História Entre abismos - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Bruxas, Demonios, Destruição, Drama, Fim Do Mundo, Luta, Magia, Medo, Misterios, Romance, Sangue, Submundo, Suspense, Terror, Vampiros
Visualizações 34
Palavras 945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Imagem é nossa queridinha Akantha, achei ela bem parecida com quem eu tinha em mente kkkkkk
Foto: Pinterest

Capítulo 2 - Linhas inertes


Fanfic / Fanfiction Entre abismos - Capítulo 2 - Linhas inertes

Os sonhos são fleches de memórias felizes, tristes, marcantes. Memórias que nem sempre lembramos, mas com apenas uma noite, ela voltam tão nítida quanto a luz do dia... Às lembranças que eu tenho da minha mãe, são tão falhas. As vozes das minhas irmãs, conversando sobre suas bonecas, são miseráveis a qualquer ato de lembrar. Odeio. Como eu odeio. Essa maldita vida.

Queria ter acompanhado elas crescerem... Alguém cutuca me com o dedo indicador interrompendo meus pensamentos infelizes, provavelmente é Felipe, ignoro ele continuo de olhos fechados...

-Akantha. Pare de fingir que está dormindo. Abra os olhos. - Permaneço com eles fechados, empurro o rosto dele.

-Cale a boca. Já não é confortável dormir dentro de um carro. E ainda tenho você para ficar tagalerando na minha cabeça? Que merda Felipe. - Sem ter escolha abro meus olhos. O sol nem sequer saiu, fecho a cara para ele, tirando os fios de cabelo do meu rosto.

-Estava chorando outra vez? - Extremeço a sentir o tom de preocupação sua voz.

-Não... Não. Você sabe que eu não sou de chorar.

-Bom. Você que sabe se quer continuar mentindo para o seu irmão. - Ele levanta os braços, figindo se de inocente. - Só não quero que você sofra sozinha... Lembre se que não é só você que.... Pensa todos os dias nelas.

-Tudo bem. - Mostro lhe um sorriso.

-Agora. Troque de lugar comigo. Precisamos esperar os outros acordarem. - Tiro a arma que fica ao redor do meu corpo e entrego para ele. - Acho que a comida logo irá acabar. - Ouço o dizer pensativo.

No banco de trás, Manson dorme pesadamente, mas o engraçado é que ele não tira a mão da arma... Papai também dorme, o senhor Taylor finge estar dormindo, a quem ele quer enganar? O conheço muito bem. Sem que Felipe note, meus dedos deslizam para o botão que abre a janela, quero ter certeza que os outros dois carros estão seguros.

Tenho que admitir que escolhemos bem o lugar dessa vez, um lugar próximos as cidades devastadas é um pouco distante. Com o tempo, aquelas criaturas conseguiram destruir cidades inteiras deixando vários estabelecimentos, cheios de comida e coisas básicas que precisamos para sobreviver que para eles não são nem um pouco necessárias. Tenho o hábito de chama - lás de cidades fantasmas, não a ser humano, não tem vida em nenhuma delas... O que é muito vantajoso, por quê quando nossos abastecimentos acabam e mais fácil para que possamos ter o que comer.

Sabendo que Taylor é um idoso, nossa ideia de deixá-lo perto do perigo não é muito boa, mas o coitado insistiu tanto. Segundo suas afirmações, se era para morrer pelo menos morreria lutando contra o mal. Então, depois de muito diálogo entre meu irmão e os outros, resolvemos deixar Taylor conosco. Mesmo contra minha vontade.

A velhice devia lhe custar o raciocínio, nem eu que tivesse sua idade arriscaria me a tal perigo.

 Nosso sistema funcionava antes com mais carros, no torno de quase quinze carros blindados pretos, costumávamos seguir em equipe, dividiamos os caminhos e nós comunicamos por rádio, o que ainda é estraordianario poder ter esse tipo de comunicação a meio esse tormento.

Comida é o nosso foco. Conseguimos juntar uma família, de norte - americanos. Porém, em um dia qualquer que estávamos em busca de remédio, com uma pequena distração, os desgraçados acharam o carros em quem eles estavam e mandaram todos. Por aí em diante, perdemos várias pessoas, mesmo com a atenção redobrada não adiantou muito.

Por um um pouco de sorte, montamos um sistema, achamos algumas pessoas que eram do exército e tem conhecimento com armas. Agora, com apenas três carros, existe quinze pessoas, ou seja, cinco em cada carro. Ficamos escondidos e quando chega a noite, revezamos os horários para todos prestarem atenção, se qualquer coisa der errado... Bom, atiramos.

Às únicas coisas que sei sobre armas são: mirar, não pensar duas vezes e atirar. Não é seguro, posso com um descuido matar alguém humano, mas ultimamente é tão difícil achar outro como nós que perdi totalmente a esperança. 

Nesses cinco anos, ainda pergunto me como essas coisas surgiram? Tomaram nosso mundo, mataram milhares e milhares de pessoas inocentes, para qual objetivo? Os demônios são os que me dão mais medo, diversas vezes os vi matando pessoas, com um único olhar. Na minha tese, eles sugam sua essência de vida fazendo as caírem sem nenhum batimento cardíaco. Uma tese que convence todos que a escutam.

Manson abre os olhos, os cabelos loiros medianos cobrem seu rosto. Ele era um soldado militar, no meio da confusão acabou encontrando o meu pai, e desde aí Oliver cuida dele como se fosse seu filho.

-Bom dia. - O tom da sua voz faz me rir. - Estou tão feio assim?

-Ainda não. - Bagunço todo o seu cabelo, ele continua rindo. 

Seu olhar fixa em mim, as pupilas dele se dilatam e eu sei o que ele está querendo. Mas, as coisas são mais complicadas, quando você está no mesmo ambiente que o seu pai... Aliás no mesmo carro. Achar essas belezuras foi fácil, não posso falar que eu queria que o mundo acabasse, mas temos um pouco de sorte quando o assunto é roubar carros, ter as coisas se tornou mais fácil.

-Manson e Akantha. Precisamos de mantimentos. Preciso que vocês vão até a uma cidade aqui perto antes do anoitecer. Os outros do carro 2 e 3 estão acordando. Preparem-se. - Felipe olha para nós dois, depois para o rádio tramissor na sua mão.

-Está pronta? 

-Você sabe. Se você parar para contar. Matei mais vampiros que você. - Ele diz que não com os lábios.

-Akantha você definitivamente não é uma boa atiradora.


Notas Finais


No capítulo 3, continuarei explicando melhor como funciona as coisas entre eles, não se preocupem!
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