História Clexa - Nos olhos da Comandante - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Clarke Grffin, Clexa, Lexa, The 100
Visualizações 410
Palavras 1.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Clexa - Nos olhos da Comandante - Capítulo 9 - Capítulo 9

Já devia ser madrugada quando voltei ao quarto de Lexa. Eu não sabia onde dormir e não tinha muito tempo que ela tinha se retirado, então pensei que podíamos conversar. Quando entrei, o quarto estava vazio e a mesma janela, que na verdade não era uma janela, ainda fazia o vento frio entrar. Fechei as cortinas e sentei na cama, depois deitei e sem perceber, estava coberta e prestes a pegar no sono quando Lexa entrou. Como por instinto, sentei na cama rapidamente, me despertando completamente. Não era minha intenção deitar na cama dela e menos ainda dormir. Passei a mão no cabelo e tentei parecer normal, apesar de saber que não estava.

- Achei que podíamos conversar, mas você não estava aqui - disse tentando desviar o olhar dela, que estava incrivelmente linda em um vestido preto, aberto nas costas e com o cabelo solto - Acho melhor eu ir.

A comandante fez um gesto pra que eu ficasse sentada, puxou o longo vestido que talvez incomodasse um pouco ao andar, o que fez com que eu corresse o olhar por todo o seu corpo bem marcado com o vestido justo, ela se sentou ao meu lado.

- Fale Clarke!

- Eu... E... Eu... - respirei fundo, ainda me recuperando do susto, mas apesar disso, ela parecia não ter se importado com o fato de que eu estava em sua cama - Eu quero que me ensine a lutar - soltei as palavras de uma vez sem pensar no que dizer, na verdade só precisava dizer alguma coisa.

- Você está bem?

- Estou. Por quê?

- Você ficou vermelha de repente, não está passando mal?

Desviei o olhar para baixo e levantei, andando até a janela. O quarto já não parecia tão frio diante daquela situação. Me virei brevemente para encará-la e voltei a olhar pela janela, Lexa estava no mesmo lugar e apenas me olhava.

- Eu estou bem.

- Posso ensinar você a lutar sim, deve aprender. Não sei por quanto tempo pretende ficar, mas é o que fazemos aqui. Estive ocupada e esqueci de pedir que preparassem um quarto pra você, eu posso fazer isso agora mesmo, se preferir. O sofá não é muito confortável.

- Não preciso de um quarto só pra mim, ninguém tem um aqui. Não precisa me tratar com privilégios só porque salvei o seu povo.

- Não é porque salvou meu povo, eu não quero que nada aconteça a você. Foi este o motivo de tê-la colocado em meu quarto desde que chegou aqui.

Senti que ela se aproximava e sua voz chegando cada vez mais perto bastou pra que eu ficasse tensa.

- Eu não preciso de sua proteção - me virei a tempo de ver Lexa desviar o olhar para baixo com uma expressão de decepção - Mas... Preciso da sua companhia.

Os olhos verdes voltaram para os meus em um olhar firme, a mesma expressão séria que nunca me deixava perceber o que ela estava pensando. Ela me encarava o tempo todo desde que havia chegado, seu olhar me perseguia como uma sombra e o mais estranho é que não precisava ser discreta, Lexa era a comandante e obviamente podia fazer o que quisesse, ninguém iria questionar. As pessoas daquele lugar não julgavam o que quer que fosse. A comandante se aproximou ainda mais e eu só pensei no quanto não queria demonstrar fraqueza a frente dela, mas sem perceber, dei um passo pra trás em direção a janela. Senti um frio da barriga ao quase perder o equilíbrio e lembrar que não havia nada atrás de mim além de uns 50 andares até o chão. Lexa me puxou pelo braço em um movimento brusco que fez meu corpo bater no dela e aquele mesmo olhar estava sobre mim outra vez. Me peguei ofegante pelo susto e aos poucos percebi que ela não me soltava, mantive meu olhar firme no dela, que aos poucos me soltou e então eu percebi que não queria que soltasse. Dei alguns passos pro lado e me afastei da janela, sentando no sofá e respirando fundo, mais pelo susto provocado por Lexa do que pela minha quase queda.

- Você pode ficar na minha cama hoje, precisa descansar.

- Lexa!! Não - disse a seguindo enquanto ela ia em direção a porta - É o seu quarto, eu não quero incomodar.

A peguei pelo braço para impedir que saísse e quando percebi, a apertava mais forte do que o necessário. A comandante baixou o olhar para a minha mão e voltou a me olhar nos olhos, o que fez com que eu tirasse a mão.

- Desculpe - sussurrei sem jeito.

Os próximos segundos foram de uma tortura que parecia não ter fim, onde nenhuma palavra foi dita. Eu não sabia se havia feito algo errado, ou o motivo de ela me encarar sem nada dizer, o que sabia era que não conseguia tirar os olhos dos dela. Os olhos da comandante, de alguma forma me deixavam sem ação. Ela se aproximou e eu ainda estava tensa e perdida em pensamentos. Sua mão tocou meu rosto, um toque tão suave, assim como o dos seus lábios nos meus, que demorei a perceber o que estava acontecendo. Sua língua molhada deslizou pela minha e seu toque era lento e sutil. Por um instante me perguntei se a "selvagem" não seria eu, que só pensava em tomar seus lábios como um animal, expressando todo o desejo que aquela mulher havia me provocado sem que nem eu mesma percebesse. Aos poucos o beijo se tornou intenso e já estamos sem fôlego, eu a segurava firme pela cintura e chupava sua língua com a respiração ofegante quando ouvi o barulho da porta.

- Heda...

Lexa fez aquele mesmo gesto com a mão e parou o beijo devagar, respirando fundo antes de se voltar para o homem.

- Fale Titus.

- Alguns saíram mais cedo e foram feridos por um animal.

- Minha mãe - perguntei os interrompendo.

- Está entre eles Wanheda.

Corri até a porta antes mesmo que ele terminasse a frase.



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