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História Clarity - My prince - Capítulo 2


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Capítulo 2 - "Descobrindo o passado"


Sempre é uma grande surpresa ter o pai em casa, ainda mais com todo esse lance de treinar recrutas no jardim do palácio. Sasuke e Fugaku não tinham um bom relacionamento desde o início de sua adolescência, porém sempre faziam o máximo para não darem as caras ou ao menos conversarem. O homem era arrogante, não pensava em outra coisa que não fosse seu trabalho e afins; e isso deixava Sasuke furioso. Como de costume, ao ver que o pai lhe direcionou uma frase, O Uchiha apenas consentiu abaixando levemente a cabeça, e logo mais seguiu até a cozinha ignorando totalmente a existência do Uchiha mais velho.

— “Maquinas do tempo” — Fugaku soltou uma risada enquanto olhava as notícias sobre Itachi em um Web Site. — Você realmente o deixou fazer isso, Sasuke?

Fugaku tentara provocar o filho que mesmo após ter passado horas e horas pensando no “tempo” que Sakura o havia proposto, não deixou em nenhum momento se deixar levar pelas palavras do pai que logo, logo, desmereceria o tão sonhado trabalho do irmão.

— Eu certamente devo estar criando bebês, uma criança de 4 anos construiria uma máquina do tempo. — Fechou a cara novamente. — Sasuke, depois quero ter uma conversa séria com você sobre uns assuntos importantes.

— Sobre...? — O moreno respondeu enquanto cortava uma fatia do bolo de itachi.

— Surgiu uma boa oportunidade para te mandar até a Inglaterra. — Enrolou. — Estou enviando alguns recrutas pra lá, seria bom se fosse também. Será algo que irá elevará seu currículo aos céus.

Sasuke deu as costas ainda com o pedaço de bolo na mão, sabia que tudo aquilo era apenas uma introdução pra depois poder dizer “Eu finalmente me livrei de você”, porém estava esperando coisa pior. Aliás vindo de Fugaku o moreno não esperava absolutamente nada.

— Pense nisso, filho. — Finalizou enquanto ouvira Sasuke bater sua porta.

[...]

O silencio de seu quarto era como música para os seus ouvidos, tudo que Sasuke mais desejava — Além de ser um grande cientista, claro. — Era ficar ali dentro estudando seus antigos livros e tendo novas ideias. O Uchiha dês de pequeno sempre fora bastante sonhador e adorava passar horas e horas deitado naquele mesmo pufe de cor avermelhada pensando em mil coisas que poderia fazer caso não fosse tão restrito de tudo que sempre sonhou. Sua reputação como filho do general era algo que mesmo odiando esse “titulo” deveria zela-lo. Um comentário ou fotos e vídeos com conteúdo distorcido do real poderia acabar com todas as suas chances de continuar nesse mesmo patamar, até porquê sua renda sempre foi por posar para grandes revistas japonesas, já que era considerado um jovem bonito.

Enquanto revira alguns arquivos de seu telefone, Sasuke encontra a antiga pasta em que guardava fotos dele e Sakura. Fotos com sorrisos verdadeiros e muitos falsos, mas que mesmo assim, não deixaram de ser momento especiais.

Pressionou a tela em cima da tal pasta e a arrastou até a área escrita “Excluir”, confirmou duas vezes e logo mais a pasta não existiria mais. O passado deveria ficar no passado e isso era algo que Sasuke sabia muio bem.

Continuava a se passar em sua cabeça uma, duas, milhões de vezes a mesma cena, da mesma noite em que seus lábios se tocaram pela primeira vez. Mas também se lembrara de que nem ao menos se recorda do último. Já fazia tanto tempo.

Sua cama ainda estava amotoada de livros velhos e logo mais o moreno teria que se pôr a deitar. Amanhã seria um dia tão dificil e a cada momento que se passava, pensava em todas as possibilidades que teriam de Sakura já ter dito tudo em seus storys e toda a escola ficar sabendo. Nunca foi de se importar com o que as pessoas falam, porém o medo de Sakura ainda o expôr na internet era real. — Mesmo que não tenha absolutamente nada a ser exposto. Se levantou com bastante dificuldade, seu corpo estava pesado e os olhos negros estavam ficando cada vez menores. O Uchiha em uma tentativa de guardar todos os livros, apenas os jogou no chão. Ele arrumaria aquela bagunça ao amanhecer. E então se jogou na cama com bastante vontade, nem se importou em tirar os sapatos, e ali ficou.

[...]

Na manhã seguinte, Sasuke pôde sentir o sol batendo em seu rosto. Havia uma gigantesca janela bem a sua frente e era sua parte favorita do dia. Decidiu ficar mais alguns minutos curtindo a brisa solar, só não esperava que acabaria curtindo demais.

Levantou desesperado, não poderia se atrasar para a escola nem se quisesse, aquele maldito teste seria daqui a exatos 30 minutos. Viu todos aqueles malditos livros no chão enquanto pisava em um ou dois, pegou todos um de cada vez e colocou em lugares aleatórios de sua estante. Seus livros escolares também estavam no meio, entretanto só foi perceber alguns segundos após ter guardado todos. Viu que logo mais o seu tão precioso tempo seria esgotado por toda aquela bagunça. Pegou o primeiro livro que viu pela frente ainda sem se estabilizar da pequena soneca.

Foi direto ao chuveiro, tomou um banho com 60 segundos e vestiu a mesma calça do dia anterior. Após a ducha o Uchiha ficou mais ativado e conseguiu fazer as coisas com mais controle. Seguiu até a cozinha e pegou um pão de dentro do pacote que Iruka havia deixado em cima da mesa para que o garoto não ficasse sem nada para comer às manhãs. Sasuke colocara o pão na boca e ligou para seu motorista. O mesmo chegou até lá com 5 minutos e ainda passou em uma cafeteria para entregar ao Uchiha um café.

— Bom dia. — Sasuke o cuprimentou recebendo o café que o era entregado. — Pode ir direto pra escola, não tenho tempo pra passar no laboratório de Itachi hoje.

— Certo. Seu irmão deve estar bem ocupado com toda aquela ‘parada’ de máquina do tempo. — Disse enquanto dava partida. — Deve ser bem cansativo ser um Uchiha.

— Você nem imagina. — Suspirou encerrando o assunto.

[...]

Chegando até o colégio, Sasuke é recebido com vários olhares — Como de costume. — Ao andar pelo pátio não viu nenhum de seus amigos e felizmente a aula ainda não havia se iniciado. Seria a opoturnidade perfeita para que finalmente pudesse revisar ao menos um pouco da matéria, já que antes não fizera isso com Sakura.

Após muita procura Sasuke achou um lugar um pouco mais reservado proximo a sala dos professores que por algum motivo ainda não foram até suas respectivas salas. O Uchiha se acomodou de um jeito confortável contra a parede já iria começar a estudar.

— Estudando uma hora dessa? Não acredito. — Era Neji acompanhado de tenten, sua Namorada.

— Pois é, acabei deixando pra última hora. — deu uma risada curta.

— Relaxa, a prova deve estar fácil até demais. — Disse orgulhoso. — Depois da aula tá afim de sair? Vamos pra casa do Suigetsu jogar vídeo games — Aproximou um pouco a cabeça — Sem as mulheres. — Disse baixinho para Tenten não ouvi-lo.

— Pode ser. — Sasuke também se aproximou e disse baixinho.

Após a saída de Neji, O Uchiha pegou sua mochila no intuito de estudar até que o sinal bata e ele tenha que ir fazer o tal teste. Porém teve uma baita surpresa, ao puxar seu “livro de história”.

— Não acredito nisso. — Arregalou os olhos e percebeu que na vedade trouxera o livro de histórias de seu irmão.

Sasuke conseguiu sabotar a si mesmo por conta de seu sono — Que como dizia iruka, era mais pesado que um elefante. — O moreno não conseguia acreditar na mancada que dera. Mesmo assim, abriu o livro e passou o olho por cima em busca de uma informação útil, e mesmo assim não encontraria nada, era apenas um livro de figuras com pequenas frases abaixo quem nem ao menos faziam sentido. O que mais lhe chamou a atenção no livro foi o grande castelo que se encontrava na primeira folha. Entretanto, aquilo não faria diferença alguma em seus estudos. Simplesmente aceitou. Levantou-se do chão e seguiu até a sala de aula.

Adentrando o lugar, Sasuke encontra Sakura sozinha sem a companhia de nenhuma de suas amigas, e como isso era raro, seguiu até a rosada para ver se estava tudo bem. — Algo que ele já sabia que não estava. — Puxou uma cadeira ao lado e se sentou na frente da garota a encarando.

Sakura começou a chorar de uma hora para a outra, os grandes olhos negros de Sasuke a fazia querer espernear por ter desperdiçado toda uma história somente por um momento. A garota nem ao menos sabia quando iria voltar até a França, sem contar vários outros problemas pelos quais estava a passar. Ela se levantou ainda em prantos e saiu correndo da sala, deixando o Uchiha totalmento só.

Novamente, Sasuke não soube o que fazer e simplesmente decidiu ignorar tudo que havia acabado de acontecer. O sinal logo, logo tocaria e o moreno ainda não tirara da cabeça a imagem do grande castelo que vira no livro. Por que isso estava o incomodando tanto?

O Uchiha se dirigiu até a sua carteira, e novamente abrira a primeira página daquele livro. Novamente, olhou o grande castelo e todas as descorações que existiam em volta dele. Havia também uma pessoa em cima de um cavalo, provavelmente o Rei ou algum cavalheiro qualquer.

O sinal toca, os alunos entram para sala — Menos Sakura. — E o tal livro desaparece da mente de Sasuke, aquela figura não seria necessaria agora.

Ao sinal da professora, todos os alunos iniciaram os testes e tudo ficara em silêncio. Sasuke estava com os nervos à flor da pele, aquelas questôes não faziam o menor sentido e sabia que se tivesse estudado ao invez de ficar horas deitado em sua cama olhando para o teto, provavelmente teria sido bem melhor.

[...]

Finalmente o teste acabara e o sinal vem a tocar. Sasuke já estava com a cabeça doendo e tudo que queria fazer naquele momento era ir embora. Lembrou-se rapidamente de que não viu Sakura novamente na sala de aula depois que ela saiu chorando de lá. Andando pelo corredor, o Uchiha encontra Tenten e Temari vindo furiosas em sua direção.

— O que você fez com nossa amiga? Ela tá prestes a fazer uma merda enorme! — Tenten agarrou a blusa do moreno blusa em uma tentativa falha de o levantar.

— Eu não fiz nada. — Sasuke deu um passo para trás fazendo tenten o solta-lo. — já experimentou perguntar à ela? — Continuou andando ainda sem entender sobre o que a menina estava falando.

— Você é um babaca, Sasuke Uchiha! — Temari gritou.

Sasuke virou o centro das atenções. Todos estavam curiosos para saber o que levara temari e tenten a dizer algo desse nível ao Uchiha. Ele por outro lado, preferiu não se importar, seguiu reto em direção a saída quando olha uma multidão em frente ao colégio. Não estava entendendo nada do que estava acontecendo, e ainda só era nove da manhã!

Ao se aproximar de Neji e ver que o garoto estava fixado e olhando para cima decidiu fazer o mesmo.

Sasuke quase dera um infarto ali e agora, saiu correndo o mais rápido que pôde até o último andar do colégio. Sakura estava mesmo planejando pular daquela altura?

— Sakura que merda é essa? — Sasuke chegou até lá com bastante raiva e nervosismo. Mesmo não tento mais nada a ver com a rosada o Uchiha sentia que ainda deveria fazer algo. — Sai daí, anda logo.

— Você não tem mais nada comigo, não tem o direito de me dirigir ordem alguma. — A garora virou para trás nervosa. — Na verdade, nunca teve!

— Eu não vou deixar você fazer isso independentemente de você querer ou não. — Falou com firmeza. — Sakura, sai daí agora!

— Você não sabe o que eu ‘to sentindo, Sasuke Uchiha. Nunca soube! — choramingou.

Os pensamentos de Sakura estavam a mil, e Sasuke estava ali na sua frente pedindo para ela sair. A multidão que estavam a sua frente já haviam preparado algo macio para que caso ela realmente pulasse, não sofreria dano algum. Sua tentativa seria em vão.

— Anda logo Sakura! — Sasuke chegou um pouco mais perto estendendo sua mão.

O clima estava começando a fechar e uma grande tempestade viria, o Uchiha estava tenso com toda a situação, a pessoa animada que era Sakura conseguiu desaparecer em apenas dois dias e isso o incomodava muito!

Pingos de chuva começaram a cair fazendo o terraço ficar cada vez mais escorregadio. O colégio inteiro parecia já ter filmado aquela cena e Sakura já tinha convicção que a partir dalí sua carreira estaria acabada.

Sasuke se aproximou um pouco mais pegando a mão da garota que na mesma hora tomou um escorregão por conta da chuva, O uchiha segurava sua mão com toda a força do mundo e as pessoas em baixo já estavam em alerta para colocar o colchão inflável. O corpo de Sakura estava pendurado e aquela cena foi a coisa mais triste que Sasuke pôde ver em toda sua vida.

— Vamos, Sakura! Por favor! — O Uchiha a cada minuto ficava mais vermelho por conta da força que fizera para continuar puxando a rosada para cima.

Sakura ao ver aquela cena praguejou a si mesma, e logo após, apoiou os pés na parede do telhado conseguindo voltar para a superficie.

Ainda de mãos dadas, Sasuke a leva até o terreo sã e salva, apenas com alguns arranhões.

A escola inteira aplaudiu a coragem do Uchiha de ter subido até lá para tentar salva-la. Ficou marcado como herói.

As aulas do resto dia foram suspensas por conta do ocorrido e logo mais Sasuke voltaria para casa, mas antes precisava resolver uma questão.

[...]

Avistou Sakura no refeitório com as amigas que estavam tentando a acalmar. A garota estava bebendo vários copos d’água e mesmo assim parecia nunca ficar bem. Ainda estava ensopada por conta da chuva de alguns minutos atrás, mas isso não a abalou. — Pelo incrível que pareça. —

Com muita dificuldade, Sasuke encheu os peitos de coragem e finalmente foi em direção as garotas, sabia que boa parte do ocorrido era culpa sua porém sentia que não estava tudo muito claro ainda. A cada passo sentia que Sakura estava ficando mais desesperada somente pelas suas afeições que demonstravam bastante tristeza e decepção.

— Garotas. — Sasuke se referiu a Tenten e Temari. — Eu posso ter um conversa a sós com a Sakura?

As duas se olharam pensando se aquela seria uma boa ideia. Sakura ainda não estava muito bem mas quem sabe se ela conversasse com Sasuke as coisas melhorariam. . Saíram a passos lentos do local ainda olhando entrelinhas para garantir que nada acontecesse à amiga.

— Podemos conversar? — Sasuke se aproximou.

— O que você quer agora, Sasuke Uchiha? — A Haruno quis saber.

— Deve estar sendo bem dificil pra você, não? — Se encostou na mesa atrás de si e ponderou. — Eu não posso mais me intrometer nos seus assuntos, mas eu sei que você não está bem e...

— A culpa não é sua. — interrompeu. — Não é sua, e nem do nosso término. Eu fiz besteira e agora minha carreira está arruinada. — Deixou uma lágrima cair logo a esfregando no rosto. — Minha agência está aos poucos falindo, eu não tenho mais tanto lugar para ir. Todos os dias, brigas e brigas com minha mãe. e claro, piadas com meu corpo na internet todos os dias, mas isso é o de menos. — Suspirou. — Por favor não se preocupe comigo por conta dessa besteira que eu fiz... Eu juro, Juro de verdade que nunca mais vai voltar a acontecer.

Sasuke a estudou por alguns segundos. A garota estava passando por várias dificuldades e isso estava claro, porém nunca imaginaria que ela chegaria a esse ponto.

— Se não se importa, eu vou indo. — Sakura disse já se levantando do banco. — Preciso ir a uma reunião da empresa e... — fechou os olhos rapidamente. — Levar a bronca do meu chefe por esses vídeos que já devem estar rodando o país inteiro.

— Sakura... — Sasuke se levantou e deu um abraço na menina que logo mais começara a chorar. — Por favor, nunca mais faça isso independentemente do que aconteça. — A afastou ainda segurando seus ombros. — Ouviu?

— Certo. — Sorriu. — Obrigado, Sasuke.

— A seu dispôr.

[...]

Após chegar em casa, Sasuke sentiu um forte cansaço. Aquele dia havia o destruído de todas as formas possivéis e ele sabia disso. Apoiou a mochila em cima do balcão da cozinha quando encontra bagagens proximos ao local

‘’O que é isso?” — Pensou.

A casa parecia estar completamente vazia, Iruka provavelmente fora fazer a compra do mês, seu irmão como sempre deve estar no laboratório, mas e seu...

— Tudo pronto, Sasuke. — O homem saiu do corredor mirando os olhos em Sasuke. — Sua passagem já está paga, essa noite você irá para a inglaterra!

A cabeça de Sasuke doeu, não conseguia expressar reação alguma. O pai foi totalmente contra sua decisão de não ir até o país dos reis e rainhas, nem ao menos deixou escoher o que queria fazer. O Uchiha estava prestes a explodir, mas o pai sabia o controlar como um cavalgante controla o cavalo. Ou pelo menos pensa que sabe.

— Eu não vou pra inglaterra. — Cerrou os punhos enquanto abaixava lentamente a cabeça. — Eu disse que não queria ir.

— Eu sou seu pai, eu mando em você. — Disse se encostando na pilastra ao lado. — Você não tem que escolher nada.

O sangue do Uchiha mais novo ferveu. Estava irado demais com aquela situação e a cada olhar que o pai o lançava seu ódio crescera mais. Só conseguia pensar em quantas e quantas vezes sonhou que estaria ao lado de itachi daqui a alguns anos planejando levar o homem para morar na lua ou algo mais grandioso. Fugaku não tinha o direito de tira-lo esse sonho, não mesmo.

— Você não pode fazer isso comigo. — Disse subindo o tom. — Isso não é justo! — Disse indo em direção ao homem imovél enquanto batia os pés no chão com bastante fúria.

— Eu não vou repetir novamente. Sasuke Uchiha. — Deu de ombros. — Eu não vou criar outro filho pra brincar de Dexter por aí. — Falou alto e foi embora, deixando o garoto totalmente inconsolavél na casa. Estava com vontade de destruir tudo ao seu redor, ninguém nunca lhe fizera tanto raiva quanto fugaku naquela manhã.

O Uchiha se deixou cair no chão, precisava saber o que fazer porém não havia nada que não fosse chorar resolveria. Os punhos ainda cerrados deram fortes socos no chão implorando por alguma resposta, o rosto de Sasuke estava prestes a desmoronar e tudo que ele queria naquele momento era o abraço apertado de sua mãe.

Não estava mais no clima para ir até a casa de Shikamaru jogar video games. Mas também não fez questão de avisar ao garoto que não iria. Aquele dia já o teria abalado demais e nada naquele mundo poderia fazê-lo se sentir melhor.

“Itachi”

Um vulto com o nome de seu irmão passou por sua cabeça, o uchiha mais velho provavelmente teria alguma resposta para Sasuke, o que ele poderia fazer nesse momento ou até mesmo como mudar a decisão do pai em relação a essa viajem.

Pegou sua mochila e saiu correndo em direção ao laboratório de Itachi que ficava a alguns quarteirões dalí. Nunca correra tão rapido em toda a sua vida toda. Atravessando os carros no sinal vermelho era algo divertido a se fazer para o Uchiha que no momento estava desesperado por ajuda. Ser mandado para a Europa não era uma opção!

[...]

Chegando proximo ao grande prédio onde Itachi se encontrava, Sasuke ficava a cada minuto mais calmo, o irmão parecia o seu porto seguro em meio a toda tempestade e isso o acalmava. Subiu as escadas e começou a gritar desesperadamente pelo nome do Uchiha.

A presença de Itachi era algo que estava em falta naquele prédio. Procurou em todas as salas possíveis, e novamente, a raiva continuava a consumi-lo por conseguir falhar até mesmo na proucura do irmão. A grande porta que se dava até seu grande experimento estava bem ali a sua frente, engraçado era não haver sequer um segurança a protegendo.

Se aproximou da grande porta de vidro onde se encontrava a tão desejada máquina do tempo. Imaginou se seu irmão não a teria testado, mas isso seria impossível, Itachi não mentiria para ele em relação a uma volta no tempo.

Andou de um lado para o outro, ainda confuso. Sua dor de cabeça aumentara e continuava a pensar no que o pai o dissera a alguns minutos atrás. Aquilo estava destruindo seus miolos e o Uchiha não conseguia pensar nada a respeito.

Quando lhe surge a ideia, enquanto esperasse o irmão, iria observar a máquina do tempo e todos os seus componentes, do que aquilo seria capaz?

Abriu a grande porta com apenas uma frase

“Mikoto”

Viu se então, lentamente, os vidros se afastarem e a maquina do tempo ficar cada vez mais nitida aos seus olhos. Era de cor acinzentada, com um pequeno simbolo Uchiha em cima de sua cabine. Ali por perto, havia uma foto de sua mãe abraçada com os dois pequeninos, só não esperava que ao lado encontrasse também a mesma imagem do livro.

Retirou o livro da bolsa rapidamente, deixando-o ao lado da grande imagem na parade até perceber que... Sim, eram idênticas. Não se assustou com a grande imagem, mas sim porquê itachi nunca o disse que gostaria de ir visitar um castelo de reis e rainhas que sequer sabia que existia.

Sasuke é surpreendido com uma ligação do pai, não queria atender, porém ainda repugiava qualquer coisa que o velho Fugaku tinha a lhe dizer. Ainda com o livro na mão, atendeu ao telefone furioso. Que sem perceber estava dando passos para trás adentrando a cabine do tempo pouco a pouco.

— Vai pro inferno! — Gritou o uchiha desligando rapidamente o celular e o jogando atrás de si, que sem querer foi diretamente no botão escrito “Viajar”

O Uchiha viu seu irmão subindo as escadas do lugar rapidamente e com bastante pressa, provavelmente ele já sabia que o mais novo estava prestes a fazer uma viajem no tempo sem querer

A cabine se fechou, Sauske sem saber o que fazer começou a bater desesperadamente nas portas que estavam se fechando — E já não havia mais como passar. — Viu o irmão gritar porém não conseguiu ouvi-lo. Apenas viu o livro aberto em suas mãos e as paginas escritas desaparecendo. Foi envolvido em toda uma onda rosa de lembranças onde passara cada época de sua vida incluindo as com sua mãe. Viu seu avô, seu bisavô e uma linhagem completa de pessoas bem parecidas com ele proprio.

Quando com um piscar de olhos. Sentiu uma grande dor como se fosse jogado do céu ao chão.

— Eu nunca pensei que fosse real, eu não posso acreditar no que estou vendo. — Alguns segundos após cometer aquele breve erro, Sasuke é mandado para a frente de um grande castelo onde havia decorações feitas de ouro, nunca sequer sentira um ar tão puro como aquele, e logo após apareceram alguns camponeses com garfos gigantes apontados para o seu pescoço. Quando então, ele aparece para salvar a vida do Uchiha, um belo cavalheiro dos cabelos louros lhe estende a mão e faz toda a população do pequeno reinado se afastar. Aquele cenário o lembrava daquele mesmo desenho que vira no livro de itachi agora a pouco. — Eu estou na idade média. — Disse baixinho aregalando os olhos.

O livro estava jogado ao seu lado, totalmente em branco, como se estivesse novo em folha. A única coisa que naquele momento parecia sua salvação, era seu celular.



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