História Clarity - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Alisson Becker, Cristiano Ronaldo, James Rodríguez, Lionel Messi, Marcelo Vieira, Neymar, Philippe Coutinho, Thiago Silva, Toni Kroos
Personagens Cristiano Ronaldo, Marcelo Vieira
Tags Cbf, Criscelo, Criselo, Futebol!, Gay, Krodríguez, Neytinho, Thialisson, Vampiro, Yaoi
Visualizações 399
Palavras 2.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aiaiai, vocês avisaram tanto ao bônus que ia ter bônus do bônus que o bônus do bônus mandou eu avisar que Clarity virou shortfic. Desenvolvi a história e já está quase toda prontinha. Achei injusto o Cris parecer duvidar da capacidade de luta do Marcelo, que quero que o Marcelo agora mostre o seu valor. #SomosTodosMarcelo
E aí, quem será o Capitão? Alguma sugestão?

* LEMBRANDO QUE como sempre ESTÁ SEM CORREÇÃO. Perdoem os erros.
Boa leitura, vejo vocês nas notas finais.

Capítulo 3 - 3. Minha coragem


Marcelo estava no centro de treinamento dos guardiões.

Ele não gostava muito do local – porque era lá que acontecia as maiores fofocas. E Marcelo estava sempre, inconvenientemente, envolvido nelas.

Não tinha culpa que o seu príncipe quase nunca o deixava ir à frente de uma guerra, o teimoso e inconveniente era Cristiano, não ele.

E então para evitar o falatório, e o seu próprio estresse, Marcelo sempre treinava no castelo. Na maioria das vezes, com o próprio Cristiano – em momentos que Marcelo tinha paciência para aturar Cristiano rindo e se vangloriando porque sempre ganhava.

Mas naquela manhã Marcelo tinha optado por treinar juntamente com os outros. A Canalis ainda estava presente em seu sangue, não poderia nem pensar em se esforçar muito, mas também não queria ficar sozinho e trancado no quarto do príncipe enquanto Cristiano estava por aí se divertindo, arruinando um ou outro exército, ou seja lá que caralho ele decidiu fazer que abandonou Marcelo sozinho.

Inconscientemente um bico se formou nos lábios cheios do menino. Cristiano era muito chato! Chato e protetor demais.

“Eu ainda não acredito que eu te trouxe..” James mordia as unhas, nervoso. “Aonde eu tava com a minha linda cabecinha? Isso é uma afronta à vossa majestade Cristiano Ronaldo. Ele vai me levar pra guilhotina. Pior... Eu não quero nem imaginar o que ele vai fazer com o meu lindo rostinho quando descobrir que eu te trouxe para cá, nessas condições.” James andava de um lado para o outro, Marcelo quis rir da preocupação descabida do amigo.

“Eu quis vim.” Rebateu, risonho. “Aquele castelo estava o maior tédio. Não foi você mesmo que disse que o sangue de Cristiano me salvou? Algo parecido.”

“O seu querer ou não querer não vai impedi-lo de me assassinar!”

“Não, mas Kroos vai. Fica tranquilo, eu assumo a responsabilidade. Cristiano, uma hora dessas, já deve saber que eu estou aqui...”

“E sei mesmo, doux.” A voz potente de Cristiano se fez ouvida. James não pensou duas vezes em virar para o lado contrário de onde vinha a voz e sair correndo, dando de cara com Toni, que o segurou pela cintura. Marcelo gargalhou. James era um medroso. “Não há nada que diga respeito a Marcelo que eu não tenha o conhecimento, James.” Dirigiu -se ao outro guardião, que estava colado em Toni, tremendo.

“Cristiano, eu juro que...” James iniciou.

“Ronaldo, pare!” Toni rosnou. Era difícil o príncipe falar, Toni sempre era muito na dele e conversava pouco, as poucas vezes que Marcelo tinha visto o branquelo – como ele e Coutinho gostava de chamar o outro em secreto – tendo alguma interação longa fora com James. Toni se transformava perto do seu guardiãozinho falante. “Você está assustando o Jammie.” Essa foi a vez de Cristiano gargalhar, e Toni rosnar novamente. “Eu juro que ainda arranco o seu pescoço, sanguessuga nojento.”

“De tanto rosnar, mais parece um lobo, irmão.” Cristiano desdenhou. Gostava de ver o irmão irritado, Neymar não era o único irmão irritante, aliás. Cristiano conseguia ser bem insuportável quando o queria. E esse era um desses momentos.

Toni rosnou novamente, pegando o seu guardião no colo e marchando para longe do outro casal, Marcelo – e sua audição limitada – ainda pôde ouvir o príncipe do leste perguntar se James estava bem. Toni se preocupava muito com o menor.

“Você foi idiota.” Marcelo pontuou, tentando segurar o riso. “James quase se borrou nas calças. Você sabe que ele tem medo de você, a maioria dos guardiões o tem.”

“Menos você.” Em questão de milésimos de segundos os braços de Cristiano circundou a cintura de Marcelo. “Não era para você ter saído da cama, sabes que ainda não está cem porcento. E se algo estivesse acontecido com você?”

“Nessa fortaleza?” Marcelo gargalhou, aninhando-se ao corpo do maior. “Duvido muito que alguém fosse me atacar aqui. Me pegaram despercebido, e ainda tinha o lance da Canalis, mas eu já me sinto pronto pra outra.”

“Hum,” Murmurou, afundando o rosto no pescoço de Marcelo, que gemeu baixinho. “Eu amo o seu cheiro.” Marcelo se arrepiou, mordeu a ponta da língua para não gemer. “Podemos voltar ao castelo?” E, antes que Marcelo pudesse responder, Cristiano o teve no seu colo. Minutos depois estavam na porta do castelo.

Bem exibido, Marcelo pensou.


💎


“Não, não e não.” Coutinho revirou os olhos. Estava em seu quarto – o de Neymar, já que há muito tempo não dormia mais no seu quarto designado, nem sabia se o cômodo ainda era seu, já que as suas coisas, absolutamente tudo que possuía, estava no quarto do seu... namorado? Não sabia. Mas era alguma coisa de Neymar, disso tinha certeza. – quando Marcelo o procurou com umas ideias absurdas. Irem atrás de alguns membros da resistência. Marcelo batia o pé dizendo que existia traidores no Castelo, aquela ideia era completamente sem pé e sem cabeça. Nada passava batido diante aos  olhos dos príncipes.

Principalmente por Neymar, que era a cabeça entre eles. Enquanto Cristiano era conhecido pela a sua força, Neymar, com certeza, era conhecido por suas estratégias e táticas, sempre bolava os melhores planos de defesa e ataque. Nenhum detalhe passava despercebido dos olhos verdes do príncipe nórdico.

“Vá azucrinar a mente do Thomas, eu ein. É efeito da Canalis a pessoa ficar maluca assim?” Coutinho tentava analisar o amigo, em busca de algum índice de que ele estava ficando louco.

“Eu até tentei, levando em conta que ele me ouve mais do que você, ingrato!” Marcelo emburrou-se.

“Sem sucesso?” Phil riu.

“O chato do Neuer não sai do pé dele. Qual é, uma guerra se desencadeando e os príncipes resolveram brincar de casinha, tomar chazinho e fazer tricô?”

“Vamos supor...” Phil colocou a mão no queixo, pensativo. “Se, claro, hipoteticamente falando, você estiver certo. E se existir alguém da resistência aqui...”

“Sem essa de e se. Existe sim, acredite. Eu pude sentir através da minha ligação com Cristiano alguém tramando contra ele. As vibrações se direcionavam aqui do Castelo.”

“E você não contou a ele?”

“Você sabe onde está Neymar?” Coutinho deu de ombros, logo após negando. “Igualmente! Temos poucos príncipes no Castelo. Neymar, Toni e Cristiano saíram, algo a ver com se alimentarem.”

As feições de Coutinho caíram, Marcelo não pôde deixar de notar. Mas, por hora, ficaria calado. Há alguns meses havia notado a pele do amigo mais pálida, suas forças renovadas e algumas marcas em seu pescoço, mas não falaria nada. Esperaria o momento de Coutinho, sabia que o amigo não poderia ser transformado porque não acontecia assim com guardiões. Eles eram humanos e morreriam humanos – Não tão humanos, já que apenas morriam quando o seu protegido também morria, suas vidas eram dedicadas aos seus mestres.

Mas desde pequeno sabia do perigo que era deixar o seu príncipe o morder. Sabia que a mordida era viciante para ambos, tornava dependente e não tinha volta.

Entretanto, Marcelo por muitas das vezes se pegou desejando a mordida de Cristiano, que nunca veio. Engoliu em seco. Se considerava disposto a estar viciado – mais ainda, se possível – no maior. Nada que não fosse uma merda que não pudesse piorar. Não que o seu amor fosse uma merda, longe disso. Mas queria. Ansiava pela mordida do seu amado, pela sensação de necessidade um do outro que aquilo traria. Mas Cristiano parecia pensar que Marcelo quebraria a qualquer movimento brusco.

“Se alimentarem?” Coutinho coçou a garganta. “Humanos?” Marcelo mordeu a língua para segurar a risada, impossível não notar o ciúmes na voz do seu melhor amigo.

“Você sabe que Toni é vegetariano.”

“Uma ova! Eu vi ele mordendo o James...” E só ao notar a boca aberta de Marcelo, Coutinho percebeu a burrada que havia feito. Não era para contar aquilo. Era um segredo de James e Toni, nem o próprio Coutinho tinha esse direito de saber, levando em conta que o mesmo servia o seu sangue de canudinho para Neymar, se assim o príncipe o pedisse. “Falei demais?” Sorriu amarelo.

“Certo. Eu não vou contar a ninguém.” Phil engoliu em seco, aliviado. “Maldito Kroos! E eu caindo no papinho revolucionário dele que um vampiro poderia viver muito bem com o sangue de animais. E se eles estiverem com humanos agora? Aliás, foda! Cristiano está sempre com humanos.”

Prostitutas de sangue.” Philippe corrigiu, tentando aliviar a tenção do amigo. E a sua própria.

“Que não deixa de ser humana.”

“Droga, Marcelo! Vamos atrás dessa informante da resistência logo antes que eu desista.”

Marcelo sabia que iria convencer o melhor amigo.


💎


Rodaram o Castelo inteiro, até Marcelo se queixar de cansaço. Estavam na ala dos empregados – a mesma que abrigava os guardiões, os únicos que mantinham os seus quartos ali eram Thomas e Marcelo, o resto dormia (viviam, não desgrudavam) com os seus senhores. – fazendo massagem nos seus próprios pés quando ouviu passos. Fechou a boca de Coutinho que estava ao seu lado, sentado e murmurando.

Não podemos mais manter essa plantação de Canalis aqui, Olavo!” Coutinho conhecia aquela voz. A mesma voz da prostituta de sangue que havia alimentado Neymar no jantar, algumas noites atrás. Quis chorar. Chorar porque ela ainda estava ali, sinal que Neymar a reividicaria outra vez.

Olavo era o mordomo principal a serviço de Thiago. O príncipe que era filho de Draco, o pai dos vampiros – morto por seus próprios filhos há alguns milênios, com uma humana. Thiago era menor, mais frágil, comparado aos outros príncipes. E, por conta disso, tinha um mordomo ao seu serviço – ideia de Deus sabe lá quem, que irritava muito ao guardião de Thiago. Coutinho e Marcelo adoravam ver Alisson irritado.

Mas aquilo não vinha ao caso. Coutinho encarou Marcelo que também o encarava, assustado. Buscou o seu celular mas viu que Marcelo já tinha o seu próprio em mãos, gravando. Bingo! Seu amigo era astuto.

Podemos sim, Vene.” Olavo desdenhou. “Eu não suporto mais o mimado do Thiago. Não acho que a Canalis está fazendo tanto efeito, aquele imprestável tem a sua parte humana. Há anos que eu coloco a erva no seu alimento e ele continua resistindo.

O capitão me prometeu que o Neymar seria meu!” Coutinho quis sair do esconderijo e arrebentar a cara daquela piranha, mas a mão de Marcelo o segurou. “Mas ele não desiste daquele energúmeno. Eu preciso destruir o Philippe, Olavo. Precisa haver um jeito.”

Você acha mesmo que o capitão vai deixar você se envolver com o príncipe? Você não passa de uma fonte de sangue, Vene. Faça o seu trabalho sem desejar nada em troca, sabes bem que devemos muito a resistência. Continue ejetando a planta em suas veias, uma hora ou outra aquele príncipe inútil vai alimentar o seu guardião e aí...”

A gargalhada da prostituta enojou os amigos, que permaneceram sentados. As vozes foram se afastando.

E aí voalá! Neymar será completamente meu e...” Era impossível continuar ouvindo se não fossem atrás dos dois. Olhando para Marcelo que salvava a gravação, Coutinho soube que o amigo não iria atrás. Marcelo estava tramando alguma coisa.

“Você ouviu o que aquela vagabunda está tramando?” Perguntou.

“Não ela, tem alguém maior por trás disso tudo.” Marcelo suspirou, sem expressões.

“E não vamos atrás? Eles estão matando o Thiago! E estão dando sangue envenenado para o meu príncipe, sabe-se lá para quem mais...”

“E é por isso que vamos manter segredo e descobrir de uma vez por todas quem está por trás disso.”


💎


Cristiano estava agarrado a Marcelo, que tentava dormir. Mas o seu príncipe não o deixava.

“Cristiano!” Repreendeu, tentando se virar para o companheiro. “Se você não parar de esfregar as suas presas no meu pescoço, eu te juro que eu...” Cristiano afundou a presa, assustando e surpreendendo a Marcelo.

E então Marcelo acordou.

Suado, ofegante e em sua cama. No seu quarto.

Pensou que estava sozinho mas deu de cara com Neymar sentado em sua cama.

“Problemas no paraíso?” O príncipe perguntou, esperando pacientemente o guardião normalizar a sua respiração. Marcelo limitou-se a negar com a cabeça. “Sabe, Marcelo, sinto cheiro de Canalis no seu quarto, e em todo o corredor. Não sou bobo.”

Os lábios de Marcelo tremeram. Então Neymar sabia? Ou Coutinho havia o contado? Não, Coutinho não contaria. Estava decepcionado o suficiente com o príncipe para ao menos permitir que ele chegasse perto.

“Cristiano está triste porque você não está com ele, no quarto de vocês.” Neymar sorriu de lado. “Mas é orgulhoso o suficiente para não vir te procurar. Em compensação, ele destruiu a biblioteca e rasgou os lençóis da cama, da sua cama. Acho bom você ir resolver isso.”

“Problemas no paraíso, príncipe?” Foi a vez de Marcelo perguntar. Neymar não o enganava. Não estava lá apenas porque queria a sanidade mental do seu irmão que sempre perdia o controle.

“Coutinho também veio dormir no quarto dele. Aqui. E a porra desse lugar fede a Canalis.”

O príncipe era perspicaz. Naquele momento Marcelo soube que Neymar era um bom aliado para aquilo, para o seu plano – e de Coutinho.

Neymar não seria igual os outros príncipes que perderiam a cabeça.


💎


Marcelo foi, na pontinha do pé, até o quarto de Cristiano. Abraçado em seu travesseiro e enrolado em sua própria coberta, antes que pudesse girar a maçaneta a porta se abriu, revelando um Cristiano mau humorado.

“Você sabe que horas são?”

“Me perdoe,” Marcelo estalou a língua, logo prosseguindo. “Se está muito tarde para a vossa alteza, posso voltar ao meu quarto e só volto aqui amanhã.”

Antes que ele pudesse virar as costas e ir embora, Cristiano o puxou para dentro do quarto e o abraçou.

“Impossível. Eu não te permito sair daqui.” Murmurou com a voz rouca. “Eu preciso de você dentro desse quarto. Preciso do seu cheiro, da sua presença, senão eu fico louco.”

“Você poderia ter ido me buscar.” Apontou, deixando-se ser levado por Cristiano até a cama macia do maior.

“Bem, acho que Neymar fez um bom trabalho.” E fez. Porque Marcelo estava ali, nos braços de Cristiano. O único lugar do mundo ao qual ele se sentia seguro.

O único lugar do mundo ao qual ele julgava pertencer. E ele estava certo.

“A sua cara de pau me assusta.” Marcelo mordeu a língua, tentando não dar risada. Agora já estava deitado, Cristiano lançou o edredom de Marcelo longe, o cobrindo com o seu. Outrora, Cristiano já havia o explicado porque fazia aquilo, era bem simples – pro vampiro, já que no começo aquela possessão toda irritava a Marcelo – e sem tropeços; o edredom de Marcelo tinha o cheiro de Marcelo, o edredom de Cristiano tinha o cheiro de Marcelo e Cristiano. E o cheiro permanecia em Marcelo ao longo do dia, os vampiros sentiriam. E saberiam a quem Marcelo pertence pois o cheiro de Cristiano estaria impregnado nele. E o cheiro do príncipe afastava outros vampiros, por conta da autoridade que exalava.

Louco? Sim, Marcelo também o achava. Só depois de descobrir sobre isso foi que pôde entender porque os vampiros menores praticamente corriam dele.

Maldito Cristiano!

“Minha cara é muito linda,” A risada do vampiro era a coisa mais maravilhosa do mundo, Marcelo não poderia negar. Marcelo abriu a boca pra rebater, Cristiano rapidamente selou seus lábios com o seu, dando uma pequena mordidinha depois. “Não adianta negar, sabemos que é verdade. O guardião do Sul morre de amores pelo príncipe. Uau!”

Marcelo gargalhou. Sentiu os dedos de Cristiano acariciando a sua costela, onde o maior sabia que o guardião sentia cócegas.

“Eu não sou o seu guardião.” Cristiano respirou fundo diante a resposta do menor. Parou as cócegas, observou o peito de Marcelo subir e descer enquanto o guardião normalizava a respiração.

“Não é?” Perguntou.

“Você me deixa ser?” Marcelo respondeu com outra pergunta.

Era um assunto bastante delicado. Guardiões foram criados pelos Deuses para proteger os príncipes vampiros, mas parecia que o príncipe vampiro era Marcelo e o guardião Cristiano, tamanho era a proteção que Cristiano tinha com o menor.

“Vá dormir.” Cristiano aconchegou o corpo de Marcelo ao seu. Marcelo bufou, irritado. “Amanhã conversamos sobre isso.”

Marcelo sabia que quando o amanhã chegasse eles não conversariam.

Cristiano e a sua mania.


💎


Em algum lugar do reino;

“Capitão, trago notícias.” O homem, muito bem trajado, adentrou a tenda do Capitão, que estava sentado em uma poltrona, deliciando-se de uma taça de vinho.

O capitão o olhou, esperando que o homem prosseguisse. “A guarda do Castelo está baixa. Os príncipes, realmente, tem os seus guardiões como calcanhar de Aquiles. Muito bobo, na minha concepção...”

“Eu não quero saber das suas concepções tolas, Olavo.” O homem irritou-se, lançando a taça na parede. Próximo a Olavo. “Que aqueles infelizes são o ponto fraco dos príncipes eu já sabia, eu quero é novidade. Te pago o suficiente para você me trazer isso. Não esqueça que aqueles vermes mataram a sua pequena Kahlifa.”

“Capitão...”

“Mais alguma coisa?”

“Eu posso trazer o James para você. Ele é o menos adepto a luta.” Ofereceu. Vendo que o capitão nem se abalou, Olavo prosseguiu. “Ou Thiago! O imprestável ainda é um príncipe.”

Olavo sentiu um calafrio quando um sorriso surgiu no rosto do Capitão. Aquele homem trazia amargura em seu ser, qualquer um perceberia isso. Olavo não entendia o porquê.

Todos da resistência odiavam os príncipes, claro. Os vampiros já fizeram muito mal a cada um dos presentes ali, já destruíram sonhos e famílias. Mas nenhum os odiavam tanto quanto o capitão.

“Traga o Marcelo.” Decretou.

Olavo, e nem um outro resistente, só não entendia porque o ódio do Capitão direcionado ao guardião do príncipe do Sul.

Parecia que o capitão tinha muitos segredos.


Notas Finais


É. Esse capitão me da nos nervos.
Me contem o que vocês acharam, vamos conversar. Gostaram?
Tô com ideias para outra fanfic, mas não consigo achar um casal que se encaixe no plot. Vocês gostam de quais casais? Vamo conversar sobre isso também, haha. See yaaa.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...