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História Ciúmes de Van Gogh - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura~

Capítulo 1 - Toda a admiração que ele tem pelo artista


Fanfic / Fanfiction Ciúmes de Van Gogh - Capítulo 1 - Toda a admiração que ele tem pelo artista

Desde que conseguia se recordar, Erland nutria profundo fascínio por Leopold Edelstein — o jovem austríaco assim preferia ser chamado, por possuir um nome demasiadamente longo. Admirava-o em silêncio, encarando com imenso encanto cada um dos desenhos que o rapaz fazia, vindo assim a igualmente adquirir admiração por arte e qualquer coisa relacionada a ela.

Agora, o jovem sueco estava a visualizar o olhar atento do albino, que possuía sobre o colo um livro sobre Van Gogh, olhando mais precisamente a Noite Estrelada. Certamente, tamanha admiração pelo artista holandês — que com o passar dos anos foi sendo tomado pela loucura — era devido ao nome composto que os pais deram-lhe, em uma carinhosa homenagem ao grande pintor. Leopold Vincent Edelstein Beilschmidt — ou simplesmente Leo ou, mesmo que não muito costumeiro, Levi. Havia sido sua paixão por aquele fantasma eloquente e sôfrego que o rapaz decidiu que estudaria historia da arte quando terminassem o ensino médio, para em seguida estudar pintura. 

Erland considerava profunda aquela ligação que o nome composto do albino fora capaz de criar entre um aspirante a pintor e um pintor já falecido. Os olhos ametistas brilhavam com ternura sempre que o nome de Van Gogh ou das obras do mesmo era citado em uma conversa que estivesse tendo com alguém, com quem quer que fosse. Uma vez, Leopold contou-lhe com tremenda empolgação da vez que conheceu o marido de um dos amigos do pai alemão, o qual informava trabalhar no Museu Van Gogh, em Amsterdã. Só de ver os gestos exagerados, as mãos trêmulas e a dificuldade em formular frases, eram o suficiente para que o ruivo soubesse o quanto o austríaco estava eufórico e com o coração palpitante.

Ainda a admirar Leopold, pôde ver como o singelo sorriso surgia em sua feição pálida, de bochechas coradas e fofas. Os dedos deslizavam delicadamente pelas figuras — sejam de paisagens, sejam de pessoas que cruzaram o caminho do pintor holandês. Sentindo o rosto esquentar, o rapaz sueco sentiu as entranhas revirarem, conforme apertava os olhos e sentia-se desconfortável. Não tinha como negar para si mesmo, ele tinha ciúmes de toda aquela admiração e paixão, mesmo que isso não se passasse de uma coisa boba e que envolvesse o amor do Edelstein pela arte.

Mas aqueles sorrisos apaixonados, os olhos brilhantes e a euforia que desabrochava no peito do albino... Tudo isso eram coisas que Erland desejava causar em Leopold, e saber que apenas registros de um artista morto eram capazes de tal deixavam-no frustrado. Havia conversado com os pais sobre seus sentimentos, recebendo sorrisos gentis e conselhos acolhedores.

— O que você deve fazer primeiro é cercá-lo com o seu amor — dizia Tino enquanto tricotava uma roupa para a cadelinha da família. — E então as coisas acontecerão naturalmente.

— Mas e o Van Gogh? — questionava o ruivo, com as sobrancelhas franzidas e impaciente.

— Ele é apenas um detalhe. — Disse simplesmente Berwald, que estava com o novelo de lã enrolado nas mãos.

Desviando o olhar para o lado, Erland comprimiu os lábios, fazendo um suave bico e inflando um pouco as bochechas. Ele estava com um ciúmes inexplicável, sem razão para que existisse. Confiava nas palavras dos pais e acreditava que, se o fizesse — cercar Leopold com seu amor —, tudo acabaria bem. Arqueando uma das sobrancelhas, retornou a mirar a figura do jovem ao seu lado, pelo canto do olho.

O encanto e fascínio. Essas também eram duas coisas que Erland sentia por Leopold, chegando a ficar eufórico e a gaguejar toda vez que falava do albino para os pais. Sentindo a face esquentar mais do que da última vez, o jovem ruivo compreendeu.

Assim como o Edelstein não era capaz de enjoar-se das obras do pintor holandês que tanto gostava, Erland também não era capaz de enjoar do colega de escola.

Leopold era a obra de arte que Van Gogh jamais foi e jamais seria capaz de retratar, tamanha sua beleza e doçura. Obra a qual Erland se apaixonaria todas as vezes que admirasse.


Notas Finais


Assistam "Com Amor, Van Gogh". Tem completo no youtube uwu

Espero que tenham gostado. Desculpem qualquer erro!

Bijins 💙💛💙


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