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História City of witches - Capítulo 2


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Notas do Autor


espero que gostem, os próximos capítulos estão quase prontos.

Capítulo 2 - 2 - o corvo


Fanfic / Fanfiction City of witches - Capítulo 2 - 2 - o corvo

Capitulo 2

 

- Admiro a sus coragem senhorita Mklaus, mas isso não importa agora, você cometeu um delito e é óbvio que irá pagar por ele, e não espere por nossa misericórdia só porque sua família é uma das fundadoras, todos nós somos iguais aqui, mas sua punição será justa isso eu te prometo – mas que safado arrogante, está aí o por que um nunca gostei dos Sanders, eles são uns metidos arrogantes.

- Vamos começar nomeando os seus crimes que ela cometeu, vejamos, você foi pega pelo Genus magicae fazendo magia de sangue, magia essa que não é permitido o uso sem que você tenha permissão do conselho, ou se for um caso de vida ou morte. – A conselheira Brigerton deve estar gostando de ler os meus crimes, ela nunca gostou de mim na escola.

- Senhorita Mklaus, você teve permissão do conselho para proferir esta magia? – Henry declama a pergunta me olhando com uma certa satisfação.

- Não senhor, eu não tive permissão do conselho, e antes que o senhor faça a pergunta, não ninguém estava morrendo – quanto mais rápido isso acabar, mais rápido eu posso sair daqui e ficar longe desses corvos.

Nesse momento todos os membros do conselho me olham com certa raiva, eu estou acabado com o momento deles, mas eu que não vou ser o saco de pancadas deles. Já Henry me olha como se achasse graça de que eu queira apresar as coisas, e isso me provoca um arrepio na espinha, ele com certeza não será bonzinho comigo.

- Então você não tinha permissão e ninguém estava morrendo para que fosse salvo? Não é isso? – confirmo com um aceno de cabeça – ok então porque você fez uma das magias mais arriscadas que temos? Qual foi a sua motivação senhorita Mklaus? – Agora ele me pegou e eu não posso mentir, e eu estou na frente de tantas pessoas, que Deus me salve.

Acho que talvez eu não tenha contado a história toda, de como eu me meti nessa enrascada, bem é o seguinte como não bastava as nossas diversas regras de uso da magia, nos bruxas também inventamos uma divisão de classe magica, nos bruxas estamos no topo por fazermos magias de várias formas, os metamorfos, aqueles que conseguem se transformar em outros animais, eles vem abaixo de nós e são considerados inferiores assim como os humanos que não tem poder nenhum.

Meu namorado Alex Volshiman é um metamorfo, ou de uma forma mais comum ele é um lobisomem, o que não é bom, existem vários tipos de  metamorfose, os que se transformam em pássaros, gatos ou corças, mas os lobisomens são diferentes eles são mais temperamentais e perigosos, eles costumam viver fora da cidade para a segurança de todos. O meu relacionamento com ele não é muito bem visto, não que bruxas não possam se transformar em outros animais, não é fácil e leva muito tempo e dedicação para aprender, mas algumas conseguem, mas uma bruxa e um lobisomem não é algo bem visto.

Então como vou explicar para eles que eu só ia fazer esse feitiço para me manter ligada ao meu namorado? Esta ai a parte complicada do feitiço de sangue, você pode usar para salvar a vida de uma pessoa conectado sua vida a dela, mas quando duas pessoas saldáveis fazem isso os riscos são maiores, se um morrer o outro morre junto. É uma coisa ruim, mas era por isso que eu queria fazer, eles jamais poderiam nos separa porque estaríamos ligados pelo feitiço.

Como vou dizer isso para todas essas pessoas? Eu não posso mentir e a verdade pode me causar mais problemas do que eu preciso agora, eu preciso parar de tomar decisões erradas.

- Eu .... Eu só estava praticando magia – será que isso pode ser considerado uma mentira? Eu já me preparei para a dor de ter mentido, mas nada acontecer, bem eu estava praticando magia.

- Você só estava praticando? Estre todas as magias você resolveu praticar com uma que não é permitida? Isso mesmo? – Henry me pergunta em um tom sarcástico, ele está me testando?

- Sim senhor, eu só estava praticando – eu devia ganhar um Oscar por ser tão sínica.

- Bem, você estava praticando sozinha? – Mais uma pergunta complicada, não eu não estava sozinha o Alex estava lá também, como vou fugir dessa.

- Eh ... sim eu estava sozin......... aaahhhhhh – não consegui completar a frase, já estou caída no chão gritando de dor, uma dor alucinante como se me queimasse por dentro.

- A verdade senhorita Mklaus – um dos membros do conselho insiste

- Alex ...... Alex estava lá comigo, mas ele chegou depois, não estava lá quando comecei ........... aahhhhh – mais uma onda de dor eu não tenho forças para sair do chão, tudo bem ele já estava lá quando comecei, ele até mesmo sabia o porquê de fazer aquilo.

- Alex? Que Alex? Ah espera Alex Volshiman o lobisomem não é mesmo? Ele é seu namorado, não é? Que interessante – varia perguntas que não preciso responder, e eu acho que não conseguiria, eu não sou forte o suficiente essa, tortura vai me matar.

- Então ele estava lá e sabia o que você estava fazendo? Porque você estava fazendo magia de sangue? – Minha cabeça dói, e Henry parece disposto a ficas aqui por muito tempo.

Duvido que alguém me ajude, e isso aqui está muito fora do meu controle, todos me olham esperando minha confissão, sinto lagrimas nos meus olhos não sei se é de dor ou de raiva. Os cinco membros do conselho me observam arrogantes de seu altar, enquanto henry parece esperar pacientemente pela resposta, ele está certo que irá sair vitorioso daqui hoje.

- Pai pare com isso você já sabe a resposta, acho que todos já sabem – Chase se intromete do seu assento, lindo e impecável como sempre com um sorriso presunçoso no rosto – ela só fez para se manter ligada ao namorado lobo, de uma forma que ninguém poderia separá-los, uma jogada bem idiotia, mas foi uma tentativa – mas que espertinho safado, ele diz isso com um olhar sabichão para mim.

Isso me enfurece, eu deveria ter livre acesso ao meu poder, deveria ter o direito de fazer o que eu quisesse com ele, porque tenho que ser julgada por usar a minha magia da forma que bem quiser, tudo bem que fiz algo não permitido, mas e se eu quisesse fazer algo maior do que só fazer fogo ou me transformar em um pássaro? Eu deveria ter o direito de escolher e não precisar pedir permissão para tudo.

- Eu fiz por que estou cansada de vocês decidirem quando eu posso ou não usar algo que nasceu comigo, estou cansada de só poder usar minha magia quando vocês permitem ou quando vocês precisam dela – enquanto digo minhas palavras de surto o Genus magicae parece brilhar mais forte, como se respondesse a minha raiva – já está na hora das coisas mudarem, não estamos mais sendo caçados, deveríamos ter o direito de ter todo o nosso poder de volta.

- Chega. Isso não está em pauta – Henry me interrompe -  você cometeu um delito grava, e por ter usado sua magia de forma leviana nós a puniremos ... -  não, não, não ele não vai me calar agora, chega dessa besteira.

- Você é um cretino opressor, você nos mantem na linha com ameaças e criando medo em todos, mas isso não vai mais acontecer, essa liderança na base do medo tem que acabar – olho para a Genus magicae com raiva, e ela parece tremer a cada palavra – manter nosso poder preso não é algo bom, isso pode ter funcionado no início para nós manter seguros quando nos caçavam, mas hoje ninguém se importa se bruxas existem ou não.

- Pare! isso não é algo que você possa decidir ou não, é um assunto que não cabe a você – Henry me interrompe novamente e agora ele parece realmente zangado e nem um pouco satisfeito.

- Posso falar o que quiser tenho direito de dar minha opinião, sou membro da comunidade como todo mundo aqui – ele está muito enganado se acha que vou ficar calada agora que já comecei, já estou na merda mesmo.

- Laiza por favor se controle, está fazendo um escândalo – a não mãe até você? Cadê o apoio da família quando a gente está tendo um surto?

- Ouça a sua mãe Laiza, você está fazendo uma cena, e esse não é o motivo por estarmos aqui – Gina Moski a mais velha no conselho me cala – você veio aqui para ser punida pelos seus crimes, e não para fazer uma revolução, então cale-se e ouça.

- Por seus crimes a partir de hoje você está banida desta cidade e permanecera sem seus poderes até segunda ordem, até lá você deve ir embora, e seu namorado lobo será preso por ter ajudado nessa insanidade – Henry dá o veredito e o silencio recai sobre a igreja.

Ele está me dando a maior sentença depois da morte, esse tipo de punição só é dada para quem faz magia realmente proibida ou quando a gente mata alguém, eu sei que fiz algo errado, mas não é algo que deva ser punido com a minha expulsão, e o Alex meu deus ele vai ser preso, por quanto tempo vão mantê-lo preso? Isso não está certo, eles não podem fazer isso.

- Você está louco – ouso meu pai gritar- isso é uma punição muito grande para uma magia que nem chegou ao fim – ele tem razão eu nem terminei o feitiço, fui bloqueada pelo Genus magicae antes de terminar.

O Genus magicae essa urna fofoqueira, se ele não existisse eu poderia fazer o que bem entendesse com meus poderes, eu não estaria aqui sendo julgada e punida como se fosse uma assassina, aí se eu pudesse quebra-lo tudo seria melhor. Meus olhos vão direto para a Genus magicae, não escuto nada que estão dizendo ao meu redor, eu sei que todos estão nervosos e a gritos para todo lado, meu pai está de pé gritando com o conselho, enquanto minha me chora, mas isso não me abala.

Sinto uma força, algo diferente corre por minhas veias vejo um brilho de relance, são minhas mãos estão diferentes como se tivessem faíscas em meus dedos, algo elétrico um poder distante, antigo de centenas de anos percorre meu corpo. Só consigo olhar para o Genus magicae e imaginá-lo se quebrando em mil pedaços.

Ele está tão brilhante agora, brilha mais forte do que quando tudo isso começou, quando dou por mim estou de pé com a mão erguida para a urna, faiscando em sua direção, eletricidade percorre meu corpo, o que vou fazer? Como eu poderia quebra-lo? Não existe nenhum feitiço que possa destrui-lo. mas vão tirar meus poderes mesmo, se eu não tentar nunca vou saber, eu não tenho nada a perder mesmo.

 Do nada tudo aconteceu tão rápido, eu só pensei, apenas imaginei ele explodindo e recitei um pequeno feitiço que aprendi quando criança com meu irmão, um feitiço simples que usávamos para explodir alguns brinquedos. E bem na minha frente e na frente de todos o Genus magicae foi pelos ares, bem ali na minha frente, na frente de todos, como eu fiz isso? Olhei para as minhas mãos, não pode ser possível eu não posso ter feito isso sozinha, algum mais deve ter feito.

Olho para trás e todos então abismados eu diria até mesmo assustados, Chase está em pé ao lado do pai aonde parecia estar tentado apartar uma possível briga entre meu pai e Henry, mas agora todos me olham assustados, os membros do conselho parecem não acreditar, eu mesma não estou acreditando, eu acabei de quebrar a urna que continha o poder de todo mundo.

- Você tem que sair daqui agora, vai Laiza saia daqui agora – minha mãe surge me sacudido para me despertar.

-  você quebrou......você quebrou...... o Genus magicae ...... como ?- henry é o primeiro que diz algo, depois disso as vozes começam.

“o que faremos agora” “como ela fez isso” “alguém deve tela ajudado” “ela é a rainha reencarnada” essa última é a que me assusta mais, eu não deveria poder fazer essas coisas, ninguém deveria, e essa história de rainha da lua é só uma lenda não é real.

- Ela quebrou o Genus magicae pai, ela é a escolhida – eu desperto com a fala de Chase, escolhida? Do que estão falando?

- Ela não é, não pode ser essa garota, não quando a profecia não está completa – henry tenta argumentar, ele parece desesperado para negar o que aconteceu

- Ela quebrou o nosso maior símbolo de poder pai, não existe profecia maior que essa – Chase tem razão, eu quebrei o que tínhamos de mais importante na ilha, destruí séculos de história.

- Vamos Laiza você tem que sair daqui agora – minha mãe está do meu lado tentando me fazer acordar, mas estou completamente perdida.

- Vamos você precisa sair daqui filha – meu pai já está nos empurrando para o corredor na lateral tentando sir de fininho.

- Aonde pensam que vão? Vocês não podem sair, isso aqui está longe de acabar- henry parece furioso, ele vem em nossa direção como um lobo faminto.

- vai Laiza você precisa ir agora- minha mãe sussurra baixinho apenas para mim, me fazendo olhar assustada para ela     

Mas ela tem razão eu tenho que sair daqui, se antes eles não queriam apenas me exilar, agora com toda a certeza eles vão me matar, acabei de quebrar o objeto mais sagrado que tínhamos, um símbolo da nossa história, algo que jamais poderia ser quebrado, e eu o destruí eu mudei tudo.   

O único feitiço que consegui me lembrar foi o de metamorfose, era o mais fácil só precisava achar uma janela e sair, me transformei em um corvo e voei para a primeira janela que vi, fugi o mais rápido que pude em meio aos gritos alguém para que não me deixassem escapar.

Se meus problemas já não eram poucos agora eles são muito maiores, eles vão me caçar até no inferno, e quando me acharem vão me matar, fiz a coisa mais estupida de todas, e todos eram testemunhas eu não tinha nem como mentir. Mas eu quebrei o Genus magicae, agora todos podem usar o seu poder da forma que quiserem, talvez eles não me matem, talvez eles me considerem um herói, ou talvez eles não gostem do que eu fiz, talvez fiquem com mais raiva. Meu deus como fui parar em uma merda maior do que já estava?

Isso não importa eu preciso me esconder, voou direto para as docas mais especificamente para um galpão que o Alex usa como estúdio e casa, vou ficar lá até a poeira abaixar.

Quando chego lanço um feitiço de proteção para bloquear qualquer uma que queira me fazer mal, espero que seja resistente o bastante para me manter segura por alguns dias. Quando entro mais no galpão vejo que Alex não está, apenas seus quadros me observam, para um lobisomem ele é um bom pintor, como é noite de lua cheia ele deve estar no campo junto com os pais nós não tínhamos combinado de se ver hoje, eles nem devem estar sabendo o que aconteceu. 


Notas Finais


espero que tenham gostado, os próximos capítulos na semana que vem.


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