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História Civ Powers - Capítulo 14


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Notas do Autor


Continuação do capítulo anterior. A partir daqui, acho que vou começar a focar mais nas outras nações também.

Capítulo 14 - Velha Richa


Fanfic / Fanfiction Civ Powers - Capítulo 14 - Velha Richa

Após 500 anos isolado no deserto, Songhai, uma vez o mais extenso e poderoso império da África Saariana, cuja glória foi destruída e este se encontrava perdido e isolado em um deserto, enquanto absolutamente ninguém esperava que ele estivesse sequer vivo. Agora que seu maior líder, o lorde da guerra Askia Mohammed, está de volta, eles finalmente se encontram em Marrakesh atrás do castelo onde mora Marrocos, disfarçada no mundo dos humanos como Sayida Benanni. Junto com sua armada de Mandekalus, eles conseguem se infiltrar no castelo e se defender de todos os guardas com suas mãos cruas e suas lâminas. Ao chegar no topo, no quarto da nobre Sayida, enfim, chegam ao seu destino, um que os surpreenderia como mais nenhum:

- Ah, qual é! – disseram o Alemanha, Itália e Japão, que estavam curtindo uma boa refeição islâmica no quarto da Sayida sem que ela estivesse presente na localidade.

-....... – Sinceramente, eu não sei se deveria dizer o que Songhai pensou daquele momento, pois isto parecia muito vergenhoso, especialmente levando em conta que ele se preparou por cinco séculos para cobrar sua dívida e quando arrisca sua vida ao se revelar ao mundo se depara com isso.

- Eh..., Marrocos? – Com bastante ingenuidade, Askia pergunta. Na pior ou na melhor das hipóteses, um daqueles três poderia ser a dita cuja.

- Eu espero que não... – Alemanha comenta com certa insegurança.

- Ah que bom... – Askia comenta, também inseguro, direcionando-se para Songhai – Eu deveria estar feliz ou insatisfeito?

- Não é a hora, Askia... – Songhai responde enquanto se aproximava dos hóspedes – Onde está Sayida?

Ninguém respondeu. A paciência de Songhai ficava cada vez mais apertada, até que ele se aproxima do Itália, esperando uma resposta, este, inocentemente, oferece a ele:

- Couscous marroquino?

Songhai joga o prato para longe, descararegando parte da sua raiva naquele momento, agarrando o pobre veneziano pela gola enquanto segura três agulhas pelos dedos:

- Olha aqui, eu só quero me encontrar com uma pessoa hoje, e isso é sério! Então se não me der uma resposta coesa e satisfatória, podemos apelar para o lado sério!

Itália realmente sabia que não poderia se ferrar com ninguém, pois este não tinha nenhum ferro para ser uma nação de destaque pela força. Sabendo disso, Songhai se desaponta pelo infortúnio com ele e o solta. Ainda abalado pelo delicioso couscous desperdiçado no chão, ele comenta:

-... Se não queria, um simples não bastava...

Vendo a situação, Alemanha se aproxima dele, tentando estabelecer um contato pacífico. Embora ele ainda estivesse pouco acostumado com essa coisa de “paz”, as aulas de diplomacia com o América poderam ajudar... ou não:

- Acho que está atrás da Marrocos, estou certo?

- Não fale esse nome...

-... Mas se eu não falar o nome dela, então como vamos falar sobre ela?

- Só me diga onde Sayida está!

- Eu já disse, Sayida não está em condição de receber visitas! – Para a surpresa de todos, o guarda que Songhai enfrentou lá fora aparece ditando as mesmas desculpas para que ele não a visse. Frustrado, ele e Askia se encontram perdidos em uma situação que não esperavam e muito menos deviam terem se metido. Educadamente, Songhai se dirige ao guarda:

- E onde ela está?

- Eu não sei. Ela desapareceu.

- ?! – Agora por isso ele não esperava. Desaparecida? Foi só ele aparecer novamente para o mundo que agora a mulher que causou seu desespero está desaparecida! Mas ele precisava pensar em um meio de encontrá-la. Se ele fosse eliminar primeiro a Marrocos, o caminho para restaurar o seu império estaria livre. Mas o que deixava a sua mente mais confusa: quem eram aqueles indivíduos?

- Você conhece esses caras?

- Sim. Estes são os syd. Ludwig, Feliciano Vargas e Kiku Honda. São amigos pessoais de sayida. Benanni. Eles são diplomatas pessoais de seus respectivos países.

- Diplomatas, é? – Songhai já compreendeu o que se passava entre eles. – O meu nome é Abeni, então. Eu estou atrás de sayida. Benanni para resolver umas... dívidas que ela está me devendo.

- Se sayida. Bennani devesse a alguém, no instante ela conseguiria pagar. – o guarda começa a suspeitar da causa de Songhai. – Quem é você e o que você quer, de verdade?

- Eu não tenho nada demais.

- Sim, você tem!

- Como pode ter tanta certeza?

- Porque você literalmente invadiu a cidade com uma cavalaria de 100 homens!

-... Ele tem um ponto. – Askia comenta, enquanto se mostrava bem descontraído com a situação. De fato, aquele era um líder de atitude.

-... Poderia nos dar licença um minuto? – Vendo que aquela era uma situação delicada demais para eles se intrometerem, Alemanha se afasta para conversar com seus parceiros a sós:

- A coisa tá feia, rapazes. Acho que nossa diversão acabou por aqui.

- Pera lá, Alemanha! – Japão reclama – Você por acaso está reconhecendo este cavalheiro? Não, nem eu! – Japão não espera por uma resposta do seu companheiro, o que o deixa bem frustrado. – Se alguém como ele está aparecendo neste período tão conturbado, então isso pode ser um sinal!

- Sinal do quê, mein geweiht?

- Você se lembra de que quando fomos visitar o Espanha e a Portugal, eles estavam bem estranhos, como se estivessem querendo esconder alguma coisa?

- É claro que sim.

- Eu reconheço um líder quando vejo um. – Falou referindo-se ao Askia – Esse negro com essa Daiken é humano e com certeza não é da nossa época. Eu tenho certeza que ele tem informações que seriam úteis para a nossa jornada....

Alemanha estava raciocionando os benefícios, mas na hora em que ia mostrar um posicionamento, o guarda pede para que eles saíssem. Não estavam muito satisfeitos com a decisão, especialmente o Itália, que estava adorando a culinária marroquina, mas eles obedeceram sem pestanejar. Ficaram no quarto apenas o guarda, Songhai e Askia. Ainda relutante com a presença daqueles dois, o guarda se direciona a eles:

- Vocês têm dez minutos. Deixarei-os a sós enquanto se preparam para ir embora.

Ele sai do quarto. Askia, que estranhava a presença do Alemanha e as outras nações no quarto, finalmente consegue falar o que queria:

- Pensava que estivesse certo, mas fiquei em dúvida.

- Do que está falando?! – Songhai pergunta com rispidez.

- Aqueles senhores são, sem dúvidas, as lendárias Potências do Eixo.

- Potências do quê ?! – o nome não é nada familiar para o império africano.

- De acordo com as escrituras, eles foram implacáveis lordes da guerra que lutaram durante uma guerra que assolou no mundo inteiro enquanto você estava preso no deserto. Seu líder, o Reich Alemão, não demonstrava nenhuma piedade com nenhum inimigo, e sua crueldade o levou a quase dominar o mundo, se não fosse pelos esforços de cinco furiosos guerreiros que defenderam o mundo contra esse mal. Estas foram as Potências Aliadas, lideradas por um jovem esnobe chamado América.

- Huh... – Songhai zombava de toda a ironia – Então essa é a nação que vendia armas para a Marrocos... Parece que esse cara é bem sucedido atualmente... – Após a história contada pelo Askia, Songhai mergulha em um devaneio que teve quando sua mente estava fixado às pouquíssimas coisas que acontecia no deserto, de volta há, pelo menos, uns 70 anos. – Pensando bem, eu acho que eu me lembro de um fato engraçado quando eu estive no deserto. – Askia então se aproxima, interessado no que Songhai tinha para falar. – Sabe, os últimos três séculos foram bem intensos e mais velozes do que o comum, eu acredito. Compensou alguns vários séculos que eu não vi absolutamente ninguém passando pelo deserto...

 

“Diário do Deserto, 1941 eu acho

Outro ano passa e eu ainda estou preso nesse vasto e desesperante deserto, preso apenas com os meus pensamentos tão ondulantes como essas dunas, a única coisa que minha visão consigue alcançar, e minha mente tão confusa que mistura as miragens refletidas pelo sol. Eu queria que alguma coisa diferente acontecesse, e parece que o destino sorriu para mim quando caminhava e avistei uma tenda. Mais uma vez, os aparatos eram bem mais complexos do que da última vez que toquei em instrumentos científicos, e mais uma vez, aquele sujeito branco de cabelos loiros aparece. Ele estava conversando com alguém que eu não reconhecia muito bem quem era, e também não entendi muito bem sobre o que estavam conversando, mas consegui gravar cada palavra, pois sabia que um dia você as leria de novo por algum motivo esperançoso:

- Que fazes aqui?

- Eu digo o mesmo, vieux garçon.

- Pare de me chamar assim. É melhor que seja breve. Lord Kirkland está me esperando para uma jornada estratégica.

- Sinto muito, Égipte, mas acho que ficarei mais tempo do que eu esperava...

Ao dizer esse nome, fiquei surpreso que teria sido o famoso Egito estando a falar com aquele branco vindo da Europa. Mas por que ele se deixaria aculturar tanto para os costumes daqueles?

- Você foi invadido pelo Alemanha!?

- Fui, infelizmente. Todos os Aliados pensam que eu fui capturado, mas eu consegui fugir aqui para ma colonie au Sahara. Eu consegui estudar um pouco melhor o plano arquitetado pelas potências do Eixo para o próximo ataque.

- Então temos que contactar o Inglaterra rapidamente!

- Não, Égipte, é muito arriscado. Eu descobri que o Alemanha foi infectado pelo Demônio da Prússia.

Espero que tenha gravado bem esse nome, pois ele me intrigou mais do que qualquer outro. Eu me lembro de quando Mali ficou insana e fugiu para nunca mais ser vista, e se esse demônio for real assim como as suas variantes, então eu temo que as coisas estão bem piores do que imagino.

-... Entendo. Minha mãe morreu por uma variação dessa praga. Na verdade, ela morreu após ser contaminada por sete delas. Por todas as regiões do Nilo, seu nome foi conhecido como a Praga do Egito.

Lembro bem de ter estudado sobre isso também. Por muito tempo, pensei ser a coisa mais perigosa para uma nação.

- Nós não temos tempo. Precisamos agir logo.

Depois disso, eles notaram que eu estava por perto a analisá-los e tiraram carabinas de suas bainhas, pensando estarem sendo vigiados por espiões de seus inimigos, sejam eles quem forem. Eu apenas desvaneci da região para não ser visto. Quando se vive demais no deserto, você acaba aprendendo como se adaptar a ele.”

 

-..... Askia, você tem certeza mesmo que aqueles eram mesmo as potências do Eixo? – Songhai permanecia incrédulo com aquilo, especialmente a levar em conta que suas atitudes entravam em conflito com o que as histórias narravam.

- Se eles realmente forem as potências do Eixo, então isso pode ser uma pista de que a Praga tem sim uma cura.

- E se acharmos ela, podemos curar todas as nações enfraquecidas do nosso continente. Mas primeiro, precisamos achar Marrocos. Não podemos nos esquecer: ela é a nossa inimiga.

Askia estava ficando preocupado com a obcessão de sua nação, mas ele não poderia fazer nada senão obedecê-lo, invertendo os papéis que os líderes europeus atuavam.

- Seus dez minutos acabaram. – o guarda entrou, para a surpresa dos dois. – Está na hora de vocês irem embora. E, de preferência, não voltarem.

 

Mesmo que indignados com a audácia do guarda, eles obedeceram-no sem reclamar. No caminho, Askia e Songhai discutiam sobre as fichas encontradas pelo líder africano, dispostas a seguir:

 

Império Otomano       Corsários Bárbaros

Unidade: Janízaro

Unidade 2: Sipahi

Bônus: Unidades navais de combate capturam navios derrotados.

Infraestrutura: Litorânea

 

Suleiman

Vitória: Dominação

Traços: Expansão

Foco: Navios, Exército;

Personalidade: Ousado, Hostil, constantemente denuncia os outros.

 

- Eu odeio esse cara... – Songhai lamentava.

- Eu não me lembro bem dele.... Diziam que era uma das maiores ameaças em Maghrib?

- Bem mais que isso... Acho que ele vai ficar com poucos amigos em sua jornada...

 

Arábia              Navios do Deserto

Unidade: Camelos

Construção: Bazar

Bônus:  rotas comerciais espalham sua religião duas vezes mais efetivamente

Infraestrutura: Desértica

 

Harun AL-Rashid

Vitória: Científica

Foco: Ouro, Religião; Ciência, Satisfação.

Personalidade: Calculoso, Amigável.

 

- Acho que eu me lembro dele... – Songhai resgatava sua memória. – Ele me ensinou a fé e a cultura islâmica. Devo muito a ele...

- Mas se não me engano está morto...

- Então quem vai cuidar do líder?

De fato é uma questão complicada para decidir, mas será esclarecida com mais precisão...

 

Assíria             Tesouros de Nínive

Unidade: Torre de Cerceamento

Construção: Biblioteca Real

Bônus:  Tecnologia ao conquistar cidades.

Infraestrutura: evita Tundra

 

Assurbanipal

Vitória: Científica e Dominação

Traços: Provoca Guerras; Treinamento Militar.

Foco: Ciência, Expansão;

Personalidade: Ousado, Hostil, Valente, Leal.

 

- Mais uma vez, a nação está morta.

- Ele não deixou filhos vivos?

- Não sei dizer se realmente são “filhos”... ou sequer “vivos”...

 

Pérsia               Legado Aquemênida

Unidade: Imortal

Construção: Corte Satrapal

Bônus: Movimento e Força durante Eras Douradas.

 

Dario I

Vitória: Científica

Foco: Satisfação, Ouro, Defesa, Infraestrutura.

Personalidade: Frio, Sensato, Medroso, Exigente.

 

- Eu nem preciso falar nada...

- Dei uma olhada no que ele supostamente se tornou. – Askia comentava enquanto se lembrava do estado do iraniano – Você sabe que não está na minha lista ser temeroso, mas desta vez fiquei assustado...

 

Etiópia             Memória de Adwa

Unidade: Mehel Sefari

Construção: Stele

Bônus: Combate ao lutar contra uma civilização com mais cidades do que a Etiópia

 

Haile Selassie

Vitória: Cultural

Traços: Odeiam Belicistas.

Foco:  Defesa, Infraestrutura, Satisfação.

Personalidade: Amigável, Leal, Carente.

 

... – Songhai fitava os olhos para essas duas personalidades, com muito interesse neles. Ao perceber o entusiasmo, Askia pergunta:

- O que foi, Abeni?

- Esses dois... eu me lembro deles... foram eles quem representaram o nosso continente!

-......

- Precisaremos contatá-los!

- Acredito que sim...

 

E agora, a parte que eles menos apreciaram:

 

Marrocos                     Entrada para a África

Unidade: Cavalaria Berbere

Melhoria: Kasbah

Bônus: Ouro e Cultura vindas de outras civilizações.

 

Ahmad AL-Mansur

Vitória: Cultural

Traços: Uso de Espionagem.

Foco:  Defesa, Infraestrutura, Satisfação.

Personalidade: Amigável, muito leal, “precioso pão de cinnamon”.

 

Enquanto Songhai fitava os olhos para Marrocos, Askia tentou se abrir a ele:

- Abeni, eu sei que você e eu temos uma richa com ela... mas lembre-se: eliminar Marrocos não vai restaurar a nossa paz.

-... Paz nunca foi uma opção para mim.

-.....



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