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História Clexa - Forbidden - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus amores!!! Tudo bem com vocês?

Episódio quentinho e com um pouquinho de emoção pra vcs.

Espero que gostem do Deus de Spinoza que escrevi sobre. Ele é o Deus em que Albert Einstein acreditava, e sinceramente é o que eu acredito também.

Enfim, espero que gostem, foi feito com muito amor ❤️❤️❤️

Capítulo 9 - God Of Spinoza


Sábado, 14 de novembro

— Clarke? Por que a porta está trancada?  Perguntou minha mãe.

— Puta.Que.Pariu. — Disse para Lexa muito nervosa.

Saímos voando do chuveiro, nos secamos e colocamos nossas roupas imediatamente. Lexa ficou no banheiro e eu fui abrir a porta.

— Ah, oi mãe, eu tava tomando banho aí a Lexa deve ter trancado a porta porque ela me disse que queria provar umas roupas minhas. — Disse, esperando que ela acreditasse.

Ela olhou pra dentro do quarto com um olhar suspeito, mas logo falou:

— Tudo bem então, queria chamar vocês para o café da tarde. Fiz pão de queijo e aquele bolo de cenoura que você adora. — Disse nos convidando pra ir.

— Beleza mãe, quando a Lexa terminar de ir no banheiro a gente desce, é bem rapidinho. — Disse, esperando ela descer.

Logo fui correndo pro banheiro e quando vi Lexa, depositei um beijo demorado em seus lábios maravilhosos.

— Vamos descer, minha mãe tava chamando a gente pro café da tarde. — Disse, entrelaçando nossas mãos. Quando chegamos na escada, as soltamos, obviamente.

Durante o café, conversamos sobre variados temas, principalmente sobre Lexa, pois minha mãe queria muito conhecer ele melhor, afinal era minha amiga. Lexa respondia a todas as perguntas tranquilamente, até que minha mãe perguntou uma coisa não tão sutil...

— Então Lexa, você acredita em Deus? Vai pra igreja? — Perguntou sujestivamente.

— Eu acredito sim em Deus, mas não vou pra igreja. — Disse, levando um pedaço de bolo a boca.

— Mas como você acredita em Deus e não vai na igreja? — Perguntou, confusa.

— Eu acredito no Deus de Spinoza. Spinoza foi um filósofo holandês que escreveu em seu livro que Deus, que dizia assim: "Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você." 

Minha mãe pareceu mais confusa ainda.

 — Entendi... Mas você pratica as leis e os mandamentos que estão na bíblia né?

— Ele também disse: "Crê que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que Deus faria isso? Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei, que são artimanhas para manipulá-lo, para controlá-lo, que só geram culpa em você!" — Disse Lexa, confiante.

Minha mãe pareceu mais brava e confusa ainda.

— Então você pratica o pecado constantemente? Imagino que deve ser bissexual também, já que é comum com os jovens dos dias de hoje isso aí. 

— Ele disse "Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer." E "Pare de me pedir perdão! Não há nada a perdoar. Se eu o fiz, eu é que o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso culpá-lo se responde a algo que eu pus em você? Como posso castigá-lo por ser como é, se eu o fiz?" — Disse Lexa me olhando. Eu estava orgulhosa dela e ao mesmo tempo morrendo de medo da minha mãe expulsar ela da casa dela.

— Você pensa assim mesmo, Lexa? — Perguntou, olhando nos olhos dela.

— Acredito sim, Sra. Griffin. — Ela disse, mais uma vez confiante.

— Bom, eu acredito nisso também. — Disse ela enfim.

As duas sorriram e eu fiquei sem entender nada. Como assim? Minha mãe, religiosa pra caramba, tinha aceitado tudo isso o que Lexa falou? Bom, era verdade. Esse Deus era muito melhor do que o Deus malvado que pregam por aí a fora. Talvez ela tenha mesmo acreditado nisso.

— Bom, mãe, Lexa e eu vamos subir pra fazer uns deveres de casa que tem pra segunda-feira. — Disse já levantando da cadeira.

— Muito obrigada pela comida, Sra. Griffin, estava simplesmente magnífica! — Disse Lexa, também levantando.

— É Abby pra você, Lexa. — Minha mãe disse enquanto subiamos as escadas. Lexa só deu um sorriso de canto de boca.

Quando chegamos no quarto, eu soltei o ar que nem sabia que estava segurando.

— Lexa, você é muito corajosa viu, pensei que minha mãe ia te expulsar da casa. — Disse dando uma risada nervosa.

— Que nada, Clarke. Sua mãe é muito legal, imaginei que ela iria acreditar no que eu falei, pois é a verdade. E eu arriscaria tudo pra ficar contigo, neném. — Ela disse me dando um selinho.

Nesses dois dias que ela ficou aqui, matamos a saudade uma da outra várias vezes. O tempo passou voando, e quando eu vi já era domingo a tarde, quando Lexa tinha que voltar pra casa. Fomos até a casa dela juntas, de mãos dadas, então nos demos mais um beijo apaixonado na porta e então eu voltei pra minha casa.

Quando cheguei, peguei meu celular e vi uma mensagem de Lexa no WhatsApp. 

— Eu adorei nosso fim de semana juntas, na próxima vez fazemos aqui em casa, aí ficaremos realmente sozinhas. — Ela disse e depois mandou um emoji dando uma piscadinha.

— Estou contando com isso. — Respondi colocando o mesmo emoji.

Nunca havia me sentido tão feliz quanto eu me sentia quando estava junta de Lexa. Ela era simplesmente minha alma gêmea e eu sentia isso. Eu sabia que estava apaixonada por ela e queria a pedir em namoro, mas tinha que ser de um jeito especial. Faria isso no fim de semana que eu iria dormir na casa dela. Já tinha tudo planejado em minha mente.


Notas Finais


O que acharam??? Dicas e críticas construtivas são sempre bem vindas! Sintam-se a vontade aí nos comentários. Bjinhos ❤️❤️❤️


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