História City of Shadows - Capítulo 33


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Alec Lightwood, As Peças Infernais, Clace, Clary Fray, Isabelle Lightwood, Jace Herondale, Magnus Bane, Maia Roberts, Malec, Max Lightwood Bane, Os Artifícios Das Trevas, Os Instrumentos Mortais, Rafael Lightwood Bane, Raphael Santiago, Rizzy, Saia, Shadowhunters
Visualizações 48
Palavras 5.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY GUYS.

Bom, primeiro MIL DESCULPAS pelo tempo sem postar. Não tem desculpa plausível, mas... sabe quando vocês começam a refletir e acabam passando muito tempo presos á isso, como se estivesse se recordando da sua vida inteira, porém a vendo com outros olhos, como se fosse outra dimensão?!
ENFIM
Bom, - infelizmente - estamos começando a caminhar para o final. Depois do último capítulo, teremos dois capítulos bônus. Um deles sobre anos depois e o outro um flashback!
Kisses, amores!


Tradução do título: "Irmão do Silêncio".



Enjoying.

Capítulo 33 - Silent Brother.


Fanfic / Fanfiction City of Shadows - Capítulo 33 - Silent Brother.

 

 

-Chegamos – Blair anunciou, enquanto ela e Alissa entravam no Instituto de mãos dadas.

Não queria encher sua cabeça com especulações sobre o que aconteceria, então decidiu não pensar nisso por enquanto.

-Que bom, porque nós temos aula! – Emma disse – Dru está um pouco desesperada por ser a primeira vez que temos aula aqui. Quer passar uma boa impressão, então pegou todos os cadernos de estudo sobre demônios que tem, de todos os anos desde que tínhamos três anos.

-Cadê ela? – Blair perguntou, colocando sua mochila no sofá e pegando outra mochila, ao lado dela.

-Está na biblioteca junto dos outros, só falta nós duas. – Sorriu – Ali, Madzie pediu para te falar que está te esperando na sala de brinquedos.

-EBA! – A garotinha gritou e saiu correndo atrás da amiga.

-Venha, vamos – Emma a segurou pela mão e a puxou para a biblioteca.

Tinham montado uma sala de aula improvisada para eles, com cadeiras e mesas, e a frente de tudo um grande quadro branco,

-Ei, Diana – Blair cumprimentou Diana Wrayburn, a tutora dos Blackthorn, e quem os daria aula.

-Sentem-se, garotas. Sentem-se! – Diana disse, rápido, com cinco pilotos de quadro na mão direita.

Blair e Emma sentaram-se nas cadeiras lado a lado e Diana escreveu o nome de cada um deles no quadro.

-Cada resposta certa, um ponto. – Explicou, voltando nas palavras para colocar os pingos nos i’s.

Blair levantou a mão.

-E as respostas erradas?

-Ganham uma cara feia minha – Respondeu, virando-se novamente para eles. – Julian, o que são os Acordos?

-São as negociações de paz entre os Caçadores de sombra com o Submundo. Eles dizem que, contanto que as leis impostas não sejam quebradas, podemos viver em paz e ajudar um aos outros em necessidade. – Julian disse – Eles são assinados no Salão dos Acordos, em Idris.

-E o que é o Salão dos Acordos, Dru?

-É o principal salão de Alicante, e também é conhecido como Grande Salão do Anjo. Foi construído no século dezoito e é onde os Acordos foram assinados. Agora ele serve de encontro para todos os Caçadores de Sombras, pois o Gard foi queimado e destruído na Guerra Maligna.

-Porque e o que aconteceu na Guerra Maligna, Ty? – Diana perguntou de costas, por estar escrevendo.

-Foi quando Sebastian Morgenstern infundiu o Cálice do Anjo com o Sangue de Lilith, assim criando um exército do que chamou de Guerreiros Crepusculares, que lutavam ao seu lado para destruir a todos nós, juntamente com os demônios. Ele invadiu Alicante em dezembro de 2007, iniciando uma das maiores, se não a maior, batalha em séculos. Felizmente, Clary Fairchild, Jace Herondale, Simon Lewis e Isabelle e Alec Lightwood viajaram até o Edom, onde não só resgataram os submundanos sequestrados, como também detiveram Sebastian, matando-o – Ty disse, encarando seu próprio caderno.

-Muito bem, Ty – Diana sorriu – Quais foram as piores consequências da Guerra Maligna, Blair?

-Bom, depois que a Guerra terminou, os Caçadores de Sombras ficaram despreparados para fazer seus inimigos pararem por seus pecados. As fadas foram forçadas a aceitas seus termos severos, a fim de evitar outra guerra contra os Caçadores de Sombras, que incluía a extinção de seus exércitos e a proibição da utilização de armas entre as fadas. Mas elas foram obrigadas a assumir a responsabilidade e pagar pelas perdas e danos causados aos Nephilim e ao Submundo, como a reconstrução das barreiras de Alicante e o restabelecimento da Praetor Lupus. Por causa disso, foi criada a Paz Fria.

-Rafael, o que é a Praetor Lupus? – Perguntou.

-É uma aliança de Lobisomens – O garotinho respondeu sorridente por ter uma pergunta destinada á ele – Foi fundada no século dezenove por um lobisomem chamado Woolsey Scott. Eles localizam jovens submundanos recém-transformados ou com dificuldade, e intervém antes de ficarem violentos ou acontecer algo ruim. Eles usam um medalhão de ouro no pescoço, que contém uma impressão de folhas e uma pata de lobo, com o lema deles, que é “Beati Bellicosi”, “Abençoados são os guerreiros”.

-Tavvy, o que é a Clave?

-É o nome do corpo político, composto por todos os caçadores de sombra acima de dezoito anos. A Clave aplica a lei e toma decisões sobre a orientação dos Nephilim. Mesmo que seja comporto por todos os Shadowhunters, a decisão final é sempre do Conselho, que é formado pela Consulesa, Jia Penhallow, e a Inquisidora, Imogen Herondale – O garotinho respondeu, sorrindo alegremente como Rafael.

-Mamãe? – Alissa bateu na porta e colocou a cabeça para dentro. -Eu não me sinto muito bem – Fez uma careta, colocando a mão sobre a barriga.

Blair se levantou e olhou para Diana, pedindo permissão. Diana assentiu, e ela foi até Alissa, pegando-a no colo e indo para o próprio quarto com a garota no colo.

Colocou-a deitada na cama, e pôs a mão em sua testa, checando a temperatura.

-Você parece normal – Comentou – Onde dói?

-Tudo – Murmurou – Tudo dói, parece que meus ossos estão brigando lá dentro.

-Insuportavelmente? – Ela assentiu -Eu já volto – Blair a cobriu com o cobertor rosa e saiu do quarto.

Correu até a sala de treinamento, onde Izzy, Alec e Jace treinavam juntos, como quase todos os dias.

-Izzy, Iz! – A chamou, pulando ao seu lado, sentindo que ia voar a qualquer momento pelo tanto que saltava.

-Está tudo bem? – Ela passou a mão pelo cabelo suado.

-Alissa está doente. Eu a levo para um hospital mundano ou chamo um irmão do Silêncio? – Perguntou.

-Hospital mundano – Aconselhou, sem saber se ria ou se preocupava.

-Chaves?

-Cômoda.

-Obrigada.

-Tchau.

Blair pegou a chave do carro e voltou para o quarto. Alissa estava quase dormindo na cama, então Blair foi ao closet primeiro. Pegou sua bolsa com as devidas coisas dentro, inclusive as chaves do carro, e foi chama-la.

A garotinha ainda estava sonolenta, então Blair a pegou no colo e foram para o carro.

Colocou-a no banco de trás, com o cinto de segurança e abraçada em sua boneca, e começou a dirigir em direção a algum hospital mundano. Não sabia direito o que fazer, Alissa ficara doente do nada e mal sabia explicar o que sentia. Viu-a tombar a cabeça para o lado no banco, e ficou olhando-a pelo espelho enquanto estavam paradas no sinal. Alissa dobrou as pernas e abraçou os próprios joelhos, apertando os olhos com força e agarrando-se cada vez mais á boneca Camille, em busca de proteção. Blair mordeu o lábio e colocou a mão para trás, para segurar a dela, e apertou a mão menor dentro da sua palma.

Logo chegaram ao hospital que Catarina trabalhava anteriormente, antes de ir para o Labirinto Espiral. Blair conversou com a recepcionista e levaram Blair e Alissa para um pequeno cômodo, que estava quase vazio, apenas com uma maca, alguns armários fechados nas paredes, uma mesa de centro com duas cadeiras de um lado e apenas uma do outro, onde um homem com um jaleco branco residia.

Ele era alto e não muito forte. Sua pele escura fazia contraste com o jaleco, e Blair teve a leve impressão de que já o conhecia.

-Olá. Sou o doutor Cooper, mas podem me chamar de Charlie – Ele se levantou e estendeu a mão para Blair, que a apertou.

-Blair Lightwood-Bane – Respondeu e ele travou levemente.

Sim, ela pensou, ela realmente o conhecia. Isabelle principalmente.

-E o que têm de errado com essa garotinha? – Ele perguntou para Alissa, que se sentou na cadeira sem dizer uma palavra, e se encostou no assento, apertando os olhos.

-Não temos ideia. Ela está reclamando de dores e está desanimada. Chequei a temperatura e pareceu tudo normal para mim – Blair disse, ficando agoniada enquanto vendo-o anotar tudo o que ela dizia, como se estivesse tomando nota da sanidade mental dela.

-Bom, vamos fazer alguns exames, tenho certeza de que ela ficará bem – Ele olhou para Alissa, que havia pegado no sono novamente.

-Ela vai precisar passar a noite aqui ou algo assim? – Perguntou. Fazia tempo em que não entrava em um hospital mundano, já havia perdido a prática.

-Depende da intensidade dos exames. Pode deitá-la ali, por favor? – Apontou para a maca.

Blair assentiu e se levantou. Pegou Alissa no colo e colocou-a deitada na maca, no canto da sala. Tudo ali era branco, e isso chegava a ser um pouco assustador. As únicas cores que se destacavam vinham das roupas de Blair e Alissa, que de repente pareciam coloridas demais para o local, o que a fez se encolher.

Charlie voltou e pediu para Blair esperar do lado de fora enquanto ele e uma enfermeira fariam alguns exames em Alissa, a quem haviam acabado de acordar.

Blair saiu e se sentou em uma cadeira qualquer, mal percebendo quando começou a bater o pé no chão pela ansiedade. Pensou em pegar um café na máquina, mas lembrou-se do desgosto que ela e Emma compartilhavam por cafeína, e sempre escolhiam outra coisa para isso: chocolate.

Levantou-se e foi até uma máquina de comida qualquer, com os mais variados tipos de doces. Colocou uma moeda e por algum tempo nada saiu de lá. Começou a bater na máquina, tentando fazer o doce, Cricket, tão cheio de açúcar que a daria diabetes se fosse mundana, cair da máquina, mas ele continuava no lugar.

Ela olhou para os lados e chegou um pouco para trás. Cerrou os punhos e os colocou ao lado do corpo, girando rápido e dando um chute na máquina, que trombou para trás e por pouco não caiu.

-Desgraça em forma de alumínio – Falou sozinha, apontando para a máquina – Eu ainda acabo com você.

-Parece que isso é realmente de família – Blair ouviu uma voz ao seu lado e deu um pulo.

Encarou Charlie – Doutor Cooper – com os olhos arregalados, mesmo que ele estivesse com a expressão divertida.

-Desculpe. Tendo a ser meio violenta quando estou com fome – Blair colocou as duas mãos na cintura, afastando o casaco para trás.

-Eu te ajudo – Colocou uma moeda na máquina e o de Blair caiu junto de outro de amêndoas.

-Sou só eu – Disse Blair – ou não é a primeira vez que faz isso?

-Você e Isabelle são idênticas, apesar de não tanto fisicamente – Ele sorriu – mas os rostos são iguais. Até mesmo a expressão dos olhos e a estranheza em conversar com alguém.

-Lightwoods – Deu de ombros. – Estamos sempre atentos.

-Algumas famílias têm um lema – Comentou despreocupado.

-Temos dois. “Nós temos a melhor das intenções” é o oficial, alguma coisa dos nossos ancestrais. Mas papai diz que “Somos Lightwoods, quebramos narizes e aceitamos as consequências” faz mais sentido, olhando para a nossa família. – Deu de ombros, enquanto ele ria.

-Doutor – A enfermeira que terminava os exames de Alissa se aproximou dele e entregou uma prancheta e saiu.

Blair foi ao seu lado para ver o que estava escrito, mas não entendeu nada daquilo, apenas comia o chocolate enquanto prestava atenção na face de Charlie mudar.

-Então, o que ela tem? – Perguntou, desistindo de pegar o doce com as mãos e o virando diretamente na boca.

-Blair, não sei como dizer isso, mas... Alissa não está doente – Abaixou a prancheta, olhando para Blair diretamente e esperando sua reação.

-Não está muito doente?

-Não. Ela não está doente!

-Não é grave? – Arriscou.

-Blair – Ele segurou seus ombros – Alissa não está doente.

Levantou a prancheta de novo, mostrando para ela. Blair olhou, mesmo sabendo que não entenderia nada.

-Todos os exames estão normais, e ela não tem nem um resfriado para dizermos que é algo derivado. – Ele passou as folhas, para mostrar para Blair e conferir por si mesmo.

Ela se afastou e se encostou na máquina de vendas, apoiando a cabeça e fechando bem os olhos. Sentiu Charlie encostando-se ao seu lado e abriu os olhos novamente.

-Isabelle teve trigêmeos á quase um ano. Alissa é mais velha que eles, então é normal que se sinta de lado – Comentou – Tem outras crianças lá?

Blair assentiu.

-Meus outros irmãos, Max, Rafael e Madzie. E Tavvy Blackthorn, que veio junto dos Blackthorn á pouco tempo. São velhos amigos da família.

-Ás vezes uma criança se sente deixada de lado, então inventa coisas para... – Ela o interrompeu.

-Mas não Alissa. Ela não faria isso. – Exclamou se afastando.

-Blair, eu sei que parece estranho, mas...

-Mas nada. Eu conheço Alissa, ela não é assim. Se ela diz que está doente, então é verdade.

Jogou o plástico do doce Cricket na lixeira e andou em direção ao consultório que Alissa estava, deixando Charlie para trás.

-Ei – Disse calmamente, entrando na sala. Uma enfermeira que estava apenas vigiando Alissa se retirou quando Blair fez menção de entrar.

-Ei – A outra respondeu, ainda desanimada.

Blair começou a pegar as coisas das duas, jogadas no chão em frente á maca, e pegou Alissa no colo.

-Aonde vamos? – Perguntou. Alissa apoiou a cabeça no pescoço de Blair e suspirou fundo, fechando os olhos novamente.

-Vamos para casa. – Respondeu, acariciando sua bochecha e a ponta da trança em que seus cabelos estavam presos.

Voltaram para o carro, mesmo Blair estando sem paciência para dirigir. Alissa ficou deitada no banco de trás, dormindo novamente, e ela deixou seus pensamentos voarem, principalmente sobre o que Alissa tinha.

Mas tinha plena certeza de que Alissa não havia inventado nada. Ela não era esse tipo de criança. Ela se divertia brincando com as outras crianças do Instituto e, se estivesse desconfortável, ela falaria.

Levara Alissa num hospital mundano porque a garota fazia parte do mundo mundano. Mas fazia parte do mundo das Sombras também, de qualquer forma. E isso tornava as possibilidades infinitas. Alissa nunca havia visto um demônio, pelo que Blair sabia, então não era algo relacionado.

De repente se lembrou da Rainha Seelie. Pode não acreditar em mim agora, mas sei que voltará correndo para a minha Corte quando você matar quem mais ama, apenas por um acidente bobo com suas mãos.

Sentiu-se tremer por dentro. Não conseguia negar mais, não parecia ser coincidência. Mas tinha a total certeza de que lutariam contra isso até o fim.

 

 

 

 

-O QUE? NUNCA! – Blair ouviu gritos quando entraram no Instituto. Deviam ser umas dez da noite e, julgando pelos gritos e luzes acesas, ainda estavam todos acordados. Tavvy, Max e Rafael passaram correndo com aviõezinhos de brinquedo nas mãos e quase derrubaram um vaso caro que era uma relíquia de família, mas ignoraram completamente e continuaram correndo.

Colocou Alissa, ainda dormindo, deitada no sofá e seguiu para a cozinha, que era de onde vinham os gritos.

-O que está acontecendo? – Perguntou á Clary assim que entrou – São Catarina e Ragnor?

-Sim – Respondeu – Disseram que estão apenas conversando, mas já estou ficando preocupada.

-Onde está Jace? – Notou a falta do loiro quando não ouviu nenhum comentário sarcástico.

-Junto de Catarina e Ragnor, que não sei o porquê veio, também veio Tessa Gray, que é uma ancestral de Jace. Os dois estão conversando á algum tempo na biblioteca. Acho que Jace está contente por ter alguém que tem o mesmo sangue que ele, mesmo que um pouco.

-Magnus já me falou dela. É a que foi casada com William Herondale, não é?

-Essa mesma – Ragnor gritou um pouco á frente deles. – Embora as pessoas sempre contem quase a história inteira para ter certeza de que é ela.

-Bom, se me dão licença, eu tenho que costurar mini roupinhas – Magnus pegou Robbie, sua cabra, no colo, e beijou seus pequenos chifrinhos.

-Magnus, não! – Ragnor murmurou.

-Magnus, sim! – Magnus discordou, sorrindo.

-Magnus, não! – Catarina disse com convicção.

-Magnus, talvez? – Magnus apertou Robbie contra si.

-Magnus, não! – Alec disse.

-Magnus, não! – Magnus abaixou a cabeça – São tão parecidos com os de Max – Disse, beijando os chifres de Robbie.

-É... eu preciso sair – Alec coçou a própria nuca.

-Aonde você vai? – Clary perguntou, desconfiada, assim como o resto deles.

-Adianta dizer que vou num beco escuro encontrar um cara suspeito? – Tentou.

-Já usei essa, amor! – Magnus comentou, saindo da cozinha.

-Eu vou atrás do Magnus – Alec pegou a chave do carro na mão de Blair.

-Mas ele não saiu – Blair disse, olhando Alec sair pela porta do Instituto, passando por Magnus no sofá – Alec?

-Como foi no hospital? – Isabelle perguntou para Blair quando ela se virou.

Blair suspirou e seu impulso nos pés para sentar em cima da bancada. 

-Bem e mal. A boa notícia é que disseram que Alissa não tem nada. A má é que não acredito. – Deu de ombros.

-Podemos chamar os Irmãos do Silêncio – Sugeriu.

-Seria uma boa. – Concordou Blair – Só de estar aqui, ela já está exposta á perigos demais.

-Vou falar com... – Isabelle foi interrompida por um clarão.

Algo começou a girar no meio delas, algo dourado, branco, verde e azul, que ficava cada vez maior. De dentro dele, saiu Imogen Herondale junta de Maryse e Robert Lightwood.

-Hum, oi? – Saiu mais como uma pergunta do que Isabelle pretendia.

-Temos problemas – Maryse disse, fuzilando Robert com o olhar por abraça-las antes de falar os negócios oficiais.

-Quais? – Blair perguntou, abraçando Imogen rapidamente.

-Bom... – Robert fez uma careta e saiu da cozinha.

Maryse e Imogen o seguiram, seguidas de Blair e Izzy. Foram para o andar de cima, os quartos, e os atravessaram, entrando nas “salas especiais” que Blair, Rafe e Max haviam achado em um dia, enquanto andavam de skate pelo Instituto.

Parou em frente a uma porta sem identificação. Eles limpavam as salas uma vez por mês, então pelo menos tinham certeza de que estavam limpas. Blair ficou surpresa com o tanto de salas que encontraram e o fato de ninguém, em séculos, nunca ter as percebido ali, ou notado que o tamanho do Instituto não condizia com o espaço que utilizavam.

-Problemas como esse – Maryse abriu a porta, e eles arregalaram os olhos enquanto entravam.

Haviam distribuídos algumas cadeiras – o que fez Blair imaginar por que nunca terem pensado em usar o espaço como sala de aula -, trinta aproximadamente, e haviam alguns adolescentes sentados nelas, com os braços cruzados, todos desmaiados.

Blair estreitou um pouco os olhos e os reconheceu. Marlon, Oliver, Davis, Lorena, Dannis, Monique, Michelle, Dion, Pierre, Blaise, Juliette e mais alguns. E por fim, Ally, Harry, Leylla e Marvin, juntos em um canto.

-Franceses – Isabelle torceu o nariz – Sempre entrando aonde não foram chamados. Destruidores de lares que não tomam banho.

-Porque essa raiva dos franceses? – Blair perguntou.

-Ela namorou um francês uma vez – Robert a olhou e passou o dedo pelo pescoço, fazendo um barulhinho com a garganta enquanto a neta ria.

-Porque eles estão desmaiados? – Maryse perguntou para Imogen.

-Vamos do começo e eu explico isso – Virou-se para as outras garotas – Esses... adolescentes invadiram o Instituto atrás de você. Como acham que você mora aqui, eles também vão ficar...

-Vão ficar no Instituto? – Isabelle a interrompeu.

-Sim. Eles acham que aqui é apenas a casa de Blair, agora. Entraram e viram a igreja abandonada, então fiz a runa da visão em mim e os segurei para conseguirem ver, mas os fiz desmaiar depois. Com sorte, vão apenas de ter entrado aqui e batido a cabeça. Sem sorte, vamos ter que fazê-los desmaiar de novo até não lembrarem de nada – Fez uma careta – Perguntas?

Blair levantou a mão.

-Vão ficar aqui por quanto tempo?

-Ai é com vocês, decidirem quando vão expulsá-los.

-Pode ser amanhã? – Isabelle questionou.

-Tentem mostrar que isso é um lar de família normal para uma família normal – Maryse sorriu, quando três figuras pequenas passaram flutuando atrás deles, com lençóis brancos em cima de si – Max, dá para perceber que é você. Os chifres, querido! – Eles riram.

-Olá? – Escutaram uma voz atrás deles e se viraram, vendo Leylla se levantando.

-Oi – Blair cruzou os braços.

-O que aconteceu?

-Vocês desmaiaram quando chegaram aqui – Imogen foi até a porta e se virou, voltando-se para eles novamente com uma bandeja nas mãos. -Chá? – Ofereceu.

-Da onde isso saiu? – Isabelle apontou – Não estava ai antes.

-É claro que estava – A olhou com raiva – Vou mandar arrumarem os quartos de vocês – Sorriu para eles e saiu. -JONATHAN! – Ouviram-na gritando do corredor.

-Acordem o resto, vou falar com Alec – Blair mandou, saindo sem esperar uma resposta, apesar de ouvir os protestos.

Voltou para a parte normal do Instituto, por onde algumas pessoas andavam de um lado para o outro. Olhou para o sofá, onde Alissa estava, e percebeu que ela estava deitada no colo de Magnus, que acariciava seu cabelo.

Blair sorriu consigo mesma e foi para a cozinha, onde provavelmente o “pai” estava. Havia pegado a mania de Rafael e Max de chamar Magnus de Papa e Alec de papai á algum tempo, e nenhum deles se incomodava com isso, então ela não ligava também.

-Papai – Sentou-se em cima da bancada, ficando ao lado de Alec.

-Ei – Sorriu para ela.

-Eu fui ao médico com Alissa e acham que ela não tem algo, mas sei que tem. Será se poderíamos chamar um irmão do silêncio para examiná-la? – Pediu, com um sorrisinho que sempre o convencia.

-Podemos tentar, mas não sei se eles podem fazer isso. São médicos apenas de Shadowhunters, e Alissa é mundana – Alec se lamentou.

-Eu posso ajudar – Uma garota que não parecia ter mais de dezenove anos, com olhos escuros e um vestido longo que caiu perfeitamente em sua estatura, entrou na cozinha, com as mãos juntas em frente ao corpo.

-Quem é você? – Blair franziu o cenho com a presença inesperada.

-B, esta é Theresa Gray. – Alec a apresentou.

-Pode me chamar de Tessa – Ela deu alguns passos para mais perto e abraçou Blair rapidamente.

-Sou Blair Lightwood-Bane – Se apresentou e viu o olhar de Tessa mudar – O que dizia antes? Pode nos ajudar?

-Bom, conheço um Irmão do Silêncio que faria qualquer coisa que eu pedisse, e manteria segredo sobre isto. – Ela sorriu docemente.

-Isso – Blair apertou os olhos e olhou de novo para Tessa, que esperava uma resposta – seria incrível, completamente. Obrigada!

-Bom, eu vim para o Instituto por sua causa – Ela deu de ombros e se sentou em um dos bancos.

Apesar das cadeiras pouco confortáveis – não que algum deles realmente se importasse com isso – ela sentava com a graciosidade de uma princesa, o que fazia todos se sentirem de volta ao século dezenove.

-Por... minha causa? – Blair colocou o dedo indicador no peito - Causa, eu?

-Sim – Tessa riu baixo, abaixando a cabeça e voltando o olhar depois – Sou igual a você. Ou você é igual a mim, é a mesma coisa. Esperava que pudéssemos conversar.

-Posso comer enquanto isso? – Apontou para o armário de cima, onde guardavam biscoitos.

-Se seus pais a deixarem comer na biblioteca – Respondeu.

-Eles já fizeram coisas piores lá – Deu de ombros e abriu o armário. Pegou dois pacotes de Ruffles e refrigerante, então seguiu Tessa para a biblioteca.

Sentaram-se em duas cadeiras perto da janela, e Blair colocou os pacotes em cima da mesa. Ofereceu um deles para Tessa, que dispensou com a mão, porém ela insistiu e a outra acabou aceitando.

-Tenho que admitir que isso é uma delícia. – Tessa disse, comendo delicadamente as batatinhas enquanto Blair enchia a mão e colocava tudo na boca de uma vez.

-Concordo! – Blair limpou as mãos uma na outra – O que quis dizer com “você é igual e mim”?

-Bom – Tessa arrumou mais a postura, como se fosse necessário – Sou como você, Blair. Metade feiticeira e metade Shadowhunter.

-Espera, mas... o que? – Blair tentou organizar as informações na mente – Fomos parceiras de laboratório, literalmente?

-Não – Ela bebeu um pouco do refrigerante no copo de canudinho rosa – Sou filha de um demônio maior e Elisabeth Gray, que nasceu Adele Starkweather, uma Shadowhunter. Eu era esposa de William Herondale e mãe de James Herondale e Lucie Blackthorn. Minha mãe, Elisabeth, nasceu Caçadora de Sombras, mas foi trocada por uma fada, de quem era amiga. Desde então passou a viver com eles, então nunca fora Marcada.

-Espere, então... – Blair apertou os olhos.

-Então sou como você. Não desempenho mais o papel de Caçadora de Sombras, porém vivo no Labirinto Espiral, junto de outros feiticeiros. – Sorriu – Magnus já havia me falado de você, e estava muito ansiosa para conhecê-la, Blair.

-E como pode ajudar Alissa? – Foi direto ao ponto, ao que martelava em sua mente – Como pode salvar minha filha?

-Quando jovem, eu conheci William Herondale e seu Parabatai, James Carstairs. – Explicou Tessa – Eu amei os dois com todo o meu coração, ambos eles. Casei-me com Will, por isso faço parte da linhagem Herondale e sou parente de Jace e Imogen. Uma vez eu disse que eu não poderia ter amado tanto Will se não tivesse amado Jem também. E não poderia ter amado tanto Jem se não tivesse amado Will como eu amei. – Sorriu fracamente - Jem tinha uma doença terrível, não vou entrar em detalhes, mas ele se tornou um Irmão do Silêncio por causa disso. Era a única coisa que poderia salvá-lo. Nós nos encontramos uma vez por ano na Ponte Blackfriars, em Londres, porém tenho plena certeza de que ele viria, se eu pedisse.

-Você... – Tessa a interrompeu.

-Apenas se chama-lo de Irmão Zachariah enquanto estiver aqui – Disse séria, porém sorriu depois.

-Prometo – Blair sorriu junto dela e se levantaram.

Blair pegou os pacotes vazios de rufles na mesa e os copos, então voltou-se para Tessa novamente.

-Sabe, foi bem legal da sua parte, conversar com Jace primeiro – Comentou – Caçadores de Sombras valorizam muito a família, ele deve ter ficado bem feliz por ele e Imogen não serem os últimos Herondale vivos.

Tessa sorriu.

-Vou entrar em contato com Jem. Prometo. – As duas saíram sem dizer mais nada.

Blair voltou para sala, onde Alissa dormia no colo de Magnus, e percebeu que o pai também havia pegado no sono. Ela riu e pegou a garotinha, levando-a para a cama, e voltou para a sala. Chamou Alec, que pegou Magnus no colo enquanto ela fazia um Portal, e se despediu dos pais e três de seus irmãos mais novos.

Enquanto voltava para o quarto, viu Tessa conversando com Ragnor, Isabelle, Catarina, Clary, Maryse, Robert, Imogen e Jace. Sorriu para ela, que retribuiu, e gritou um “boa noite”, voltando correndo para o quarto.

Também percebeu que haviam mais quartos cheios, o que a fez se lembrar das “visitas” que havia recebido. Seria uma longa semana.

 

 

 

 

 

 

 

Não foi á escola no dia seguinte. Nem Alissa. Não a deixaria sair assim, e muito menos a deixaria no Instituto, sozinha.

Á tarde, mais ou menos ás duas horas, Tessa entrou na biblioteca, onde Blair estava sentada na enorme poltrona em frente á janela com Alissa no colo, lendo um livro infantil Nephilim.

Ela estava acompanhada do que devia ser um Irmão do Silêncio, e Blair não conseguiu ver seu rosto, pois estava com o capuz levantado. As duas pararam de ler o livro – que não devia ser considerado infantil, pelo tanto significativo de mortes e demônios – e se levantaram da cadeira. Blair, intrigada, e Alissa, assustada.

-Blair, Alissa – Tessa respirou fundo e indicou para o Irmão do Silêncio ao seu lado – este é o Irmão Zachariah, ele vai... consultar Alissa – Tentou pensar em palavra melhor para não assustá-la, mas foi o melhor que a veio a mente.

Alissa olhou para Blair, segurando sua mão e com os pequenos olhinhos arregalados. Blair sorriu, apertando sua mão fracamente e dando um sorriso que dizia “Está tudo bem, eu estou com você”.

O irmão Zachariah tirou o capuz da túnica, e Blair arregalou os olhos diante dele. Não era como um Irmão do Silêncio normal, seu rosto era como o de qualquer pessoa comum, com traços chineses, além de runas nas maçãs do rosto. Seus olhos e bocas não eram costurados, porém não demonstravam qualquer expressão. Seu cabelo era preto com algumas mechas em prata, demonstrando como havia sido no passado, como Tessa havia dito á Blair.

Viu de relance Alissa sorrir, o que a deixou aliviada. Realmente tinha medo da reação dela. Viu fotos do Irmão Enoch no casamento de Alec e não queria assustá-la com uma presença daquelas.

Podemos ir á um quarto, onde ela se deitará? A pergunta ecoou na cabeça delas, fazendo Alissa dar um pulo para trás, mas sorrir depois.

-Você é engraçado – Disse entre risos.

-Vamos ao meu quarto – Blair disse – poderá examiná-la lá.

Os quatro seguiram em direção ao quarto de Blair, esbarrando com Marvin no corredor. Ele olhou para Blair, Tessa, Alissa e Irmão Zachariah, depois deu de ombros e saiu cantarolando para a cozinha.

Blair fez algo que em sua mente era uma mistura de rir e revirar os olhos e finalmente seguiram para o quarto dela sem interrupções.

Alissa deitou-se na cama após tirar os tênis que Blair havia comprado de seus pés, ficando com meias brancas com babados na borda, e fechou os olhos, esperando o que estava por vir. Blair se sentou ao seu lado, o Irmão Zachariah em pé do outro lado e Tessa um pouco atrás dele, com os braços cruzados e parecendo nervosa.

Blair fechou os olhos como Alissa enquanto ele a examinava. Ouvia apenas alguns ruídos e não queria saber que tipo de métodos os Irmãos do Silêncio usavam para examinar mundanos, se é que já haviam feito isso alguma vez.

Os ruídos pararam subitamente, e ela abriu os olhos. Viu que o Irmão Zachariah havia dado alguns passos para trás e estava ao lado de Tessa. Ele olhava firmemente para Alissa, que abria os olhos aos poucos, parecendo cansada. Tessa o olhou, alarmada, percebendo que algo de ruim havia acontecido.

-E então? – Blair se curvou para frente.

Não sei exatamente o que ela tem, mas não é a vontade dos Anjos. – A voz ecoou.

-O que isso quer dizer? – Blair franziu as sobrancelhas.

-É demoníaco. – Tessa traduziu, levando um aceno de cabeça do Irmão Zachariah, mostrando que ela estava certa.

-E a cura? – Blair perguntou, se levantando da cama – Quero dizer, como podemos reverter seja lá o que ela tiver? Foi causado por um demônio ou algo assim? Magnus com toda certeza pode ajudar – Falou tudo de uma vez, parando ao sentir a mão de Tessa em seu braço, como gesto de apoio e carinho.

Não foi um demônio qualquer  A voz de Zachariah ecoou  Foi um demônio maior que reside no Inferno. Apenas ele pode curá-la.

-E vamos fazer o que? – Blair perguntou - Ir para o Edom, sequestrar o demônio e dizer ”Oi, sabe o feitiço que você jogou para que ela morra? Então, pode revertê-lo se eu disser ‘por favor’?”.

Um demônio mais poderoso que ele poderia retirá-lo Zachariah falou, com um segundo sentido na frase.

-Como...

-Asmodeus – Tessa disse o que todos eles pensavam.

-Magnus nunca vai concordar – Sentou-se novamente na cama, onde Alissa já estava sentada.

-Temos que tentar – Tessa disse. – Senão nunca vamos encontrar nada para reverter.

-B? – Alissa a chamou, atraindo a atenção para si – Eu vou morrer?

-Não, claro que não – Blair a pegou nos braços, apertando-a contra si – Eu não vou deixar.

-Vou falar com Magnus, e chama-lo para cá – Tessa disse, revezando o olhar entre Blair com Alissa e o Irmão Zachariah. Blair sentiu um pequeno aperto no peito ao se lembrar de como a história deles havia acabado.  – Você vem comigo?

Certamente, Respondeu.

-Muito obrigada, Irmão Zachariah – Blair disse – Muito mesmo.

Disponha, Blair! Ele respondeu, surpreendendo Tessa ao sentir de longe o afeto na voz mental, mas lembrou-se de que ele conhecia Magnus á muito tempo, e provavelmente estava feliz por Magnus, por finalmente ter formado uma família.

Os dois saíram, e Alissa saiu do colo de Blair, se sentando novamente na cama e balançando os pezinhos cobertos com meias brancas.

-Quem é Asmodeus? – Ela perguntou.

-É o pai de Magnus, então é meu avô – Blair sorriu. – Ele não é como todos os avôs no mundo.

-Um demônio? – Alissa arriscou, fazendo Blair perceber que ela havia aprendido muito sobre o mundo das Sombras até ali.

-Sim. Um dos príncipes do Inferno.

-Já ouvi vocês falando dele. – Alissa disse. – Um pouco depois de nos conhecermos, eu dormi com você no loft porque papai tinha uma reunião de urgência com os advogados, e vocês falaram sobre ele no café da manhã. E Magnus ficou bravo porque você tinha descoberto por um tal de Johnny Rook.

-Oh, é! – Blair abaixou o olhar e sorriu com a lembrança – Nunca faça negócios no Mercado das Sombras. Perdi minha bolsa favorita da Chanel lá.

A porta se abriu com um estrondo. De repente, estavam todos, menos Tessa e o Irmão Zachariah, dentro do quarto, afobados.

-Então – Magnus gritou para chamar a atenção deles – Quem quer ir até o Edom? Porque vamos precisar ir até o Reino das Fadas antes. 


Notas Finais


As roupas de Blair e Alissa no hospital são as mesmas do capítulo passado.


Roupa Blair - https://br.pinterest.com/pin/226939268707527628/
Casaco - https://br.pinterest.com/pin/226939268707719409/

Roupa Alissa - Blusa - https://br.pinterest.com/pin/226939268707591118/
Saia - https://br.pinterest.com/pin/226939268707590998/
Tênis - https://br.pinterest.com/pin/226939268707719411/
Boneca - https://br.pinterest.com/pin/226939268707602189/


Espero MUITO que tenham gostado. AMO VOCÊS MEUS BOLINHOS!



XOXO,B.


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