História CLAN (MONSTA X Fanfiction) - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, IKON, Monsta X, Pentagon (PTG), Sensational Feeling 9 (SF9)
Personagens B.I, BamBam, Bobby, Chani, Chanwoo, Dawon, Donghyuk, E'Dawn, Hong-seok, Hui, Hwiyoung, Hyung Won, I'M, Inseong, Jackson, Jaeyoon, JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jin-ho, Jinhwan, Jinyoung, Joo Heon, Jung Hoseok (J-Hope), Junhoe, Ki Hyun, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kino, Mark, Min Hyuk, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rowoon, Shin-won, Show Nu, Taeyang, Won Ho, Woo-seok, Yan An, Yeo One, Youngbin, Youngjae, Yugyeom, Yunhyeong, Yuto, Zuho
Tags Ação, Bts, Fanfic, Got7, Hentai, Ikon, Máfia, Monstax, Pentagon, Sf9, Shoujo, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo foi inspirado na música Voices – Stray Kids.

Recadinho nas notas finais!

Boa leitura, moons! ♥

Capítulo 11 - Clan, Chapter 10, Voices.


Gion, Quioto – Japão. 05:34 AM

Rose Gorbachev Sergeyevich 

 

Apesar de nunca demonstrar, dessa vez parecia mais difícil não me sentir culpada por tudo o que aconteceu. Era difícil esconder o vazio que existia em mim e as vozes que ecoavam repetidas vezes em minha cabeça: “sua vida foi uma mentira”. Eu fui uma mentira.

— ChangKyun acordou, Rose. – saí de meus pensamentos com a voz calma de Mayumi. — Ele quer falar com você. – sorriu.

Assenti e sorri. Caminhei ainda perdida nos meus próprios pensamentos até parar em frente a porta dos aposentos de ChangKyun, arrastei a porta e deixei as pantufas quentes do lado de fora. Adentrei aquele quarto e vi o rapaz encostado na parede com uma caneca de alguma bebida quente – provavelmente algum chá recomendado por Mayumi.

— Dá ‘pra enxergar no fundo da sua alma o quanto você está perdida, Gorbachev. – ele sorriu de forma leve.

Me sentei em sua frente e o encarei.

— O que aquele homem te contou? – foi a única coisa, das milhares que se passavam em minha cabeça, que consegui falar.

— A verdade. – deixou a bebida de lado. — E eu posso imaginar como se sente.

O encarei. E por breves segundos, senti a verdade em seu olhar.

— Eu também fui uma moeda de troca, Rose. – olhei pela janela e vi os primeiros flocos de neve caírem — Mas não tive o luxo de ser acolhido como um kobun, tal como você. Eu vi fuzilarem me pai, com 12 anos de idade. Simplesmente, porque ele não teve coragem de me entregar. – voltei meu olhar para Im.

Tirei a grossa blusa que protegiam meu corpo do frio, sentindo-o se arrepiar com o vento gélido de Gion.

— Eu tinha 10, quando eles me marcaram. – mostrei a tatuagem em meu corpo —  Eu tinha 3 anos de idade quando eu acreditei que tudo que era meu mundo se foi. Eu não tinha uma mãe. Eu não tinha amigos. Eu só tinha ele e, por anos, eu acreditei que ele tinha morrido injustamente. – coloquei a blusa novamente. — Eu tinha sua idade quando fui torturada pela primeira vez. Eles me deixaram apenas de roupas íntimas, me jogaram dentro de um freezer e ligaram uma mangueira de água fria contra mim. – fechei os olhos e lembrei daquele momento. — A mulher e homem que eu chamei de “pais” me diziam que aquilo me tornaria mais forte e corajosa. – ri.

— E tornou? – questionou.

— Não posso dizer que sim, ChangKyun. – encarei o teto. — Eu não posso dizer que sou forte depois disso, pois a pessoa que me encorajava a ser mais forte, foi a minha maior mentira. Eu fui uma mentira.

— Você irá se culpar para sempre? – perguntou.

Eu iria? Na verdade, nem eu sabia.

— Talvez. Preciso ir.

Levantei-me sem interesse em ouvir sua resposta, ou até mesmo sua despedida e retirei-me dali.

Eu tinha 3 anos de idade quando vi meu mundo cair, eu levei anos para reconstruir tudo – e nem sequer consegui fazer isso, pois o vazio que ele me deixou, nada e nem ninguém seria capaz de suprir. Eu me tornei mais desprezível do que me imaginei quando fugi de casa ao descobrir que seria morta pelo meu tio. Ironia, não Rose? De uma vítima para uma assassina.

Papai era meu tudo, mas conseguiu se tornar meu nada. Aos 21 anos de idade, vi os pequenos cacos de um passado feliz, que me faziam feliz, serem despedaçados novamente. Eu vejo toda a vida em que acreditei ser uma verdade, desmoronar.

...

Não sabia há quanto estava naquele quarto, deitada em posição fetal, apreciando a queda da neve do lado de fora. Mas sabia que já era fim de tarde.

— Rose? – ouvi Mayumi me chamar, eu não queria responde-la. Eu não queria ver ninguém. — Fugir de nós, não fará isso ir embora. – japonesa desgraçada.

Levantei-me do futon e fui abrir a porta para ela. Ao seu lado estava Anne com duas garrafas de saquê, e nas mãos da japonesa havia comida e um tecido detalhado, o que presumi ser um quimono. As garotas adentraram o quarto, deixando os calçados do lado e fora.

Mayumi arrumou as coisas na mesa de centro do quarto e tirou os flocos de neve do cabelo.

— Vista isso e venha jantar. – colocou o quimono em minhas mãos e me empurrou em direção ao banheiro.

O que elas pensam que estão fazendo.

— Hoje é sábado, Rose. Não esqueça de tomar banho. – ouvi a voz bem humorada de Anne e logo em seguida seu resmungo. — Por que me bateu?

Imaginei que a cena seguinte seria Mayumi revirando os olhos para ela.

Liguei a torneira de água quente e esperei a banheira rústica encher.

Despi-me e permiti adentrar a água quente.

Por que ele mentiu? Por que ele foi embora? Afinal, quem eu sou?

Fechei os olhos e deixei meu corpo afundar a água.

Estava feliz, correndo pelas flores daquele enorme jardim. Era nossa casa na Grécia. Papai adorava me levar para lá.

— Você não me pega, papai. – corri mais rápido e cai. Senti a ardência no joelho e nos olhos, logo estava chorando.

Papai correu, o mais rápido que pôde e me pegou no colo, voltamos para dentro de casa e ele me ajudou a fazer um curativo no joelho.

— Viu, só? Novinho em folha. Você não precisa mais chorar, Rose. – enxugou minhas lágrimas. — Nenhuma dor dura para sempre, Rose. Tudo irá se cicatrizar e ficar novo, novamente. – deixou um pequeno beijo em minha testa. — O super-papai estará aqui para proteger a princesa Rose. Sempre. – me abraçou.

O banheiro onde eu estava começou a ser inundado e logo, meu pai não existia mais em minha frente, fiquei assustada procurando por ele, até a água atingir o teto e me engolir.

De repente, estava afundando em um oceano. Não tinha mais dois anos de idade. Era simplesmente eu, agora. Afundando num imenso oceano sozinha.

E novamente aquelas vozes voltaram a chamar meu nome. Eu tentei me debater, eu tentei me livrar, mas elas ficavam cada vez mais altas.

— Rose!

— Rose!

— Rose!

— Rose!

— Rose!

Então, senti a mão puxar meu pulso para cima e abri os olhos.

— Rose! Você está bem? – comecei a tossir, Mayumi estava em minha frente olhando em meus olhos.

Senti a toalha ser colocada em meus ombros por Anne.

— Estou. Por que está no banheiro? – questionei.

— Estava aqui faz uma hora. Estava se afogando na banheira. – Amorielle falou.

Reparei ao meu redor. Estava fora da banheira, nua e Mayumi estava com o quimono inteiramente molhado em minha frente.

— Eu vou pedir para as cozinheiras esquentarem a comida de novo. – Anne dissera saindo do banheiro.

Encarei a japonesa com os fios negros e soltos em minha frente.

— Estava se debatendo na água enquanto cobria os ouvidos e gritava. – ela falou me ajudando a levantar.

Eu estava desnorteada (?)

— O que você sonhou? – questionou me colocando em cima do futon e indo em direção a um pequeno painel de energia.

— Foi uma lembrança com meu pai. – disse enquanto Mayumi digitava algo no pequeno painel. — Estávamos na nossa casa na Grécia, quando eu caí e machuquei meu joelho, então comecei a chorar. – Mayumi fechou o painel e logo o chão começou a esquentar e deixar o quarto com clima mais quente. — Ele correu até mim, e me ajudou a cuidar do meu machucado. “Nenhuma dor dura para sempre, Rose”. Foi o que ele me disse antes de tudo começar a encher de água e então eu me afogar. – ela sentou-se em minha frente no futon e abraçou os joelhos, apoiando a cabeça neles e olhando para mim. — Eu já não tinha mais dois anos de idade, eu estava afundando em um oceano, sozinha. E então, aquelas vozes começaram a me chamar. – fechei os olhos sentindo que elas começariam. — Elas gritavam meu nome cada vez mais alto e não me deixavam em paz. – tapei os ouvidos.

— Rose. – me chamou e tirou minhas mãos dos meu ouvidos, me fazendo encará-la.

— E então uma mão se estendeu para mim, e eu a agarrei, e ela me puxou. Então eu acordei com você e Anne no banheiro. – disse.

Mayumi assentiu calmamente e me estendeu o quimono.

— Vista, os aquecedores no chão não irão esquentá-la o suficiente para que não fique doente. – sorriu.

Mayumi saiu, dando-me privacidade para trocar de roupa.

Eu nunca fui boa em interpretar coisas, principalmente sonhos. Porém, sabia que aquele sonho significava que a única coisa que um dia eu já amei na vida, não existia mais.

— Voltamos. – Anne anunciou entrando junto com Mayumi, que havia trocado de quimono.

As garotas colocaram a comida na mesa de centro novamente.

— Certo, certo. Vamos fazer um jogo da verdade. – Anne propôs pegando os copos pequenos e colocando saquê em cada um deles. — O jogo funciona assim, cada uma faz uma pergunta, quem já tiver feito bebe. Pode ser? – Mayumi e eu rimos.

— Ya, isso não vai ser nada bom. – Mayumi disse rindo.

— Mas vai servir para nos conhecermos mais, vamos, será divertido. – Anne riu.

— Certo, certo. – eu afirmei. — Comece, então.

Anne pensara por um breve momento.

— Quem já aproveitou uma missão para sair da seca e ter uma noite selvagem? – eu bebi e ela também.

Encaramos Mayumi. Parecia sem graça.

— Oh, meu Deus! Não me diga que você nunca... – Anne começou e Mayumi arregalou os olhos, abaixando a cabeça.

— Aaaaaaaaaah, nossa criança é pura e inocente. – Anne bagunçou os cabelos dela.

Rimos.

— ‘Tá, ‘tá, ‘tá, chega. Sua vez, Rose. – Mayumi fugiu daquela conversa.

Pensei por um momento.

— Quem já se apaixonou por quem odeia? – Mayumi bebeu.

— Te pegamos! Yoo KiHyun, não é? – comecei a perturbá-la.

Senti uma almofada ser jogada em mim.

— Ya! Vocês duas! São duas idiotas! – afirmou.

Porém começou a rir.

— Confesse que ainda gosta dele. Está óbvio. – Anne riu.

— E você? Vai fazer “bem me quer, mal me quer” para saber se escolhe YoungBin-ssi ou JooHeon-ssi? – afrontou-a.

Anne abriu a boca em indignação. Eu apenas aproveitei o momento para rir.

— Do que está rindo? Srta. Gosto de aproveitar minha caça na cama. Eu nunca irei me esquecer daquilo. E nem do seu flerte com o ChangKyun.

— Do que está falando? Eu sou uma santa. – afirmei em legítima defesa.

— Santa do pau oco, só se for. – Anne disse.

Rimos e bebemos mais um pouco.

...

Terminamos de comer e deitamos, Anne começou a contar seus medos, Mayumi contou os dela, porém eu não sabia os meus.

— Eu não sei... – disse baixo. — Eu sempre tive que ser forte e corajosa, eu nunca parei para pensar em um medo.

Estávamos deitadas encarando o teto.

— Acho que sei qual seu medo, Rose... – Mayumi disse.

— Mesmo? – Anne questionou.

— Sim... – disse.

— Qual seria meu medo, pirralha? – perguntei rindo enquanto segurava a almofada que ela usou para me acertar.

— Recuperar sua felicidade. – disse e então tudo ficou em silêncio, inclusive a própria Shinoda por breves minutos. — Sabe, você disse que vozes chamam seu nome, essas vozes simbolizam seus medos, medos que você não quer escutar, medos que você não quer entender. – parou. — Seu medo, Rose. É que construa sua felicidade e ela desmorone outra vez.

— Acho que Mayumi tem razão... Precisa se permitir sair e procurar uma felicidade, por mais que nossas condições não nos tornem as melhores pessoas, dignas de um final feliz. Mas vilões também podem ter um final feliz, Rose. – Amorielle disse.

— Por mais que o que eu diga seja muito clichê de grupos de auto-ajuda: está tudo bem se sentir vazio, Rose. E está tudo bem se machucar enquanto procura pela sua felicidade, mas não pode se esquecer, que estar vazio é essencial para se encher de novo. – Mayumi disse. — Seu medo é se sentir completa, mas acabar se esvaziando novamente.

{...}

“Seu medo é se sentir completa, mas acabar se esvaziando novamente.”, mesmo após uma semana em Quioto. Aquela frase ainda perdurava em minha mente.

Estávamos de volta à Seul. Agora, cada uma em seu apartamento, para não levantar suspeitas para ninguém.

Mayumi não mentiu, talvez meu medo fosse me sentir completa e me esvaziar novamente. Como foi com papai, eu me sentia completa. Mas ele me esvaziou com as mentiras.

Olhei no relógio, eram exatas 17:10 da tarde. E então, batidas fortes foram depositadas na porta do meu apartamento.

— Já vou. – estranhei o porteiro não anunciar a chegada de alguém. — KiHyun? – estava confusa.

— Ele a pegou. – foi a única coisa que veio dele.

— O que? Pegou quem? – o que esse boçal estava inventando.

— Seu pai pegou a minha mulher. – jogou as fotos na bancada da cozinha.

Diversas fotos de Mayumi machucada. Uma delas com uma placa escrito meu nome. Então, era isso? O preço do resgate era eu?

— Chame os meninos. Eu tenho um plano.


Notas Finais


Bom, eu sumi semana passada, poderia inventar qualquer desculpa esfarrapada, mas não vou, porque vocês não merecem isso.
Serei bem sincera, eu estou cursando o último semestre do ensino médio-técnico e isso tem me sugado, de certa forma. Eu tenho que apresentar um TCC no começo de dezembro, e como todos aqui já almejam uma graduação, sabem o quão isso dá trabalho e tira tempo. As pessoas da minha escola são tóxicas, aquele lugar é e não me faz nada bem. Eu não vejo a hora de acabar, mas tenho que me dedicar nesse projeto. Peço a paciência de vocês, eu estarei atualizando a cada duas semanas (não será algo fixo, se eu conseguir um tempinho para escrever, eu estarei postando semanas seguidas, okay?). Não me abandonem, eu não quero e nem pretendo desistir dessa fic.

Espero que entendam. Amo muito os comentários de vocês.

E eu tenho me dedicado a projetos novos, que logo, logo estarão aqui.

Falando em novos, projetos: https://www.spiritfanfiction.com/historia/stay-with-me-13951327, dêem muito amor a esse novo One Shot.

E no one shot da minha saeng, também: https://spiritfanfiction.com/historia/inevitable--imagine-lucas-nct-u-13873330

Amo vocês, moons! Até o próximo! ♥


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