História CLAN Monsta X - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, IKON, Monsta X, Pentagon (PTG), Sensational Feeling 9 (SF9)
Personagens B.I, BamBam, Bobby, Chani, Chanwoo, Dawon, Donghyuk, E'Dawn, Hong-seok, Hui, Hwiyoung, Hyung Won, I'M, Inseong, Jackson, Jaeyoon, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jin-ho, Jinhwan, Jinyoung, Joo Heon, Jungkook, Junhoe, Ki Hyun, Kino, Mark, Min Hyuk, Personagens Originais, Rap Monster, Rowoon, Shin-won, Show Nu, Suga, Taeyang, V, Won Ho, Woo-seok, Yan An, Yeo One, Youngbin, Youngjae, Yugyeom, Yunhyeong, Yuto, Zuho
Tags Ação, Bts, Fanfic, Got7, Hentai, Ikon, Máfia, Monstax, Pentagon, Sf9, Shoujo, Yaoi
Visualizações 9
Palavras 3.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiro, gostaria de relembrar que sábado não haverá postagem (e esse é o motivo da atualização vir hoje, agora somente no próximo sábado 26/05).
O conteúdo do capítulo fala sobre estupro e pedofilia, a autora criminaliza ambos atos tanto na história como em vida, caso vocês não gostem, recomendo que pulem a parte ou o capítulo.
Boa leitura, moons!

Capítulo 3 - Clan Chapter 2, Amorielle


Fanfic / Fanfiction CLAN Monsta X - Capítulo 3 - Clan Chapter 2, Amorielle

Milão – Itália, 10 anos atrás...

 

Anne Antonella Amorielle, a menininha da família. Era uma menina bastante inteligente apesar da idade, sempre fora uma das melhores alunas do colégio, participava de torneios e provas internacionais e sempre ficava em 1º lugar no ranking de sua faixa etária de idade.

Sempre fora o orgulho da família, porém, sempre rebaixada por ser uma garota.

— Papai, por que não posso entrar para o negócio da família? – Encarava o homem gordo e de cabeça grisalha em sua frente.

— Ora, menina! Você é mulher, precisa se preocupar em limpar a casa, cozinhar e um dia cuidar de seus filhos! Eu não estou criando filha para trabalhar, e sim para servir ao seu marido! – disse o homem que lia alguns papéis.

— Mas papai, eu sou inteligente, me deixe cuidar do negócio da família, eu posso ser útil! – Disse a menina aos pés da mesa.

— Eu já disse que não, filha minha vai ficar dentro de casa, e se reclamar mais eu te proíbo de participar daqueles torneios inúteis! – Esbravejou.

— Eu vou te provar que eu sou capaz, e você vai se arrepender de me proibir de fazer algo! – Disse após sair do escritório do pai.

Naquela noite, Anne estava em seu quarto olhando a chuva que caia do lado de fora, a casa estava em silêncio, já era mais de 22:00, então era óbvio que a casa estaria em silêncio, seus outros irmãos – todos homens, e amados pelo pai –, estavam em festas e baladas beijando garotas promiscuas e utilizando drogas que Anne jamais conheceria em sua vida.

Nunca entendera o motivo do pai aplaudir a atitude dos garotos de pé, o pai dizia ser "atitudes de um homem de verdade", porém, para Anne não passavam de bobocas achando-se os melhores do mundo, quando não passavam de homens inúteis.

Anne ouvira a conversa dos pais.

Está mais do que na hora de colocar aquela garota no internato, Sandra! – Disse o homem.

Ora, Enrico, deixe a menina! Se ao menos desse uma oportunidade para a garota, talvez soubesse do que ela é capaz, e não ficava dando milhas aos teus filhos que não sabem nem assinar o próprio nome em um contrato! – Indagou a mulher.

— Eu sou o homem da casa, e está decidido! Amanhã mesmo, essa fedelha irá para um convento, lá pelo menos ela aprenderá algo útil e só você terá que a vê-la! – Disse.

Anne nunca entendera o motivo pelo qual o pai não gostava dela, ou talvez fosse jovem demais para saber entender o real significado do substantivo machismo. Mas não queria ser uma freira, e também não queria mais ser humilhada pelo pai, o Sr. Amorielle não gostava da filha.

Pois, agora, a filha não gostava do Sr. Amorielle.

Anne se decidira, iria fugir, pegar um trem com destino a Roma, estava decidida a encontrar um futuro na capital de seu país. Se vestira, colocou em uma mochila todo o dinheiro que juntou no último mês, escreveu uma carta para a mãe, e deixou no esconderijo que só a mãe sabia que existia.

Mamãe,

Eu te amo, demais, porém não quero ir para um convento, e nem ser privada da minha vida, eu estou indo embora, porém eu prometo voltar para te ver um dia!

Deixo para você todo o amor do mundo! Eu prometo te mandar cartas todos os meses, mas nunca com o endereço de onde talvez eu vá morar, eu te amo muito!

Anne.

— Vai há algum lugar? – Giovanni, o irmão primogênito de Anne estava ali.

Anne ficou quieta.

— Você ficou calada? – aproximou-se — Pois eu vou lhe fazer falar! – o rapaz tapou a boca da menina e a arrastou para um quarto.

Anne estava em pânico, ela queria apenas sair dali e ir em rumo a outro lugar. O homem a quem um dia chamara de irmão beijava-a e tirava sua roupa.

Ali começaria o pior pesadelo de Anne.

...

Depois de abusar do corpo da irmã, ele deixou o quarto, Anne agora chorava e sentia-se a pior pessoa do mundo.

Violentada. O sentimento de ser violada era inexplicável. Sentir-se suja ao ser violentada. Não foi algo romântico, não foi algo delicado, muito menos fácil de apagar.

Fora bruto, fora doloroso. Anne mal sabia o significado da palavra "sexo", e naquela noite: Anne Amorielle descobrira a sua pior dor.

A menina vestiu-se, e ainda aos prantos abraçada ao corpo, foi em direção a estação de trem.

Em um dos bancos, a menina se encolhera e começara a chorar. Sentiu uma mão em seu ombro, e entrou em pânico novamente, achava que o irmão a havia seguido para mais uma seção de tortura.

A garota olhou para trás e viu os olhos castanhos e as madeixas loiras de Luna.

— Sra. Aggio? – Luna Aggio, era professora de línguas de Anne.

A qual Anne confiara, a qual tudo que Anne sabia, a Sra. Aggio que havia ensinado.

— O que houve Anne? – Assentou-se ao lado da menina.

A garota voltara a chorar, a Sra. Aggio então, abraçou a menina e afagou os seus cabelos.

— Eu estou fugindo de casa, Sra. Aggio, não conte aos meus pais, por favor! Meu irmão acabou de abusar de mim, eu só quero sair daqui! – A garota chorava.

— Anne, querida. Está tudo bem, vou te levar para um lugar seguro. – Abraçou a mais nova.

 

Roma – Itália, 5 anos depois...

 

— Anne, o dia está lindo, você não sai de casa, você não come, o que houve com você? – Luna Aggio perguntara — Eu sei que é difícil, mas você precisa superar... Você tem irmãos aqui, uma nova família, e um talento com sistemas e códigos computacionais incríveis, talvez esteja na hora de usar sua superinteligência e começar a ser quem você é! Uma de nós, uma pessoa talentosa, uma garota incrível, você pode dar o troco se nos deixar ajudá-la... – suspirou — Antes de nós você era Amorielle, apenas a estudante pacata com um dos QI's mais altos de toda a Itália, ninguém na sua família te reconhecia por isso, talvez te reconheçam pelo que será capaz de fazer. Eles nunca mais esquecerão quem foi você. – sorriu — O correio trouxe para você! – entregou uma carta.

Querida Anne,

Minha amada, única e adorada filha. Quando estiver lendo isso, talvez eu já não esteja mais viva...

Seu irmão, Giovanni, está enfurecido por não receber o cargo que quer na empresa, seu pai o deu para Pietro, me perdoe minha filha, eu tive que contar...

Contei ao seu pai sobre o abuso que você sofreu, Giovanni começou a nos ameaçar, eu não sei com que tipo de gente ele anda envolvido, mas ele está se envolvendo com pessoas perigosas... minha filha me perdoe... saiba que eu te amo, e serei a sua estrela guia no céu, Anne, quando eu te dei esse nome, eu sabia que seria forte, sabia que venceria todos os obstáculos que lhe colocassem, porque você tem a força e determinação de minha mãe! Eu acredito em você, filha! Eu acredito que é capaz!

Anne, você tem minha benção para se casar com quem quer que seja, eu sei que você irá escolher o homem certo para você, honre o seu nome, Anne, não seja como seus irmãos, seja a Amorielle que eles jamais seriam! Eu te amo! E serei seu anjo da guarda, eu tenho algo para onde você for, eu estarei com você, é uma lembrança simples, minha mãe me deu quando eu era criança, agora ele é seu!

Eu te amo, muito!

Com amor, mamãe!

Anne sentiu a mesma dor, e a mesma angústia novamente. Algo fora tirado de si, algo que dessa vez tinha mais valor que tudo.

Anne olhara dentro do envelope, era uma gargantilha de prata, com uma rosa vermelha presa a uma espécie de frasco, Anne a colocou no pescoço, segurou o pingente e fechou os olhos com força e as lembranças daquela noite voltaram a sua mente.

Fora até o banheiro do quarto e encheu a banheira, quando tinha suas crises sempre mergulhava embaixo d'água e segurava a respiração, isso a acalmava.

Tudo que Anne possuía era seu coração quebrado em mil pedaços e uma sede de vingança. A sensação de vazio e o ódio preenchiam cada célula atômica de seu corpo.

Ela queria poder acabar com tudo que pertencia a Giovanni ou o fazia feliz, igual o mesmo fez consigo. Queria tirar todos que amava, igual ele tirou a única coisa que ela amava.

A banheira estava cheia d'água. Anne não se preocupou com a roupa íntima, apenas entrou na banheira, fazendo a água transbordar e molhar o chão, afundou o corpo e começou a gritar. E mesmo embaixo da água, caíra aos prantos.

Se lembrava de todos os momentos com sua mãe, ela era uma excelente mulher, Anne daria a vida por ela se preciso, mas não teve a oportunidade de negociar sua vida. Porém Anne, Anne não deixaria sua mãe morrer em vão.

— Anne! Anne! – ouvira gritos. A garota submergiu a água.

— Querida, eu sinto muito! – Aggio abraçou o corpo molhado e gélido da garota.

— Não sinta! – respondeu fria — Quando começo os treinos? – perguntou saindo do banheiro.

— Amanhã... – disse.

— Ótimo! – abriu a porta.

A garota saiu do quarto.

 

Roma – Itália, Atualmente...

 

A garota assistia entediada garotos segurando facas com mãos tremulas.

— Novatos. – Revirou os olhos.

Entrou no meio do treinamento.

— E então, você vai me contar quem mandou você ou eu vou ter que apelar? – perguntou.

O homem ficou mudo.

— Okay, vamos para o plano B! Você tem cara de químico, já ouviu falar em estricnina? – encarou-o — Não? É uma sustância extraída de uma árvore do sudoeste da Ásia. – o homem a olhou surpreso — Antigamente era usada como veneno de rato, eu trouxe um pouco para fazer testes em incompetentes como você, inalada, injetada ou ingerida, causa espasmos musculares, falência respiratória e morte cerebral em cerca de 30 minutos. Eu prometo que deixo você telefonar para sua esposa e filhos dizendo que vai morrer, se quiser evitar essa morte dolorosa, acho bom começar a falar! – bateu as mãos sobre a mesa.

— Giovanni Amorielle! ele quer a cabeça da irmã, e sabe que ela se tornou uma mafiosa... Por favor... Me deixem ir embora... – disse assustado.

...

— Ele mandou um idiota atrás de mim! Ele está arriscando a vida de funcionários com família! Pessoas inocentes! Ele quer o que!? Tirar a vida de toda nossa família não foi o suficiente!? – esbravejou.

— Anne, acalme-se! – dissera Luna em um tom elevado e autoritário.

— Pelo amor de Deus, Aggio! Olhe o que ele está fazendo, ele está arriscando pessoas inocentes! Ele está colocando pessoas que tem uma vida, em risco! – gritara.

— E qual seu plano? – perguntou cruzando.

— É hora de caçar o caçador! – sorrira.

...

— Vamos soltar você, você me fará um favor, e em troca te pagarei o dobro do que meu irmão lhe ofereceu para arriscar a vida vindo atrás de mafiosos. Quero que diga a ele, que eu levarei a irmã dele até esse endereço. – entregou um papel — Ás 20:00 horas, se ele quiser ver a irmã dele, se não, nunca mais! Ninguém passa por nós sem ser pego! Acho bom ele não arriscar mais funcionários, boa viagem! – saiu.

...

A garota se vestiu, estava pronta para descontar de uma vez por todas todo o ódio guardado em seu peito por anos. Pegou seu computador e começou a invadir o sistema da empresa.

Giovanni estava na sala da presidência colocando um supressor de ruído em sua arma para tirar a vida da irmã.

Os computadores e televisões de todas as salas da empresa começaram a exibir um upload em 98% que ia em direção ao 100%.

— Mas que porr... – entraram em sua sala.

— Senhor, estão invadindo nossos sistemas, estamos perdendo tudo! – disse um contador.

— Se virem, chamem os técnicos! Resolvam isso! – gritou.

O download chegara a 100%. Um vídeo começou a ser exibido, era um vídeo da casa da família Amorielle, na noite em que ele matou a família, mostrava ele disparando contra todos, e a mãe de joelhos implorando pela vida. E o homem armado simplesmente dando um único disparo em meio a testa da mulher.

A tela piscava e uma sequência de letras monoespaçadas em tom verde começara a cair pelo visor do computador, formando o substantivo próprio "Amorielle" em letras maiúsculas e vermelhas. O homem bateu na mesa pegou a arma, guardando-a. Saiu da empresa indo em direção ao lugar endereçado naquele pedaço de papel.

Anne já estava no local, preparando a armadilha. Direcionando-se para um canto escuro da enorme casa.

Giovanni havia ficado surpreso ao ver que o endereço era sua antiga casa, onde o mesmo havia matado a mãe, o pai e os irmãos a sangue frio, o rapaz sentiu um calafrio ao pisar no jardim da casa.

Ao adentrar a antiga residência viu a cena dos corpos da família e do sangue dos mesmos espalhados pela parede e formando poças pelo chão.

Distraído em suas lembranças o rapaz pisara na armadilha de Anne, indo parar nos ares.

— Vai há algum lugar? – perguntara saindo do lugar onde estava escondida.

— Sua vadia! Me solta! – tentava se soltar.

— Tente à vontade, Giovanni. Ambos sabemos que eu sempre fui melhor que você! – sorriu — Foi por isso que quis me matar? Porque papai assumiu isso na mídia quando disse que Pietro assumiria a presidência da empresa e não você? – debochou.

— Se é tão boa assim, por que não me impediu de estuprar você? – provocou.

— Se é tão bom assim, por que não me impediu de roubar todo o seu dinheiro e mostrar para todos os seus funcionários as imagens da morte da nossa mãe? Eu vou tirar tudo de você, igual você tirou a minha mãe de mim, seu desgraçado! – sorriu — Ela te amava! Ela te deu tudo! E você retribui assim? Tirando a vida dela!? – esbravejou desferindo um soco no queixo do rapaz.

— Aquela vadia não sabia um terço do que eu era! – debochou. A garota pegou um taco de beisebol de seu pai no canto da sala.

— Ela não te conhecia? – bateu com o taco nas pernas do irmão — Ela trocou todas as suas fraldas, seu imundo! – bateu novamente o fazendo gritar — Eu poderia ter simplesmente mandado te matar, mas eu queria ter o gosto de matar você! O gosto e o prazer de ver seu sangue escorrer pelo chão dessa casa, igual o sangue da minha mãe escorreu! – soltou as palavras com amargura.

— Você nunca mataria alguém, garota! Me poupe! – riu com desdém.

— Acha mesmo que eu não mataria você? Depois de tudo que me fez? Depois de toda a dor que me causou? Sabe porque minha mãe nunca te deu todo amor do mundo? – perguntou vendo o rapaz erguer os olhos — Ninguém ama a fracassados! As pessoas desprezam fracassados! Adivinhe, Giovanni? Você é um fracassado! Tenha certeza de que eu não acabaria com sua vidinha miserável quando estiver fodendo no colo do capeta, seu desgraçado! – soltou as palavras com ódio.

— Ela era minha mãe, tam... – ela acertou o taco nas costelas do irmão com toda sua força.

— Minha mãe! Minha mãe! Ela deixou de ser sua mãe quando você deu um tiro no meio da testa dela! – viu o homem gemer de dor — O que é isso? Trouxe uma arma com silenciador? – rira alto — Vai precisar de muito mais que uma arma para me matar, babaca! – cuspiu em seu rosto.

— Por que ela nunca foi atrás de você? Se ela te amava tanto? – tentou ferir o ego da irmã. A garota tirou várias cartas do bolso interno do casaco e jogou na cara do rapaz.

— Ela nunca deixou de falar comigo! A última carta dela foi uma despedida! E eu odiei me despedir da minha mãe! – segurara as lágrimas — E assim como você tirou a vida dela, eu vou tirar a sua! – acertou o taco na nuca do homem fazendo-o desmaiar.

...

O rapaz acordava e via a garota de costas retirando um líquido preto de um recipiente com a seringa.

Tentou avançar, mas estava preso, o barulho fez Anne perceber que tinha companhia novamente.

— Boa noite, Cinderela! – sorriu ao virar-se para o homem.

Ela procurou a veia do homem, e injetou o líquido negro.

— O que é isso? – perguntou com determinado desespero.

— Vamos ter uma pequena aula de química, você conhece os componentes do óleo de carro? – sorriu. O homem a olhou assustado — Acho bom começar a rezar, você não tem muito tempo de vida! – sorriu sadicamente.

— Por que fez isso comigo? – o seu questionamento soou desesperador.

— Porque você tirou tudo de mim, inclusive minha mãe! Você me violentou, tirou minha inocência! Esse monstro de hoje, foi você quem criou! – sorriu.

— Por que eu estou cheirando a gasolina? – perguntou.

A garota riu.

— Vamos brincar de cirurgia? – perguntou.

— Cirurgia? – o rapaz começou a se rebater na cadeira.

A garota se virou com uma faca em mãos, um sorriso e um olhar maquiavélico. Aproximou-se do até então irmão e começou a passar a lâmina pelo seu corpo até chegar na jugular em seu pescoço.

— Será rápido, eu prometo! – sussurrou no ouvido do rapaz e deslizou a faca pelo pescoço do mesmo. Anne via o homem a sua frente morrer aos poucos.

Acendeu um fósforo e o analisou queimar, jogou-o no chão. A garota saiu do porão da casa. Pegou as cartas da mãe e saiu pelos fundos. A garota se trocou dentro do carro.

E dirigiu até o único lugar onde poderia desabafar.

...

O grande letreiro em fonte serif do cemitério já não a assustava, descera do carro e pegou o arranjo de copos de leite, eram as flores favoritas de sua mãe.

— Mamãe... – sorriu sincera em frente ao túmulo da mãe, sentindo uma brisa bater nos cabelos castanhos — Eu senti sua falta, me perdoe pelo que fiz... – a brisa bateu novamente.

A garota sorrira

— Eu trouxe para você, sei que são suas favoritas... – colocou as flores sobre o túmulo da mãe — Perdoe o monstro que eu me tornei, mamãe... – derramou uma lágrima, a brisa bateu mais forte fazendo a lágrima sair. O vento soprava fazendo as folhas subirem, soprava nos cabelos de Anne, as folhas iam em direção a lápide de Sandra Antonella Amorielle.

"Sandra Antonella Amorielle, amada mãe. Mulher virtuosa!"

— Eu te amo... – chorou.

Ouviu a voz de sua mãe dizer "Eu te amo...", e então sorriu.

Anne estava leve, abrira um sorriso que escondia de todos há dez anos.

O celular apitou.

"Nova missão!"

>>Aggio.

— Tchau, mamãe... – acariciou o túmulo.

Uma brisa bateu no rosto da garota, fazendo-a abrir um sorriso.

 

 


Notas Finais


Perdoem-me se tiver algum erro!
Este capítulo é dedicado à @mxlogy obrigada pela inspiração!
Até semana que vem, moons!♥


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