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História Cliché - Nosh - Capítulo 1


Escrita por: e Nosh_Urreah


Notas do Autor


Dedico essa história para minha melhor amiga que, meu deus, nunca vi ninguém gostar tanto de um shipp como ela gosta de Nosh. Bjos pra minha bebê @Nosh_Urreah

NÃO REVISADO, DESCULPEM QUALQUER ERRO!!!

Música que usei de inpiração: https://youtu.be/WRE3h6UKtqw

Capítulo 1 - Clichê


Noah Jacob Urrea

Alguma vez você já se sentiu forte? Já se sentiu tão forte a ponto de parar e pensar: "Eu poderia me jogar de um prédio agora mesmo, mas eu sei que eu não morrerei. Eu sou forte. Eu consigo."

Pois eu já. E eu fiz isso.

Uma perna quebrada e muita dor foram as consequências. Tudo bem que era o primeiro andar e nem ao menos era tão alto, mas, realmente e francamente, aquela fora a última e única vez em que tive esse pequeno... Surto.

Lembro dos olhos de minha mãe sobre mim, tão confusos e dolorosos, expressando tudo o que ela queria dizer. E, infelizmente, eu a entendia. "Eu estou te perdendo... A cada dia que passa, você se vai... O que está acontecendo com meu menininho? Por quê? Por que Deus está fazendo isso comigo?"

A coisa mais triste, foi que eu a perdi.

Eu era uma pequena e problemática criança de nove anos quando meu pai foi embora de casa, foi quando o real inferno começou. Então, a partir daí, eu e minha mãe nunca mais fomos os mesmos.

Mamãe se foi quando eu tinha onze, porque sofreu uma grave overdose. Ela tomou diversos remédios para dormir porque não conseguia ver seu pobre filho naquela maldita depressão. Eu sei que ela não quis morrer. Eu sei... Mas ela morreu.

Ela poderia estar viva se não fosse alérgica a eles e ela poderia estar cuidando de mim até hoje. Ela poderia ter me envolvido em seus braços amorosos e cheirosos quando algum colega zombasse de mim, ou, quando eu caísse e ralasse meu joelho por causa de meu vício em skate e rampas totalmente arriscadas e quase suicidas demais para uma criança.

Ela poderia estar viva se não fosse por mim.

— Noah! — Bailey me tira de meus pensamentos, fazendo-me pular e arregalar os olhos, encolhendo-me levemente.

Observo seu rosto com um enorme ponto de interrogação, onde dizia claramente um "Alô? Você está ai?" e, para a minha própria infelicidade, sim, eu estava ali.

— Desculpe. — murmuro, de forma baixa, voltando a lustrar o balcão sem graça com diversos tipos de besteiras em cima e dentro.

— O que deu em você hoje? — ele pergunta, amarrando seu avental e reposicionando as bandejas com muffins de chocolate e canela.

Mesmo Bailey tendo olhos castanhos desafiadores, lábios sempre franzidos e expressão séria, quem o conhecia mesmo, sabia que isso era só fachada. Na realidade ele era um doce, como aqueles muffins. Era sorridente, como as batatas com sorrisos que eu costumava comer todo sábado à noite e era luminoso como um raio de sol. Confesso que eu o invejava às vezes e me odiava por isso.

— Acho que estou pensativo demais. — eu digo, levantando um dos ombros e franzindo o cenho.

— Isso se chama falta de sexo. — ele diz, apontando um dos dedos para mim, ao que eu reviro os olhos e tranco um sorrisinho.

— Não, — resmungo rindo— sem essa.

— Vai por mim, cara. — ele sai de trás do balcão e caminha até a porta, onde vira a plaquinha de "Open" e abre as portas, suspirando quando a luz do dia ilumina todo o café e a vitamina D invade seus poros. — Amém, luz do dia...

Mesmo achando que ele estava sendo totalmente um hippie natureba, dou-me por vencido e murmuro um "Amém" baixo e quase inaudível, ao que ele abre um de seus enormes sorrisos.

Eu queria conseguir sorrir daquela forma pelas manhãs.

~•~

Quando eu o vi pela primeira vez, nem ao menos pude processar seu rosto direito, mas apenas aquele pequeno e mísero segundo, aquele pequeno e mísero flash, fora o bastante para me fazer sentir borboletas pelo estômago e uma súbita vontade de enfiar minha cabeça na torta coberta por chantily mais próxima.

Não consegui ver seus olhos ou gravar seus lábios mentalmente, mas pude notar o topete de cabelos loiros tingidos em sua cabeça e uma jaqueta preta o protegendo do frio.

Ouço sua risada de longe juntar-se a de suas duas amigas, que praticamente berravam coisas como "Você viu aquilo?" e "Nós somos fodas!"

Bailey nunca gostou deste tipo de gente em seu estabelecimento e nem precisei olhá-lo para saber que seu rosto estaria com uma carranca absurda. Ele sabia de meu problema com pessoas como aquelas, por isso, ele costumava sempre os atender por mim.

Porém, aquele dia fora totalmente diferente.

Bailey batera levemente em meus ombros e sussurrara um "Atenda-os para mim, Noah. É apenas hoje." antes de sumir para a cozinha. Automaticamente minhas mãos começam a tremer e meu rosto a esquentar, mas de um jeito tão absurdo, que tive que abaixar a cabeça e respirar fundo diversas vezes.

Ali, naquela cafeteria, estava o garoto mais popular de um colégio qualquer da cidade, esbanjando sua popularidade com as garotas sem se importar com nada e nem ninguém. Era previsível. Ele era previsível. Ele era um clichê.

E eu gostaria de ser como ele.

— Oi. — uma voz grave e animada pergunta, e arrisco arrastar meus olhos até as mãos grandes que se repousaram sobre o balcão. Aquele era o meu máximo.

— O-Olá. — engulo um palavrão, frustrado por ter gaguejado.

Eu me sentia uma aberração. Eu era uma aberração. Provavelmente, aquele garoto deveria estar pensando a mesma coisa.

— Gostaria de um muffin com calda de morango, minha amiga aqui gostaria de um pedaço da sua melhor torta de chocolate e essa aqui...? — ele pausa, ao que outra voz responde "Café com marshmallows", rindo logo em seguida.

Assinto, nem ao menos precisando anotar os pedidos, apenas fazendo rapidamente o café, botando a calda no muffin e cortando um pedaço da torta.

Talvez, por minha curiosidade estar transbordando, rendo-me e paro com meus olhos no garoto, observando-o se afastar alegremente e sentar-se na mesa mais longe do lugar e de costas para mim, onde havia uma enorme janela com a paisagem perfeita do comércio da frente.

Pela primeira vez, não fiquei tão incomodado com a conversa alta em meio a risadas exageradas.

~•~

Naquele dia, assim que saí da minha casa - que eu dividia com mais duas pessoas, sendo estas Sina e Heyoon -, pude ouvir a alemã se desculpar mais uma vez por ter comido todo o cereal favorito da namorada, que imaginei estar calada, com seus braços cruzados e fazendo uma falsa cara feia. Heyoon nunca ficava brava com ela por muito tempo.

As vezes eu me agradecia mentalmente por não ser um preguiçoso e ir trabalhar, porque, realmente, era meio deprimente ficar em casa vendo suas amigas em um romance de novela onde se beijam o tempo todo e falam coisas fofas dignas de uma cena exclusiva.

Bailey me cumprimentara com um aceno e um "Bom dia, Noah." junto a seu famoso humor matinal assim que eu cheguei ao café, fazendo-me ter vontade de voltar para minha cama e resmungar palavrões pelo resto do dia.

— Eu odeio chuva. — ouço-o murmurar de dentro da cozinha, bufando de modo pesaroso ao mesmo tempo.

— Eu sei. — replico, dando um meio sorriso, esperando por algum cliente de modo atento.

— Você é chato! —ele diz, enquanto vem até mim.

— Obrigado, Bailey. É muito gentil da sua parte. — Sorrio sarcástico, vendo-o rir e apoiar seus cotovelos no balcão, descansando o queixo na palma de sua mão.

— Krys vai dar uma festa na sexta. Deveria ir, ele fica tão tristinho quando você não vai. — ele sorri bobo ao mencionar o nome do chinês.

— Nah, prefiro ficar em casa do que segurar vela pra vocês a noite toda. — seu sorriso some e não consigo segurar o riso quando ele me mostra a língua, como uma criança contrariada.

~•~

Quando eu o vi pela segunda vez, eu realmente o vi. Ele tinha olhos azuis e fascinantemente bonitos, seus cabelos em um topete perfeito segurados por uma bandana vermelha. Tinha um pirulito ainda fechado na mão, lábios finos e rosto marcante.

Ele sorriu e seus olhos ficaram pequenos ao que ruguinhas apareceram nos lados, deixando-o pateticamente... Adorável?

Daquela vez, ele não estava com suas amigas, e nem nada assim. Ele chegara calado, com as mãos enterradas no bolso da mesma jaqueta preta e lábios rosados.

Daquela vez, ele não parecia tão animado, porém, continuava radiante e sorridente enquanto me cumprimentava com um singelo "Oi" e pedia seu café sem açúcar com canela em pó.

Daquela vez, ele não se sentara na mesa mais distante do café, e nem em nenhuma outra mesa.

E, daquela vez, ele permanecera em pé, bem em frente ao balcão. Bem em frente à mim.

De forma boba, percebi que apenas poucos centímetros separavam-me dele.

— Você não é de falar muito, sim? — ele pergunta de repente, fazendo-me corar dolorosamente e desviar o olhar em segundos.

Não o respondi. Não porque não queria, mas sim, porque não conseguia.

— Okay, então... Você não é de falar mesmo. — ele diz, parecendo sorrir.

Entrego-lhe o café e dou de ombros, ainda não arriscando falar. O mesmo aceita, murmurando um "Obrigado."

— Eu sou Josh Beauchamp, e você? — ele não parecia que iria desistir de tentar algum diálogo comigo, o que me fez parar por alguns segundos, tentando não demonstrar surpresa por tal ato.

Em dois anos de trabalho, nunca nenhum cliente tentara ter algum tipo de conversa comigo. Eles apenas pediam, comiam, pagavam e iam embora. Nada mais.

Porém, Josh parecia diferente de tudo o que imaginei. Talvez, ele não fosse tão clichê assim.

— Noah... Noah Urrea. — praticamente sussurro, piscando e resolvendo o fitar.

Meu coração falhara uma batida quando percebo que ele me encarava fixa e intensamente. Solto alguns xingamentos por pensamento e engulo em seco, soltando o ar pelos lábios e sentindo borboletas voarem em meu estômago.

— Noah, hm. — ele diz lentamente, como se estivesse experimentando como meu nome sairia de seus lábios. E confesso que eu derreti com aquilo. — Legal.

Tomando o último gole de seu café, ele sorri, antes de deixar a xícara no balcão junto ao dinheiro e sorrir de lado.

— Nos vemos então,  Noah. — ele sorri, abrindo seu pirulito e o pondo na boca.

Então, Josh acena com a cabeça e se vira, caminhando de modo despreocupado até a saída, desaparecendo pela mesma e me deixando ali, encarando a porta feito um bobo.


Notas Finais


tá aí mais uma fic pra matar vcs de amor :D

!!!!TAMBÉM ESTOU POSTANDO NO WATTPAD, VÃO LÁ DAR UMA FORCINHA!!!!


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