História Clean Record - Capítulo 22


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Notas do Autor


Olá amigooooossss
Saudades? kkk
Desculpa a demora, estive ocupada esses dias estudando e focando no futuro ¬¬
Ainda continuo ocupada pq estou em semana de prova, mas por sorte eu tinha um capítulo já escrito dessa Fanfic ^^
Fiquem com ele agora e prestem atenção na leitura ;)

Obrigada pela atenção e Boa Leitura ♥♥

Capítulo 22 - A Aposta no Bilhar


Fanfic / Fanfiction Clean Record - Capítulo 22 - A Aposta no Bilhar

 

 

O que estão fazendo? – Natsu perguntou confuso ao chegar no terraço e ver seus garotos do Dragons jogando, não truco, não buraco, mas sim UNO.

 

– Estamos jogando e o Rogue não é mais meu amigo. – Lyon respondeu emburrado.

 

– Só porque joguei um 4 para você? Sério? – o moreno revirou os olhos.

 

– Você está atrasado. Dormiu demais? – Gray perguntou jogando uma carta.

 

– Isso não importa. – Natsu suspirou. – Mas por que estão jogando essa idiotice ao invés de estarem... Sei lá... Bebendo?

 

– Bebendo o que exatamente? Água? Muito saudável, não? – Lyon comentou irônico.

 

– Eu gosto de água. – Elfman sorriu jogando um 2 para Gray, que bufou.

 

– Ninguém perguntou. Além disso, você é grande, precisa mesmo de muito líquido. – respondeu Lyon novamente.

 

– Parem com essa conversa idiota. Eu quero saber onde estão as bebidas. – Natsu pediu impaciente.

 

– Que bebidas, Natsu? Loke era o único que saia para busca-las e ele não está mais aqui. Esqueceu? – Gray respondeu.

 

– Tsc. Droga! – Natsu desviou os olhos – Esqueci desse detalhe.

 

– Ninguém mandou expulsa-lo da gangue. – Lyon cantarolou.

 

– Eu não o expulsei! Ele saiu por si só! Não tive culpa nisso! – cruzou os braços, irritado.

 

– Não teve culpa? – Gray perguntou seriamente, arqueando a sobrancelha para o amigo.

 

– Tsc. Não enche, ok? Argh! – passou a mão pelo cabelo róseo – Preciso de uma bebida! – e saiu do terraço.

 

 

[...]

 

 

– E vinte um! – Lucy jogou a última carta.

 

– Espera! Então “21” é só matemática? – perguntou Levy interessada.

 

– Basicamente. – a loira deu de ombros.

 

– Não acredito que está ensinando isso para a gente. – Erza comentou com os braços cruzados. Lucy, Erza, Levy, Juvia e até mesmo Loke estavam juntos na hora do intervalo. A Heartfilia ensinava para os outros como se jogava um jogo de baralho.

 

– Sinceramente Lucy, eu prefiro quebra-cabeça. Matemática não é o meu forte, principalmente com essas cartas do baralho. – Juvia comentou sorrindo sem graça.

 

– Jura? Quebra-cabeça? – Lucy sorriu – Assim você me ‘quebra’, azulada. – fez um trocadilho, o qual Levy e Loke riram.

 

– Juvia está certa, Heartfilia. Eu particularmente prefiro o dominó. – Erza comentou sorrindo.

 

– Interessante. E você baixinha? – a loira se virou para Levy.

 

– Jogos assim não me atraem tanto. Prefiro jogos de lógica como Sudoku.

 

– Sul do onde? – Juvia ficou confusa com o nome.

 

– Sudoku. Su-Do-Ku. – Levy corrigiu com um sorriso.

 

– O que é isso?

 

– É um jogo baseado na colocação lógica de números. – Lucy suspirou. – Sinceramente, acho entediante. – seus olhos foram para Loke, que estava calado até o momento. – E você ruivo? Do que gosta?

 

– E-Eu? – Loke corou ao ter a atenção das garotas em sua direção – Ah! Eu gosto mais de xadrez ou damas, que foi meu pai que me ensinou. – sorriu nostálgico – Eram os únicos momentos que tínhamos juntos. Como... Uma família feliz!

 

– Oowwnn. Que fofo! – Juvia comentou.

 

– Que peninha do ruivinho. – Lucy sorriu de lado e passou a mão pelo cabelo dele, o deixando envergonhado e fazendo-o sorrir sem graça.

 

Enquanto isso, entrando no refeitório estava Natsu, ainda estressado com sua nova rotina noturna.

 

– Ei, tia! – chamou uma das tias da cantina.

 

– Sim? O que quer garoto?

 

– Tem energético aí? – perguntou sem enrolação.

 

– Temos café. Serve?

 

– Argh! – o rosado fez uma careta. Odiava café. – Serve... – pediu sendo a única opção que tinha.

 

– Um dólar. – a tia sorriu. O rosado bufou e pegou o dinheiro, entregando para a mulher. – Já volto com seu café.

 

– Tsc. Seja rápida! – Natsu suspirou e virou-se para olhar em volta. Alguns alunos ainda comiam no refeitório enquanto outros passeavam pelo colégio. Mas um grupo especifico chamou a atenção do Dragneel. – Mas o que...? – ele viu Loke, sentado junto com Lucy e as garotas. A loira ainda tocava no cabelo do ruivo. – Tsc. Por que aquele traidor está ali? – resmungou irritado.

 

– Garoto. Seu café! – a mulher havia voltado. Natsu estralou a língua e virou-se para ela.

 

– Valeu. – pegou seu café e saiu, dando uma última olhada para Loke e suas novas amigas. – Tsc. Eu não vou me arrepender, não vou! – e sem demorar mais, saiu do refeitório.

 

 

[...]

 

 

– Finalmente, casa! – Natsu comentou ao chegar na Residência Fairy Tail acompanhado de Rogue e Gray. Sting vinha logo atrás.

 

– Da próxima vez sugiro que joguemos Paciência ao invés de UNO. – Gray comentou à Rogue.

 

– Para mim tanto faz. – o moreno deu de ombros.

 

– Espera! Estavam jogando UNO e não me convidaram? Que sacanagem é essa? – Sting se meteu na conversa.

 

– Era só entre os membros do Dragons. Mas se quiser, pode ir na próxima, precisamos mesmo de um novo membro. – Gray comentou, fazendo Natsu parar de subir as escadas e encara-los.

 

– E quem disse que o Sting podia ser esse novo membro? E quem disse que precisamos de um novo membro? – perguntou irritado.

 

– Tsc. Relaxe, Natsu. – o loiro revirou os olhos – Não quero ser o seu novo escravo. Eu sei como você tratava o idiota do Loke. – o rosado revirou os olhos – Falando nele... – o loiro sorriu provocador – Eu o vi andando com a Lucy nesses últimos dias. O que houve? Eles estão namorando?

 

– Quem está namorando? – a voz de Lisanna chamou a atenção dos três. Ela, Lívia e Tiffany acabavam de chegar.

 

– A Lucy e o Loke. – Sting respondeu.

 

– Ei! Isso não é verdade. Não estão namorando! – Natsu negou.

 

– Por que está negando? – Gray sorriu de canto – Está com ciúmes por acaso?

 

– O que? Não!

 

– Ciúmes da Lucy... – Sting pensou – Ou do Loke?? – riu de seu pensamento.

 

– Argh! Só neguei porque mesmo o Loke sendo o Loke, ele ainda tem que ter dignidade para escolher alguém melhor do que aquela loira ou vão começar a dizer que ele não aprendeu nada com os Dragons.

 

– Ele só aprendeu a buscar bebida na minha opinião. – Lisanna comenta.

 

– E ser o capacho de vocês. – Lívia adiciona.

 

– E o que vocês têm a ver com isso? Por que estão se metendo em coisas que não é da conta de vocês? Vão se ferrar! – Natsu zangou-se e seguiu para seu quarto.

 

– Qual o problema dele? Está ficando zangado com cada coisa. – Sting comenta voltando a andar para o quarto.

 

– Sei lá. Ele está estranho essas semanas. Vai saber! – Rogue deu de ombros e Gray suspirou, os dois seguindo o loiro para o segundo andar.

 

– Qual o problema dos garotos dessa casa? – Lisanna se virou para as amigas. – Viu o Sting? Ele nem me deu um beijo quando cheguei. Que tipo de namorado é esse?

 

– Bem, faz tempo que você não sai com ele. – Tiffany comentou.

 

– Eu trocaria de namorado. – Lívia revirou os olhos.

 

– Você tem razão, Tiffany. – Lisanna ignorou a sugestão de Lívia – Vou sair com Sting hoje. – sorriu apaixonada – Amoorr!! – correu para convida-lo.

 

– E a gente? Hoje tínhamos noite das garotas. – Lívia reclamou.

 

– Acho que precisamos de namorados também. – Tiffany suspirou.

 

– Claro. – a amiga revirou os olhos – Você precisa esquecer o esquentadinho do Dragneel e eu preciso de um novo objetivo na minha vida.

 

– Vamos sair? – sugeriu com um sorriso – Eu conheci dois caras bonitinhos e podemos jogar “eu nunca” com eles.

 

– Amiga, às vezes eu duvido do seu gosto para garotos. – pensou no Dragneel – Mas é sexta e não tenho nada para fazer mesmo. – deu de ombros e as duas seguiram para seus quartos.

 

 

[...]

 

 

– Natsu? Há quanto tempo. O que faz aqui?

 

– Iae Miles. O de sempre. – o rosado cumprimentou o jovem barman e sentou-se no banco que ficava no balcão, já realizando seu pedido. – Hoje está cheio aqui, hein?! – comentou olhando em volta.

 

– Compramos uma nova mesa de bilhar. – apontou para o local que estava rodeado de homens grandes e fortes. – Está fazendo sucesso agora, junto com o jogo de dardos.

 

– Hum. Eu nunca vi essas pessoas. Quem são?

 

– A maioria é de uma gangue de motoqueiros. Sugiro que fique longe deles. Estão apostando e não quero que se meta em encrenca no meu bar. – colocou um copo com gelo na frente do rosado e despejou o líquido alcoólico.

 

– Tsc. Estou estressado demais para pensar em brigas. – tomou tudo de uma vez.

 

– Vá com calma, Dragneel. Não quero que fique bêbado e faça uma loucura com esses homens aqui. – aconselhou Miles, colocando mais bebida em seu copo.

 

– Não enche vai. – suspirou – Minha vida está uma merda.

 

– Bem-vindo ao clube! – Miles riu brincalhão, mas parou ao ver o olhar feroz de Natsu. – Digo... – forçou uma tosse – O que houve, cara? Sou seu barman, pode me contar qualquer coisa, mas vou logo avisando: eu vendo bebidas e não milagres.

 

– Tsc. – Natsu sorriu minimamente.

 

– Bem, parece que aconteceu um milagre. Nunca mais vi você sorrir desde a...

 

– Não fale nela, por favor. Já estou com problemas demais e não quero pensar nela agora. – suspirou, desviando seus olhos e vendo um grupo de homens divertindo-se com canastra e outros jogos com o baralho.

 

– Então... O que houve? – serviu mais uma bebida para um cliente.

 

– Sabe... O Loke?

 

– Loke? – Miles pensou, colocando as mãos no balcão.

 

– Mais uma, amigo! – um cara pediu e Miles se mexeu para servir.

 

– Ah sim! – entregou a bebida que foi pedida. – Sei sim. Você já o trouxe aqui com o resto dos Dragons. Ele é um ruivinho bem filhinho de papai! – Miles riu ao se recordar do garoto.

 

– Pois é... – Natsu bebeu o que já havia em seu copo, fazendo Miles servi-lo novamente. – Ele... Saiu da minha gangue. Não é mais dos Dragons.

 

– Por que? Não aguentou a pressão que você colocava nele?

 

– Eu não colocava pressão nele. – negou rapidamente, mas após receber um olhar julgador do amigo barman, suspirou – Tá... Eu... – hesitou – Colocava um pouco de pressão. – Miles riu.

 

– Dois milagres hoje. Natsu Dragneel deixando o orgulho de lado e admitindo seus erros.

 

– Tsc. Que erros? Eu não disse que tinha errado, só admiti que colocava um pouco de pressão nele. Mas isso não é motivo para ele largar a gente e se juntar com aquela loira escrota. – irritou-se novamente, virando outro copo.

 

– Que loira? – Miles perguntou interessado.

 

– Não começa. – Natsu mostrou o copo vazio. Miles bufou e o serviu – Ela é muito feia, você não ia gostar dela.

 

– Talvez eu goste. Como ela é?

 

– Ela é... – Natsu pensou – Chata, irritante, agressiva, feiosa e gorda, muito gorda!

 

– O que você tem contra garotas mais cheinhas?

 

– Nada, mas... Eu não gosto dessa. Muito chata e feia! – voltou a beber.

 

– Bem... Você podia me apresentar ela. Eu aposto que ela não é tão ruim quanto você diz.

 

– Tsc. Esqueça! – Natsu levantou-se e pegou a garrafa de Miles – Não vou te apresentar ninguém.

 

– Ei! Aonde vai? – Miles perguntou preocupado com o rosado insolente.

 

– Jogar! Preciso de dinheiro. – respondeu servindo-se.

 

– Tsc. Isso não vai prestar... – Miles balançou a cabeça negativamente, mas logo focou-se em seu trabalho novamente.

 

 

[...]

 

 

Onze e meia da noite, Natsu apareceu na Residência Fairy Tail. Ao entrar, o rosado observou bem o local para certificar-se de que não havia ninguém em casa. Antes de sair para o bar, viu Lívia e Tiffany saírem juntas, Sting e Lisanna irem em um encontro, Gray e Rogue para algum lugar e Erza e as amigas saírem para um rodízio de pizza.

 

– Parece que não tem ninguém. Vamos! – entrou e logo atrás, um cara baixo, gordo e com roupas de couro.

 

– Uou! Cara! Quem diria que tu é ricaço! – comentou impressionado com o local.

 

– Tsc. Essa casa não é minha, eu só moro aqui. – Natsu suspirou. – Fique aqui em baixo e não toque em nada. – começou a subir as escadas – Eu vou buscar o dinheiro. – avisou e correu para o quarto.

 

Ao chegar no quarto, foi até seu armário, e detrás dele, tirou um envelope com dinheiro. O dinheiro era tanto do seu ganho no trabalho quanto o dinheiro que a Lucy havia usado para aluga-lo. Natsu apertou o envelope em mãos e gemeu arrependido.

 

– Por que eu fui apostar??

 

 

Enquanto isso, no andar de baixo, o homem que acompanhou Natsu ainda esperava pelo rosado.

 

– Charles? – uma pessoa o chamou.

 

– Senhorita... Lucy?! – o homem sorriu, fazendo a loira sorrir de volta.

 

– Cara, há quanto tempo! – os dois bateram os punhos.

 

– Senhorita Lucy, continua tão bonita quanto a primeira vez que te vi. – comentou com um sorriso amigável.

 

– Eu sei. E você... – o olhou de baixo a cima – Continua o mesmo Charles de sempre. – riu – Conseguiu entrar na gangue de motoqueiros que tanto sonhava?

 

– Os Ravens?! Claro! São como-

 

– Uma família?

 

– Exatamente!

 

– Isso é bom, mas... – Lucy olhou em volta – O que está fazendo aqui, Charles? Não invadiu pra roubar, né?

 

– Não. Nunca, senhorita Lucy!

 

– Então...?

 

– Vim garantir que o moleque que perdeu pro meu líder pague a aposta. – comentou sorrindo satisfeito.

 

– Aposta? Moleque? – Lucy se interessou – Conte-me mais, Charles. – cruzou os braços.

 

– Bem, o moleque é um de cabelo rosa... – começou deixando Lucy ainda mais interessada.

 

– Sei... – sorriu de canto. – Continua.

 

– Ele quis jogar no bilhar contra meu líder. Ele ganhou de primeira e ficou todo feliz, mas depois que aumentamos a aposta, ele começou a perder. – Charles riu – Tinha que ver a cara de desesperado dele.

 

– Ah! Eu adoraria ter visto! – Lucy acompanhou sua risada.

 

– Agora ele está devendo 1000 dólares para meu líder, mas ele disse que só vai pagar metade. – informa.

 

– Jura? – “Ele ganhou 450 dólares do leilão, isso se não gastou tudo. Mas de onde ele tirou os outros 50? Roubando de outras gangues? Não. Ultimamente vejo o Gray muito desocupado. Acho que o Dragneel idiota está escondendo alguma coisa.”

 

– Ei!! – o grito de Natsu chama a atenção dos dois – O que está fazendo conversando come essa garota? – desceu as escadas, irritado e com o envelope em mãos.

 

– Isso não é da sua conta. – responde Charles – Conseguiu o dinheiro??

 

– Eu... – Natsu hesitou, mas logo suspirou derrotado – Sim. – estendeu o envelope, mas antes que Charles pudesse pegar, Lucy puxou Natsu.

 

– Com licença, preciso ter uma conversa com esse imbecil. – a loira o afastou de Charles, que ficou confuso, mas deu de ombros.

 

– Ei! O que pensa que está fazendo? – Natsu se soltou dela.

 

– Vai mesmo deixar eles vencerem assim? – perguntou séria, deixando-o surpreso.

 

– Tsc. Não se meta na minha vida, loira! – revirou os olhos – Estou cansado de te dizer isso.

 

– Que engraçado. Estou cansada de ouvir você me chamar de “puta”. – Lucy suspirou, acalmando-se para não o socar ao relembrar das várias vezes que ele fez isso. – Esse dinheiro... – olhou para a mão dele – É do leilão que paguei?

 

– E se for?! Você pagou, não é mais seu!

 

– E agora parece que não é seu também. – comentou, fazendo-o bufar – Achei que precisasse para algo importante.

 

– Olha aqui, loira, não está vendo que se eu não pagar para esses caras, eles vão acabar comigo?!

 

– Ah... Eu adoraria ver isso! – ela sorriu ao imaginar e ele revirou os olhos.

 

– Não se meta! – ele mandou, mas antes de voltar para perto de Charles, Lucy o puxou novamente. – Argh! O que foi?

 

– Escuta aqui rosinha, se você vai morrer ou apanhar, eu não ligo. Sinceramente eu queria ser a única a fazer isso com você. Mas mesmo te odiando, tem algo que supera: Eu adoro um bom jogo. – sorriu, deixando Natsu confuso. Lucy se virou para Charles – Hey, Charles!

 

– Sim, senhorita Lucy? – perguntou.

 

– Diga ao seu líder que o jogo ainda não acabou. Eu vou jogar no lugar do meu namorado! – sorriu simpática, fazendo os dois homens arregalarem os olhos, surpresos.

 

– O que?! – Natsu gritou abismado e irritado, tanto por ela estar se metendo, quanto por ela ter o chamado de “namorado” para o tal estranho.

 

– N-Namorado? – Charles ainda estava em choque – Oh! Tem certeza disso senhorita Lucy?

 

– Sim. Certeza! – confirmou.

 

– Ok...

 

– Tsc. Droga! – Natsu praguejou, já imaginando o pior.

 

 

[...]

 

 

– Ah! Então a sua namoradinha vai jogar por você? – o líder de Charles, Frank, sorriu de lado. Ele era um homem grande, musculoso e que usava roupas de couro. – Vejam só pessoal... – olhou para seus amigos e os outros clientes do bar – Isso é um homem de verdade. Chama a namoradinha para jogar no lugar dele! – gargalhou, seus seguidores seguindo seu exemplo.

 

– Tsc. Isso é uma péssima ideia. Você não deve se meter na minha vida assim, só irá piora-la. – Natsu sussurrou para Lucy enquanto todos riam. – Sem contar que está me envergonhando. – segurou o braço dela. – Vamos embora! – tentou puxa-la.

 

– Não. – Lucy resistiu e se soltou – Eu quero ver do que esse cara é capaz. – comentou sem tirar os olhos de Frank. “Eu não estou fazendo isso só para aprontar com o Dragneel. Quero ver se Charles conseguiu um líder que ele realmente merece. Eu não libertei esse idiota de um grupo de tráfico humano só para ele se juntar com gente que não prestava.”

 

– Tudo bem. Vamos jogar. – Frank aceita – Se vocês ganharem, eu não só devolvo o dinheiro, como esqueço a dívida de 1000 dólares e pago o dobro.

 

– O dobro?! – Natsu repetiu, interessado na proposta. “Com esse dinheiro eu finalmente vou poder pagar...”

 

– Mas se vocês perderem... – Frank continuou – Vocês terão que me pagar o dobro!

 

– A gente-

 

– A gente aceita! – Lucy interrompe Natsu. – Vamos começar? – Lucy pega no taco de bilhar, mas ele escorrega e cai no chão. – Opa! – ela se abaixa para pegar, fazendo Natsu bufar e todos rirem.

 

– A idiota não sabe nem segurar o taco para jogar, como pensa em vencer?! – resmungou para si.

 

– Natsu... – Miles se aproximou – Essa é a loira que você falou? – sorriu ao olhar para Lucy, que parecia confusa com o equipamento do jogo.

 

– Tsc. Não enche! – Natsu cruzou os braços e desviou os olhos.

 

– Eu acho que não vou mais vender bebida para você amigo. – riu, apoiando-se no ombro do rosado – O álcool está afetando seus olhos para você chama-la de feia e gorda. Ela é linda!

 

– Cala a boca e vai trabalhar!! – mandou, fazendo-o rir e se afastar para voltar ao trabalho.

 

– Hã? Podemos começar, loira? – Frank perguntou.

 

– Ah! Claro! Claro! – Lucy sorriu sem graça, fazendo os homens contar vitória antecipadamente.

 

O jogo de bilhar se iniciou com Frank dando a primeira jogada e encapando a bola vermelha, de menor valor. Na jogada de Lucy, a mesma preparou-se para tacar, mas acabou acertando um homem atrás dela, fazendo-a pedir desculpas e os outros homens rirem. E essa não foi a primeira trapalhada da garota. Todas as vezes que ia jogar ou errava a bola ou parava para ver se não havia quebrado uma unha. O jogo terminou quando Frank encapou a última bola e de maior valor, a preta.

 

– Bem... – ele e seus companheiros riram. – Parece que eu ganhei!

 

– Argh!! Merda!! – Natsu exclamou já vendo que teria que trabalhar dia e noite e fazer horas extras para pagar o homem.

 

– Ah... Bem... – Lucy forçou um sorriso. – Moço... O senhor não pode me dar mais uma chance, não? Só mais uma. – Lucy pediu manhosa, fazendo Natsu arregalar os olhos.

 

– Enlouqueceu?! – Natsu gritou irritado.

 

– Que estranho... – Charles murmurou para si. “Essa nem parece mais aquela senhorita Lucy que me salvou...”

 

– Chega, loira! Vamos parar por aqui! – Natsu se aproximou dela, não querendo perder mais nada para os homens.

 

– Ah, amor. Por favor! – Lucy pediu para o rosado.

 

– Tsc. Não me chame assim. – sussurrou para ela.

 

– Confia em mim, rosinha. Você não vai se arrepender. – Lucy sussurrou de volta e se virou para Frank – Segunda rodada? – sorriu.

 

– Hum... Claro. – concordou com um sorriso – Mas se você perder essa... Vai passar uma noite comigo. – propôs.

 

– Não aceita isso e para de piorar a situação. – Natsu voltou a sussurrar somente para a loira ouvir.

 

– Primeiro: para de jogar seu hálito quente e fedorento no meu ouvido. Quanto você bebeu? Segundo: não se meta! – Lucy o ameaçou com o olhar.

 

– Tsc. Depois não me peça para não te chamar de “puta”. – Natsu deu seu olhar feroz para ela, mas não surgiu efeito.

 

– Boa ideia. Se eu vencer, você vai parar de me chamar assim, caso contrário, eu mesmo passo com uma moto por cima de você. – Lucy segurou-se para não mostrar sua verdadeira personalidade na frente dos homens.

 

– Eu-

 

– O casalzinho já terminou? – Frank perguntou impaciente. – Eu quero jogar! – sorriu e Lucy sorriu de volta.

 

– Não se preocupe. Você vai ter seu jogo. – Lucy comentou – Mas se eu ganhar... Eu quero a sua jaqueta de couro.

 

– O que? Para seu namoradinho? – Frank riu – Tudo bem. Eu topo! Homens... – olhou para os demais – Não me incomodem essa noite, porque hoje irei fazer a terra tremer com essa loirinha. – comentou, fazendo-os rir e Lucy revirar os olhos.

 

– Podemos?

 

– Você primeiro, loira. – ofereceu.

 

– Se é o que quer. – Lucy sorriu de canto e preparou para tacar a bola branca nas coloridas que já estavam organizadas.

 

 

[...]

 

 

– Eu... Não... Acredito...! – comentou com a boca aberta.

 

– É... Parece que alguém deve me pagar! – Lucy estendeu a mão sorridente.

 

Não só Frank, mas todos que viram o jogo se surpreenderam com a habilidade da garota para levar as bolas aos buracos. Até mesmo Natsu estava surpreso de como ela havia feito aquelas jogadas.

 

– Você... Você me enganou! – Frank se irritou – Disse que não sabia jogar!

 

– Eu nunca disse isso. Eu só ensinei que aparências não é tudo. – a loira sorriu – Agora, seja um bom jogador e pague sua dívida, sim?

 

– Tsc. – Frank fechou os olhos e suspirou. – Tudo bem. Eu sei ser um bom jogador. – comentou, pegando sua carteira para pagar a loira.

 

– Ah! E não esquece a jaqueta está bem?

 

 

[...]

 

 

– Ainda não acredito que você realmente ganhou. – Natsu riu quando chegaram na residência Fairy Tail.

 

– Não é a primeira vez que jogo bilhar. – comentou contando o dinheiro. A loira usava a enorme jaqueta que havia ganhado e dentro dela, o envelope com o dinheiro que era de Natsu. – Falando nisso... Acho que me deve um agradecimento.

 

– Como é? – se virou para ela.

 

– Um agradecimento, Dragneel! Agora! – exigiu, cruzando os braços.

 

– Por que eu devo te agradecer? Você não fez nada! – agiu teimoso como sempre.

 

– Eu não fiz nada? Sério? Argh! – revirou os olhos – O que você é? Uma criança grande?

 

– É a segunda vez que me pergunta isso.

 

– Você não me deu uma resposta. – sorriu e ele bufou, desviando os olhos.

 

– Obrigado. – agradeceu baixo e irritado, fazendo-a rir.

 

– Que crianção! – comentou – Espero que cumpra sua parte do acordo e nunca mais me chame daquilo de novo. – Lucy começou a subir as escadas.

 

– Ei! Espera! – Natsu a para, segurando em seu pulso – E o dinheiro?

 

– Como assim “e o dinheiro”? Fui eu que ganhei e não você! – sorriu convencida.

 

– Tsc. – Natsu bufou – Tudo bem. – ele a soltou e passou por ela. Estava cansado da noite e só queria deitar para dormir. Lucy o observa curiosa.

 

– Por que esse dinheiro é tão importante para você? – perguntou, fazendo-o parar no meio da escada.

 

– Você já se meteu demais na minha vida. Me deixe em paz, ok?!

 

– Sou uma garota curiosa, o que posso fazer? – deu de ombros.

 

– Curiosa e intrometida demais pro meu gosto. – resmungou.

 

– Olha só quem fala. – ela riu e tirou o envelope que já era de Natsu. – Pensa rápido! – o jogou para ele, que pegou rapidamente.

 

– Por que-

 

– Eu te dou metade dos 2000 dólares da aposta, mas vai ter que fazer algo para mim. – o interrompeu.

 

– Eu não vou em outro encontro com você! – respondeu rápido. Lucy sorriu e negou com a cabeça.

 

– Não quero um encontro. – subiu as escadas até ficar um degrau abaixo dele – Quero que peça desculpas sinceras e grandes para Loke. – respondeu séria.

 

– O que? – o rosado arqueou a sobrancelha, confuso.

 

– Hum. – Lucy suspirou e abaixou o olhar, colocando as mãos na cintura – Mesmo ele tendo saído de sua gangue, ele ainda está triste pelas coisas que você disse. – comentou ao pensar que mesmo querendo fazer Loke esquecer dos Dragons ele não conseguia parar de relembrar as palavras de Natsu. – Peça desculpas a Loke... E terá o dinheiro! – finalizou seu pedido e passou por ele, querendo ir para seu quarto. “Acho que já sei para quem vou dar essa jaqueta!”.

 


Notas Finais


Iae? Gostaram? Espero que sim!
Esse capítulo é e não é importante.
Mas sem mais delongas...

Vamos fazer um jogo?
Nesse capítulo eu coloquei nome de vários jogos. Quem trouxer (primeiro) o número certo de jogos citados e quais foram eles, eu dou um spoiler de qualquer capítulo futuro: do 23 ao 36.

Regras e Informações:

-> Tem que ter o número certo de jogos e nome escrito CORRETAMENTE (não vale a desculpa do corretor do celular ou a pressa). Eu vou tirar print da mensagem enviada, então não vale editar caso veja que a palavra esteja incorreta tarde demais.

-> Pode me mandar por mensagem no Spirit ou nos comentários. Tanto faz.

-> Você pode pedir spoiler de somente 1 capítulo. O vencedor pode escolher de qual capítulo quer receber o spoiler.
Capítulos disponiveis: 23 ao 36

-> O spoiler vai ser só pra quem acertar. Eu vou passar pelo privado, por mensagem no Spirit.

-> O spoiler vai ser dado em palavras aleatorias, mas importantes. O vencedor pode escolher entre 1 a 4 palavras.

-> Não vale implorar por mais porque eu não vou dar!!!

-> (Editado) O jogo vai até alguém acertar, se não, até Domingo. Se ninguém acertar eu avisarei.

QUE O JOGO COMECE!!! (leia as regras atentamente pra não reclamar depois).

Obrigada por lerem! Desculpa os erros e até o próximo capítulo♥♥


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