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História Claro Como a Noite. - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


A rotina de Minhyuk nas suas férias.
Chegamos ao 30° capítulo não consigo dizer se estamos chegando ao meio ou saindo dele ahahah, ainda não terminei a história☠️

Capítulo 30 - Matar ou morrer


 — Devo lhe parabenizar por seu triunfo Lee Minhyuk! — Lia batia palmas no meio da sala mesmo sabendo que recebi ajuda dela e de Hyunwoo.
 Passou-se três dias do atentado, Chang já tinha sido enterrado após a necropsia.
 Hyunwoo bebia ao meu lado.
 Ela trazia de baixo do braço uma garrafa de vinho.
 A jornalista dizia na TV e a garota de pijama sorri.
 — O caso foi encerrado nesta tarde após o juiz reconhecer Im Changkyun o assassino. — ouvi com dificuldade.
 — Subornar o juiz para Jooheon não ter chance de recorrer a seus pressentimentos foi uma ótima idéia! — Hyunwoo começa a acariciar com calma minha nuca.
 — Se ele disser alguma coisa iremos matá-lo. — completo. — ele nem sabe que nós somos para começo de conversa, os investidores não tem qualquer ligação com aquele velho.
 — Isso só foi uma ameaça. — Son toma um gole do copo. — além do mais nos só pegamos uma gravações dele traindo a mulher e mostramos em anonimato.
 Lia se estica na poltrona.
 Minhas sobrancelhas se tocam, um sentimento de vazio passava por mim sutilmente.
 — Min, nós estamos bem agora, é só relaxar e deixar a vida nos levar, não se preocupe. Talvez ninguém mexa neste caso por um bom tempo. — a garota tenta destampar a garrafa. — sei que parece bom matar, na verdade nunca vi graça, mas você tem que aprender a se controlar... — destampa e pega o copo mais próximo.
 Hyunwoo me olha preocupado.
 — Você controlou bem o cigarro e energético, estou feliz por isso, continue e nem pensará em mais casos. — ele coloca o copo de vodca em meus lábios. — beba um pouco para relaxar.
 Me esquivo:
 — Não, sou fraco com bebidas.

Acordo no meio da noite com Hyunwoo abraçado junto a mim, me desprendo de seus braços e corro ao banheiro sentindo meu estômago se revirar emitindo um ruído estranho.
 Levanto a tampa do vaso e vômito no escuro.
 — Amor... — escuto Hyunwoo bater as mãos no colchão, parecia ainda dormir. — Minhyuk!
 — Estou aqui! — grito antes de gorfar, minha cabeça girava.
 Son levanta derrubando alguma coisa.
 Vômito mais uma vez.
 Escuto seus passos até mim.
 — Você se lembra de alguma coisa? — sua voz estava sonolenta
 — Só de dormir no sofá.
 — É eu te coloquei na cama.
 Pego o papel higiênico e limpo minha boca, não deveria ter tomado aquela vodca e mais dois copos de... Não sei o que era aquilo...
 — Tenho tempo para dormir ainda.
 Son coloca as mãos em meu ombro.
 — Me sinto tonto, que gosto ruim em minha boca...
 Procuro a escova de dentes com Hyunwoo em meus calcanhares, começo a limpeza e Son me abraça por trás.
 Apenas se escutava a escova raspando nos dentes e Hyunwoo explorando meu pescoço com beijos e lambidas. Cuspo a pasta.
 — Quando vi já estava bêbado. — sussurrei, limpando a boca.
 — Bem que você disse que era fraco para bebidas. — comenta.
 — Não me ajudou dando uma forte.

 Ao passar dos dias, começei a ficar entediado, só saia do quarto para ajudar no almoço ou jantar, Hyunwoo dormia muito e por isso passava a maior parte do dia comigo na cama ou fazendo exercícios pesados, eu assistia séries e animes pelo celular, as vezes meu namorado roncava, sempre em meu ouvido, mas lhe dava um tapa na boca onde parava em um instante. Ele sempre se agarrava a mim para dormir, quando não fazia, ficava com insônia e levantava três ou mais vezes para ir no banheiro.
 Lia jogava o dia inteiro e quando sentia que o chão começava a ficar sujo limpava, já Son tirava o pó e lavava banheiros e eu cuidava da roupa e louça.
 Tudo ficava chato, as vezes pensava que estava casado com Son, o que me fazia sorrir e olhá-lo dormindo.
 Um dia me obrigaram a tomar sol no quintal, então fiquei brincando de tiro ao alvo.
 — Este passarinho... Era um passarinho. — vejo a faca voar em sua direção.
 — O que o passarinho fez para você?
 Lembro de perguntarem.
 Não sei o que ele fez para mim, só o matei.
 — O passarinho podia ter uma família...
 Me recordei devagar.
 Era Lia... Falando asneiras.
 Não me importo se tinha ou não.
 Hyunwoo sempre saia no final da tarde para correr.
 Lia escutava música olhando o céu de manhã.
 Mas eu... Apenas ficava deitado.
 — Queria tanto fumar.
 Son percebia que perdia peso e sempre me dava alguma coisa para comer junto com remédios para abrir o apetite. Estava sentado na mesa olhando-o fritar batatas.
 — Você vai morrer assim.
 Olho para baixo, vendo o a dose de tônico que deveria tomar para ganhar peso. Viro em minha boca como se fosse saquê.
 Vou morrer? Depois de parar com o que me ocupava... Qual era meu objetivo agora?
 Meus pais me sustentavam, trabalhar seria muito esforço.
 — Tenho que tomar isso todos os dias?
 — Sim. — falou. — Quer ficar anêmico?
 O que estava fazendo no planeta?
 Ajudando a poluir.
 Hyunwoo serve as batatas a mim.
 — Pareço uma criança, não consigo nem comer por conta própria.
 — Não é culpa sua. — fala sorrindo, olho-o.
 Sabia que talvez esteja entrando em depressão, como antes, quando fumava e bebia energético como água.
 Hyunwoo enxerga a janela fazendo cara feia a ele mesmo.
 Sinto uma vontade imensa de chorar:
 — Porque estou triste?
 Hyunwoo sai de sua cadeira e apalpa meu rosto olhando meus olhos ficarem pouco marejados.
 — Pode chorar. — diz. — não conto pra ninguém.
 Parecia que as lágrimas estavam esperando a permissão de Hyunwoo, no mesmo instante que disse elas escorreram com velocidade, meu rosto procura um ombro.

 Eu consigo!
 Tentava acreditar em minhas palavras falhas.

Estava acordado acima de Son coberto por cobertores, escutando seus batimentos cardíacos calmos. Era inverno e cada dia se tornou uma tortura, pensava constantemente em suicídio, se não, matar alguém.
 Mas olhava a Hyunwoo e voltava atrás de tudo.
 Lembrei que estava despido e resolvi ficar deitado usufruindo do calor corporal do maior.
 
Nevava e tinha preguiça de levantar para me vestir, então apenas mudei de posição erguendo meus braços até tocar no topo da cabeça de Son esticando-me.

 — Quem vai levantar primeiro? — acordou dizendo.
 — Você. — digo fechando os olhos.
 — Não é justo, vamos tirar isso no ímpar ou par.
 — Tá.
 Mesmo assim ganhei.

 — Onde você vai Minhyuk?
 Arrumo a gola da jaqueta de couro preta antes virar ao mesmo.
 Estava escuro e a falta de abraçar algo enquanto dormia faz Hyunwoo levantar, não era a intenção acordá-lo, porém nem me preocupei, na verdade só queria sair, sair e escolher algo pra matar.
 Tiro uma bomba de gás da bolsa, tinha comprado com demais ítens passados, quando ainda fazia compras para realizar minhas travessuras.
 Son nega com a cabeça:
 — Não faça isso, não está pensando direito...
 — Vou me matar então, uma dessas opções. — respondo fixamente, as palavras apenas saíram, não deveria ter falado.
 Hyunwoo levanta as sobrancelhas, mas não parecia assustado.
 — Não sabe o que mais fazer da vida, perdeu o sentido, se você se matar, nos não vamos poder nos... — ele olha pra baixo e coloca a não nis bolsos. — casar.
 Arrega-lo os olhos sem palavras, E-eu deixei Hyun triste?
 Levo minha mão a boca, porém ele continua sem hesitar, me olha e seu tom sai um pouco triste:
 — Sabia que tinha se segurado por muito tempo, achei estranho não ter cometido nenhuma loucura nesse período. Estou preocupado com você...
 Olho o chão onde refletia a luz da lua sutilmente, nego em desespero:
 — Não quero que me largue depois disso, te amo demais, não pense que quero te deixar bravo e ser rebeld—
 — Não vou, tenho certeza, te amo muito também. Onde você vai ativá-la?
 — No restaurante.
 — Tem saídas de emergência?
 — Apenas duas portas ao todo.
 — Muito frequentado?
 — Digo que é mediano.
 Hyunwoo fecha os olhos, ele se concentra profundamente:
 — Vá, mas é a última vez, depois se ocupe com outro hobbie licito.
 — Me sinto preso ao ruim.
 — Eu também meu amor.
 Abro a porta sentindo meus cabelos mexerem e revoltarem-se. Fecho-a e coloco a peruca negra e luvas.
 Havia o mínimo de pessoas nas ruas, depois de vários minutos cheguei, travei a porta dos fundos com a grande lixeira que usavam para despachar sobras.
 Não havia quase ninguém, penas alguns clientes que trabalhavam na parte noturna e aproveitaram para fazer uma refeição e alguns funcionários.
 Abro a jaqueta e arrumo meu cabelo. Entro normalmente me sentando em uma das mesas do centro, tiro a bomba de minha bolsa ao disfarçar, colocando-a no chão abaixo da mesa.
 — Senhor o que deseja. — o garçom pergunta após alguns minutos.
 — Ainda não consegui escolher, mas pode me trazer um suco enquanto isso?
 — Claro.
 Fecho a bolsa e me levanto.
 O fogo acende em meu coração, meus olhos se fixam em uma faca inofensiva quase caindo da mesa perto da única porta aberta. Ainda andando, pego o pedaço de ferro e enfio, com toda minha força que se juntou apenas em um braço, parecendo um lenhador desvencilhando o último golpe na árvore mais sólida.
 Algumas pessoas viram e gritaram, mas a maioria não entendeu o que acontecia.
 Tiro a chave mestra do bolso que comprei pela internet e tranco a larga porta principal. Ativo a bomba com o controle e escuto gritos.
 Vejo uma gota de sangue na manga de minha camisa. Tiro as luvas, passo o dedo indicador sobre e levo até minha boca.
 Sorrio e uma gargalhada sem som saí.
 Ne arrependo do homem que me tornei, mesmo rindo, vejo que me tornei um ser triste e frio, não tão por Hyun fazer parte de minha vida.
 Sigo o mesmo caminho da ida, os frutos desaparecendo a cada segundo.
 Então ao chegar em casa, tomo um banho rápido e acendo as luzes, me troco vendo Hyunwoo olhar da cama.
 — Não estava conseguindo dormir, preciso me agarrar em você.
 — Isso já era de se esperar. — termino de abotoar o pijama cinza.
 — Apague a luz e venha logo, tenho sono.
 Faço o que me pede e Son me encaixa em seu corpo.
 — Como foi? — sussurrou em meu ouvido.
 — Bom, excitante, gostoso, relaxante. — sorrio, ele me aperta ainda mais vendi meu sorriso.

— Agora vamos esperar os noticiários amanhã de manhã. — logo após boceja.
 Depois de cinco minutos volto a incomodá-lo me virando, mesmo assim não me solta e encostos nossas testas.
 — Hyun.
 — Hmm...?
 — Não consigo dormir.
 — Quando você começa com isso, basta te fuder que você dorme rápido. — sua voz saiu sonolenta.
 — Então faça, por favor... Faça o que quiser, não irei reclamar de nada.
— É bem do seu feitio querer isso depois de seus assassinatos, mas me deixar fazer o que quiser, parece estranho vindo de sua boca e tentador, estou com tesão agora. — procura minha bunda. — Não dá mais para reverter a situação.
  



  


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤😚


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