História Classe 309 - Capítulo 10


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 3.408
Palavras 5.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Voltei com mais um capítulo! Finalmente essas duas se beijaram, hum? Emma tanto instigou e provocou, que Regina perdeu o controle e foi com tudo pra cima dela. Será que a loira conseguirá dar conta do furacão que é Regina Mills?

Bom sábado. E boa leitura!

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Classe 309 - Capítulo 10 - Capítulo 10

    Regina e Emma olhavam-se como se não acreditassem no que acabara de acontecer. Suas respirações foram, aos poucos, voltando ao normal. A loira olhava pra Regina e contemplava aquele lindo rosto à sua frente. Por tantos dias ela pensou qual seria a textura daqueles lábios sempre pintados de vermelho. Por tantas noites ela imaginou qual o gosto daquela boca que, quando sorria, enchia seu peito de luz. Agora, pela primeira vez, Emma poderia parar de imaginar e começar a recordar, pois os quentes beijos da mulher eram uma viva e verdadeira lembrança.
 
   Regina ainda estava um pouco confusa sobre o acontecido. Era a primeira vez que ela havia tido um contato íntimo com um de seus alunos. Era a primeira vez que ela havia agido de maneira impulsiva com alguém. Assim como era a primeira vez que alguém lhe despertava um interesse e desejo impossível de ser barrado. Ela olhava para Emma e só conseguia ver a menina que habitava seus pensamentos há tempos. Ela a olhava e via a dona do olhar mais intrigante que ela jamais vira igual. Regina nunca se esqueceu da familiaridade que viu nos olhos verdes de Emma desde que os avistou pela primeira vez. Até hoje ela sentia um sentimento de lar, de casa, quando os mirava.
 

   "Acho que devemos ir." Disse Regina, suavemente e sem jeito.
    "Quer ir na frente?" Sugeriu Emma, sem jeito. Ambas estavam um pouco confusas sobre como se comportarem.
   "Não. Vamos juntas." Respondeu prontamente. Ao cruzarem a porta de saída, Regina acabou encontrando a pulseira que tanto estimava. Ela estava caída próxima à entrada.
   As duas mulheres caminharam por todo o corredor em total silêncio. Ao chegarem ao segundo piso, Regina entrou na sala dos professores e Emma seguiu para direção. A jovem entregou a chave de acesso, recolheu a mochila e seguiu para o ponto de ônibus.

   "Boa noite, Emma." Disse Mary ao avistar sua filha cruzando a porta de entrada.
   "Boa noite." Emma colocou a mochila encostada no pé do sofá e tomou um lugar ao lado da mãe. "Como foi seu dia?"
   "Cansativo. Preciso de umas férias urgentes. E o seu, meu amor?"
   "O de sempre. Aulas, deveres, conversas com os amigos, essas coisas."
   "Esse já é seu último ano escolar. Já sabe qual curso irá cursar ano que vem?"
   "Ainda não. Tenho estado bastante confusa quanto a isso. Não quero escolher qualquer coisa apenas pra ter um diploma. Deus me livre passar o resto da minha vida presa a algo que não gosto."
  "Então pense em algo que te dê prazer. Mas não deixe passar muito tempo."
  "Eu sei..."
  "Convidei David pra vir jantar conosco hoje. Tudo bem pra você?"
  "Claro, mãe. É sempre maravilhoso ter o David aqui. Eu o adoro, você sabe."
  "Sei. E fico muito feliz em ver o quão bem vocês se dão." Mary tocou a mão da filha e acariciou-a.
  "Bom. Agora deixa eu subir pra tomar um banho. Mais tarde eu desço quando ele chegar." Swan levantou-se do sofá, recolheu a mochila e subiu para o quarto. Após um banho quente, prendeu o cabelo em um coque frouxo e vestiu um conjunto cinza de de moletom. A noite estava gélida.

                                                                     ***

    "Olá, amigão!" Disse Archie ao entrar na casa de Regina e ser recebido por Bóris roçando em sua perna. "O quê sua mãe tem dado pra você comer, hein? Você está enorme de gordo!"
  Bóris expressou um baixo miado como se entendesse o que homem dizia. Regina, de seu lugar, apenas ria da pequena interação entre eles.
  "Bóris está dieta. Mudei a ração dele para uma mais light. E agora ofereço em menos quantidade. Já perdeu alguns gramas."
   "Não consigo imaginá-lo ainda mais gordo que isso."
   "Ei! Não fique chamando meu gato de gordo." Retrucou. Arrancando uma risada do amigo. Regina preencheu a tigela de Bóris com ração, trocou sua água por uma fresca e isolou-se na sala de estar com Archie. "Quer beber algo?"
   "Aceitaria um café."
   "Ok. Vou preparar um café pra você e um chá de maçã pra mim e já volto. Com açúcar ou adoçante?"
   "Sem nada, por favor."
   "Certo."
 
  Poucos minutos depois, Regina retornou com uma bandeja. Nela havia seu chá de maçã, alguns biscoitos e uma xícara de café para seu amigo. 

 "E então, Regina, planos para o feriado de sexta-feira?"
   "Sim. Corrigir inúmeras provas."
   "Muito trabalho acumulado?"
   "Bastante. Tenho provas de todas as turmas pra corrigir. E visto que o bimestre está chegando ao fim, preciso fazer o somatório de todas as notas dos alunos e lançá-las no diário de classe. E você sabe quantos alunos eu tenho? Não queira imaginar!"
  "Eu posso imaginar. Você pega quase todas as turmas do turno da manhã e da tarde. São centenas de alunos."
  "Pois é. Mas não reclamo, não. Eu adoro meu trabalho. Só lamento não estar com tempo pra dar aulas de espanhol. Eu estava com dois alunos fixos. Um deles já não precisa das minhas aulas. Estou apenas com um que ainda está aprendendo o básico. Não pretendo encaixar outro tão cedo." Suspirou. "Mas e você, o que pretende fazer no feriado?"
  "Vou viajar pra visitar minha mãe. Ela não está muito bem de saúde."
  "Oh, meu amigo. Se tiver algo que eu possa fazer pra ajudar." Regina apoiou sua mão sobre a de seu amigo de maneira gentil.
  "Minha mãe já está velha. São problemas decorrentes da idade avançada. Mas agradeço sua gentileza e preocupação." Sorriu. "E como anda a história com a aluna Emma Swan?"
  "Está difícil controlar essa situação."
  "O que você quer dizer com isso?" Perguntou o homem, curioso, enquanto tomava mais um gole de seu café.
  "Quero dizer que eu não estou conseguindo dar um fim nisso. Não saberia te dizer em qual momento me vi envolvida por ela. Aconteceu de uma forma tão natural, que eu não consigo encontrar a ponta inicial pra cortá-la."
  "Não consegue ou não quer, Regina?" Ele a olhou de maneira desconfiada.
  "Droga! Não consigo te dar essa resposta." Regina bateu a xícara de chá contra o vidro da mesa de centro e em seguida passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás. Ela estava visivelmente nervosa.
  "O que está acontecendo com você, Regina? Sempre foi tão centrada e dona de suas ações."
  "Ainda sou. Mas devo confessar que Emma tem mexido comigo de uma forma especial."
  "Regina, Regina..." Disse sério, com a voz arrastada.
  "Eu sei, Archie. Eu sei..." Respondeu, pensativa.

                                                             ***

  "Que saudades eu estava de você, Em!" Disse David ao envolver Emma em um abraço. "Nunca mais apareceu lá em casa!"
  "Tenho estado bastante ocupada. Esse último ano escolar tem pedido bastante de mim. Sem mencionar o boxe." Explicou ela.
  "Assim que der, apareça. É sempre um prazer ter você por lá."
  "Aparecerei sim." Sorriu.
  "Vamos jantar antes que a comida esfrie?" Disse Mary. "Fiz yakissoba."
  "Adoro yakissoba." David comentou. "Emma, eu preciso me casar com essa mulher!" Brincou, fazendo Emma e Mary sorrirem.
  "Já tem a minha permissão!" Disse a loira, sorrindo.
   Os três reuniram-se à mesa e, enquanto degustavam do maravilhoso yakissoba feito por Mary, conversavam aleatoriamente sobre assuntos banais. David e Mary possuíam uma conexão incrível. Emma sentia-se imensamente feliz ao vê-los. Afinal, sua mãe merecia ser feliz após o relacionamento com seu pai não ter seguido adiante. Embora dificilmente admitisse, Swan sentia saudade de seu pai. Contudo, Mary era uma mãe tão inteira e presente, que a saudade que sentia acabava se tornando pequena. Mary desempenhava com êxito os dois papéis.
  "Vou deixá-los a sós agora e subir pro meu quarto."
  "Mas já?" Lamentou David.
  "Preciso estudar. Essa semana terei algumas provas. Fim de bimestre, você sabe..."
  "Que pena, filha. Queria que aproveitasse um pouco mais com a gente."
  "Também. Mas eu realmente preciso estudar agora. Não posso vacilar."
  "Tudo bem, Em. A gente entende. Continue dedicada aos estudos, que você terá um futuro brilhante." Disse David. "Boa noite. Bom estudo!"
  "Boa noite, gente." Emma acenou para os dois e subiu para seu quarto.
 
    Emma abriu o livro de química e começou a folhear as páginas enquanto tentava manter sua atenção no que lia. Porém, estudar estava sendo uma tarefa difícil naquela noite. Como concentrar-se nas linhas daquelas páginas se seus pensamentos ainda estavam todos voltados ao momento que tivera com suaprofessora em uma certa sala do terceiro piso? O gosto dos lábios de Regina ainda se fazia presente em sua boca. Emma deitou-se na cama, fechou seus olhos e começou a reviver o momento. Ela levou a mão até a nuca e lembrou-se de quando a mão da morena esteve ali. O toque de Regina havia sido tão forte e preciso, que apenas a lembrança estava fazendo Swan arrepiar-se.

                                                                      ***

    Regina despediu-se de seu amigo Archie, tomou um banho quente e relaxante, vestiu uma camisola branca, dedicou um momento a Bóris e posteriormente subiu para seu quarto com uma taça de vinho na mão.  Seria a primeira vez, depois de um longo dia, que ela estaria sozinha com seus pensamentos sobre Emma e o ocorrido de mais cedo. A morena apoiou a taça de vinho sobre o criado mudo, arrumou algumas almofadas na cabeceira da cama e em seguida encostou-se contra elas.

      

                                                  ~~ Ponto de vista de Regina~~

   Enquanto eu sorvia o líquido da taça e o sentia descendo por minha garganta, os pensamentos em Emma Swan se faziam fortes. A lembrança do momento mais íntimo que eu tivera com ela era tão vívida, que eu ainda conseguia sentir seus lábios finos roçando contra os meus. Por tantas noites eu havia desejado e imaginado qual seria o gosto daquela boca que era dona de um sorriso encantador, e agora eu sabia. O beijo de Swan é levemente doce. Seus lábios são macios e suaves. A textura deles de encontro com a minha fez a minha sede por tomá-los aumentar a cada instante que se passava. Ter os lábios daquela menina nos meus me fez sentir, por um momento, que o certo e o errado não existiam. O que existia era o ali, o agora, e o desejo que compartilhávamos.
  Quando a beijei senti a pele do meu corpo queimar em desejo. Tentei não ser tão impulsiva para não assustá-la. Mas não contive a vontade de segurar em seus cabelos com força de modo a fazê-la sentir o desejo que corria em meu corpo. Havia sido a segunda vez que minha mão encontrava aqueles fios dourados daquela maneira mais bruta. Ah, Swan... Se você soubesse como mexe comigo. Você tem a capacidade de mexer com meu corpo e minha mente de uma maneira descomunal.
   Desde a primeira vez que meu olhar cruzou com aquele lindo e brilhante par de olhos verdes senti que havia algo diferente ali. Ele sempre me prendeu. Durante as aulas eu sempre senti a necessidade de buscá-los. Sempre me pareceu familiar. É como se através deles eu pudesse ver a alma de Emma. É como se eu já conhecesse essa alma. Eu busquei evitar Swan de todas as formas possíveis. Só eu sei. Se fosse apenas algo físico eu teria conseguido contornar a situação. Mas o que Emma me desperta vai além de uma pele queimando em desejo. Eu por inteira queimo e clamo por ela. Swan carrega a alegria do verão no sorriso, e a beleza da primavera nos cabelos. Principalmente quando os solta e os deixa cair como cascatas.
  Por hora eu preciso parar de pensar nos sentimentos que Emma vem despertando dentro de mim. Preciso dar atenção a esse desejo incontrolável de possuí-la corporalmente. Hoje não fui capaz de conter a vontade que há tempo se instalou dentro de mim. Foi a primeira vez que tive um contato íntimo com um aluno. Eu que sempre mantive relacionamentos estritamente profissionais com meus alunos, me vi tomando com voracidade os lábios de Emma Swan. Minha aluna.
  Eu devo estar louca. Mas a quem devo culpar? Ela? Não. Apesar do seu interesse nítido, ela sempre respeitou meus limites. Apenas eu sou responsável pelo ocorrido. O pior é que não me arrependo. Pior ou melhor? Acho que a segunda opção. Arrependimento não faz parte da minha personalidade. E eu jamais me arrependeria por essa loucura tão prazerosa.

  

                                            ~~ Ponto de vista de Emma ~~

  Fechei os livros, guardei meu material na mochila e deitei em minha quente e confortável cama. Eu ainda estava muito eufórica pelo o que aconteceu entre Regina e eu. Confesso que ela me pegou de surpresa. Eu pude perceber uma pequena pitada de ciúmes quando ela mencionou Estela. E devo dizer que adorei isso. Regina Mills irritada é algo incrivelmente sexy. Não consigo esquecer o momento em que aqueles lábios tomaram os meus em um delicioso impulso. Eu podia jurar que havia certa fúria naquele beijo. Na verdade, ele foi um misto de raiva e desejo. Contudo, o desejo reinava. O ciúme tornou-se nada diante da vontade que estávamos de nos possuirmos.
  O beijo de Regina foi tão quente e voraz. Diria até que bastante selvagem. Eu adoro beijos lentos, mas confesso que não havia espaço para eles mais cedo. Nós precisávamos nos provar com urgência. Foi o beijo animalesco mais delicioso que já provei na vida. Nossas línguas se acariciavam e guerreavam por prazer. E quando Regina puxou meus cabelos, cada centímetro do meu corpo arrepiou e vibrou de prazer e desejo. Céus! Como Regina é quente e selvagem.
  Não consigo parar de pensar sobre como as coisas ficarão daqui pra frente. Eu procuro sempre respeitá-la. Respeito seus limites e também busco não comprometê-la em seu trabalho. Mas eu também preciso respeitar o meu limite e o que estou sentindo. Sim, o que estou sentindo, aqui bem dentro do meu peito. O que fazer com o frio na barriga que sinto cada vez que ouço o som de seus saltos quando ela entra em sala de aula? Como evitar sorrir feito uma criança cada vez que ela se direciona a mim? Como não me perder no balançar de seus curtos cabelos cada vez que ela gesticula explicando algo? Antes de Regina tocar meus lábios, ela tocou algo bem mais valioso.
  Eu nunca me apaixonei por alguém. Não sei como essas coisas funcionam. Dizem que apaixonar-se é uma das maiores loucuras da vida. Não sei se estou apaixonada por Regina. Como saber sobre algo que nunca senti? Existe uma regra ou um padrão para a paixão? Também não sei. O que sei é que Regina faz moradia em meus pensamentos e também tem habitado as mais belas canções. Se fecho os olhos, vejo seus lábios sorrirem pra mim. Se os abro, a imagem de seus penetrantes olhos castanhos surge em minha mente. Depois de hoje, eu sinto cada centímetro do meu corpo chamar por ela. E tudo que mais desejo é gozar na poesia de Regina.

                                                                            ***

  "Acho que fui péssima, Emma." Disse Bella ao deixar a sala de aula após uma prova. "Provavelmente ficarei de recuperação." Lamentou. "Como você acha que se saiu?"
  "Acho que fui bem. Razoável, na  verdade. Química não é meu forte, e eu estudei pouco ontem. Mas acho que consigo ficar acima da média."
  "Se por acaso eu ficar de recuperação, pode estudar comigo e me ensinar o que você souber?"
  "Claro, Bel."
  "Obrigada." Suspirou aliviada.
  "Vou lanchar e ir pra biblioteca. Daqui a pouco já será o intervalo. Vai ficar com Killian e os amigos?"
  "Não. Hoje quero ficar com você."
  "Ok."
 

  As duas amigas fizeram um rápido lanche e se direcionaram para a biblioteca. Bella, já suspeitando que ficaria de recuperação, aproveitou a ocasião pra pegar alguns livros de química emprestados. Ambas conversaram sobre assuntos aleatórios. Bella atualizou Emma sobre sua situação com Killian. Os dois continuavam ficando. A amiga de Emma era a personificação da felicidade.
  "Estou muito feliz por você, Bella. De verdade. Espero que o Killian saiba valorizar a garota incrível que você é." Emma apoiou a mão sobre a de sua amiga e acariciou-a.
  "Obrigada, Emma." Sorriu. "Mas e você? Ninguém penetrando nesse coraçãozinho de pedra?" Brincou.
  "Na verdade tem algo que eu preciso te contar." Iniciou. Porém, Emma interrompeu a fala quando avistou a figura de Regina Mills entrando no local. Seu coração, logo, entrou em um leve descompasso.
  "O que você quer me contar?" Perguntou curiosa.
  "Em outro momento eu conto."
  "Ah não, Emma. Começou, termina! Vai me deixar curiosa?"
  "É um assunto muito delicado."
  "É sobre o quê?"
  Emma direcionou seu olhar à Regina e ergueu uma de suas sobrancelhas indicando sobre quem se tratava.
  "A professora Mills?" Perguntou Bella, confusa. "Como assim?
  “ Depois eu te explico tudo. Prometo. Você pode me esperar um instante? Preciso ir falar com ela." Disse Emma ao perceber que Regina já estava se retirando. A mulher apenas tinha trocado algumas palavras com amoça responsável pela sala. Ela sequer havia visto Emma.
  "Ok." Respondeu Bella.
  "Já volto." Swan levantou-se de seu lugar e caminhou a passos rápidos até sua professora, alcançando-a quando a morena acabara de cruzar a porta. "Oi.." Disse Emma ao tocar o ombro da mais velha.
  "Oi, Swan." Respondeu Regina ao virar-se. Um pequeno sorriso de lado formou-se em seus lábios pintados de vermelho. "Está em tempo vago?"
  "Não. Acabei uma prova recentemente e pude sair. Daqui a pouco começa o intervalo, então já ficarei aqui de uma vez."
  "E fez boa prova?" Perguntou com interesse.
  "Na medida do possível. Ontem tive dificuldade em me concentrar nos estudos."
  "Por quê?"
  "Porque meus pensamentos estavam longe." Respondeu Emma, travando seu olhar nos castanhos de Regina. "Não consigo parar de pensar sobre... Você sabe." Emma usou um baixo tom de voz ao falar.
  "Não, eu não sei. Sobre o quê?" Regina  instigou. Por mais que soubesse que precisava evitar esse assunto naquele ambiente, a vontade de ouvir dos lábios de Emma era maior e muito excitante. Regina precisava e queria ouvir da boca dela.
   Com a ponta do dedo indicador, Emma tocou o pulso de Regina suavemente, fazendo suaves movimentos pra cima e pra baixo enquanto acariciava a pele macia daquela região. "Sobre o gosto do seu beijo." Respondeu baixinho, instantes depois de verificar se havia alguém por perto, arrancando de Regina um malicioso sorriso de lado.
  "Posso te levar pra casa hoje?" Perguntou Regina, ainda mantendo um baixo tom de voz.
  "Você pode o que quiser comigo." Emma respondeu.
  "Posso? Cuidado, você não sabe o que está dizendo." Disse sensualmente enquanto mantinha o olhar fixo nas esmeraldas de Swan.
  "Eu sei exatamente o que estou dizendo." Respondeu Emma, mantendo firmeza em sua voz.
  "Certo. De toda forma... Eu não mordo. A menos que você peça, claro."
  Emma manteve-se calada após as últimas palavras proferidas por Regina. Contudo, seu olhar permanecia fixo sobre a morena. Sempre que uma atmosfera sexual tomava conta do ambiente, a professora dizia algo de conotação sexual agressiva, fazendo a pele de Swan esquentar como se estivesse com febre. A mente da loira viajava ao imaginar uma Regina inteiramente dominadora na cama.
  "Minha amiga Bella quase sempre vai embora comigo. Tem algum problema se ela for junto? Não tenho uma desculpa pra não ir com ela."
  "Problema algum. Eu só quero poder passar um tempo a mais com você." Sorriu. "Deixarei ela em casa primeiro."
  "Ok.."
  "Eu só vou pedir algo a você. Preciso que me esperem no ponto de ônibus onde encontrei você no dia da chuva. Tudo bem? Quero evitar quaisquer falatórios aqui dentro. Seria ruim pra mim e pra você."
  "Sem problemas."
  "Ótimo. Até já, senhorita Swan. Nossa aula começa em..." Regina fez uma pausa na fala e olhou para seu relógio de pulso. "Vinte minutos."
  "Até, senhorita Mills." Ao voltar para a biblioteca, Swan tentou controlar o sorriso que teimava em se formar em seus lábios. Ela contou à sua amiga que a professora Mills havia oferecido uma carona pra casa. Bella ficou incrédula, pois jamais imaginou uma atitude como essa vindo de Regina. Emma, por sua vez, disse que quando chegassem em casa ela telefonaria e contaria a ela sobre o que estava acontecendo.
 
                                                                       ***

   Na sala de aula, após o intervalo, todos os alunos arrumaram suas mesas perfeitamente enfileiradas para quando Regina Mills entrasse. Todos já estavam habituados ao jeito da professora. As conversas paralelas foram, aos poucos, diminuindo até o momento em que Regina adentrou o lugar. Nessa hora, após o boa tarde, o silêncio tornou-se quase absoluto.
  Sempre que a aula de história estava pra começar, a ansiedade tomava conta de Swan. Para ela, nenhum som era mais prazeroso que o barulho dos saltos de Regina cada vez que ela entrava no ambiente.
  Após a morena entrar e cumprimentar a classe, seu olhar e o de Emma se procuraram juntos, cruzando-se. Ali, naquela troca, elas sabiam que o cumprimento era pessoal.
  "Quero que abram o livro na página setenta e quatro e iniciem a leitura que se estenderá até a página setenta e sete. Feito isso, irei fazer alguns comentários sobre o texto lido." Disse ela, momentos antes de sentar-se e iniciar a chamada.
  De seu lugar, Emma alternava entre a leitura e observar Regina. Ela sentia-se hipnotizada com a beleza e elegância da mulher. Ao mesmo tempo em que a olhava, Emma pensava em como Regina se mostrava voraz quando não estava desempenhando seu trabalho. Por trás daquela aparência séria e até mesmo certinha, existia uma leoa que Emma ansiava por domar e ser domada.
 
  Quando a aula findou-se, Emma começou a contar o tempo. O horário da saída parecia estar cada vez mais longe. Ela era um misto de ansiedade e nervosismo. Ela ansiava estar a sós com Regina. Mas o nervosismo começou a tornar-se excessivo. Emma não fazia ideia sobre como seriam as coisas com Regina depois do que rolou. Ela ainda tinha receios sobre como se comportar. Contudo, ela sabia que quando estava na presença da mais velha tudo fluía tão naturalmente, que seria perda de tempo tentar imaginar ou até mesmo planejar alguma atitude.

                                                                                                         ***
  Emma e Bella já estavam no ponto à espera de Regina. A amiga de Emma estava achando aquela situação bem inusitada, mas, decidiu não comentar. Mais tarde, ao telefone, ela esclareceria suas dúvidas com Swan.
   Regina aproximou-se com o carro e liberou as portas traseiras pra que ambas entrassem. Ela as cumprimentou educadamente e em seguida perguntou onde ficava o endereço de Bella, alegando que a levaria primeiro.
  "Já sabem qual curso prestar quando concluírem o colegial?" Perguntou Regina enquanto dirigia. As três mantinham conversas triviais.
  "Eu tenho vontade de lecionar. Adoraria ser professora de matemática. Sou apaixonada por números e adoro o ambiente escolar. Não quero me desprender dele." Respondeu Bella, convicta.
  "Louca! Você é louca, Bella. Deus me livre ter que trabalhar com números." Disse Emma.
  "Dá licença, Em? É a minha escolha! Caladinha aí. Rum!" Retrucou. "Pior você que nem decidiu ainda."
  "Ainda não decidi mesmo. Algum problema? Não quero decidir com pressa pra depois me arrepender. É a minha vida, meu futuro que estará comprometido."
  "Mas o tempo corre. Lembre-se disso." Bella comentou.
  "Nossa, parece que ouvi minha mãe falando agora. Sai pra lá, espírito de Mary Margaret." Brincou, arrancando um riso de Regina e Bella.
  "É importante decidir bem. Mas caso se arrependa da escolha, é só mudar." Disse Regina, serenamente. "O único problema é que se levará mais tempo até alcançar o que realmente almeja."
  "Às vezes tenho medo de nunca conseguir me decidir." Disse Emma com um pesar em sua voz.
  "Conseguirá. Em algum momento descobrirá algo que gosta muito e que adoraria passar a vida  fazendo."
  "Eu espero que sim..."

  Após aproximadamente vinte minutos de conversa, Regina chegou ao local dito por Bella. Ela e Emma despediram-se da jovem e seguiram destino à casa de Swan. Assim que sua amiga foi embora, Emma mudou de lugar dentro do carro e tomou o assento de passageiro ao lado de sua professora.
  "Você lembra meu endereço?" Emma perguntou.
  "Perfeitamente." Respondeu Regina ao dar partida no carro.
  Ambas estavam envolvidas em um silêncio constrangedor, até que Regina o quebrou. "Eu não quero saber de você se atrapalhando nos estudos por estar com os pensamentos em outro lugar, Emma Swan."
  "Não costumo perder o foco tão facilmente. Mas foi inevitável."
  "Por quê?"
  "Porque... Porque você me pegou de surpresa."
  "Eu precisava calar sua boca. Você estava me irritando." Disse ela. Regina mantinha total atenção no tráfego; olhando para Swan apenas quando parava nos sinais.
  "Então é assim que você cala a boca das pessoas?"
  "É assim que eu calo a boca de loirinhas que falam mentiras."
  "Eu não disse mentiras. Aquele homem te olhava de um jeito apaixonado e você o deixava acariciar seu rosto e mãos de maneira íntima. Ele só pode ser seu namorado."
  "Mas não é. Na verdade, ele e eu temos algo, sim. Ou tínhamos, na verdade.  Mas não temos compromisso um com o outro."
  "Então eu não estava tão errada assim."
  "Sim, estava. Como eu disse, não namoramos. E o que você viu ontem não passou daquilo. Há pouco tempo eu comecei a cortar o que tínhamos. Não quero mais. Mas ele ainda está em processo de aceitação. "
  "Você não me deve explicações, Regina." Disse suavemente. Mas Regina conseguiu sentir certo pesar nessas palavras.
  "Mas eu quero dá-las a você." Disse a mais velha ao olhar no rosto da loira. Regina se permitiu perder-se por um momento nos traços de Emma.
  "Por que quis me dar carona hoje?"
  "Pelo motivo que disse mais cedo; pra poder estar um pouco mais com você. Principalmente pra poder estar com você de verdade, inteiramente, sem precisar disfarçar. "
  "Disfarçar o quê?" Emma perguntou, instigando Regina a lhe dar uma resposta satisfatória. Ela não queria ter que ler nas entrelinhas. Não nesse momento.
  Regina estacionou o automóvel em uma rua que antecedia a rua onde Emma morava. Ela desligou o rádio do carro e virou seu rosto em direção à jovem; lhe dando sua total atenção. "Disfarçar a vontade constante que tenho de te olhar e tocar." Respondeu. Regina se mexeu no banco, aproximou-se de Emma e a tocou no rosto. "Eu quero poder te olhar sem pressa." Disse ao encarar os olhos à sua frente. "Quero te tocar sem tempo pra ir embora."
  "E o que mais você quer?" Emma instigou.
  Regina aproximou os lábios do ouvido de Emma e, em um sussurro, disse: eu quero provar seu gosto lentamente dessa vez.
  Um silêncio carregado de tensão instalou-se entre elas. Emma e Regina alternavam seus olhares, carregados de desejo, entre olhos e boca uma da outra. Seus rostos foram aproximando-se devagar, sem pressa, e então seus lábios começaram a se roçar lentamente.
  Diferente do outro beijo, este era calmo. Suas bocas se roçavam no tempo ideal para que as texturas dos lábios ficassem marcadas em suas memórias. Regina inclinou seu corpo sutilmente sobre o de Emma e recebeu as mãos da loira em sua cintura. A morena sentia tanto desejo por Swan, que aquele simples gesto a excitou.
  O beijo estava calmo, suas línguas se acariciavam suavemente, até que Regina deslizou a língua pelos lábios de Emma, os circundando, pedindo passagem para um beijo mais intenso. Foi então que Emma deu espaço para que a morena pudesse explorar sua boca um pouco mais. A boca de Regina era quente, assim como seu beijo. Seus movimentos com os lábios e línguas eram tão precisos e prazerosos, que estavam fazendo Emma desejar aquela boca entre suas pernas.
  Respirar começou a se tornar necessário. Mas nenhuma das mulheres queriam interromper aquele momento repleto de emoção e prazer. Ambas, entre os beijos, tomaram um curto fôlego e permaneceram naquela entrega. O coração de Emma batia em um forte descompasso dentro de seu peito. Ela sentia como se a qualquer momento ele fosse saltar pra fora.
 A sintonia era perfeita. O beijo representava todo o desejo que há muito se acumulara entre elas. Uma das mãos de Regina percorria pela gola de Emma e mergulhava pra seu interior. Ela acariciava todo o pescoço, nuca e colo da loira. Regina queria decorar cada deliciosa sensação que sentia quando estava nos braços de Emma. Ela queria lembrar-se do cheiro do pescoço, do perfume dos cabelos, da textura dos lábios e do gosto da boca.
  As investidas de Regina eram tantas, que Emma não se conteve e envolveu a cintura da mulher com seus braços, apertando-a. Ela queria senti-la presa a si. Queria o calor do corpo de Regina contra o seu. Swan alternava entre deslizar as mãos pelas costas de Regina, subindo e descendo por cima da blusa, e apertar o corpo da mulher com seus braços. Emma possuía bastante força, e apertava Regina com pressão, excitando-a.
  "Gosta quando te aperto assim?" Emma sussurrou durante o beijo, fazendo Regina esboçar um sorriso sacana em confirmação. Quanto mais Emma apertava, mais Regina se excitava. Estar presa nos braços musculosos e definidos da jovem era de tirar o ar.
  Regina prendeu o lábio inferior da loira contra seus dentes e o mordeu, fazendo Emma soltar um baixo gemido de dor e prazer. Regina tinha vontade de tratar Emma de maneira mais bruta, mas ela o fazia com cautela. Ela ia, aos poucos, lendo as mensagens corporais da jovem. Regina jamais faria algo que não fosse do agrado de Emma. Então, visto que a jovem demonstrou gostar, Regina tornou a mordê-la no lábio. Dessa vez, usando mais força.
  "Ai..." Emma murmurou.
  "Machuquei você?" Regina perguntou, preocupada.
  "Não. Tenho muita tolerância à dor. Não é uma mordidinha dessa que vai me machucar."
  "Oh, quase esqueci que você é a menina de ouro. Acho que você vai me dar muito trabalho." Brincou. "Vou adorar saber até aonde você aguenta."
  "Eu disse a você que sou uma garota má."
  "Ai, Swan... O que eu faço com você?"
  "Que tal tentar me domar?"
   Aquela frase de Emma soou como música para os ouvidos de Regina. Agora ela sentia como se tivesse carta branca em relação à Swan. E ela aproveitaria esse consentimento. "Você não faz mesmo ideia do que está dizendo, não é? Não me provoque se não for dar conta." Disse sensualmente, com uma rouca voz que levava Emma à loucura.
  "Eu já disse o quanto sua voz mexe comigo?" Perguntou Emma ao mesmo tempo em que levou a mão até os cabelos de Regina e começou a acariciá-los.
  "Não. Acho que nós temos muita coisa pra dizer uma à outra. Eu nunca disse, por exemplo, o quanto me encanto com esses seus dentes sutilmente tortos."
  "Ah não, Regina. Eles são horríveis!"
  "São lindos. Assim como outras coisas em você." Regina aproximou o rosto da curva do pescoço de Emma e distribuiu beijos naquela região. Ela beijou da curva até o lóbulo da orelha da jovem. "Tem sido cada vez mais difícil ser indiferente a nós." Murmurou.
   Emma se perguntou internamente se Regina pretendia enlouquecê-la ali, agora, dentro daquele carro. Pois carícias no pescoço acompanhadas de murmúrios ao pé do ouvido eram golpes baixos, e estavam mexendo com seus hormônios.
  "Regina..." O sussurro de Emma foi quase um gemido.
  "Que delícia ouvir sua voz chamando meu nome, Emma. Adoraria ouvir você gemendo pra mim. Só pra mim." Regina parecia saber exatamente o que dizer pra enlouquecer Emma. A loira sentiu uma forte carga tomando conta do vão entre suas pernas. O carro estava tornando-se pequeno e quente demais para as duas.
   Antes que Emma pudesse responder ou fazer algo, seu celular começou a tocar. Ela cogitou não atendê-lo, pois nem de longe ela gostaria que aquele momento fosse interrompido. Mas lembrou-se que sua mãe havia esquecido as chaves em casa. Provavelmente seria ela ao telefone. "Preciso atendê-lo." Disse sem jeito. Swan tirou o celular do bolso e constatou que era uma chamada perdida de Mary. "Preciso ir, Regina. Minha mãe deve estar na porta querendo entrar. Está sem chave."
  "Tudo bem, querida. Vou te deixar mais próxima de casa." Regina deu partida no carro e o encostou em uma calçada próxima à casa de Emma. "Está entregue." Sorriu.
  "Obrigada pela carona." Um bobo sorriso habitava os lábios naturalmente rosados de Emma. Ela estava lutando pra conseguir ir embora e deixar Regina. Essa simples tarefa parecia imensamente difícil quando se tinha um penetrante par de olhos a encarando.
  Regina não conseguia parar de admirar os lábios de Emma. Ter aquela boca na sua era imensamente prazeroso, mas, ter a visão daqueles lábios curvados em um lindo sorriso travesso conseguia ser ainda melhor. Swan, sem dúvida, estava infiltrando-se em cada pedaço seu. "Não precisa agradecer. É sempre um prazer estar com você."
  "Eu ia dizer até amanhã. Mas não sei se irei vê-la em algum momento. Quando não é o dia da sua aula eu raramente te encontro. E visto que sexta-feira é feriado, acho que agora só nos veremos com certeza na próxima semana."
  "Eu adoraria voltar a frequentar a biblioteca nos intervalos. Mas temo que alguém comece a perceber. Ainda não sei como proceder em relação a isso."
  "É compreensível." Emma respondeu. "Eu sinto falta dos singelos momentos que compartilhávamos lá. E sabe outra necessidade que tenho sentido?"
  "Qual?"
  "A de ler seus poemas." Disse ela, arrancando um sorriso de sua professora.
  "Já que você gostou tanto assim, posso fazer uma cópia deles pra você."
  "Eu adoraria. Consigo sentir você em cada linha deles."
  "Certo. Então depois eu te entrego. Vou escolher os que mais gosto."
  "Tá bem. Obrigada. Agora realmente preciso ir." Emma aproximou-se de Regina, depositou um beijo no canto dos lábios da mulher e se foi.



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