1. Spirit Fanfics >
  2. Claro Como a Noite. (Showhyuk) >
  3. Doces ilusões.

História Claro Como a Noite. (Showhyuk) - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Doces ilusões.


 ~ Son Hyunwoo


 — Não estamos lidando com qualquer admirador ou admiradora secreta. — pego pensando alto enquanto olhava o reflexo coçando a nuca. Ele leva a mão até a boca e tosse deixando preto a palma.
 Aquilo significava alguma coisa, sempre me dizia, mas nunca me contou, o que desde então me mordo curiosioso, acho que havia alguma coisa haver com meu futuro... Não sei ao certo mas fico com medo, desde quando um líquido preto escorrendo da boca seria um sinal bom? Mas ao mesmo tempo temos probabilidades.
 O reflexo hesita em silêncio.
 — Temos quarenta e cinco porcento de ser uma mulher e os outros cinquenta e cinco um homem. — continuo me sentando no sofa, ajustando para cama com o corpo e agarrando o controle.
 — Porque só trabalha com probabilidades? — saí da boca do mesmo que tosse novemente ao acabar a reclamação.
 — Porque eu quero seu intrometido, é mais fácil para organizar.
 Então ligo a TV, sintonizo em filmes até achar um de meu agrado. Foi fácil até. Era sobre um serial killer querendo vingar a morte de sua irmã canibalizada... Hm.
 Pessoas assim tem a ideia do ódio infiltrado na cabeça, é o maior erro adquirir um ponto fraco, sorrio no meio do filme. A tecnologia era ruim, então se tornava fácil deixar rastros na época, agora é praticamente impossível ser alguém louco o bastante para destroçar vítimas em balcões, depois atear fogo e sair saltitando. Ninguém é idiota o suficiente, mas... Se tiver alguma alternativa...
 Corro ao banheiro e pego o bilhete.

°°°
O amor é a faca que tenho de enterrar em meus órgãos toda vez que sinto seus olhos pousarem em mim, meu coração explode pela dor que sinto por não poder te tocar, os dias são inúteis, as horas são horríveis, nossos encontros são insignificantes e minha boca sangra quando sou obrigado a cravar mais um metal em meu corpo por ter me apaixonado inutilmente.

°°°
 — Até aparece suicida. — sussurro.
 Observo a caligrafia bem feita.
 — Pela letra bonita, é uma pessoa paciente... Pelo menos a probabilidade é maior. — contínuo dando passos lentos e voltando para o sofá.
 Então escuto um baque em minha porta, corro até lá.
 — Droga, está trancada! — pego a chave na mesa da cozinha me atrasando cinco segundos.
 — Já o perdeu Hyunwoo. — sussurra o reflexo da janela.
 — Cale sua boca ilusão desgraçada. — abro a porta com violência. E sim, havia fugido, não tinha tido tempo, falhei horrivelmente. Só me restou ler a mensagem melosa.
 Arrasto a manga de minha roupa até as mãos pego a faca com o mínimo de espaço ocupado para tirá-lo da porta. A lâmina negra tinha se prendido ao mesmo lugar do que a anterior.
 — Como uma pessoa, pode conseguir atirar com tanta precisão? — pergunto ao meu eu no reflexo da janela perto da porta.
 — Pode ser o arqueiro verde? — diz em um tom estupido de deboche.
 Fecho a cara e entro em um pulo para dentro, coloco a lâmina na mesa, vou até a gaveta da sala agarro uma lanterna de luz negra, corro até a mesa, aponto a luz, nada nenhum rastro nenhuma impressão digital.
 — Droga! — grito em pleno os pulmões, arrega-lo os olhos de uma vez. — Acha que ele é descuidado o suficiente para ficar na rua até agora? — não ouço resposta. Então rio alto. — é claro que não, muito inteligente pra isso! Não deixa digitais, como iria pegar ele, tem muitas pessoas bisbilhotando na rua, é quase de tarde. — levo as mãos na cabeça. — Porque ainda estou me preocupando com um desocupado que me manda cartinhas?
 Uma pausa desnecessária.
 — Hyunwoo... — chamo.
 — O que? — a voz vem ao ar.
 — Acha que estou vagabundeando demais em casa?
 — Não...
 — Me fala a verdade! — grito em desespero.
 — Eu estou falando a verdade, olha só esquece isso. — ele solta o ar dos pulmões de uma vez só. — Sinto que tem uma coisa muito melhor para investigar, aproveite que vive nas custas de seus pais e relaxe.

— Coisa muito melhor? — pergunto levantando os olhos.
 — Coisa muito melhor. — confirma em um sorriso maldoso e preto.
 Meus olhos ainda se mantinham na  janela.
 — Ele me pegou de dia hoje. — contínuo. — É aleatório, imprevisível.
 — Esquece, porque não vai ler?
 — Hyunwoo... — falo ao próprio reflexo.
 — O que?
 — Sabe o estrondo da faca as quatro dá manhã a algumas noites atrás.
 — Hm...
 — Quer dizer que o garoto ou garota acorda tarde, aquele garoto jogado na calçada tomando café ao meio-dia é um suspeito.
 — Mas e o cara desmaiado no chão.
 — Estava alcoolizado, acha que alguém bêbado consegue atirar nessa precisão?
 — Ele pode muito bem ter bebido depois de jogar... — manda me um defeito na linha de raciocínio.
 — Eu vi ele jogado no chão ontem! E foi a dias o acontecimento, mas o menino que tomava café e fumava, pode muito bem fazer isso uma rotina.
 Olho o relógio de ponteiro acima da geladeira.
 Onze e quarenta e sete.
 — é uma bom horário para o meu suspeito levantar.
 Leio o papel encima da mesa.
 
 •••
  Amor é uma definição tão conhecida e eu realmente não sei como é.
 •••

Com certeza não sei também, isso nos torna iguais?
 É claro que não, mas não podia simplesmente incrimina-lo a ser alguém que não é. Subi alguns níveis de um dia para o outro, meu principal suspeito é um cara que mal sei o nome.
 — Hyunwoo! — grito para meu eu em forma de reflexo.
 — Hm. — murmura.
 — Está na hora de tirar o fofinho do guarda roupa. — digo feliz.
 — Está louco? Calma, ele é louco.
 Fofinho é meu amigo imaginário, mesmos que esteja trancado dentro de meu quarda roupa a um ano, por motivos de indução extrema, ele tem uma forma bem bonita.
 É um urso de pelúcia de dois metros, com duas cabeças, a dá direita com a boca costurada, faz um barulho de chocalho quando bate as patas fofas no chão, uma ilusão infantil, mas ele prevaleceu até os dias de hoje.
 — Escuta Hyunwoo, ele é louco.
 — Fofo. — respondo.
 O reflexo engole seco e balança a cabeça negativamente.
 — Porque quer fazer isso?
 — Minha vida anda parada... Sem motivo nenhum. — respondo
 — Mas esses bilhetes...
 — Infantil! — falo imediatamente. — É como aqueles meninos que tocam a campainha e vão embora, mas um pouco mais criativos, quer saber vou investigar sim, mas sem dar na cara, é assim que eu trabalho.
 O reflexo revira os olhos e tosse liberando gotículas pretas de seus lábios.
 — Então não vai abrir a porta do guarda roupa mais?! — o mesmo pergunta impaciente da janela da cozinha.
 Olho-o e sorrio de jeito sinistro.
 — Poxa, amigos não abandonam o outro, ele me fez ser assim. Só o tranquei porque você me implorou de joelhos, sabe como eu gosto disso.
 — Ridículo. — cruza os braços.
 Só preciso saber qual é o nome daquele garoto... E parece que o vi em algum lugar, ergo os olhos para o teto, apoio as mãos na mesa.
 Queimo vários neurônios para reproduzir alguma cena, o único lugar que ia era na biblioteca do bairro, cabelos platinados. Sim, já tinha o visto, ele estava perdido nas prateleiras de poesia, só preciso pegar alguns registros que ficam atrás do livro.
 Não posso incriminá-lo só por estar na hora errada e no lugar certo, por incrível que pareça julgar suas horas de sono.
 Vou até meu quarto e coloco um chinelo preto.
 — Onde vai. — agora o reflexo falava comigo do espelho do quarda-roupa.
 — Investigar.
 — E o fofinho?
 — Depois disso.
 Vou correndo até a porta.
 Fecho-a e observo o buraco.
 Estava sem a cor branca no rasgado, e então olho o chão, não havia pegadas.
 — Então ele não vem até meu carpete e  coloca diretamente a faca aqui, isso é incrível, acho que tem super poderes. — falo.
 — Impossível. — Diz o feito de ilusão.
 Olho a janela e balanço os ombros.
 — Vou ali. — aponto para o gramado, se amarelando com a chegada rigorosa do inverno.
 — De chinelo? — diz.
 — Idai? Parece minha mãe.
 — Velha chata aquela — responde.

— Olha a boca, seja culto e demonstre inteligência.
 Coloco o pé na grama e caminho até onde desejava, olhando o gramado e correndo os olhos lentamente pela vizinhança.
 — Olha que surpresa nenhuma pegada até agora! — grito, mas não vem resposta.
 A rua estava limpa e fria, um vento corre sobre minha nuca, me estremeçendo.
 Então a alcanço olhando o asfalto.
 — Hm. — murmuro.
 Tinha uma latinha de energético perto do meio fio da calçada.
 Pego-a em baixo, a fim de não tocar nas digitais.
 — Uma pista. — sorrio. — Se isso pertencer a pessoa vamos descobrir quem ela é!
 Meus diálogos são sempre vergonhosos quando não são dirigidos a ninguém.
 Corro até minha casa, mostro para o reflexo na janela antes de entrar.
 — Uma lata? Qualquer um pode ter bebido.
 — Qual é a probabilidade de qualquer um jogar uma lata no MEU meio fio? — Então abro a porta, colocando-a na outra ponta dá mesa.
 Pego o vidro de tinta fluorescente e coloco no lugar mais equivalente onde uma pessoa deixaria os rastros. Aponto a luz.
 — Eu achei. — sussurro. — Agora preciso das digitais do meu suspeito.
 — O que você vai fazer quando achar.
 — O fofinho vai decidir eu já vou tirá-lo de lá. — vou sorrindo ao quarto.
 — Não faça isso... — o grito do reflexo vem quando chego ao espelho do quarto em uma correria eventual, grudado no quarda-roupa.
 Balança a cabeça negativamente.
 — Olha só, você vai esquecer de mim, vai parar de me amar.
  — Desde quando eu disse que te amava, eu não gosto de você.
 — Foda-se, porque você é tão difícil de induzir?
 — Você que é péssimo nisso. — retruco.
 Então coloco as mãos na chave onde trancava as duas portas que batiam no teto.
 — Três!
 — Por favor. — ele se ajoelha a minha frente e chora gotas negras.
 — Dois.
 — Eu faço que você quiser. — propõe.
 — Um.
 Então giro a chave, mas nada acontece.
 — Será que ele morreu? — pergunto.
 Uma rajada de vento saí da porta, após falar tais palavras. Era tão forte que sou jogado do outro lado do quarto, batendo as costas na parede clara, fazendo perder o ar por vários segundos, descrevo como desesperador não poder respirar em um período de tempo tão pequeno.
 Uma risada rouca vem em seguida junto com uma passada emitindo o barulho de chocalho.

  


Notas Finais


😖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...