História Civil War (Stony) - Capítulo 12


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Categorias Capitão América, Deadpool, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Dr. Bruce Banner (Hulk), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Brutasha, Spideypool, Stony, Superfamily
Visualizações 1.241
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


minha prova de hoje foi cancelada então Bec me deu motivação pra escrever (sempre!)

esse capítulo explica todo o cu doce da história e espero que vocês gostem. vou tentar voltar o mais rápido possível.

boa leitura! 💕

Capítulo 12 - Chapter Twelve: This House Is On Fire


Civil War

Chapter Twelve: This House Is On Fire


🌌




Peter acordou novamente com o sol batendo em seu rosto, gemeu desgostoso enterrando a cabeça no travesseiro mas não conseguiu voltar a dormir.  De repente se lembrou da cena que quase presenciou ontem e praticamente pulou da cama em empolgação.


Ele coçou os olhos para espantar o resto do sono e calçou suas pantufas que havia ganhado de presente de Mary Jane no último natal. Pegou seu celular na mesa de cabeceira e começou a descer as escadas rezando para que seus pais não estivessem nus no sofá. Queria muito os dois nus em qualquer outra superfície, mas longe dos seus olhos, já havia visto demais ontem.


Terminou de descer os últimos degraus de dois em dois e disparou para a sala. Estava vazia e incrivelmente arrumada. Nem sinal das taças e do vinho que virá ontem, ou roupas perdidas, almofadas rasgadas. Talvez eles tivessem ido para o quarto, talvez ainda estivessem lá.


O som da cafeteira sendo ligada e panelas batendo suavemente no balcão da cozinha desmentiu a idéia na hora, era domingo, Jarvis estava de folga e não havia nenhum outro funcionário que usasse a cozinha.


Recebida @Wilson ♡ 8:45 am


bom dia petey! <3


Peter sorriu como um idiota para o celular antes de responder e começou a seguir para a cozinha.


O cenário não foi exatamente o que imaginou. Para começar só havia seu pai Tony na cozinha, ele vestia uma samba canção de equações numéricas e uma blusa puída que um dia já havia sido verde, os cabelos mais bagunçados que de costume e usando fones de ouvido.


Ele se sentou no balcão com o cenho franzido observando seu pai começar a preparar os ovos com queijo, ele estava ouvindo alguma música que não era rock.


— Papai?  


Tony não o ouviu, ainda entretido nos ovos e na música, então Peter pegou um dos enfeites de borracha da mesa e atirou no armário ao lado dele, fazendo o pai dar um pulo de susto, tirando os fones com força.


— Peter! Você vai destruir a minha cozinha?


— Onde está o papa? — ele perguntou, Tony levou algum tempo para responder, desligando o fogão e colocando o conteúdo da frigideira em dois pratos.


— Steve já foi, você deveria ligar depois, ele está preocupado. — o pai lhe deu um sorriso amarelo e encheu suas xícaras com café. Preto como tinta, amargo e quente, como os dois gostavam. — Quer que eu faça torradas?


O menino negou com a cabeça, ainda um pouco confuso e pegou um dos garfos que lhe foi estendido.


— Porque ele já foi embora?


— Não queríamos confundir as coisas com nós dois ficando aqui depois de cuidar de você e isso tudo. Vamos nos encontrar no sábado para conversar sobre um acompanhamento psicológico para você durante o divórcio…


— O quê?


— Você sabe, Peter, é bom ter alguém com quem conversar quando estiver confuso ou com medo, pessoas formadas para isso e dispostas…


— Não estou falando do psicólogo estou falando do divórcio! Como assim vocês vão continuar com isso?


Tony parou o garfo a caminho da boca e o deixou no prato, suas mãos se apoiaram entre os dois no balcão e ele respirou profundamente antes de olhar para o filho.


— Peter, você é nosso filho, independente de estarmos ou não juntos, você é nossa prioridade. Quando acontecer alguma coisa com você nós dois vamos estar aqui para você, como sempre estivemos e ontem não foi diferente. O fato de termos ficado com você ontem à noite não muda nada no nosso processo.


— Não estou falando disso, estou falando que vocês dois estavam transando no sofá ontem de madrugada. Eu vi! E ouvi!


— Você o quê? Peter… meu deus, Steve vai me matar. — Tony respirou fundo, esfregando a ponte do nariz. — Olha, eu e seu pai fomos casados por vinte anos, estamos enfrentando um divórcio difícil e estávamos emocionalmente instáveis. Pode ser que tenhamos perdido um pouco do controle e fazendo coisas que não deveríamos fazer bêbados e tristes, então vamos conversar melhor sobre isso depois.


— Eu não consigo entender nem mesmo porque vocês insistem nessa história. Não sei porque começaram com isso pra início de conversa, vocês só discutiam e brigavam e acabava com um dos dois saindo do quarto e indo dormir no quarto de hóspedes. Vocês nunca foram o tipo de casal que não briga, sempre discordaram de tudo, mas não assim. Nunca desistindo ou deixando isso tomar proporções enormes.


— Pet…


— Não pai. Eu já cansei dessas explicações idiotas sobre como pessoas são diferentes e que às vezes os casais se separaram. Eu quero a porra de um motivo real pra isso!


— Ei! Olhe a língua e o tom de voz. Ainda é comigo que está falando, Peter.


— Desculpe. — Ele parecia arrependido embora não menos decidido. — Eu não queria ser mal educado. Mas eu ainda quero saber, eu acho que mereço isso. Vocês são meus pais e eu amo vocês e quero saber porque estamos desmoronando.


Tony estendeu a mão para ele e apertou com força entre as suas.


— Tudo bem. Mas é que não temos um motivo, quer dizer, não de verdade. Um acúmulo de coisas, uma atrás da outra e a famosa última gota.


Peter não se deixou abalar. Queria saber cada uma das coisas acumuladas e definitivamente queria saber a última gota. Ele continuou olhando para o pai, seu estômago estava revirando mas ele não conseguia comer.


— Eu tenho ficado muito ocupado, a empresa está crescendo e eu estou a frente de quase tudo. Seu pai tem seus próprios problemas, e acabamos afastados. E difícil de admitir, mas temos inseguranças também, e algumas vezes isso nos domina. Brigamos, por ciúmes, por falta de tempo, por tudo. — Tony soltou suas mãos e pegou os pratos para levar para a pia, seus olhos estavam um pouco marejados e ele não queria que Peter o visse tão fraco quando ele quem deveria dar forças ao filho. — Eu tive uma vida muito agitada quando mais novo, muitas pessoas no passado e uma delas apareceu alguns meses atrás. Foi apenas um incômodo chato no início e eu e seu pai estávamos bem com isso, mas aí ela acabou entrando na Torre, mexeu em algumas coisas, se espalhou no quarto… Eu encontrei ela alguns minutos antes de seu pai chegar, e ela estava nua, você sabe, o tipo de cena bem clichê de filme e então ela agarrou minha gravata, seu pai entrou, eu disse “não é o que você está pensando” e ele disse “é exatamente o que eu estou vendo”.


— Vocês não podiam simplesmente… conversar? — perguntou Peter, um pouco chocado.


— Eu tentei, na verdade conversamos muito e sempre terminavam em brigas. Falamos coisas que não deveríamos, nós nos acusamos e jogamos algumas coisas na cara um do outro. Coisas que não deveríamos usar em nenhuma briga. Doeu saber que seu pai não confiava mais em mim e doeu nele saber que eu poderia acusá-lo de coisas muito parecidas, então achamos melhor acabar com isso de vez.


Eles ficaram em silêncio por um longo tempo, o moreno ligou a torneira e começou a lavar os pratos do café para ignorar toda a vontade de se embolar em sua cama ouvindo músicas ainda mais tristes.


— Vocês são tão imaturos… — Peter murmurou. — Não acredito que estão realmente sofrendo tudo isso por uma coisa que poderia ser resolvida tão facilmente. Destruindo tudo o que construíram, o que construímos por causa disso. — ele se levantou do balcão saindo do cômodo, irritado. — Vocês deveriam fazer terapia.



🌌


Bruce estava terminando de configurar um dos geradores novos que haviam chegado na empresa, concentrado.


Recebida @Nat R. 12:04 am


Ei, estou passando aí pra gente almoçar, tudo bem? Estou levando comida italiana


Enviada @Banner 12:05 am


Você é minha salvação para os dias de fome.

Obrigado Nat ♡


Ele abriu um sorrisinho, Natasha realmente era maravilhosa. Terminou com o gerador e se apressou para desocupar uma mesa no laboratório pra eles comerem. Era fim de semana então não deveria estar ali, mas precisava terminar aquilo e com sorte teria uma folga prolongada no próximo para levar a ruiva em um passeio bacana.


Ouviu o som da porta batendo atrás dele e se virou encontrando uma mulher loira observando atentamente os geradores.


— Você está perdida, moça? — Ele perguntou se aproximando. Não haviam muitas pessoas autorizadas a entrar no prédio nos fins de semana.


A mulher pareceu segurar o riso, a mão se esticando para tocar seu pulso e braço em um aperto quente quando ele estava próximo o suficiente.


— Hã… — ele se livrou do aperto um pouco envergonhado. — Desculpe. Mas eu tenho… namorada.


— Você tem? — Ele soltou um quase-arquejo quando Natasha se virou para si. Os cabelos batendo no ombro e muito loiros, quase brancos e um sorriso provocativo nos lábios pintados de vermelho. — É o que você diz para as mocinhas nos bares? Que está namorando comigo?


Bruce não respondeu, as bochechas ficando vermelhas e ela só fez rir novamente. Natasha foi até a mesa limpa e colocou a sacola do almoço ali, se sentando em uma das cadeiras.


— Eu só… não tenho um título melhor quando preciso escapar de algumas situação. — murmurou parecendo uma criança pega fazendo alguma travessura.


— Tudo bem. — ela disse, suavemente observando ele se sentar ao seu lado e se inclinou para puxar seu lábio inferior entre os dentes. — Eu não me importo com o título que você usa. Eu comprei penne com molho branco e camarões, você não tem alergia então decidi ousar um pouco. Quero comemorar.


— Porque estamos comemorando? — ele perguntou, ajudando-a a desempacotar a comida, se sentindo quentinho por dentro.


— Adivinha quem é a mais nova supervisora da Stark?


Bruce arregalou os olhos, sorrindo largamente com a expressão contente e satisfeita da mulher.


— Meu Deus Nat, parabéns! — ele apertou ela nos braços. — Isso é incrível! Estou feliz por você.


Ela jogou o cabelo por cima do ombro, sorrindo ainda mais e estendeu as duas garrafas de cerveja que havia trazido junto com a comida.


— Eu estou muito satisfeita. Vamos brindar!


Ele sorriu, observando ela abrir a garrafa com uma batidinha. Aquela mulher era incrível e ele mal podia acreditar que ela estava ali, comemorando uma promoção com ele. Por tudo que existia no mundo, ele agradecia todos os dias por isso.



{...}



Peter entrou no BMW do pai e fechou a porta com força, fazendo Tony se assustar.


Ele estava colocando um CD do AC/DC no rádio do carro. Apesar dele ser 100% pela tecnologia de ponta em tudo, ele gostava de CDs, Vinis e todas essas coisas antigas quando se tratava de música. Peter também gostava. E incrivelmente, Steve também. Antiguidades eram a sua praia.


Era uma atividade que eles sempre faziam juntos. Sentar na sala de estar e ouvir músicas antigas na vitrola de seu papa enquanto ele contava histórias sobre a banda e seu pai o ensinava pela milésima vez a colocar a agulha no disco sem arranhar. Às vezes, eles até saiam juntos para ir a antiquários e arranjar discos antigos de bandas que gostavam.


Bons tempos.


— São oito da manhã de um sábado, porque está acordado?


— Preciso de uma carona pro shopping, vou sair mais tarde e não tenho nenhuma blusa descende.


Tony parou por um instante enquanto ligava o carro e saia da garagem.


— Você tem um encontro? — perguntou cauteloso.


— É. E você? Pra onde vai?


— Encontrar seu pai. Conversar sobre tudo isso. — disse com ainda mais cautela. — Com quem você vai sair?


Peter pareceu hesitar por um tempo, olhando para frente e mexendo nos rasgos do jeans.


— O nome dele é Wade. Eu conheci ele numa cafetaria quando estava filando aula no início do mês.


Tony ficou um pouco mais rígido ao lado dele.


— Ele estava faltando aula também?


— Ele é mais velho, na verdade . Já saiu da escola.


— O quê? — seu pai parou o carro no sinal vermelho e virou para ele alarmado. — Peter, ele não é um pedófilo, não é?


— Meu deus pai, não. Eu tenho 17 anos, ele tem só 20. Estamos no limite da idade permitida e eu já sou quase maior de idade.


Tony não respondeu, crispando os lábios e olhando apreensivo para Peter.


— Só não quero você metido em encrenca. Ou que tente achar consolo do que está sentindo em outras pessoas, como um escape.


— Eu estou bem, pai. Você pode conhecer ele a noite, quando for me buscar lá em casa.


Ele pareceu mais relaxado, voltando a andar com o carro.


— Tudo bem. Eu e seu pai vamos conversar sobre tudo o que falamos no domingo passado, tudo bem? Você pode ter certeza que vamos fazer o melhor para nós três.


Peter não respondeu até ele parar o carro em frente ao shopping.


— Tudo bem. Façam o que achar melhor. — Ele deu um sorrisinho amarelo e saiu do carro, fazendo Tony suspirar alto antes de voltar ao trânsito.


Quando a sua vida voltou a ficar tão caótica?



OoOoOoOoO


Notas Finais


Isso ficou maior que a maioria dos capítulos dessa história, mas anyway. Espero que tenham gostado

já já eu coloco as capas do capítulo anterior e nesse (preguiça o nome)

vejo vocês nos comentários ❤


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