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História Clara Eyre - Capítulo 2


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Notas do Autor


Primeiro queria agradecer todos que comentaram no capítulo anterior e que favoritaram a história. É bom saber que estão gostando disso, e espero que não desistam da história.

Segundo, devo postar um capítulo novo todas as terças. O primeiro foi uma exceção porque tive uns problemas com ele, mas agora as coisas devem seguir como programado.

Esse capítulo tem um trecho da música "Small Things" do Ben Howard.

Desejo uma boa leitura para todos que venham a ler.

Capítulo 2 - Uma garota perdida


Fanfic / Fanfiction Clara Eyre - Capítulo 2 - Uma garota perdida

Pude sentir o toque suave, mas apertado dos braços que me carregavam. Não poderia ser ninguém da família, naturalmente, então deduzi que era Sarah Jane Smith, me levando de volta para o meu quarto ao raiar do sol, o qual eu dividia com ela e outra empregada. A ouvia cantarolar no caminho. 


Absorto em minha mente

Eu desci a rua Mayflower novamente

O som lamenta

Ecos do parque parecem tão absurdos

O pássaro mancha as torres

Eu sabia que seria assim, mas eu não posso sacudir a dor

Não posso gastar meu tempo com todo mundo

Se construções caírem pelo menos estaremos em matrimônio

Eu não consigo controlar as palavras

Caleidoscópio dentro da minha cabeça


O mundo está enlouquecendo

Ou sou eu?


Não consegui focar direito no que ouvia ou em meus pensamentos. Me questionei se a atitude de me tirar do cômodo vermelho veio por parte dela ou de minha tia. Embora soubesse que Sarah Jane não tinha muito poder de decisão ali, não mais do que eu, era demasiado estranho imaginar a sra. Kate Reed preocupada comigo. A única chance de essa ser a resposta era se de algum modo eu passar mal a afetasse, então percebi que não estava me sentindo bem. 

Meus dedos estavam dormentes, acho que os usei como travesseiro, minha cabeça doía muito e não conseguia abrir os olhos por várias horas. Só o fiz quando uma bandeja foi depositada com algum barulho sobre a mesa do quarto. 

— Uma ideia e tanto, Clara! – dizia Sarah Jane com as mãos na cintura, uma posição de autoridade. – Onde já se viu sair batendo no sr. Ryan? 

Não conseguiria e nem queria respondê-la. Só me levantei com um pouco de dificuldade, olhei para a bandeja; havia uma xícara de leite e dois bolinhos murchos. O cheiro daquela refeição matinal me enjoou um pouco, mas estava com frio então dei uma chance para o leite. 

 — Está gelado demais, vai me fazer mal. – supliquei que ela esquentasse.

— Se tivesse acordado na hora estaria morno! – rebateu Sarah Jane recolhendo a bandeja.

— Mas Sarah Jane, não percebe que estou doente? Não poderia me limitar a seguir as instruções quanto ao sono em meu estado. Você não se importa, não é? Ainda cantava alegremente ao me trazer aqui. 

Ela me encarou apertando as bochechas contra os dentes, de um jeito que quase a deixava engraçada. 

— Tem razão, mas sua tia já chamou um enfermeiro da cidade, ele deve chegar pela tarde.

Não conseguia imaginar essa situação como algo real. Era impressionante o modo como minha tia fingia se importar comigo, isso me fazia pensar se o que lhe disse na noite anterior, a deixou com medo. Se fosse o caso, talvez tivesse conseguido alguma chance momentânea de não ser tão maltratada quanto era usual. 

Quando resolvi descer as escadas, a observei sentada na poltrona ao lado da lareira na sala, com óculos de leitura a ler o jornal. Rose e Yasmin brincavam com suas bonecas em um outro canto da sala, imersas demais ao seu próprio mundo para me verem aparecendo ali. No entanto a sra. Reed era extremamente atenta a tudo que se passava ao seu redor. Quando seus olhos pousaram sobre mim, foi como se estivesse paralisada.

— Se sente melhor, Clara? – perguntou com a testa franzida. – Sarah Jane disse que estava resfriada. 

— Não me sinto tão ruim como quando acordei, tia Kate. – falei sem esforço algum de me colocar em alguma posição de afronta. 

— Ah... – disse ela, sem se importar muito, voltando os olhos para o jornal e virando uma página. – Espero que tenha se arrependido das suas atitudes de ontem a noite. 

Ela virou discretamente os olhos para mim, sem mexer a cabeça. Estava tentando mostrar sua autoridade, eu sabia disso, mas não estava com ânimo e nem vontade para confrontá-la mais uma vez, então fiquei calada baixando a cabeça aos poucos. Pude sair dali com um pretexto, quando Sarah Jane me avisou que o leite já estava quente de novo, então corri para a cozinha. 

— Sarah Jane, o primo Ryan ficou bem? – perguntei enquanto tomava um tímido gole do líquido agora escaldante. 

— Ah, então você se importa? Ele está se recuperando, senhorita Clara, mas a sra. Reed vai levá-lo ao médico pela tarde. 

Não precisava questionar a ninguém o porque de não ir junto. Sabia que era um pretexto para se divertirem também, comprando coisas na cidade. Mas além disso, era óbvia a diferença entre eu e meu primo. Ninguém parou para perguntar o que eu estava sentindo, somente me tiraram do quarto por aparentar febre e fui jogada de volta ao meu lugar. O quarto quase vazio e sujo, uma recompensa por ter aguentado o quarto vermelho, arrumado mas inabitável. 


***


Naquela manhã o sol estava alto e a luz me fez bem. Saí para o memorial do meu tio e observei as palavras ali entalhadas. 

"Em memória do Brigadeiro Alistair Gordon Lethbridge-Reed, que defendeu o seu país bravamente na Cyber Guerra e honrou sua nação com sua vida." 

Ver aquilo era triste, nunca teria a oportunidade de conhecê-lo, mas também me deixava com um sentimento confortável, pois nunca saberia quem realmente ele era. Eu não teria de oportunidade de conhecer os que já se foram como também meus pais, e isso talvez fosse algo bom. Não estava presa ao que eles foram no geral, só aos grandes feitos, como me trazerem ao mundo. Atualmente não sabia se isso era motivo de alegria, mas de qualquer modo estava aqui, tinha oportunidade de existir e conhecer as coisas. Se ao menos não estivesse limitada a essa casa, talvez pudesse descobrir algo de bom por aí. 


*** 


Cochilava em meu quarto, sobre minha cama dura, imaginando acerca de meu estado atual e do que poderia vir a ser no futuro. Sabia pelo barulho da carruagem que a sra. Reed e meus primos já haviam partido para sua consulta e seu passeio, esperava enfim poder voltar a ler alguma coisa. Entretanto, esse desejo foi interrompido pela chegada de Sarah Jane, arfante na porta do cômodo. Ela me contou que o enfermeiro já estava vindo. Não sabia o que fazer, então só me sentei e aguardei pela sua chegada. Imaginei que fosse um velho rabujento e meio surdo, talvez tossisse em mim, me deixando pior do que estava antes de consulta. Assim que pensava em um enfermeiro chamado pela sra. Reed, mas me surpreendi. 

Quem apareceu foi o senhor Rory Lloyd, um homem jovem e radiante, de cabelo castanho claro e uma barba rasa, que tentou um sorriso ao entrar. Andava um pouco curvado, mas com certeza não pela idade. 

Me cumprimentou rapidamente, logo verificou meu pulso, olhos, boca, ouvidos e se eu estava com febre. Ao fim suspirou meio intrigado e me encarou. 

— Você está um pouco doente, mas não é nada grave. No entanto seu aspecto me parece de uma jovem abatida. O que lhe causa isso, senhorita… 

— Clara Eyre. – respondeu Sarah Jane por mim. – Esse é o nome dela, a coitadinha tropeçou e caiu ontem a noite, deve ser isso que o incomoda nela. 

— Eu não estou mal por isso, é que eu chorei demais ontem a noite.

— Sim, pela queda! – Continuou Sarah Jane defendendo seu lado.

— Não, não é isso. Eu estou mal porque sou infeliz.

— Ora, pare de dizer bobagens…

— Ah… Tudo bem senhora Smith, eu cuido dela. Será que poderia me deixar a sós com senhorita Clara Eyre por um momento? 

Sarah Jane ficou um tanto relutante, mas acabou deixando o quarto.

— Muito bem, senhorita Clara, será que não está assim por que não pôde passear com sua família? 

- Não, não me importo com passeios. 

- Hum... Então me diga, o que lhe aflige?

Ele tinha um rosto simpático e me passou confiança. Era alguém que havia demonstrado alguma preocupação real por mim desde muito tempo. 

— Não sou de modo algum feliz vivendo aqui. Não gosto dessa família e eles não gostam de mim. 

O senhor Lloyd assentiu sem demonstrar qualquer coisa, parecendo só um pouco aflito.

— E o que você gosta de fazer, Clara Eyre?

— Ler.

— Isso é bom. Precisamos ler pra adquirir conhecimento. E você frequenta a escola?

— Não, a sra. Reed não acha que precise.

— Você não devia chama-lá de tia?

— Ela não é minha tia, seu pai que era. Não somos mais do que primas, mas insiste que me dirija a ela desse modo.

— Ah, mas não devia se recusar a isso, ela é muito boa por tomar conta de você, não?  E o pai de sua tia não seria o Brigadeiro Lethbridge-Reed, seria? 

–  O senhor o conheceu? 

– Oh, quem me dera... - ele abafava um riso nervoso. – Mas todos sabem o grande herói que foi. Notei o memorial no jardim em sua homenagem. 

– O senhor acha que um dia serei lembrada como ele? 

O senhor Lloyd gaguejou e engoliu as palavras por alguns instantes. 

– Isso depende de você, imagino. Se tiver o desejo... 

– Mas meus desejos não importam se não tenho oportunidades. Esse lugar me limita a fazer qualquer coisa boa com minha vida. 

Ele assentiu com os olhos mirando o chão. Não sabia dizer exatamente o que lhe tomava a mente, mas talvez estivesse pensando sobre minha... condição. Notei que mais de uma vez torceu o nariz ao reparar nas instalações do quarto. 

– Acha que será melhor se sair desta casa? - perguntou mordendo o lábio. 

— Não sei dizer, não conheço nada do mundo além desse lugar, então não posso falar se isso é o melhor que poderia ter, mas suspeito que não. 

— A senhorita tem um jeito curioso de falar. Me diga, não gostaria de frequentar a escola?

— Como disse, a sra. Reed não me permitiria.

— Ignore esse pensamento. Só me diga, se tivesse a oportunidade, gostaria de frequentar um colégio? 

Eu pensei por algum tempo naquilo. Nada do que tinha ali era suficiente para me fazer feliz. Eu não me encaixava, era dada como perversa, feia e mal educada, dito isso nunca me sentiria bem vinda. Conhecia exatamente o que tinha aqui, mas sobre o exterior nada sabia. Estava entre a certeza e a possibilidade de qualquer coisa, talvez algo melhor ou não, mas seria algo novo, com pessoas novas. Poderia descobrir o que me fazia respirar e continuar caminhando, se deixasse essa casa para ir a uma escola. Cogitei essas chances e acabei proferindo uma resposta: 

— Eu acho que pode valer a pena.

— Ah bom! – disse o enfermeiro Rory Lloyd se levantando e caminhando em direção a porta. – Eu vou falar com sua tia, senhorita. Não precisa se preocupar com nada. Sei que ela fará o que sabe que é melhor pra você. 

Duvidava daquilo, mas admiti que havia a possibilidade dela não me querer por ali e assim aceitar a proposta, embora tenha dúvidas quanto se aceitaria pagar uma escola para mim. 

De qualquer forma, segui o conselho dele e não me preocupei no momento. Só voltei a me deitar e imaginei como poderia ser fora daquela casa. 


***


Nunca vi a Sra. Reed tão estática perto de mim quanto naquela noite, três dias depois da visita do Senhor Lloyd. Procurava roupas dentro do meu baú rachado e carregava nas mãos um par de sapatos lustrado. 

— Vamos lá Clara Eyre, calce logo isso. – estendeu-os para mim e comecei a colocá-los, mesmo sendo um pouco apertados. 

— Por quê preciso me arrumar assim, tia Reed?

— Ora, não faça perguntas, menina tola. – disse ela, enfim tirando um vestido verde com a gola larga e branca, um que havia usado em pouquíssimas ocasiões e cheirava a mofo, mas que era o mais próximo de uma roupa nova que eu tinha. – Terá uma conversa com o senhor Rassilon Brocklehurst, se falar bem, ele permitirá que entre na instituição de Lowood. Agora se apresse! Se lave, ponha o vestido e arrume o cabelo.

Ela deixou o quarto e comecei a fazer o que mandou o mais rápido possível, mas acho que ainda demorei, pois Sarah Jane veio me apressar. Pedi que ela ajeitasse a trança de meu cabelo e enfim desci. 

O senhor Brocklehurst era um homem careca e extremamente espaçoso, de modo que fiquei curiosa para saber como conseguiu se enfiar na poltrona. Mesmo não o encarando nos olhos enquanto descia, pude sentir seu olhar sobre mim a cada passo,  e quando enfim me sentei entre ele e minha tia, reparei que tinha um bigode enorme que tomava conta de quase todo o rosto. Gostava de observar as pessoas, mas dele tive algum medo. 

— Como se chama, menina? – perguntou ele com uma voz rouca e grave que me fez empalidecer e hesitar um pouco. Tudo nele me assustava. 

— Ela se chama Clara Eyre, senhor Brocklehurst. – respondeu minha tia com um sorriso forçado quando demorei a responder. 

— Não me disse que ela era muda, sra. Reed.

— Não é, senhor Brocklehurst.

— Então porque não fala? Achei que tivesse vindo aqui para conhecê-la por sua própria boca.

A sra. Reed me olhou de relance com raiva no rosto, percebi. Não estava fazendo isso por ela, mas por mim, então tomei qualquer força que me sobrava e falei. 

— Me chamo Clara Eyre.

Me chamo Clara Eyre, senhor Brocklehurst, vamos repita!

Eu fiz como pedido, o que pareceu satisfazê-lo.

— A senhorita pode ler, Clara Eyre?

— Sim, senhor Brocklehurst, já sei ler.

— Aos dez anos sem uma escola é de se admirar.

— É que sempre quis poder ler sozinha, senhor Brocklehurst, então aprendi observando minhas primas. 

— Ah... – disse a sra. Reed parecendo mais uma vez irritada. – O que a Clara quer dizer, é que foi instruída muito bem, senhor Brocklehurst. 

— Não duvido disso, sra. Reed, mas vamos deixá-la responder sozinha. Então, senhorita, já leu a Bíblia Sagrada? 

— Já li algumas passagens, senhor Brocklehurst, como a jornada de Moisés, Esther e dos milagres de Jesus.

— E quantos aos salmos?

— Não me interessam muito, senhor.

— Pois isso é lastimável! – ele levantou o tom, o que me fez encolher um pouco na poltrona. – Sua tia me contou que pode se comportar muito mal em certas ocasiões, senhorita Clara Eyre. Sabe o que acontece quando as pessoas não agem de acordo com a vontade do Senhor, senhorita? 

— Elas vão… pro inferno, senhor Brocklehurst.

— Precisamente! E o inferno não é um lugar em que se deseje estar, não é mesmo, senhorita Eyre? 

— Acredito que não, senhor Brocklehurst, mas sei que também existem lugares horríveis em vida para se estar. 

Ele cerrou os olhos e se inclinou um pouco. Pude ver minha tia martelando as unhas na perna, parecendo agora nervosa. 

— Está falando de quê? - perguntou ele.

— Dos Cyber Campos, senhor Brocklehurst.

Me ouvir falando isso pareceu atingi-lo de algum modo, só não consegui identificar bem o porquê. Bom, era verdade que qualquer pessoa sã temeria os Cyber Campos. 

— Tem razão em achar esse um lugar terrível, senhorita Clara Eyre. – respondeu ele enfim. – Os Cybermen são criaturas de Satanás, mas os que creem em Deus tem a sua proteção contra eles. A senhorita é uma fiel, não? 

— Acho que sim, senhor Brocklehurst.

— Acha?!

— Clara esteve um pouco doente, senhor Brocklehurst. – interrompeu minha tia sorrindo mais uma vez para ele. – Só um resfriado, mas a deixa um pouco despersa. É claro que ela crê em Deus, a criei para isso. 

— Sim, eu creio em Deus. – falei olhando para ela diretamente. – Mas a senhora nunca me incentivou a isso, tia Reed. 

Ela ficou horrorizada, assim como o senhor Brocklehurst. Minha tia se certificou de todos os modos possíveis de que eu estava mentindo e contou inúmeras ocasiões em que me comporte mal para ele. Assim, entre acusações e mais perguntas, depois de algum tempo a conversa pareceu ter terminado. Fui mandada de volta ao meu quarto, mas não sem antes ouvir o senhor Brocklehurst dando a sentença final.

— Atendi seu pedido de vir aqui em honra a tudo o que seu falecido pai representou, sra. Reed. Mas a decisão que tomarei é também por respeito a senhora. Essa menina está claramente a beira da perdição e não há nada que a senhora possa fazer mais. Teve pulso firme, deu para ver, mas agora poderá descansar. Pode mandar Clara pra Lowood até a próxima sexta-feira, alguém irá recebê-la lá. 

Então isso significava que estava para me mudar. Não sabia ainda como ia me sentir em relação a esse fato, mas como já havia pensado antes, de qualquer modo estaria de frente para algo novo, inexplorado por meus olhos e pronto para ser descoberto. Sim, isso me deixava com medo e apreensiva, mas também poderia significar uma infinidade de possibilidades boas. Estava mesmo decidido que minha vida iria mudar a partir de então.


Notas Finais


Música: https://youtu.be/mI6K9HR4pwk

Mais uma vez agradeço aos que leram até aqui, essa história também será uma songfic, e quando um capítulo tiver partes ou ser inspirado em uma música, vou dizer isso nas notas iniciais. Ah, e peço que relevem o fato de alguns personagens cantarem músicas dos tempos de hoje.

Bom, se alguém está se perguntando, os Cybermen não são só o nome do povo contra o qual as pessoas nessa história lutaram em uma guerra, mas também são os mesmos da série.
Terão alguma presença aqui em momentos chave, mas não serão o foco, até porque estão em decadência e a Inglaterra aqui já está bem recuperada da guerra contra eles, embora ainda existam alguns e que os citados Cyber Campos persistam.

Ate lá!


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