuma. — disse Mirian. — Ele chegou bem na hora em que você entrou no local, foi ele quem te tirou de lá.

Merda! Pensei.

Eu nunca havia visto o meu superior, era a minha primeira semana, e nessa primeira semana o tal Major estava em treinamento.

Mas o treinamento dele não podia ter acabado depois?

Mirian era socorrista, assim como eu, éramos parceiros de trabalho.

— O que custava salvar o cão? — resmunguei

— Quase custou sua vida — disse Mirian. — Tem que aprender a obedecer o Major. Ele cuida de tudo.

— Por um telefone?

— Ele estava em treinamento sabe disso — disse Mirian

Outra mulher entrou, aquela eu nunca havia conversado muito, era Laine.

— Como está o nosso herói? — perguntou

— Bem! — respondeu Mirian. — Major Bastos está vindo para lhe dar uma prensa.

— Deus, quem me dera receber uma prensa do Sr. Bastos — disse Laine com um olhar ousado para Mirian.

Mirian negou a cabeça, envergonhada.

— Vai me dizer que você não gostaria? — disse Laine

Ótimo, eu mereço.

bufei revirando os olhos, impaciente.

— Sou muito bem casada... — disse Mirian rindo.

Mas olhar de Mirian dizia: sim.

As duas riram.

Eu bufei novamente

— Meu lindão — Laine disse para mim — Até você vai gostar da prensa dele.

Eu ri, pois não me aguentei.

— Deus me perdoe, ele é meu superior — Mirian deu uma pausa — mas gente… que homem.

— Gente o que que está acontecendo com vocês duas? — perguntei chocado e rindo.

Um bater na porta chamou minha atenção.

Era ele.

O Major.

Eu sabia que era ele pois nunca havia visto aquele homem: ele estava com a cara feia, parecia ter o paviu curto, — desses homens que não ri muito —, parece não gostar de brincadeiras.

Um grandalhão, moreno, rosto barbado, sobrancelhas grossas, olhos castanhos-esverdiados, um baita grandalhão. Era o tipo de homem que exalava respeito.

Ele entrou no quarto com as mãos para trás estufando ainda mais seu peitoral musculoso, através da camisa vermelha da corporação, olhando para mim por cima.

— Qual o seu problema novato? — ele perguntou com sua voz grossa e vibrante — Que porra foi aquela?

Deu para perceber pelo tom de sua voz que ele não se encontrava nervoso. Estava calmo, mas mesmo assim dava um certo receio.

— Ninguém ia se mover para salvar o cão então eu pensei que…

— Pensou nada — ele me interrompeu — Você não pensa nada, recebe minhas ordens assim como o resto da equipe. É por isso que odeio novatos, sempre querem dar uma de aventureiro.

— Mas não iam salva-lo.

— Íamos dar um jeito, estava tudo em meu controle! — ele alterou a voz me apontando o dedo — Escuta bem garoto, mais uma de suas gracinhas e está fora da minha equipe, escutou bem?!

Ele disse cheio de autoridade.

Engoli seco. Odiava pessoas que me dessem ordens como ele

— Sim senhor — respondi querendo esmurra-lo.

Ele então saiu, do mesmo jeito que entrou, com a cara amarrada.

Minhas parceiras ficaram quietas e murchas enquanto ele estava no local.

Quando ele saiu Laine se aproximou e me deu um tapa com a mão do avesso no meu peito.

— E aí gostou da prensa?

Dei uma risada, entortei a boca e fiz um bico olhando para a porta que  o Major passou.

— É, nada mal. — falei dando um riso

Laine virou para Mirian rindo.

— Eu falei que ele jogava no nosso time, essa cara de macho não engana ninguém... — Laine falou me encarando com um sorrisinho.

Mirian riu.

Eu ri.

Laine riu.

— Não bata de frente com Bastos — disse Mirian se aproximando — Ele é muito esquentado, só não pega fogo por que é bombeiro.

Todos rimos novamente.

— Ele sempre foi assim? — perguntei.

As duas se entreolharam.

Fiquei confuso, Mirian deu os ombros e disse:

— Você vai saber de todo jeito...— ela deu uma pausa — Eu trabalho na equipe dele há uns cinco anos, ele sempre foi meio estourado, sempre, mas as coisas pioraram quando ele perdeu sua filha… digo ele não conseguiu salva-la.

— É, ele parece se culpar por isso — disse Laine.

Ficou um silêncio

Não soube o que dizer.

— Ah marcamos de beber lá no Mirante — disse Mirian desconvesando — Vai a equipe toda, sempre marcamos a sexta... Se você quiser a gente te dá uma carona, se você não souber onde é….

•••

Chego em casa, coloco as chaves dentro do cinzeiro, como acostumado. Me deito um pouco no sofá, não que eu pretendesse dormir, mas cochichei durante a tarde toda.

Acordei com meu celular que notificava uma mensagem de Mirian.

"Está pronto? Já já passarei aí... :D"

Me levantei às pressas para um banho frio e rápido. Me arrumei, respondo a mensagem durante o banho.

Enfim, dentro do carro.

Tenho um carro também, poderia ir a seguindo, mas decido que não poderia recusar a carona.

Eu era novo na cidade, casa nova, emprego novo. Tudo novo.

Minha casa estava com caixas para desempacotar até hoje, e eu estava em uma tremenda preguiça.

Chegamos ao Mirante, o sol já havia se guardado, tivemos uma conversa agradável dentro do carro enquanto ela me explicava a rota das avenidas, eu observava tudo com atenção, tudo com precisão. Estava parecendo um tour pela cidade.

Entrei no Mirante, um bar, estava lotado só havia conhecidos, o pessoal da corporação, do hospital, do posto. Não que eu conhecesse todos.

Laine se aproximou, ela estava toda arrunada.

— Finalmente Mirian — resmungou Laine.

— Aproveitei para mostrar a cidade ao Bill — respondeu Mirian.

Laine nos cumprimentou.

Daniel me puxou pelo braço me arrastando mais para perto do bar, me empurrou de leve contra o balcão rindo.

— Hoje nosso amigo atrevido aqui vai bancar uma rodada! — ele disse  gritando e erguendo a minha mão.

Todos comemoraram aos gritos.

Eu dei um riso acanhado e sentei na banqueta.

— Rapaz mas cê é muito louco não tem caraminhola na caixola? — disse Fred agitando minha cabeça.

Se sentando ao meu lado.

Fred e Daniel eram bombeiros não socorrista.

Dou uma risada de leve e acanhado.

— Um aventureiro — disse uma voz grossa do outro lado do balcão.

Ele me encarava com um olhar feroz.

Eu o encarei também, era ele o tal MOJORZINHO MANDÃO DE MERDA.

Estava começando a detestar meu superior.

Bebidaia e vinha, cruzava o balcão a todo instante.

Eu ja me sentia animado.

Sem dúvidas a bebida estava animando a todos no local.

Estava realmente ficando divertido.

Eu não sou ruim de me inturmar eu sou muito legal, creio eu.

Estava sempre falando com alguém, sempre alguém vinha dizer coisas, ou compartilhar interesses.

Estava divertido.

De fato.

Eu estava me divertindo com todo aquele pessoal animado e despreocupado.

Daniel voltou para o meu lado.

— Deveria pagar mais uma rodada — disse ele

— Tá maluco? — rebato autêntico — Já paguei o suficiente, agora beberei e pagarei o que eu consumir!

— Tá, uma rodada para mim? — ele disse — Na próxima eu banco, prometo não extorquir o novato.

— Certo — falei

Beleza, não havia problema em pagar algumas bebidas a mais a Daniel, ele era um cara bacana.

A hora andou rápido, a bebida já me fazia efeito pelas tabelas.

Eu estava bem… digamos animadinho. Eu sei disso.

— Vamos fazer um brinde alguém teve a ideia — todos parecem concordar subitamente — Ao "novato!"

Ergueram se os copos.

"Ao novato."

O brinde ocorreu mas Major não perdeu o tempo para fazer sua piada idiota:

— Como pode brindar a um idiota que male mal colocou a equipe em uma furada, um aventureiro em minha equipe! — ele disse.

O silêncio tomou conta do local, o foco foi todo para ele.

Ele ergueu seu copo preenchido até a metade.

— Um brinde ao novato, que espero não ter de trocar as fraudas! — ele disse.

Virou o líquido goela abaixo, e bateu o copo contra o balcão saindo do local logo em seguida.

Senti meu sangue ferver, Mirian se aproximou tocando em meu ombro e falou observando ele sair.

— Relaxa ele deve estar com ciúme não sei... fica tranquilo. Faz tempo que não temos um novato por aqui...

— Quem aquele babaca pensa que é? Afinal nem decorei o nome dele, e outra não estamos em serviço — falei enervado

— Ryan Bastos — ela riu...

Ela ia dizer mais alguma coisa mas me levantei rapidamente.

Pronto era tudo o que eu queria. lembrar o nome daquele babaca e colocar ele no lugar dele.

Quando ela falou o nome dele eu me levantei fulo da vida. Senti meu punho trincar os nervos, sai pelo mesmo local.

Vi Ryan parado abrindo a porta de seu carro no estacionamento.

Eu não ia chamar aquele babaca de Major, a não ser dentro da corporação.

Aqui fora ele não passa de "Ryan Bastos." Nome ridículo.

Ele é grande, mas em tudo que passei em minha vida, o único homem que me fez temer por sorte está morto.

Talvez eu esteja um pouco emocionado por conta da bebida.

— Ow... Babaca! — gritei.

Mirian saiu com Laine, escutei ela dizer:

"Essa não, vá chamar alguém Laine". Enquanto me aproximava.

Eu me aproximava de Ryan, que olhou para os lados confuso. Como se eu não tivesse ousadia para xinga-lo.

— Você mesmo! — falei me aproximando.

Ele então largou a porta do carro batendo a mesma e vindo em minha direção.

Ele estendeu a mão para que ninguém se movesse, me dei conta que metade do pessoal do bar estava para fora.

Ele parecia furioso.

— Qual o seu problema comigo Ryan? — dei uma e entonação ao pronunciar seu nome — Ou você prefere Major Bastos?

Falei fazendo uma voz pirracenta.

Eu olhava para ele , ele não estava tão perto. Mas ele se aproximou, com as mãos para trás cor um ar autoritário.

— Porra garoto, você é corajoso mesmo hein?! — ele disse em um tom de deboche. — Não discutir com você Billy Cardoso!

Ele usou uma entonação forte ao pronunciar o meu nome, e se virou me dando as costas.

— Sabe de uma coisa… — falei passando a língua em minha bochecha— Pelo menos eu, diferente de você, me esforcei para salvar uma vida…

Ele apenas virou o tronco de seu corpo e largou braço, com o peso do mesmo, senti seu punho fechado me acertar, ele me diferiu um doloroso e ardiloso soco na cara.



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