1. Spirit Fanfics >
  2. Clandestino (MarkHyuck-NCT) >
  3. The room

História Clandestino (MarkHyuck-NCT) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


BunnyYoung invade your space :))

Boa leitura ♥

Capítulo 8 - The room


Fanfic / Fanfiction Clandestino (MarkHyuck-NCT) - Capítulo 8 - The room


            ㅡ Capítulo 08 ㅡ

                 The room


LEE DONGHYUCK pov's:


    Passava das quatro da tarde quando escuto a voz aguda de Ten Chittaphon - submisso de Johnny - gritar meu nome pela sala.

Aquele garoto era escandaloso...

- Ten... - Murmurei indo até ele.

- Uau, você parece mais radiante do que da última vez. - Ele comentou vindo até mim.

- Eu não mudei nada. - Neguei sorrindo.

- Então, por que me chamou? - Ele disse se sentando no sofá.

- Quer alguma coisa? Comida, bebida... - Perguntei o acompanhando, só que pegando um lugar na poltrona perto de seu assento.

- Não, estou bem. - Ele negou sorrindo educado.

- Se importa de conversarmos no meu quarto? - Perguntei sigilosamente.

Eu tenho certeza que Sue é os olhos e ouvidos de Mark quando aquele não está por perto, porque Jungwoo e Madeline não fariam este tipo de serviço.

- Olha, Hyuck, eu te acho um gatinho, de verdade, mas não vou tirar sua virgindade pra abrir caminho pro "Canadá". - Ele soltou rindo, claramente zombando de mim.

- Não seja palhaço, "Tailândia", eu não quero transar com você, se ainda fosse o Seo... - Fingi imaginar e ele semicerrou os olhos para mim.

- Sem gracinhas, ok? - Ergueu uma sobrancelha e eu ri contidamente.

- Também sei fazer piadas. - Revirei os olhos com certo divertimento e o puxei escada acima, chegando ao meu quarto.

- Madeline! - Vi Ten a cumprimentar e me espantei com tal cena.

- Vocês se conhecem? - Franzi o cenho.

- Não.

- Sim.

Cada um disparou uma resposta.

- Um de cada vez, por favor. - Ergui minhas sobrancelhas para os dois que se entreolhavam - Se conhecem, sim ou não? - Franzi o cenho.

- Sim, Madeline cuidava dos outros garotos do Mark. - Ten falou deixando a mulher sem reação.

- É claro, ele tem que confiar em alguém. - Rolei os olhos rindo de mim mesmo - Vamos. - O peguei pela mão e adentramos o quarto, o qual ele analisou com certa surpresa, mas eu não estava muito na expectativa de saber seus pensamentos - Senta. - Lhe indiquei a poltrona.

- Seu quarto é bem... diferente. - Disse pensativo rondando o lugar com os olhos.

- Ten, quero que me diga tudo o que sabe sobre esse lance de submissão e também dos outros garotos que Mark teve. - Me agachei a sua frente.

- Eu não sei muita coisa sobre os garotos, Donghyuck, meu convívio com o Lee é somente por meio do John, e o lance de ser um submisso é bem relativo, depende muito do dominador, saca? - Ele franzia o cenho ao falar, cruzando as pernas bonitas.

- Tudo bem, diga apenas o que acha necessário ou comum em qualquer relação do tipo. - Dei de ombros.

- Por onde quer começar? - Ele ergueu as sobrancelhas.

- Como é o sexo? - Fui ao ponto.

- Oh! - Ele riu de canto - Isso depende do dominador. - Pôs a mão no queixo, se mostrando pensativo - Johnny costuma gostar bastante de sexo com força, ele usa muito pouco de beijos, sabe... Na verdade estamos há uns cinco anos juntos e posso contar nossos beijos nos dedos. - Ele falou um pouco decepcionado gesticulando os dedos das mãos - Mas para mim que não me importo com romantismo e essas coisas, está tudo bem em só chupar o pau dele. - Deu de ombros num sarcasmo pessoal.

- Ele não gosta de te beijar? - Perguntei surpreso.

- Não sei se é isso... - Ele pensou um pouco - O Jaehyun meteu na cabeça dele que beijo é uma demonstração de afeto dispensável na nossa relação. - Ele deu de ombros.

- E o que é para você? - Franzi o cenho, curioso.

- Ah, Donghyuck, devemos concordar que todo romance começa pelo beijo, mas não acho a maior demonstração de amor ou algo do gênero. - Empurrou o lábio inferior para baixo - Mark te beija?

- Nunca saímos do selinho e ele não parece se importar. - Me peguei decepcionado com tal fato.

- Você vai acabar se acostumando. - Ele dava de ombros.

- Conheceu algum submisso do Johnny? - Perguntei curioso.

- Não, mesmo sabendo que eles não são poucos. - Rolou os olhos rindo pelo nariz.

- Se sente bem com isso? - Perguntei ansioso.

- No começo achava estranho esse negócio baseado em sexo, mas hoje já nem ligo. - Deu de ombros novamente.

- Por que se tornou submisso do Seo?

- Ah... - Riu um pouco incomodado.

- Se não quiser falar, tudo bem. - Me retratei.

- Eu saí de casa muito cedo. Deixei a vida na Tailândia e me mudei para Seoul, morei de favor na casa de alguns amigos, entrei numa academia de balé mas não era nada certo e eu precisava me manter. John era um investidor da academia e após assistir uma peça musical que nós apresentamos ele me ofereceu esse "cargo", de cara eu não aceitei, mas ele ameaçou fechar a academia caso eu não aceitasse, eu paguei pra ver e quando dei por mim as portas da grande "Howl Horse" estava fechada. Ele disse que dependia de mim aquela reabrir ou não, hoje ela está a todo vapor e sou professor por lá. - Ele contou com uma expressão mista entre felicidade e culpa.

- Ele foi mau caráter. - Ralhei.

- Todo dominador é, Donghyuck. - Rolou os olhos.

- Mark não foi assim. - Neguei.

- Então por que está aqui? - Rebateu - Não me diga que é um virgem fetichista? - Gargalhou.

- Não! - Caí na risada com ele - Minha família acumulou dívidas no país que morávamos, não conseguimos saldar e eu fui o pagamento ou garantia, mas era quase que escravidão sexual, eu fugi e encontrei Mark que me ofereceu essa proposta, eu tentei fugir e não aceitar, mas os caras que cobravam a dívida ainda estavam atrás de mim e minha única alternativa para continuar vivo era vir com ele. - Dei de ombros sem muito interesse.

- Vai parecer menos trágico algum dia, eu juro. - Ele suspirou.

- Acha ruim transar sobre estas circunstâncias? - Perguntei interessado.

- Johnny não me machuca, é uma vantagem. - Assentiu formando um biquinho nos lábios - Mas as vezes é cansativo a maneira como alguém gosta de intensificar até mesmo uma "rapidinha". - Revirou os olhos e eu ri pouco.

- E sobre Lee Jeno e Na Jaemin, o que sabe? - Franzi o cenho, me ajeitando no chão.

- Lee Jeno é modelo na marca da mãe. O rosto bonito e jovem está em quase todas as revistas e comerciais de tv. - Ele disse abrindo uma página de pesquisa na internet e me exibindo o moreno bonito estampando a capa de uma revista.

- Ele é bem bonito mesmo. - Comentei encarando a foto do Lee - Por que acabou ele e Mark?

- Não sei ao certo, mas Jeno tinha planos maiores do que foder com Lee, francamente. - Riu sem muito humor - Foi estudar fora, ele estará de volta à Seoul em algumas semanas, fomos todos convidados para a festa de recepção dele. - Contou - Vai ser em um dos hotéis da "MK". - Mordia a ponta de seu polegar enquanto falava.

- Mark ainda tem contato com ele? - Franzi o cenho um tanto surpreso com tal informação.

- Sim, não houve ressentimentos entre eles. - Deu de ombros - De qualquer maneira é um negócio, os Lee's pagam bem por qualquer coisa.

- Hum. - Murmurei assentindo - E Jaemin, o que sabe sobre este? - Fui mais a fundo.

- Ah, este era um caso complicado. - Ele falou coçando a nuca, meio inseguro de falar.

- Pode contar o que sabe, eu não falarei nada com Mark. - Garanti e ele concordou.

- Quando Mark se relacionou com Jeno, era tudo sigiloso. Ninguém sequer desconfiava que o Lee era gay, mas então veio Jaemin. - Respirou fundo - Era um escândalo novo a cada manchete. Jaemin era um ajudante de creche quando Mark o conheceu, aos poucos o Na foi se mostrando um cara egocêntrico além de muito provocante. Seu ar inocente era imã para o Lee que estava sempre tão entregue. Eles chegaram a namorar como um casal legítimo, e no começo estava tudo certo, eles pareciam felizes, mas Jaemin era pior do que qualquer um poderia imaginar... Donghyuck, ele acusou o Mark de estupro e depois daí as coisas só desandaram para o Lee que foi deserdado pela família, odiado pela mídia e perseguido pelas pessoas da cidade. Mark ficou conhecido como um estuprador, mentiroso e enfim, gay... - Ele contou tão abismado quanto eu.

Aquela história era mais complexa do que eu imaginava. Será que Mark é ruim a tal ponto? E o Na?

- Você acredita nisso? - Franzi o cenho, imerso em pensamentos.

- É claro que não. - Negou - Mark conseguiu provar sua inocência na justiça, John o representou. - Contou - Mas enfim, o estrago já estava feito.

- E o Na, onde ele está? - Franzi o cenho.

- Ninguém sabe. Depois do escândalo ele sumiu. - Deu de ombros - Mas te garanto uma coisa, Mark jamais será o mesmo depois dele. - Concluiu.

Aquilo era bom ou ruim?

- Quer saber mais alguma coisa? - Ergueu uma de suas perfeitas sobrancelhas.

- Não, acho que por hoje está de bom tamanho. - Neguei sorrindo fraco, claramente nervoso com as informações.

- E quando vai transar com Mark? - Perguntou.

- Eu não sei se estou preparado. - Neguei.

- Vamos resolver isso. - Ele se levantou e vasculhou em baixo da cama e em seguida o closet com poucas roupas.

- O que tá fazendo? - Franzi o cenho rindo da euforia do garoto.

- Donghyuck, o Mark te colocou no quarto certo? - Ele franziu o cenho quase exibindo um ponto de interrogação na testa.

- Que pergunta é essa, Ten? - Ri fraco do garoto.

- Normalmente o quarto de um submisso tem itens que estimula-o. - Ele disse óbvio.

- Que tipo de coisas? - Perguntei mordendo o lábio inferior um tanto apreensivo.

- Costuma ter vibradores, vaselina, estas coisas para que o submisso se "aqueça" antes de uma relação ou até mesmo para se satisfazer quando o dominador não estiver disponível. - Ele contou indignado com minha condição.

- Isso é normal mesmo? - Estava pensativo.

- Muito. - Afirmou.

- Tem certeza que não tem nada por aqui? Eu não costumo vasculhar esse quarto. - Falei tentando procurar.

- Ele está te poupando. - Concluiu - Isso não é um bom sinal.

- Do que tá falando? - Franzi o cenho.

- Você é o primeiro submisso depois do Na. - Ele falava - Te desejo sorte. - Ele riu de canto, deixando o quarto após ouvirmos a voz de Mark do lado de fora.

- Ele chegou... - Murmurei - Tão cedo. - Completei.

Ten e eu descemos a escada e encontramos Mark e Johnny na sala.

- Vim te buscar. - Jonnhy disse ao parceiro que se uniu a ele num selinho rápido.

- Como sabia que eu estava aqui? - Franziu o cenho.

- Madeline, precisa ser mais discreta. - Falei para a mulher mais atrás enquanto encarava Mark com desdém.

Ele acha realmente que esse disfarce de "empregada pessoal" iria durar muito?

- Vamos? - Ten olhou o maior.

- Sim. - Seo assentiu - Nos vemos, Mark, tchau, Donghyuck. - Ele acenou com a cabeça para nós.

- Tchau. - Sorri forjado - Obrigado pela companhia, Chittaphon. - Sorri aberto para o menor.

- Me convide mais vezes. -Soltou uma piscadela e se mandou com o advogado para fora da mansão.

- Sério que ela é sua espiã? - Apontei com ironia para Madeline.

- Você nem desconfiou, vai. - Brincou.

- Você é ridículo. - Rolei os olhos.

- Vamos almoçar? - Perguntou afrouxando a gravata.

- Não estou com fome. - Neguei subindo as escadas.

- Aonde vai? - Ele perguntou me fazendo parar no meio da estrutura espiral.

- Bater uma punheta. - Debochei e ele arregalou os olhos - Já que não tem "brinquedos" no meu quarto. - Falei cheio de ironia e ele veio atrás de mim.

- O que quer? - Segurou meu pulso.

- Saber por que está me tratando de maneira especial. - Falei firme.

- Aonde quer chegar com isso, Donghyuck? - Ele riu com sarcasmo - Você é virgem, não aja como se pudesse aguentar de uma vez tudo o que pretendo fazer com você. - Riu mais.

- Pôs uma espiã na minha cola, me deu um quarto diferente e me deu uma droga de colar, não finja que isso não é muita coisa. - Lhe dei as costas e voltei a subir, tendo o loiro no meu encalço.

- Quer mesmo que eu te trate como fiz com todos os outros? - Perguntou e eu tive que rir.

- Quero. - Assenti - Não quero romance, dentro de um ano eu vou sair dessa casa, pegar a minha família e ir para qualquer lugar do mundo. - Dei de ombros, soando rude e pude ver uma fúria misturada a uma decepção.

- Do que não está gostando? - Franziu o cenho.

- Vamos nos cansar disso, sabe que sim. - Vacilei no tom de voz usado.

- Segunda porta a direita. - Ele falou sem muita expressão - Fique nu, de joelhos e com os pulsos cruzados para trás, estarei lá em instantes. - Seu tom perdeu a calmaria, estava firme em ordem.

Engoli a seco o vendo adentrar seu quarto com fúria e quiquei no chão quando a porta bateu com força.

Eu deveria ir e mostrar a ele que não quero romance, mesmo apelando internamente para que ele só fizesse amor comigo.

Segui para o quarto e achei-o. As paredes eram vermelhas e estofadas, provavelmente à prova de sons. Havia uma cama grande e alta e puxei dali uma caixa, encontrando fantasias e outros itens um pouco constrangedores de pegar nas mãos, empurrando a caixa de volta para de baixo da cama.

Respirei fundo, tentando jogar a tensão para longe.

Tirei peça a peça de roupa, as deixando perto da cama, ficando completamente envergonhado por estar naquela situação.

Uma lágrima escapou enquanto me via nu, com as mãos amarradas somente pela minha decadência e meu corpo todo estremeceu quando a porta se abriu e fechou quase que no mesmo instante.

- Está pronto?


Notas Finais


Espere que tenham gostado ♥

Enfim, agora o bicho (MarkHyuck) vai pegar kkkkkkkk

Jeno vai dar as caras em breve e pra quem não sacou o Nana vai ser o vilão da temporada... TAM-DAMMMM!!!!

Beijos, BunniesBoos >•< Até o próximo ;))


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...