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História Citações- Yeonbin - Capítulo 32


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Notas do Autor


Espero que gostem...

Capítulo 32 - Eu não consigo nem te beijar


Fanfic / Fanfiction Citações- Yeonbin - Capítulo 32 - Eu não consigo nem te beijar

Ponto de vista: Choi Soobin.

Quinta-feira, 24 de dezembro de 2020.

Era véspera de natal, minha mãe continuava na casa de minha avó, meu pai foi viajar com a esposa, Yeonjun não voltou a falar com a gente, Beomgyu e Taehyun passariam a data juntos e Hueningkai iria passar com toda sua família. E eu estava sozinho em casa, com pacotes de macarrão instantâneo e um gorrinho de papai Noel na cabeça. Amava tanto o natal, mas passar ele sozinho não seria uma experiência agradável.

Tinha comprado um presente para Yeonjun, um globo de neve, eu e Yeon tínhamos a tradição de trocar globos de neve todo Natal, aquele ano tinha encontrado um com dois garotinhos, achei perfeito. Mas infelizmente eu não estava com o garoto nesse dia. Me perguntei se ele por acaso também tivesse lembrado de mim e comprado um globinho.

Eu passei o dia vendo filmes de natal, quando era umas dez horas da noite, cozinhei o macarrão instantâneo e comi sentado no sofá. Me senti sem ninguém, porque eu realmente não tinha ninguém, isso me magoou bastante.Estava sendo um natal horrível.

Sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

00:15 a.m.

Já era natal, como não tinha ninguém mesmo, só resolvi deitar, estava cansado. Quando entrei em meu quarto, meu celular começou a tocar, era Yeonjun, fiquei surpreso e atendi rapidamente.

-Oi- ele disse baixinho.

-Oi- respondi na mesma intensidade.

-Feliz natal- ele não parecia nada animado.

-Feliz natal- ficamos em silêncio por um tempo.

-Eu queria te ver, você não quer vir aqui em casa?- estranhei o que ele disse por ainda estarmos naquele "tempo".

-Mas- me interrompeu.

-Eu sei o que vai dizer, mas eu senti sua falta, vem por favor- não respondi nada, estava pensando- Você vem?

-Estou indo.

-Não esquece meu globo de neve- ele riu baixinho- Vem logo, okay?

-Uhum- Yeonjun desligou.

Entrei em meu quarto, abri meu guarda roupa, peguei roupas quentes e vesti, peguei o embrulho com o presente de Yeonjun, desci as escadas e sai de casa. Caminhei até a casa do garoto, estava frio e ventando muito. Quando cheguei, toquei a campainha e a mãe dele me atendeu.

-Você veio- abriu um enorme sorriso e me abraçou- Entra.

-Feliz natal- disse entrando.

-Você já comeu?- afirmei- Se estiver com fome, tem bastante coisa ali na mesa.

-Não, obrigado.

-Yeonjun está lá no quarto, pode subir lá.

-Okay- subi as escadas devagar para não fazer muito barulho.

A porta do quarto estava fechada com um guirlanda de natal pendurada no meio, segurei a maçaneta e bati três vezes. Como ninguém respondeu, abaixei a maçaneta e abri a porta. Entrei na ponta dos pés, Yeonjun estava na sacada e não me viu entrando. O garoto vestia uma calça de moletom e um suéter bem típico de natal, estava apoiado na grade, olhando para o horizonte.

-Yeon- ele não se virou nem respondeu nada, fui até a sacada e fiquei ao seu lado- Yeonjun?

-Olha- uma estrela cadente rasgou o céu.

-Uou- me apoiei na grade também e nós observamos o céu juntos.

-Obrigado por vir- Yeonjun se virou em minha direção e eu me virei, olhando para ele- Feliz natal.

-Feliz natal- o garoto pulou em cima de mim, abraçando meu pescoço com os braços e minha cintura com as pernas.

-Eu senti sua falta- disse em meu ouvido- a gente pode voltar?

-Claro que podemos- ri, segurando ele com força- Você está comendo?- percebi que ele estava muito mais leve que o normal.

-Não muito.

-Yeonjun! Você precisa comer- coloquei ele de volta no chão.

-Eu sei, é que é ruim.

-Você comeu hoje pelo menos, né? Seus pais fizeram bastante coisa.

-Não muito- olhou para nossos pés.

-Não mente para mim.

-Tá, eu não comi nada- voltou a me olhar, com cara de cachorrinho sem dono- Eu não quero, por favor.

-Não, a gente vai descer e comer, vamos!- peguei sua mão e guiei o garoto até a porta do quarto.

01:00 a.m.

-Garotos, nós já vamos dormir- o pai de Yeonjun disse um pouco depois de descermos- Não esqueçam de guardar o que sobrar.

-Boa noite- respondi e os pais dele subiram as escadas.

-Binnie- ele se esfregou em mim- por favor, eu não quero.

-Nem vem, eu não vou cair nessa- peguei um salgadinho frito da mesa- Toma- ele abriu a boca com relutância e eu coloquei o alimento para dentro.

-Isso tá bom.

-Então coma mais, o quanto quiser- peguei mais alguns e entreguei em suas mãos- Se senta- disse sentando em uma cadeira.

-Okay- o garoto se sentou em minhas pernas.

-Yeonjun, não era para sentar em mim- sussurei por medo dos pais dele ouvirem.

-Quem disse?- ele se mecheu, ajeitando seu corpo mais perto do meu.

02:00 a.m.

-Você quer seu globo de neve?- perguntei pegando o presente.

-Eu vou buscar o seu, espera- levantou do meu colo, correu até seu quarto e voltou com o embrulho na mão- Aqui- trocamos os presentes- O meu é o melhor.

-Duvido, o meu foi o melhor que achei.

Desembrulhamos ao mesmo tempo, quando vimos nossos globos, não conseguimos conter o riso, tínhamos comprado o mesmo globinho, o com os dois garotos. Era a primeira vez que isso acontecia, de comprarmos o mesmo.

-Realmente, é o melhor- disse.

-Não acredito que fizemos isso- ele riu mais um pouco e veio até mim, sentando em meu colo novamente, mas dessa vez de frente- Eu não gostei do presente, não é justo.

-Também não achei justo- segurei sua cintura.

-Você devia me dar outra coisa, para compensar isso- levantou uma das sombrancelhas.

-Eu não vou te beijar- neguei com a cabeça.

-Por que não?- Yeonjun se aproximou mais de meu rosto.

-Porque seus pais podem aparecer.

-Eles não vão, está ouvindo? Meu pai já está roncando.

-Mas e a sua mãe?

-Ah, cala a boca- ele me puxou, selando nossos lábios.

-Se eles aparecerem você que vai ter que levar a culpa.

-Okay- e juntou nossos lábios mais uma vez.

Beijar Yeonjun ficava melhor a cada dia, tudo o que ele fazia era perfeito, desde os movimentos em minha boca, até o jeito que se movimentava em meu colo, até seus toques por todo meu corpo. Sempre ficava arrepiado e com o coração a mil. Depois de algum tempo, Yeonjun deu um baixo gemido entre meus lábios, nos separei e ele correu até o banheiro.

-Yeon?- corri atrás dele- Tá tudo bem- ele levantou a tampa do vaso sanitário e se curvou rapidamente, deixando tudo o que tinha comido alí- Tá tudo bem- repeti me sentando atrás dele.

-Desculpa- se jogou no chão e limpou a boca com as costas da mão- Que droga! 

-Tá tudo bem- repeti mais uma vez, não queria que ele se culpasse.

-Não está e você sabe que não está.

-Não tem problema, não é sua culpa.

-Claro que é, eu não consigo nem te beijar, que saco.

-Consegue sim, foi bom, mesmo sendo rápido- coloquei minha mão uma de suas coxas.

-Você nunca mais vai querer me beijar.

-Por quê? Claro que eu quero.

-Mas e se acontecer de novo, eu sou nojento.

-Não tem problema, eu não me importo e você não é nojento.

Me senti mal por Yeonjun, ele já não estava bem aqueles dias, tinha certeza que se culparia por aquilo, mesmo eu dizendo que não tinha sido nada.


Notas Finais


Me corrijam, me critiquem, perguntem e dêem sugestões.
Até o próximo...
Talvez eu comece a postar mais esses dias, porque entrei de férias, então fiquem atentos.


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